Capítulo 24
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[...]
Mina estava parada havia alguns minutos analisando Jeongyeon. Queria perguntar algo, mas estava com medo da garota desconfiar. Mina sabia que Jeongyeon era bem bobinha em seus gestos e ações, porém era demasiadamente inteligente quando se tratava de ciência.
— Jeongyeon? — Mina chamou quando finalmente juntou coragem para falar.
— Pensei que não fosse falar nunca. — A garota disse rindo.
— Eu estou em um projeto e gostaria de sua opinião.
— Adoraria ajudar, diga. — Jeongyeon disse, removendo o óculos protetor antes de fitar Mina.
— Se existisse algo que criasse cromossomo Y no mundo, mas ele não pudesse ser usado com a mesma genética, como eu converteria a genética dele para não ser igual? — Jeongyeon a fitou por alguns segundos.
— Bem, isso demoraria longos meses. Estamos nos referindo a um pênis quando você disse "algo que criasse cromossomo Y", não é?
— Basicamente.
— Seria mais eficiente ele procriar da forma natural ou por inseminação. — Jeongyeon disse e Mina negou com a cabeça.
— Mas e se o dono do pênis não quisesse ter milhões de sucessores? Talvez ele quisesse uma família, filhos para ele e talvez uma... esposa. — Jeongyeon riu do embaraço de Mina.
— Não temos algum cara com pênis, temos? — Jeongyeon perguntou.
— Nenhum. — Mina disse.
— Então para que divagar nessas teorias doidas, Mina? — Jeongyeon perguntou confusa.
— Por favor, só me ajude encontrar uma solução. Tenho um projeto. — Jeongyeon assentiu.
— Levaria muitos meses. Ainda acho que o ideal seria ele fazer pelo menos um filho, assim terá chances de ter outro homem no mundo e caso aconteça algo com o primeiro homem ainda teríamos chances, mas vou te ajudar nesse projeto, só me dê um tempo de juntar informações e testar teorias. — Mina assentiu, dando graças a Deus por Jeongyeon não ter cogitado a possibilidade da intersexualidade, assim as chances seriam menores de ela desconfiar de algo.
— Obrigada. — Mina disse. — Eu gostaria de me desculpar pela forma rígida que te tratei naquele dia que terminamos. Eu só estava... com a mente em outro lugar.
— Em Chaeyoung. — Jeongyeon disse e Mina a olhou surpresa. — Ela chegou naquele dia, não foi?
— Foi. — Mina confessou e Jeongyeon assentiu.
— Realmente nunca teve prazer de verdade comigo? — Jeongyeon perguntou intrigada.
— No começo, mas depois viramos mais amigas e o desejo, sabe... passou. — Mina disse apenada. — Desculpe.
— Imagina. Não tem do que se desculpar. Deveríamos saber que não daríamos certo. Minha esposa me deixará que eu a chame de "Bem." — Mina gargalhou e assentiu.
— Azar o dela. — Mina disse sorrindo.
[...]
Chaeyoung olhou no relógio e assobiou animada, pegando o creme e indo para o banheiro.
Mina tentaria o striptease aquela noite outra vez, porém, desta vez, Chaeyoung estaria preparada.
Aquela era a sexta punheta do dia.
Seu pau não subiria e ela, finalmente, veria Mina completamente nua. Seu plano era perfeito, pensou enquanto abriu o zíper e começou a massagem muito bem conhecida por ela.
Mina não lhe escaparia aquela noite.
— Chaeyoung? — Mina chamou assim que saiu do banheiro. Ela havia notado que Chaeyoung não havia ido recepcioná-la quando ela chegou e soube que ela estaria, provavelmente, dormindo.
— Oi. — Chaeyoung disse sorrindo fraco e Mina, instantaneamente, se preocupou.
— Hey, o que foi? — A maior perguntou, caminhando até a cama e se inclinando para dar um beijo em seus lábios.
— Nada. Eu, huh, não estou muito bem.
— O que você tem? Onde dói? — Mina perguntou e Chaeyoung enrubesceu, negando com a cabeça. — Chaeyoung, preciso que fale comigo.
— Eu li na internet já como tratar. Não se preocupe.
— Mas o que você tem? — Mina perguntou e Chaeyoung negou com a cabeça. — Argh, tudo bem. Não insisto mais. — Mina disse, passando por cima de Chaeyoung para ir para o canto, porém a expressão de dor em seu rosto fez Mina se preocupar.
— Estou bem. — Chaeyoung disse ao ver Mina a olhar preocupada.
— Son Chaeyoung! — Mina disse seriamente e Chaeyoung suspirou.
— Está bem, eu digo. — Chaeyoung disse. — Eu tentei, huh, trapacear e meio que estou dolorida. — Mina franziu o cenho.
— Não entendi.
— Meu pau, Mina. Machuquei meu pinto me masturbando seguidas vezes. — Mina levou três segundos até explodir em uma alta gargalhada.
— Como... Não acredito! — Mina estava ficando quase sem ar.
— Eu li na internet que usar muita força faz isso mesmo e que eu poderia ter me machucado ainda pior. — Chaeyoung disse.
— Estava tão excitada assim? — Mina perguntou e Chaeyoung suspirou.
— Eu queria gozar muito de dia para quando você chegasse eu pudesse me controlar e pudesse ver você pelada. — Mina abriu a boca incrédula antes de rir.
— Trapaceira de uma figa! — Mina disse em tom acusatório, porém sorria.
— Não ria de mim. Está doendo e já aprendi a lição. — Chaeyoung disse com uma expressão triste no rosto e Mina amoleceu.
— Tadinha da minha punheteira... — Mina disse rindo, distribuindo vários beijos pelo rosto de Chaeyoung. — O que quer que eu faça para ajudar? Quer um carinho? — Chaeyoung assentiu e Mina se inclinou para lhe dar um beijo suave nos lábios antes de puxá-la para seus braços.
— Li que devo ficar de repouso que amanhã já estarei melhor. — Chaeyoung avisou. — Por sorte parei quando senti a dor, caso contrário eu poderia ter quebrado.
— Isso foi castigo por ter trapaceado. — Mina disse e Chaeyoung suspirou.
— Qual é, Mina? Eu e você sabemos que não vou conseguir não ficar de pau duro com você se despindo para mim. Ninguém conseguiria, você é gostosa para canário.
— Canário?
— Sem palavrões por hoje. Estou me redimindo neste dia para ver se Deus tem piedade. — Mina riu, acariciando as costas de Chaeyoung mansamente.
— Só porque eu pensei que poderíamos brincar um pouquinho mais hoje você me apronta uma dessa. — Mina disse em um tom sensual.
— Brincar? A gente iria...
— Esquentar as coisas um pouquinho mais... — Mina disse, acariciando de forma provocativa a nuca de Chaeyoung e fazendo a menor se arrepiar inteira.
— Mina, não faz ele acordar, ele está muito machucado e precisa de descanso. — Mina riu e assentiu.
— Desculpe. Tomou algum analgésico?
— Tomei dois e acho que estou ficando com sono.
— O dia foi produtivo. Ao menos tivesse gozado para mim. — Mina disse rindo.
— Todas as sete vezes foram para você. — Mina arregalou os olhos.
— Sete? Meu Deus, Son. — Mina disse rindo. — Mas não era dessa forma que eu me refería, era para os estudos.
— Quando ele sarar ele te ajuda com isso. — Chaeyoung disse e Mina assentiu. — Mas serei gentil com o meninão, pobre pênis.
— Durma, punheteira, durma. — Mina disse, passeando sua mão pelas costas de Chaeyoung em um carinho inocente e logo a garota pegou no sono sentindo-se protegida nos braços de Mina, enquanto a maior permaneceu acordada, divagando.
Chaeyoung era engraçada, espontânea e linda. Um dos motivos para Mina ter passado quase o dia todo pensando nela. Ela estava preocupada. Estaria se apaixonando?
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