Depois do Banquete
Leonardo, traumatizado, carregando a dor da perda da família, foi condenado à prisão.
A gadana era arma do crime. Nas roupas de Leonardo havia sangue de todos os membros da família, inclusive dos empregados e de Aleska.
A quantidade de restos mortais condizia com o número de pessoas que estavam na propriedade.
O delegado tinha encontrado a casa em chamas, assim como a tenda e a mesa. E Leonardo estava desmaiado no centro do labirinto, com uma das mãos na gadana.
Próximo à ele estava um banco, com resquícios do uso de cocaína.
Leonardo não quis defesa. Diante de tudo, resolveu se resignar.
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Em maio de 2014 Leonardo foi solto por bom comportamento.
Ainda devastado, assombrado pelas sombras do passado, foi obrigado a seguir em frente.
Decidiu levar à frente o legado do pai.
"O Empresário Assassino", era a alcunha que lhe deram pelas costas, mas ninguém deixou de negociar com ele.
Em pouco tempo seus negócios estavam de vento em popa.
Leonardo se negou a ter afeto por qualquer outro ser vivo. Levaria uma vida solitária, carregando nas costas o peso daquele terrível banquete.
Também não se entregou ao vício. Estaria sóbrio até a morte.
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Dezembro de 2016
Leonardo pegou seu smartphone e conferiu as mensagens. Quase todas relacionadas ao trabalho. Algumas de sua governanta, Brieta.
Brieta era uma mulher de quarenta e cinco anos. Tinha postura rígida e firme assim como o coque dos cabelos, que trazia sempre muito firme e alinhado. Estava sempre vestida com roupas sóbrias e formais. Jamais demonstrava qualquer tipo de emoção, e o que era mais importante, não se preocupava com o passado do patrão.
Leonardo pagava bem por seus serviços, o dobro do que ela ganharia em condições normais.
Ele tinha dispensado todos os funcionários, eles poderiam passar a semana de Natal com suas famílias. Quanto à ele, procuraria alguma distração em outro lugar. Talvez viajasse.
A governanta cuidaria da casa principal, segundo ela, não tinha família para visitar e não precisava de férias.
Quando ela disse aquilo, Leo fez apenas um aceno em concordância.
O homem estava mais bonito que quando jovem. Sua feição já não tinha nada de angelical, as feições estavam endurecidas e amadurecidas. Os olhos não brilhavam. Os cabelos, em corte médio, estavam sempre penteados à perfeição. Continuava muito atlético, pois parte de seu tempo livre era investido em atividades que exigiam muito esforço. Ele aprendeu cerca de cinco tipos de lutas. Nadava e escalava como um atleta. Aprendeu a montar e aperfeiçoou até que fizesse isso como um nobre. Por passatempo, aprendeu as artes da marcenaria da carpintaria. Treinou com afinco até aprender a tocar piano, violão, baixo, flauta e violoncelo. Teve aulas de pintura e escultura. Leu tantos livros que mal poderia contar. Era graduado em Administração. Leonardo já era fluente em inglês e espanhol, então resolveu aperfeiçoar o francês. Depois disto aprendeu japonês, árabe, alemão e mandarim.
Era obcecado pelos negócios. Conhecia cada pequeno detalhe das empresas.
Visitava todas regularmente e fazia vistoria até dos copos descartáveis que eram usados.
Uma vez demitiu um gerente porque faltava papel higiênico nos banheiros e os funcionários se viam obrigados a levar de casa.
Depois disto, Leonardo contratou pessoalmente outro gerente e fundou uma nova política para as empresas.
Os funcionários não teriam apenas papel higiênico.
Todas as empresas disponibilizariam também absorventes, lencinhos, sabonetes líquidos, álcool gel e tudo que fosse importante para a toalete.
Resolveu também que haveria refeitórios nas empresas e o cardápio deveria ser de excelente qualidade. Ele garantiu que isso acontecesse, pois sempre aparecia de surpresa para vistoriar as empresas. Todas as vezes que isso acontecia, ele fazia sua refeição entre os funcionários.
Em uma inovadora forma de administrar, instalou creches e berçários nas empresas. Assim, os funcionários que tivessem filhos pequenos, poderiam trabalhar sem maiores preocupações com seus filhos, pois eles estariam ao alcance de seus olhos.
O resultado de todas essas "regalias" foi que o crescimento das empresas ascendeu aos céus. Seu lucro quadruplicou.
Intimamente, não se sentia merecedor do sucesso. Então mandou aumentarem os salários de todos os funcionários.
Depois disso, suas empresas se tornaram referência. Leonardo já não era mais milionário, agora era bilionário. E muito odiado pela concorrência, que se negava a jogar no mesmo padrão. Na verdade eles nem acreditavam quando ele contava abertamente que
não havia estratégia secreta, ele apenas tratou os funcionários com o mínimo de dignidade.
Mas atrás de tanto sucesso e dedicação, haviam terríveis pesadelos com duas crianças degoladas. E a castidade voluntária.
💀
Leonardo estacionou seu fusca preto na frente da mansão.
Pegou o celular e olhou o que havia de produtivo acontecendo naquela noite.
Nada de realmente interessante.
Guardou o celular na pasta e saiu do carro.
Entrou na casa e encontrou Brieta à postos. Como sempre ele entregou a pasta e esperou que ela contasse as novidades.
- O Senhor recebeu um convite para um leilão de arte. - Brieta avisou.
- Onde está? - Perguntou Leonardo, cuja voz agora era mais grave e profunda.
- Em seu quarto, Senhor. - Informou.
- Obrigado, Brieta. Está dispensada.
- O Senhor não deseja que eu arrume suas roupas para sair? - Brieta perguntou.
- Não é necessário, posso fazer isto. - Leo atravessou o grande salão que dava acesso às escadas.
- Isso significa que o Senhor aceitará o convite. - Afirmou.
- Sim Brieta. - Disse em tom neutro, já subindo os primeiros degrais.
A governanta não o seguiu. E ele respirou aliviado.
Sentiu um aperto no peito quando passou por um enorme quadro com uma foto de Betriz nos jardins floridos.
Ela sorria de maneira angelical, sem os dentes da frente e os pequenos olhos brilhavam refletindo todo o frescor de sua infância feliz.
Ele quis chorar, nunca se perdoaria, nunca se acostumaria.
Quando chegou ao quarto viu que um traje estava sobre a cama. Brieta antecipara seus movimentos.
Leonardo suspirou e pegou o convite que repousava ao lado do traje.
Tratava-se de um leilão muito exclusivo, direcionado para os mais ricos do país.
Bem, ele não tinha mais o que fazer. Podia gastar seu dinheiro em algo que depois de alguns anos teria o dobro do valor.
💀
O salão estava ocupado por um seleto grupo em trajes de gala.
Sentados em confortáveis poltronas, se deliciavam com bebidas caras e esperavam que o leilão começasse.
Leonardo escolheu uma poltrona em um ponto mais reservado e esperou alguns minutos.
Analisou os presentes.
Uma das pessoas que lhe chamou mais atenção foi uma gorda e alta mulher. Vestida em um vestido amarelo canário com enfeites de plumas, ela gargalhava. Seus cabelos tingidos de vermelho lembravam cerejas.
Havia algo de familiar em sua feição, apesar de ele não identificar o que era.
Um sino soou. Era o sinal para o início.
Leonardo assistiu a exposição das peças.
Se interessou pela tela de um artista novo no mercado. Quase ninguém deu importância à pintura a oleo de dois bebês sendo banhados em uma bacia, mas Leo se apaixonou pela tela. Os bebês transmitiam paz e alegria. Ele sorriu quando percebeu que não haveria lance maior que o seu.
A próxima peça que captou a atenção de Leonardo, estava no final do leilão. Era um vaso, muito familiar. O homem sabia que tinha visto ele em algum lugar, mas não se lembrava onde. Não era tão de seu apreço, mas resolveu comprá-lo.
O único desafio era a gorda de amarelo, que sempre aumentava o lance.
Leonardo, ansioso para terminar com a disputa, ofereceu cinco vezes a mais que o último lance dela.
O vaso era dele.
Depois disso resolveu se retirar do leilão.
Se dirigiu ao local onde pagaria e pegaria suas peças.
Havia algumas pessoas ali. Um deles era um rapaz muito franzino, de jeito efeminado que quando viu Leonardo, se aproximou saltitante e lhe ofereceu um aperto de mão.
- Obrigado Sr., sou o artista que pintou a tela dos bebês. - Ele sorriu. - Obrigado por arrematar minha obra, isso significa muito para mim.
- Não foi um favor, você é um excelente artista Sr... - Leonardo esperou que ele dissesse seu nome.
- Me chamo Germano Batista, mas meu pseudônimo é Fairy. - Respondeu.
- ... Germano, fiquei seduzido por sua arte. - Leo completou a frase e depois abriu um sorriso genuíno.
- Muito obrigado. Vi que arrematou um vaso. - Comentou e soltou a mão de Leonardo.
- Sim, ele era... interessante. - Não encontrou palavra melhor.
- É um bom vaso. Vi que o disputou com a mulher de amarelo. - Germano soltou a mão de Leonardo.
- Ela parecia resoluta. - Leonardo passou mão pelo cabelo, um gesto de impaciência ao se lembrar da mulher.
- É uma golpista. - Germano confidenciou. - O vaso é de um conhecido dela. Eles sempre fazem isso nos leilões, ela se infiltra e simula lances para os outros aumentarem o valor.
- Como sabe? - Leo perguntou, visivelmente curioso.
- Eles são conhecidos no círculo de artistas. Pelo menos um pouco conhecidos. - Germano bufou.
- Qual é o nome da dama? - Ele não tinha motivos para perguntar, mesmo assim não resistiu.
- Loretta Filicitá.
Leonardo trocou mais algumas palavras com Germano, depois se despediu e foi pegar suas peças.
Ele não abriu o embrulho do vaso antes de chegar em casa.
O homem deixou a tela no carro e levou o vaso consigo. Quando chegou ao quarto, ligou a luz e se sentou na cama.
Cerimoniosamente desembrulhou o vaso e o admirou. Era romano. Tinha fundo branco e algumas imagens trabalhadas em dourado e negro.
Leo colocou o vaso a seu lado, arrancou a gravata e se deitou.
Adormeceu olhando para a peça.
💀
Leonardo sonhou que corria em seu Modena. Aleska colocava batom nos lábios.
Depois ele chegara na propriedade. Desligou o carro, deu a volta, abriu a porta e estendeu a mão para Aleska descer.
Ela sorriu.
Eles seguiram até a porta de mãos dadas, Jardas abriu e os cumprimentou.
Então eles seguiram para o jardim.
Leo se lembrou de admirar a decoração simples, mas elegante que sua mãe fizera. As obras de arte, os móveis, um vaso...
Um vaso!
Ele tentou se aproximar do vaso, mas seus pés seguiram Jardas.
Então ele não saiu no jardim, mas no leilão, onde a mulher de amarelo gargalhava.
💀
Acordou completamente suado.
Percebeu uma presença no quarto. Já estava acostumado, era Brieta.
Ela tirava o vaso de cima do colchão, mas Leonardo pegou a peça para olhar outra vez.
- Uma bela peça. - Brieta comentou.
- Sim. - Respondeu enquanto passava um indicador pela cerâmica.
- Uma peça única. - A mulher andou até janela e abriu as cortinas.
Leonardo olhou para as costas dela, estava vestida em cinza chumbo.
- É? - Perguntou surpreso.
- Sim, é. - Ela se virou para ele e cruzou as mãos em frente à barriga, em uma postura elegante.
Ele ficou interessado pelo assunto, pois jurava que a mãe tinha um vaso idêntico e ela não comprava reproduções.
- Como sabe? - Leonardo resolveu dar um voto de confiança.
- Eu era avalista de arte. Sou bacharel em Artes Plásticas e Licenciada em Artes Visuais. - Contou.
Algo na postura dela havia mudado. Já não estava tão composta.
- Este vaso - acenou com a mão - é único. Não existe outro exemplar em todo o mundo. - Brieta sorriu.
Um sorriso curto, mas era um sorriso.
Algo estava errado.
- Sabe Brieta, essa noite sonhei que este vaso estava na casa de meus pais. - Leonardo colocou o vaso sobre a cama e se levantou. A curiosidade cresceu em seu íntimo. - Por quê deixou sua profissão? Não parece que você detestava ela.
Brieta suspirou.
Então soltou os cabelos que caíram sobre os ombros. Livres de sua prisão.
- Porquê fui obrigada. - Respondeu.
Leonardo sentiu o coração acelerar, ela queria contar algo.
- E por que foi obrigada? - Ele tirou o paletó com o qual tinha dormido.
- Porque descobri um esquema de venda de arte roubada. - Brieta se aproximou até que pudesse olhar diretamente para os olhos de Leonardo. - Quanto ao sonho... bem... o único exemplar era dos Kriastoff. E estava na casa que foi queimada.
O coração de Leonardo acelerou. Naquele dia o vaso estava lá, e o único que saiu vivo daquela tragédia foi ele. Então, como o vaso tinha saído da casa?
- Não pode ser. - Ele franziu o cenho.
- Leonardo, já é a terceira obra de arte, que era da sua família, que vejo ser negociada em um leilão. - Brieta falou. - Eu consegui o convite para você, queria que você visse o vaso. E eu não estou aqui por acaso.
- Não consigo entender. - A mente de Leo se tornou um emaranhado de pensamentos.
- Bom, quando descobri a segunda fraude, confrontei uma mulher que dá lances falsos, ela estava envolvida nos dois casos. Depois disso, tentaram me matar duas vezes. Então eu fugi para o único lugar onde não ousariam me pegar. - Contou.
- Para minha casa? - Leo esfregou o queixo, tentando entender o que ela falava.
- Para perto de você! - Ela colou a ponta do indicador no peito dele. - Foi uma boa oportunidade para avaliar seu caráter, podia ser você a vender as obras, mas não foi. Você preservou cada alfinete que era da sua família.
- Isso significa que... - Ele não podia acreditar no que ela dizia.
- Que alguém matou sua família e colocou a culpa em você. - Brieta disparou as palavras. - E você conhece essa pessoa, porque eu estou segura ao seu lado, então seja quem for, não quer proximidade.
- Não pode ser! - Era como se um raio tivesse acertado Leonardo.
Seu corpo foi tomado por uma amálgama de sensações. Ele era culpado. Não era? Ele matara a família porquê estava drogado.
Não, não podia ser verdade. Ele tinha carregado o peso de um crime que não cometeu?
- Leonardo... - Brieta segurou o rosto dele e o fez olhar para os olhos dela. - Você amava sua família?
Leonardo afirmou com a cabeça.
- Você se lembra de matar eles?
Leonardo negou.
- Então Leonardo, você foi vítima de um golpe. - Ela soltou o rosto dele. - E minha vida, depende da verdade. Você não matou, mas minha vida está em suas mãos. Estamos à um passo da verdade.
- Brieta, isso tudo... Eu não sei o que dizer. Estou carregando o peso da morte da família que eu amava e você diz isso...
- Você vai deixar de carregar esse peso. Chegou a hora de desvendar a verdade.
💀
O primeiro passo de Leonardo e Brieta foi encontrar Loretta.
Para isso, foi necessário encontrar Germano. Por sorte, o rapaz tinha um blog com todas as informações de seu ateliê.
Leonardo o encontrou pintando uma tela interessante.
Segundo Germano, Loretta estava de passagem pela cidade. Um amigo dissera que a vira hospedada em um hotel de quinta categoria.
Brieta, sem muita parcimônia, pediu o endereço do hotel.
Germano, muito solícito, ligou para o amigo e perguntou as informações que ajudariam Leo e Brieta.
Meia hora depois, Leo, Brieta e Germano estavam na porta do hotel no qual a ordinária estava hospedada. Naquele dia, o último Kriastoff tinha preferido usar sua BMW, pois em seu Fusca não ficariam confortáveis e graças à isso puderam levar Germano que muito contribuira desde que havia cruzado o caminho de Leo. O ricaço sentia muita gratidão por aquele artista ter entrado em sua vida.
Juntos, haviam armado um plano simples para pegar Loretta. Não precisariam de algo elaborado simplesmente porque ela não tinha ideia da chegada deles.
Já no hotelzinho mequetrefe, Leo pediu informações para a recepcionista, que as negou, mas ele não desistiria, então, como último recurso, usou todo seu charme e alguma quantia em dinheiro para fazê-la contar qual era o quarto de Loretta.
A garota representou uma timidez mais falsa que nota de três reais, mas em seguida cedeu. Brieta revirava os olhos, impaciente com a situação, enquanto Germano soltava uma risadinha capisciosa.
Em posse da informação e munido de muito ódio, Leonardo se juntou novamente à Brieta e Germano.
Ansiosos, os três subiram as escadas até o andar do quarto 35. Foi tão rápido que pareciam ter flutuado até o maldito lugar.
A mão de Leonardo tremia, tamanha era sua expectativa.
Ele bateu na porta duas vezes antes de Loretta atender.
Quando o viu, a expressão da mulher passou de tédio para pânico. Sim, ela o reconheceu rapidamente, mesmo que na noite anterior tenha agido como se ele não existisse naquele lugar. Talvez ela não o tivesse reconhecido, mas era muito provável que tenha se sentido segura por sua aparência tão diferente da que ostentava quando era modelo.
Leonardo não esperou que ela abrisse a bocarra e dissesse algo, sabia que ela não o convidaria para entrar, então ele apenas a empurrou para trás e entrou no aposento.
Foi estranho fazer aquilo, havia muito tempo que tinha se desabitado a agir com violência.
Loretta que já estava apavorada, se desesperou quando viu Brieta que vinha logo atrás de Leonardo, ainda assim teve a audácia de apontar-lhe um dedo acusador.
- Você! - Gritou.
- Como conseguiu o vaso? - Leonardo perguntou de sopetão. Tentava conter a fúria, mas quase não tinha sucesso em tal empreitada.
- Não é meu, Leo. - A mulher fitou os olhos dele.
Então Leonardo entendeu porquê a mulher era familiar. Estava muitos quilos mais gorda e vários anos mais velha, mas era ela, Aleska.
- Não pode ser verdade, você morreu! - Ele disse enquanto empurrava Aleska sobre um sofá.
- Não morri... - Sua voz estava trêmula, lágrimas inundaram seus olhos.
- Me diz Aleska! O que está acontecendo? - Os dedos de Leonardo se enroscaram no pescoço de Aleska e começaram a apertar.
Foi quando Germano e Brieta seguraram Leonardo, impedindo que ele matasse a ex namorada. O homem tinha passado anos na cadeia, não devia voltar para lá.
- Diz Aleska, ou vou matar alguém pela primeira vez ! - Leonardo rugiu.
- Eu não queria, foi tudo ideia do Jardas e do delegado. - A mulher começou a chorar. - Minha função era apenas deixar você louco. Eu não sabia que matariam todos.
Então Aleska revelou toda a verdade.
💀
Jardas, na verdade, matara seu último patrão. E a família Kriastoff era a próxima vítima.
O delegado da cidade sabia que a casa era repleta de obras de arte valiosas que renderiam um bom dinheiro.
Teve então a ideia de pedir a alguém que indicasse seu primo Jardas para trabalhar com a família Kriastoff.
Aleska era amante de Jardas. A função dela era seduzir Leonardo, que todos sabiam ser um viciado e fazer com que naquela noite, ele se entupisse de cocaína até quase perderem os sentidos.
Jardas então, envenenou o vinho da família. Foi assim que todos morreram, menos as crianças.
A família de Leonardo se sentou à mesa e fez um brinde ao aniversário dele. O veneno os matou quase instantaneamente.
Depois disso, o delegado se vestiu de fantasma e matou Bisteca. Alguns policiais corruptos se vestiram de esqueleto e tomaram os lugares dos enfeites. Um deles ficou do lado de fora do labirinto e ergueu uma abóbora com uma vara de pescar.
Aleska fez sua parte depois correu pelo labirinto.
Alucinando, Leonardo tentou seguí-la, mas no caminho encontrou os obstáculos.
Quando viu Aleska encenar a morte, Leo desmaiou.
Então Jardas matou as crianças, pegou os sangues em um recipiente, jogou na camiseta de Leo, que estava desmaiado no centro do labirinto.
O delegado, por sua vez, colocou fogo em tudo. Da casa salvaram apenas as obras de arte e as jóias que estavam no cofre.
Foi um plano quase perfeito. Não fosse o fato de Brieta ter descoberto a fraude das obras de arte, todos teriam sido felizes.
Quanto aos corpos que substituíram Jardas e Aleska, era um casal de uma propriedade isolada.
Quando ouviu a verdade, Leonardo virou um animal ensandecido. Germano já tinha ligado para a polícia, então ele e Brieta precisaram segurar o homem até que a polícia chegasse.
O que foi uma tarefa hercúlea, dada a força física que Leonardo tinha.
Com a prisão de Aleska, a polícia conseguiu pegar toda a quadrilha que roubava e vendia obras de arte.
Leonardo foi inocentado das acusações e pôde dormir em paz uma vez mais. A dor de perder a família agora era diferente. Ainda se sentia um pouco culpado por ter cheirado cocaína, mesmo assim havia certo alívio.
Ele continuou a ser um homem sem vícios.
A imprensa descobriu sobre a inocência de Kriastoff, e várias matérias divulgaram para o mundo a verdade sobre aquele terrível banquete.
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