Quando esse pesadelo acaba?!

Ariel só pode ser retardada! Eu vi aquele encontro ridículo o processo todo, o beijo nojento que ele deu nela, paguei a água que pedi e sai, no fim na entrada vi o policial que nos atendeu na delegacia, eu acho que naquele momento eu virei um defunto de tão branco que fiquei.
Ela trocou algumas palavras rápidas e logo saiu, sai disfarçadamente e entrei no carro passando por eles, notei a rua que ela entrou e dei a volta o mais rápido que pude e foi quando parei o carro e desci pegando a arma de choque que provavelmente ela pegou do policial que apagou, na entrada da rua notei ela encurralada por ele.
Nem sei como usar isso, mas vai na prática mesmo, quando eles se viraram e foram pro carro dele, engoli seco e sai de trás da parede que me escondia e atirei e após o apagar, Ariel teve peso na consciência, nem sei se foi isso. Mas queria o por no carro e ligar pro pai dele.

Fui empurrando o carrinho pro carro e tirei o pirralho do mesmo e o coloquei sentado e ainda reclamou, passei o cinto lá e cá e acho que tá bom, se não tiver tô nem aí.
Fechei o carrinho e coloquei no porta malas junto das caixas.

Entrei no carro esperando a beldade_pra não falar outra coisa_voltar.

Notei ela vindo e o carro atrás de mim saiu e foi embora me dando visão dela, quando levei a mão na buzina pra adiantar ela que vinha na lentidão de uma tartaruga embaixo da chuva que veio do nada, um disparo e Ariel caiu no chão gritando, me encolhi no banco e tirei a mão do volante, olhei pelo vidro de trás e um carro preto parou e de lá desceu meu medo! O delegado filho da puta, o mesmo que tem tentando matar a gente desde o início.

Eu travei, outro disparo e o delegado levou a mão no joelho e Ariel se levantou com a mão nas costas na altura do ombro e correu passando pelo nosso carro, ela nem olhou pra trás.

As pessoas se escondiam e gritavam apavoradas, notei o carro passando rasgando pela rua atrás dela.

Sai com o carro tentando seguir com cuidado o mesmo.

Ela não pode morrer, não pode acabar assim!

__por que foi ajudar o policial caralho!__esbravejei irritado.

Quando sai da rua onde deixei o Scott, eu vinha andando lembrando dos meus pais, eu acho que vendo o olhar o Noah ao falar com o filho, me fez sentir saudades dos meus pais.

Foi quando um disparo e uma dor na parte de trás do meu ombro direito, gritos de algumas pessoas e cai no chão gritando pela dor, notei um carro preto parar e o meu medo desde que descobri quem é, o delegado saiu com a arma mirada pra mim.

Levei a mão abaixo de mim na bota e rapidamente destravei atirando com medo.

Agradeço pelo menos saber destravar uma arma, mira eu não tenho, tentei aprender com as melhores e foi falho.

Quando o mesmo levou a mão no joelho, me levantei em meio a mais dor e corri.
Avistei o carro e passei por ele, pelo menos Maximus e Erick ficam vivos.
Corri sem rumo embaixo da maldita chuva.

Atravessei a rua desesperada e notei o engarrafamento que causei e entrei em outra rua secundária.

Notei um carro entrando com tudo e outro disparo e esse foi perto de mim, eu gritei e as lágrimas se misturavam com a chuva, entrei em um beco e notei latas de lixo e um muro de madeira, corri e subi na lixeira tirando a mão do ferimento e segurei com as duas mãos, quando meu corpo estava na metade, senti alguém puxar meu pé com força e cai sobre algumas latas de lixo e um chute na barriga.

__sua vagabunda!__era ele!

Eu tentei caçar algo perto e outro chute.

__você achou que iria escapar lady Ariel?__senti ele pisar no meu pescoço e se agachar arrancando minha peruca.

Tentei tirar seu pé do meu pescoço e ele trocou do pé pra mão e com a outra acertou dois tapas no meu rosto.

__onde estão os diamantes?__ele segurou meu maxilar.

__eu não sei.__eu tossia e outro tapa.

A chuva molhava parecendo piorar mais minhas dores.

__mentira!__um soco no rosto e meu rosto virou pro lado oposto, senti mais dormente que antes.

Sua mão saiu do meu pescoço e só senti chutes e mais chutes, aquilo me enfraqueceu bem mais e ele perguntava sem parar dos malditos diamantes.

Eu ja não conseguia responder mais, tossia sangue e meu corpo nem se movia mais.

Quando ele pegou meu pescoço e me jogou sobre algumas latas de lixo, cai com elas e me misturei com o lixo e outras coisas.

A visão estava ruim, maquiagem borrada, chuva, lágrimas e dor.

Senti algo abaixo da minha orelha, parecia vidro.
Me forcei a tentar sentar e senti ele segurar meu cabelo e minha mão escorregou até o caco de vidro.

__vai responder?

__eu falo.

Senti sua arma na minha barriga e ele aproximou o rosto do meu.

__diga!

__está, no hotel.__tossi e consegui ajeitar o vidro na minha mão.

__que hotel?__ele segurou mais forte meu cabelo erguendo minha cabeça.

Deus me ajuda!

Abri a boca e passei rapidamente o vidro sobre seu rosto e senti uma dor na barriga seguida do som do disparo.

Ele gritou e soltou meu cabelo, levei a mão onde doía na barriga, tentei forçar a visão e segurei sua arma.

Me levantei ouvido os gritos dele de dor e corri cambaleando, cheguei no seu carro e peguei as chaves e sai daquela rua.
Não tenho condições pra dirigir, pra andar o mesmo, mas sem chaves talvez tenha uma chance.

Eu me escorava na parede e me arrastava o máximo que conseguia.

Quero ajuda, mas estou com medo.

__Deus, me ajuda por favor!__eu sussurrava em meio a dor e lágrimas.

Senti a dor mais forte e desabei no chão, meus olhos começaram a pesar.

Escutei um carro parar com tudo e a porta ser aberta, senti uma mão tocar meu ombro e disse a última coisa antes do breu me levar.

Seguia o carro e acabei o perdendo.
Eu temia, estava com medo e um medo pela desvairada da Ariel.
Fui dirigindo com calma olhando cada rua, seguia o trajeto que estava quando perdi o carro do delegado.

__cadê você, cadê você Ariel?!__apertava o volante com força e escutava o bebê chorar.

Foi quando em meio a chuva vi alguém se arrastar, mas tive medo ao ver o cabelo vermelho neon da Ariel.

Ela caiu no chão e parei o carro de qualquer jeito e desci do mesmo correndo até ela.

Toquei seu ombro e virei seu corpo, não sei onde o sangue começa e onde termina.

__a ca...pela. Por fa...vor ca...pela, ...lia.__ela sussurrou e seus olhos fecharam.

__Ariel, Ariel fala comigo inferno!__a balançava e nada.

A peguei nos braços e corri pro carro a colocando no carona e passando o cinto onde sangue saia.

Pisei no acelerador e sai com o carro em direção ao hotel, hospital é loucura e pior ainda explicar isso. Porém ela disse a capela, implorou a capela e disse Júlia. Quem raios é Júlia? O que será que tem lá?

Meus olhos estavam vidrados, meu peito batia forte como um show de Rock, mas soava o pior show aqui dentro.

__merda!__soquei o volante e decidi confiar nela, ela sabe o que faz.

Sinto isso dentro de mim.

__por favor Deus, não a deixe morrer!__toquei seu rosto com a mão trêmula.

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