Ziry qoy! (Futuro)

Desaparecida?
Infelizmente, vocês não sabem o bloqueio sangrento que essa história me deixou. Eu avancei em 5, CINCO, histórias, enquanto mal consegui escrever um capítulo de mil palavras aqui, mas ainda assim, aqui esta;

Ano novo, novo começo, novas alternativas. Sinto muito mesmo por isso, mas esperamos melhoras.

O que estão achando de Jacaerys, em "O Escolhido dos Deuses"?

E de Robb Stark e sua posição como vencedor???

Põe favor, não me abandonem, embora talvez eu mereça.... espero que alguém comente aqui, podem me dar esporro, bronca, aceito e mereço, sei disso.

Boa leitura!!!

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Em Nohallor, existe uma tradição. Uma transição que os rapazes, todos eles, passam, onde deixam de ser meninos para serem homens.

Uma caça.

Um ritual antigo e sagrado que é passado de geração em geração pelos habitantes nas terras adjacentes de Valhala Negra.

Os rapazes, geralmente entre seus dois e dez à seis e dez dias de nome, são enviados para as terras mais duras ao redor de Valhala Negra, como na Montanha dos Dragões ou a parte mais escura da floresta, onde devem caçar e matar uma criatura, qual seja que conseguir, desde que realmente habite aquelas terras.

A caça é um teste de coragem, habilidade e resistência, e os rapazes que a realizam com sucesso são considerados homens, dignos de respeito e admiração, dependendo do qual foi sua caça e resultado.

Alexios ouviu sobre isso enquanto crescia, até mesmo observou algumas que foram feitas com a presença e honra de sua mãe e seu kepa.

Eles são recebidos com honras e celebrações, e sua proeza é contada e recontada em histórias e canções. Algo com o qual sempre sonhou conseguir.

No entanto, a caça não é apenas um teste de coragem e habilidade. É também um ritual de passagem, um momento em que os rapazes deixam de ser meninos e se tornam homens de verdade, prontos para assumir suas responsabilidades e desempenhar seus papéis na sociedade como protetor, guerreiro, soldado ou diplomata, qualquer que seja, desde um Rei até um pescador.

E agora, Alexios, o jovem bastardo de Valhala Negra, havia realizado a caça com sucesso, embora sem ninguém lá para lhe parabenizar. Sem sua família para apoiar, ou alguns que gostaria de ver as expressões depois de tsbto duvidarem.

Ali estava ele, matando um Lagarto-Leão gigante e provando sua coragem e habilidade. Estava pronto para ser recebido como um homem, e para assumir seu lugar entre os guerreiros e nobres de Valhala Negra, embora Valíria estivesse em seu caminho primeiro.

Quando Alexios recuperou a consciência, se encontrou deitado na margem do pântano, com a cabeça latejando e o peito dolorido.

Deitado, tentou se sentar, mas uma onda de dor o fez gemer e se deitar novamente, enquanto fechou os olhos e respirou profundamente, tentando se acalmar e avaliar a situação.

Depois de alguns minutos, Alexios se sentiu um pouco melhor e tentou se sentar novamente. Desta vez, conseguiu se manter sentado, embora ainda sentisse uma dor intensa no peito. Ao olhar em volta e viu que a fera estava morta, com a lança ainda enterrada em seu crânio.

Alexios se levantou lentamente e se aproximou da fera, com um sorriso pertigioso tentando escorrer por seus lábios.

Observou com um misto de admiração e respeito. Era uma criatura imponente, com escamas duras como aço e olhos que pareciam brilhar com uma intensidade feroz, mesmo depois da morte.

Lentamente se ergueu totalmente, analisando ao seu redor enquanto tentava catalogar mentalmente qualquer dor e ferimentos, qualquer prevenção que precisasse tomar.

O dia já estava no fim, isso era claro, mas havia ainda claridade para facilitar sua visão. E não só o céu lhe deu isso.

O fogo também.

Chamas furiosas e tensas que pareciam queimar a mata não muito ao longe, fazendo passaram voarem, animais grasnarem e provavelmente outros correrem.

Gaelithox..

Seu dragão provavelmente sentia seu ferimento pelo vínculo. Sentia suas dores e estava em fúria por não alcançá-lo.

Alexios sentiu-se empalidecer enquanto tentava, nervosamente, alcançar sua ligação com a fera.

A princípio nada parecia adiantar, e Alexios estava lentamente tentando pensar em como seguir dali para fora rapidamente, antes que graças aos ataques de seu dragão, outra criatura aparecesse e o encontrasse enquanto provavelmente tentava seguir em fuga.

Os deuses pareciam o ter escolhido como sua piedade para o dia, e logo Gaelithox ao invés de rugidos Furiosos e brasas fogosas atingindo o topo das árvores e terras ao redor, estava rodeando acima de si aos céus, com rugidos mais suaves, embora ainda assim tão temíveis quanto os de um dragão poderia ser.

Acalmado o seu dragão, logo tratou de tentar se localizar e pensar em um plano para se retirar de onde estava, seguir com o seu plano para Valíria e ainda assim levar consigo sua caça, seu prêmio.

Lentamente, mas com determinação, abaixou e começou a trabalhar na pele da fera, preparando-a para ser levada de à Valíria consigo. Desejando que ao menos dure o suficiente para presentear sua muña e seu kepa.

Era um trabalho difícil e demorado, mas Alexios estava determinado a fazê-lo. Ele sabia que a pele da fera seria um troféu valioso, um símbolo de sua coragem e habilidade como caçador. Como homem.

Enquanto trabalhava, Alexios não pôde deixar de pensar em seu kepa, e em como ele reagiria ao saber que seu protegido havia caçado uma fera tão imponente sozinho em direção Valíria.

Ele sabia que seu pai seria orgulhoso, mas também um pouco preocupado, enquanto sua mãe provavelmente destruiria seus ouvidos e o impediria de chegar ate mesmo nas portas de seus aposentos sem escolta.

Mas Alexios não se importava com nada isso, nada alem do fato de poder provar a si mesmo, aos outros e poder trazer algo de verdadeiro valor à sua família, depois de tudo o que fizeram por ele.

Lenta, mas seguramente ele arrancou pele por pele, até mesmo separou partes da carne e conseguiu retirar seus olhos e dentes.

Boas armas poderia ser feita para os gêmeos com o último, enquanto com certeza o Meistre adoraria poder analisar sobre a peça ocular.

Depois de terminar de trabalhar na pele da fera, Alexios se levantou e olhou em volta. O pântano estava quieto, com apenas alguns sons de insetos e aves quebrando o silêncio, e ainda havia alguns sons distintos e distantes de fogo, desejava desesperadamente que não tivesse se alastrado e tomasse conta de tudo, isso seria um grande indício de sua presença a sua família, se já não foi.

Sabia que precisava encontrar um lugar seguro para passar a noite, pois o pântano não era um lugar para se ficar após o pôr do sol, e ele já estava ali a muito mais tempo do que o adequado.

Alexios começou a caminhar, carregando a pele da fera e sua lança, em direção onde poderia talvez se encontrar com Gaelithox.

Um lugar alto e seco seria ideal, onde pudesse se proteger dos predadores que habitavam o pântano com a presença de seu dragão. Principalmente porque o cheiro da carne morta poderia os atrair.

Depois de caminhar por aquilo que so poderiam parecer horas, embora provavelmente nem tanto se não estivesse dolorido, Alexios encontrou Gaelithox em uma colina baixa, com uma superfície plana e seca o suficiente.

Ele se sentou na colina, olhando em volta e verificando se havia algum sinal de perigo além da presença de seu dragão, ao confirmar que não, assentiu satisfeito enquanto soltava um suspiro cansado.

Pegando um pedaço da carne que arrastou terrivelmente até ali, mal o suficiente conseguindo se manter firme com toda a peça, e infelizmente precisando retirar partes para trás, ele o deixou na frente de seu dragão.

"Syrio, Gaelithox, ziry akhtar, ziry akhtari!"

(Coma, Gaelithox, conquista minha, conquista sua.)

Com a grande fera se alimentando então, do que provavelmente mal servia para um pedaço de seu dente, Alexios começou a preparar um acampamento para a noite, fazendo uma fogueira, usando madeira seca e pedras ao redor para nao espalhas as chamas, feitas com a ajuda de seu dragão. E rm seguida, preparou um jantar simples, usando carne seca e o que ainda tinha encontrado na Ilha dos Condenados e no caminho do pântano.

Ele admitiu ter sido sensato manter suas coisas presas às cordas de Gaelithox, ou provavelmente já não teria mais nada.

Enquanto comia, Alexios não pôde deixar de pensar em seu futuro, como bastardo, não havia muito que pudesse receber se não fosse por suas próprias maos.

Claro que contando com sua sorte, ele nunca teria problema algum com isso. Seus irmãos eram amáveis com ele e mesmo seu kepa o amava como pai, sangue ou não, mas isso não mudava a visão dos outros.

Embora sua família negasse, sempre sentiu, ele de alguma forma sabia que precisava encontrar um modo de provar seu valor, de mostrar ao mundo que era mais do que um mero bastardo de uma Princesas estrangeira.

Ele desejava provar que poderia proteger seus irmãos, lhes servir mesmo quando seus pais se fossem. Por isso se esforçou o dobro em todas as aulas, treinou até seus dedos criarem calor e estivessem em pele viva para ser um guerreiro corajoso.

Alexios olhou para a pele da fera, que estava estendida ao lado dele. Sabia que aquela pele era um símbolo de sua coragem e habilidade, e que poderia ser usada para provar seu valor. Ele também sabia que precisava encontrar um modo de levá-la de volta à ValhalaNegra,  de preferência intacta, para mostrar ao seus pais e ao resto do mundo o que ele havia conquistado.

Com esses pensamentos em mente, Alexios se deitou contra as costas de Gaelithox, observando o céu acima da colina, olhando para as estrelas e sonhando com seu futuro.

Sabia que ainda havia muitos desafios à frente, mas também sabia que estava preparado para enfrentá-los, seus desejos era mais profundos. Sua verdade, sua vida era mais do que isso, sentia isso em seu sangue. De alguma forma, algo lá, em Valíria o esperava, algo grande, e simplesmente se recusava mais a negar essa parte de si.

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