Cristais Redondos Caindo no Chão

Caneta em mãos, palavras voando pela cabeça pesada que repousa sobre a mão. Os olhos fixos no horizonte da selva de pedra que o vigésimo-quinto andar mostra com orgulho. As nuvens de fumaça que os carros produziram pairam sobre os demais prédios, mas logos são varridas pela chuva que se iniciou.
Olhos pesados, cabelos bagunçados, sono na voz, no pensamento e na alma.
Desliza a caneta pelo papel, ela faz aquele som desagradável que ele ama ouvir. A chuva chega a sua janela, e aquele cheiro de grama molhada e ferro enferrujado sobe. Aroma de cidade grande.
Roli late, gira em torno de um monstro imaginário que criou para poder morder, e se esconde debaixo da cadeira.
Um suspiro, a caneta é deixada de lado e ele se inclina para trás, relembrando tempos dourados quando tinha algo a oferecer para o mundo. Agora, não tem nada.
A chuva molha a janela, as lágrimas, seu rosto.

Pela terceira vez hoje, um homem chora.

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