Capítulo Quarenta e Três

Marcos Dawson Robinson:

Após contar à minha família o que aconteceu no hospital, puxo Miguel para dentro de casa e abro a porta. Fico surpreso com um pequeno Serginho vindo em direção à porta.

Lúcio, que se locomove no andador, é uma coisa super fofa. Fico feliz por não tê-lo jogado fora, assim como fiz com o antigo do Mathhew.

— Oi, amorzinho — Falei para Lúcio, que sorriu banguela para mim.

Sentada no sofá, Daphne se levantou.

— Você acredita que, após ter desligado o telefone, ele acordou e nem queria mais o berço, só o andador — Daphne falou. — Oi, Miguel. Soube do seu pai. Sei que ele vai recuperar a memória.

— Oi, Daphne — Miguel falou, e percebi que Lúcio queria brincar com o tio. — Desculpa, amiguinho. O tio Miguel precisa descansar.

Só vi a hora em que Lúcio ia chorar e começar o drama dele, mas ele não fez nada e apenas mudou sua atenção para ver Edu entrando pela porta da sala com o resto da minha família. Miguel subiu para o segundo andar e fez o certo, afinal, ele precisa descansar.

É engraçado, ele não sabe andar direito, mas com o andador fica veloz, e foi correndo até Edu pedindo colo.

— Oi, garotão — Edu falou, tirando-o do andador e pegando-o no colo. — Como foi seu dia?

E Lúcio começou a falar, só que na língua dos bebês. Mat passou pela porta e ficou ao meu lado, segurando a barra da minha blusa com seus pequenos dedinhos.

— Papai, por que o Lúcio não fala em palavras? — Mat perguntou. — É sempre esses sons. Quando ele vai falar palavras de verdade?

Sorri, afinal Mathhew sempre pergunta o porquê disso, e fico admirado com a preocupação do irmão mais velho do meu pequeno.

— Ele ainda não aprendeu — Falei calmamente. — Você também não sabia falar direito, mas foi aprendendo.

E desde então, não parou, como as outras pessoas da sua família.

Sério, minha família fala demais.

— Entendo — Mathhew falou. — Papai, e o vovô Eduardo, ele acordou?

Olhei para Mathhew e lembrei que contamos um pouquinho sobre Eduardo para ele e que deseja conhecer o avô italiano dele.

— Ele acordou, mas ainda está um pouco dodói — Falei para Mat, que me encarou. — Então, ele precisa descansar um pouquinho. Mais tarde você vai conhecê-lo.

Ouvi alguém chamar Mathhew e vi que se tratava de Zack, que tinha Brian a seu lado, segurando seu braço. Atrás deles dois, James, que tinha o celular na mão e mostrava Samuel, que estava um pouquinho triste, mas, ao ver os amigos, sorriu.

— Mat, tem alguém que quer brincar com vocês — James falou, e meu filho foi em direção aos amigos, após James entregar o celular para Zack.

As crianças, em segundos, saíram daqui, conversando com um Samuel todo contente.

— Quem diria — Oliver falou surgindo ao meu lado. — Que eles desenvolveram uma amizade que atravessa continentes.

— É, quem poderia dizer isso — James falou. — Mas é bom, afinal Samuel fica muito sozinho.

Olhei para ele e percebi que Zayn, Edu com o Lúcio, meu pai, Caleb e Daphne não estavam mais na sala.

— Cadê os outros? Só vi o Miguel sair da sala, para o segundo andar para descansar — Falei.

— Daphne foi atender um telefonema do William lá fora — James falou. — Ela não quis atender com todos por perto.

— Os outros foram para a cozinha — Oliver falou. — O Pai Fred disse que vai mostrar algo a eles.

— Ensinar a cozinhar — James e eu falamos juntos, e Oliver nos encarou.

— Como assim? — Oliver perguntou. — Por que ensinar a cozinhar?

— Bem, como explicar — James falou pensativo. — É uma tradição dos Dawsons, o mais velho deve ensinar aos agregados da família a cozinhar quando estiverem todos juntos sob esta casa.

— Sério? Por que nesta casa? — Oliver perguntou, e foi minha vez de responder.

— O Pai Marlon falava que quando um Dawson ensina alguém a cozinhar, está passando confiança para outra pessoa — Falei. — E nesta casa, pois é o lugar onde sempre estamos. Quando morávamos em Nova York, foi assim. Deve ser no local onde todos se encontram, e é um porto seguro para a família.

— Nossa, tudo isso — Oliver falou surpreso.

— É, papai fez a mesma coisa com o Davi, Daiane e a Daphne — James falou. — E fiquei com dó deles.

— Por quê? — Oliver perguntou. — Já sei, ele é um osso na cozinha?

— Sim e não — Falei. — Ele não diz que a comida está horrível, só manda um olhar como se julgasse sua alma, te diminuísse como pessoa.

E para comprovar isso, ouvimos passos e Caleb surgiu com Lúcio no colo, que ria de alguma coisa.

— Seu pai acabou com os maridos de vocês — Caleb falou divertido. — Tive que sair da cozinha, pois um certo bebezinho queria pegar os ingredientes. Por sorte, o segurei a tempo de pegar as coisas. E por sorte, Mat, Brian e Zack ignoraram tudo o que acontecia na cozinha.

Olhei para o meu filho, que ria e batia palminhas.

— Ele fez o mesmo com você? — Oliver perguntou.

— Não, ele falou na minha cara que sou um péssimo cozinheiro — Caleb falou divertido. — E desde então, só ele cozinha em casa, e quando digo que vou cozinhar, ele fala um monte de coisas.

— Essa é a prova de que ele só fala mal de alguém que realmente é horrível na cozinha, tipo o Steven — James falou. — Mas é sério, ele só faz isso com os agregados e os filhos ele trata com carinho.

— Ainda bem que já sei cozinhar — Oliver falou, e Daphne surgiu de algum lugar com uma expressão surpresa.

— Que bom que sabe — Daphne falou, e em seus olhos havia um jeito de que iria aprontar algo. — Pois hoje vamos cozinhar bastante, afinal, meus futuros sogros vão jantar em casa para me conhecer.

— Futuros sogros — Oliver, James e eu falamos juntos.

— Jantar hoje à noite — Caleb falou, e Lúcio riu.

— Sim, os senhores Philips querem me conhecer — Daphne falou. — Então, toda a família irá vir para cá à noite para o jantar. Me ajudem com a comida. Eles também querem conhecer minha família.

— Isso vai ser o grande jantar — Papai falou surgindo da cozinha, e atrás dele Edu e Zayn com expressões acabadas. — Vamos, nós preparar. Quero ingredientes frescos, os idiotas aqui acabaram com os ingredientes para fazer sobremesa ao usá-los de maneira errada.

Daphne olhou para mim e James, e trocamos um olhar que dizia que Edu e Zayn foram destruídos na cozinha.

— Então, já sabem o plano de quando temos um jantar — Papai falou, afirmando. — Caleb e os dois aqui vão fazer as compras. Steven, Davi e Daiane, como não estão aqui, vão preparar a decoração da mesa. James, Daphne e eu fazemos a comida.

— E eu? — Oliver perguntou.

— Cuida das crianças — Papai falou, e isso fez Caleb passar Lúcio para Oliver. — Vão, essa é a hora.

— Sim, senhor — Falamos todos juntos, e Lúcio bateu palmas.

— Se o Miguel e Eduardo puderem participar, será ótimo — Papai falou quando fomos para a cozinha, e os outros três foram para o lado de fora. — São da família também.

— Vamos ver se vai dar — Falei e fui para a cozinha. — O que vamos fazer?

— Algo sensacional — Meu pai disse, e vi que o espírito do Masterchef subiu nele.

Isso me fez soltar uma risada ao ver como ele se transformava na cozinha de um jeito impressionante.

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