Capítulo Vinte e Oito

Marcos Dawson:

Fiquei com muita dó de Oliver, afinal, ele tentou ligar para o pai, que nem quis atender e ignorava todas as ligações do filho.

Ver o Oliver frágil acabou com o clima da noite, e todos disseram que iriam embora e voltariam no dia seguinte. Falei para Zayn e Oliver dormirem em casa, mas ambos recusaram e foram embora. Zayn disse que conversaria com Oli sobre tudo e que possivelmente me ligaria para dar notícias. Meu pai pareceu sofrer ainda mais quando Oli passou por ele o ignorando.

Sei que isso doeu demais no meu pai, afinal, ele encontrou um filho dele que já está adulto e, para piorar, o ignorou ao saber de tudo que a "mãe" dele fez só para conseguir dinheiro.

Quando todos foram embora, fui colocar o Mat para dormir. Cantei para ele e, em seguida, fui deitar. Passei algum tempo olhando para o teto e percebi como tudo ao meu redor está prestes a mudar. Oliver é meu irmão, estou grávido do Edu novamente, e com ele ao meu lado, ainda terei que lutar contra a família de cobras desse namorado pelo meu filho.

O sono finalmente chegou quando minha mente parou de pensar em tudo o que aconteceu nas últimas duas semanas. Só sei que vou precisar ser forte para enfrentar tudo o que está por vir.

Na manhã seguinte, acordei no horário em que sempre acordo aos domingos e fiquei deitado olhando para cima, pensando no que acontecerá agora com toda a minha família.

— Papai — Ouvi Mat me chamar e olhei para a minha porta, que sempre deixo aberta por causa dele. — Você não vai levantar?

Olhando para o meu filho, vejo a semelhança física dele com o Edu e como isso me faz notar pequenos detalhes meus, como o narizinho e o queixo que ele herdou de mim.

— Eu vou — Falei levantando da cama. — Afinal, temos muitas coisas para fazer, e temos visitas!

Ele se aproximou curioso, e sorri mentalmente por meu filho ser curioso como eu.

— Quem vem nos visitar? — Mat perguntou.

— Seu amiguinho Samuel. — Falei. — Junto da avó e avô dele.

Mat sorriu para mim e pegou minha mão, começando a me puxar para fora do quarto, cheio de energia. Mentalmente, contei até três, sabendo que ele iria cair e me levar junto.

Agora tenho que ser muito cuidadoso com ele e com o bebê na minha barriga!

— Mat, anda um pouco mais devagar — Falei, parando. — Você vai acabar caindo e se machucando.

Ele parou no lugar e me encarou, enquanto Zeus veio para o andar de cima e ficou nos rodeando, todo feliz da vida.

— Tá bom, papai! — Mat falou. — Vou me comportar e não vou correr.

Ele, sem perceber, fez um carrinho triste, e eu sabia que isso aconteceria, já que de manhã ele fica um pouco sensível quando o repreendo. Zeus lambeu o rosto de Mat ao perceber que o dono estava triste.

— Não fica assim — Falei, me agachando à sua frente. — Papai se preocupa com você e ele também precisa se manter seguro, afinal, seu irmãozinho ou irmãzinha que está vindo aí precisa que você esteja bem.

Apontei pra minha barriga e o mesmo me encarou.

— Você comeu meu irmãozinho? — Mat perguntou. — Como ele foi parar aí?

— Desejei muito um bebezinho e a cegonha me visitou ontem e me deu uma sementinha para comer — Falei, lembrando do que meu pai me contou quando eu era pequeno e perguntei de onde vêm as crianças.

Mat colocou a mão na minha barriga e parecia um pouco triste por não sentir nada.

— Ele não mexe! — Mat disse.

— Ele ainda é muito pequeno, vai demorar um pouco para que ele consiga se mexer — Falei. — Entendeu por que o papai não pode fazer força ou correr, para não cair?

— Sim, eu vou cuidar disso — Mat disse. — Vou cuidar de você e do meu irmãozinho!

Sorri e levantei, pegando na mão dele, e fui para o quarto dele com Zeus observando tudo em silêncio. Fiquei feliz por Mat entender e dizer que vai cuidar de mim.

Meu filho é um anjo.

Dei um banho em Mat e o vesti com uma roupa confortável: calça de moletom e camiseta de mangas compridas. Deixei-o brincar com Zeus no meu quarto e, em seguida, tomei um banho rápido, vestindo calça de moletom e uma camiseta regata.

Desci as escadas com meu guarda-costas Mirim e o cão. Preparei o café da manhã, dei ração para Zeus e troquei sua água.

Mat tomou seu café e o deixei ir assistir à TV, no momento em que a campainha tocou. Fui até a porta, abri e sorri ao ver Gisele, Samuel, Edson e Edu com um buquê de orquídeas.

Olhei para Gisele, que sorriu para mim, e sabia que ela havia planejado tudo. Isso me deixou feliz.

— Bom dia — Falei para eles.

— Bom dia, desculpe por vir cedo! — Gisele falou, e dei espaço para ela entrar. — Samuel estava ansioso para vir!

Interessante, ela ainda age normalmente.

— Bom dia, tio Marco! — Samuel falou, e no mesmo momento em que Mat surgiu atrás de mim.

— Samuel! — Mat gritou e saiu puxando o amigo para dentro. — Bom dia, tia Gisele e tio Edson!

E foi puxando Samuel para o quintal, e Zeus latiu indo atrás deles. Esse cachorro adora diversão.

— Bom dia, Marcos — Edson disse ao entrar. — Como você passou da noite de ontem para hoje?

Estava prestes a responder quando Gisele tossiu e puxou o marido na direção em que as crianças foram.

— Depois você nos conta — Gisele falou. — Vamos brincar com as crianças!

Eles desapareceram da minha vista, e eu voltei meu olhar para Edu, que ainda segurava o buquê de orquídeas nas mãos.

— O que faz aqui tão cedo? — Perguntei, estranhando a sensação de calma que me invadiu quando olhei nos seus olhos azuis. — O que são esses presentes atrás de você, além das flores?

Edu ajeitou sua camisa e postura antes de me encarar.

— As flores são para você, assim como os presentes que eu pretendia trazer ontem — Edu explicou. — As flores são as suas favoritas.!

Ele esticou o buquê, e eu o peguei, afinal, amo o cheiro de orquídeas, e voltei a encarar o homem à minha frente que fez meu coração acelerar.

— Eu queria falar contigo — Edu começou a dizer. — Sobre ontem à noite, a reunião e tudo que aconteceu. Gostaria de saber como você está se sentindo e o que planeja fazer a partir de agora.

— Eu aposto que Gisele mandou o Edson te encontrar em frente ao hotel — Falei, e ele sorriu. — Aquela mulher pensa em tudo.

Edu assentiu com um sorriso.

— Realmente pensa. — Edu confirmou. — Ontem, quando cheguei na casa dela, estava carinhoso, mas em determinado momento, ela disse que se eu te machucar, iria lentamente me machucar. Essa mulher é fogo, não acha?

Sorri diante da observação de Edu.

— Gisele é uma pessoa forte e protetora, e não brinca quando se trata de proteger as pessoas que realmente merecem. No entanto, tenho certeza de que ela só quer o melhor para nós. — Falei só para deixá-lo nervoso. Sorri ao perceber que funcionou.

Olhei para Edu, percebendo a seriedade em seu rosto e em suas palavras. Sabia que precisávamos discutir o que aconteceu e o que viria a seguir.

— Marcos, eu te amo infinitamente e quero passar cada dia ao seu lado. Espero que possamos ter essa oportunidade. —

Edu declarou com sinceridade.

Seus olhos azuis brilhavam com intensidade, e suas palavras tocaram profundamente meu coração. Era um momento importante, e eu precisava responder.

— Eu também te amo, esse gestos são coisas lindas suas — Falei. — Mas podemos ir devagar.

— Tudo que você quiser — Edu respondeu com um sorriso. — Só de poder ver você todos os dias, ainda mais podendo te beijar mais uma vez.

Ele se aproximou e me deu um selinho, o que fez meu coração acelerar.Nossos lábios se tocaram suavemente, e o beijo foi se intensificando aos poucos. A paixão e a emoção fluíram em um beijo apaixonado. Sabia que o caminho à frente seria desafiador, mas também percebi que, com Edu ao meu lado, estaríamos preparados para enfrentar qualquer adversidade que a vida nos reservasse.

Ele se afastou lentamente de mim, apenas para recuperar o fôlego, e eu senti minhas bochechas esquentarem.

— Melhor a gente se juntar ao restante do pessoal, e que tal a gente contar para o Mat que o tio Edu é o pai dele? — Falei. — Edu, ele já te ama, e se souber que você é o pai dele, irá te amar infinitamente. Ontem, ele me perguntou se poderia ganhar um irmãozinho e que você pudesse ser o outro pai.

Edu me olhou com um sorriso bobo surgindo em seu rosto. Peguei sua mão com os presentes e o puxei para dentro, calmamente.

Fechei a porta da frente e o guiei até o quintal.

________________________________

Gostaram?

Próximo capítulo um bônus do Oliver e Zayn!





Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top