O Hospital e o objeto indefinido.
Assim que tomei o meu café, infelizmente fui obrigada a tomar no caminho, mas tomei e isso é o que importa, Erick resmungava o caminho todo, já que ele precisou segurar o Maximus no colo pra mim tomar café.
Não sabemos o nome do bebê, então preferi chamar ele de Maximus, Erick o chama de remelento e percebi que ele tem algum problema com crianças, mas não é da minha conta.
Quando chegamos no hospital eu usava uma calça jeans preta meio desbotada, uma blusinha larga de alça branca e uma jaqueta de couro preta, usava no pé um coturno preto e coloquei uma peruca preta.
Erick estava com uma calça de moletom preta, um tênis esportivo cinza, usava uma blusa preta e uma blusa de frio xadrez preto e branco. Ele odiou mais colocou a lente azul e usava uma peruca castanho claro, um pouco menor que o cabelo dele.
Quando isso acabar, terei falido bem mais do que quando cheguei aqui.
Assim que dei a última golada no meu café, Erick me entregou o Maximus e resmungou algo como; dá próxima vez aprende a fazer duas coisas ao mesmo tempo.
Quando paramos na recepção, pedi pra falar com o médico do plantão de ontem a noite, a recepcionista disse que se a gente corresse pegava ele antes de sair.
Ela indicou a sala dele e fomos as pressas, assim que chegamos na mesma, Erick parecia um desesperado na forca, batia na porta sem parar.
Avisaram que ele estava na sala de medicamentos e seguimos pra mesma. Quando chegamos Erick adentrou a sala e eu juro que queria aprender a desver as coisas.
O médico estava deitado em uma mesa metálica e uma mulher cavalgava encima dele, ambos quase nus. Deitei a cabeça do Maximus no meu ombro e desviei os olhos pra parede.
__credo!__Erick olhava o teto e ambos os dois se ajeitam rapidamente.
__isso é uma área restrita!__o médico exclama.
__pode até ser, mas acho que aqui não é local pra isso.__apontei com a cabeça pra eles e seu ato.__fora que...
__tinha sua sala, pra que a sala de medicamento?__Erick me interrompe completando o que eu diria e logo a enfermeira passa igual um foguete pra fora da sala de medicamentos.
__podem olhar.__voltei a olhar o médico que agora tentava parecer apresentável e saia da sala enquanto seguimos ele.
__era você o médico de plantão ontem?__Erick indaga de uma vez só.
__sim, e lembro de vocês 4.__olhei Erick confusa e o mesmo deu de ombros.
__como assim 4?__o médico abriu a porta da sala dele no momento que perguntei.
Assim que entramos o médico sentou em sua cadeira e nos olhou confuso.
__não lembram?__negamos.__não me admira, estavam muito ruins quando chegaram aqui. Vocês dois vestidos de noivos e trocando as pernas.
__por que vim pra cá?
__havia deslocado o ombro e estava feio o negócio, mas parece que o álcool fez com que não sentisse muito. Está melhor pelo visto.__olhei meu ombro esquerdo que foi onde ele apontou e realmente tava sentindo um desconforto, mas achei ter dormido de mal jeito.
__quem eram os outros dois?__Erick o olha agoniado.
__um homem de aproximadamente 28 anos, pele escura, olhos castanhos claros, o cabelo eram dreads na altura dos ombros preto, eu sei por que você__apontou pro Erick.__dizia que eram cobras como as da medusa.
__medusa, Erick.__o olhei e ele me encarou em choque.
__tá falando o quê?! Como não sentiu o ombro doer agora? O médico garanhão aqui, acabou de dizer que o negócio tava feio.
__garanhão?__olhamos o médico que nos olhava incrédulo.__tenta fazer um plantão de 72 horas e depois me fala que é fácil.
__sem querer discordar, mas já discordando. Transar, não é a melhor forma pra argumentar o seu cansaço de 72 horas. Eu mesmo fiquei esse tempo e nem por isso fiz algo semelhante.__dei de ombros.
__vocês estão diferentes...
__é um jogo, prenda de casamento.__mentira deslavada, mas não dá pra falar a verdade.
__dane-se! Quem era o outro, e estavamos com essa coisinha?__Erick apontou pro Maximus no meu colo.
__sim estavam, vocês gritavam alegres que era o filho de vocês, mesmo não tendo semelhança alguma e o outro na verdade é outra.
Eu andando por aí bêbada e dizendo que uma criança é meu filho. Eu só quero saber o que me deram!
__uma mulher?
__isso. Loira, olhos azuis esverdeados, um corpo de arrancar suspiros, pele clara e lábios carnudos assim como os seios...
__entendemos!__o interrompi.
Tirando a descrição quase erótica do médico pra mulher desconhecida, ela é semelhante aos traços do Maximus, tirando o cabelo loiro.
__o que eles disseram, sabe os nomes?
__não. Mas eles eram seus padrinhos de casamento. Mas o cômico é que você__apontou pra mim.__tentava a todo custo fazer sexo com o mocinho do seu lado. Dizia que não queriam perder mais tempo e queiram ter uma casa repleta de crianças.
Olhei Erick em choque e dei um passo pra longe dele, o mesmo ao contrário de mim caiu na gargalhada.
__eu?! Filhos, casa repleta de pirralhos? Para vai, eu não gosto de crianças!
__não foi o que pareceu. Mas enfim, era só isso?
__não. Pode dar alguma descrição do casal que estava com a gente.__o olhei e ele abriu a boca.__que não seja erótica, por favor.
__ele parecia um segurança, tinha um jeito assim, por mais que parecia largado com roupas causais, vivia sempre olhando ao redor como se tivesse alguém o seguindo e dizia toda hora pra você parar de fazer show.__ele me olhou.__ele disse que era seu irmão.
__ah claro! Amor, temos que parar com o uísque. Como não me lembrei que era o meu irmãozão Toddy.__dei uma cotovelada em Erick e o mesmo concordou em silêncio.
Eu quero fugir, me enfiar num buraco fundo e morar lá dentro.
__a loira era sua cunhada, vivia roubando beijos do seu irmão. E sem querer fugir do que disse, ela é prostituta.
__quê?__Erick o olhou confuso.
__prostituta, ela deixou cair um cartão, quando foi ajudar você que estava vomitando.__ele olhou o Erick, levou a mão a uma gaveta e pegou um cartão preto com letras douradas e vermelhas.__aqui. Guardei por precaução.__ele entrega pro Erick.
__uhum, sei bem a precaução.__revirei os olhos.
__bom, eu espero ter ajudado, agora se me dão licença...
__vai comer outra enfermeira?__preciso calar a boca.
__você não foi com a minha pessoa, né?
__não.__sorri cínica.
__vamos embora Ariel.__Erick acenou pro médico e saiu, na porta escutei o médico me chamar;
__seu marido já foi no banheiro?__o olhei com nojo e ele revirou os olhos.
__ele estava reclamando de dor estomacal, fiz um raio-X depois que tratei seu ombro e vi algo no estômago dele. Mas vocês foram embora.__era só o que faltava.
__sabe dizer o que era?
__não, mais não é comida.__ele me entregou uma cartela de laxante.__dê a ele, talvez sem isso faça um estrago ao sair.__tentei não imaginar a cena.
Agradeci e sai da sala e encontrei Erick na recepção.
__tava dando trela pro médico?__zombou.
__não. Ele só me contou que tem uma bomba minúscula, dentro de você.__seus olhos se arregalaram, e sorri passando por ele.
Enquanto esperava um ônibus no ponto, Erick me virou bruscamente e segurei firme o Maximus.
__que brincadeira é essa?!
__não é brincadeira.
__Ariel, vamos lá dentro tirar isso de mim!
__vai na fé, eu vou pro mais longe antes de fazer Ka-Boom!__ri e ele me encarou mais ainda.
__garota, você é sádica! Tem uma bomba dentro de mim e você tá rindo?!
__relaxa, ela tá desativada.
__Ariel, vai se fuder!
__não é uma bomba, mas não é comida.__ele me olhou.__você tava reclamando de dor estomacal e o médico fez um raio-X depois que concertou meu ombro. Mas quando voltou pra falar com a gente, já tínhamos ido embora.
__que merda tá acontecendo?!
__eu tô doida pra saber.
__você tem realmente um irmão?
__CLARO QUE NÃO! SOU FILHA ÚNICA ANTA!__tenho que parar de gritar, Maximus novamente começou a chorar e Erick se afastou.
O deitei no colo e fiquei andando de um lado pro outro pra ele acalmar.
Erick olhava a barriga dele, admito ser bem trincada e com a claridade da manhã com sol, podeira dizer que ele é um anjo, se não fosse um ogro e acima de tudo um mau humor em pessoa.
Provavelmente está tentando imaginar o que tem dentro dele e tocando com o indicador com medo de talvez, algo acionar.
Acho que traumatizei ele.
Assim que Ariel me avisou que tinha algo dentro de mim, eu entrei em pânico. Eu não tô sentindo nada, mas tô com medo do que seria isso dentro de mim.
Eu não lembro merda nenhuma e agora tem algo estranho no meu corpo.
Isso tem como piorar?!
Assim que pegamos um ônibus, perguntei ao motorista se ia pro Bar-clube Night, ele disse que não e que teríamos que pegar mais um ônibus daqui alguns minutos.
Agradeci e fui pro assento onde Ariel já estava.
Essa peruca tá me incomodando, e coçando muito. Fora as lentes que estão irritando meus olhos.
Mas prefiro ter algum possível problema futuramente na visão, do que morrer.
Assim que sentei no banco ao seu lado, notei o remelento comendo um biscoito e olhando a rua no colo da Ariel.
A mesma guardava algo na bolsa e notei ser uma cartela de comprimido.
__que isso?
__laxante. O médico disse que sem isso talvez faça um estrago ao sair, seja lá o que for que tem dentro de você.__ela deu de ombros.
__e você não fala nada?! Me dá isso!
__não! Erick e se isso for algo bom?__a olhei incrédulo.
__bom?! Tem algo indefinido dentro de mim e você diz que pode ser algo bom?__dei ênfase na frase que queria que ela entendesse.
Porra é o meu corpo e não o dela!
__eu sei, mas vai que são os diamantes?__dei um peteleco na sua testa e ela me encarou séria.
__você é demente? Onde seria possível ter dentro de mim, 10 mil pepitas de diamantes? Eu tô realmente preocupado com o que passa na sua mente, já que tô andando com você.
__ou__ela me encarou questionadora.__Erick, você tá transportando drogas?! Você é mula de tráfico?
__ah, já deu! Vai se ferrar mano.__me levantei e sentei em outro banco.
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