Bolinhas de Papel

Luz trêmula de uma vela ilumina em tons alaranjados o papel gélido. Faz frio, e a chama dança com o vento vindo da janela. Roli dorme deitado de modo duvidoso abaixo da escrivaninha.
Velha caneta quase sem tinta desliza para todos os lados, ora falha, ora derrama tinta demais.
Papel manchado, cicatrizes numa pele tão suave, são belas para ele. A chuva persiste, talvez a dias, talvez a meses, não sabe dizer.

Uma oração breve para um
coração que se recusa a bater:
Viva, permita-se pulsar, e, assim,
permita-me viver.

Idéias estão em falta, tinta e calor também. Não há luz, sem luz não existe mundo virtual para distrair sua pesada cabeça. Graças a isso, um novo poema sai do forno.
Cheiro de pão fresco? Talvez não.
Cheiro de tinta reina, tinta fresca, molhada, cheirosa.
Os olhos correm pelo papel, segundo e decifrando os símbolos que chamam letras. Palavra por palavra desagradam-o. É um som triste de arrancar, amassar, e mais uma folha rola para o lixo ao lado.

Nada presta.

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