Capítulo 9
Estavamos no portão da minha casa conversando sobre os momentos que passamos juntos com seus pais, em outro passeio que Marcos me levou. Ele sorri e eu não consigo não admirar o sorriso desenhado em seus lábios tão bonitos. Marcos fica sério, seu sorriso morre aos poucos causando um frenesi no meu estômago.
Talvez seja a intensidade que ele me olha, ou a vontade que eu tenho de beija-lo, ou o fato dele estar tão... perto! Eu conheço esse homem há tão pouco tempo e ele mexe tanto comigo.
_Eu posso te beijar? - ele pergunta e eu passo a língua sobre os lábios pensando no quanto eu quero que ele faça isso.
Meu silêncio foi interpretado como sim, com certeza era sim. Marcos toca seus lábios com meus timidamente e o que eu pensei que fosse para ser um beijo tímido virou um beijo quente como poucos que já tive um dia.
Ele nunca tinha feito isso, parece estar queimando e me levando junto. Sinto medo, não dele, mas das sensações que ele provoca em mim.
_Devagar... - murmuro depois de empurra-lo com cuidado para se afastar um pouco de mim, estou envergonhada e não sei dizer o motivo.
_Devagar... - repete no mesmo tom voltando a me beijar, não é devagar, é urgente e desesperado.
_Eu preciso entrar. - sei que estou fugindo como uma boba, a verdade é que estou apavorada com tudo isso.
Não falamos sobre que tipo de relação é essa, sei que ele está sempre me levando para junto de sua família, sou bem acolhida, bem tratada e dona Amanda costuma fazer sempre as coisas que eu gosto e o senhor Afonso é o mais doce e educado comigo possível. Não trocamos beijos quando tem outras pessoas por perto, ele costuma pegar na minha mão e agir como meu namorado apesar disso.
Talvez ele só não goste de exposições. Mesmo assim eu gostaria de um pedidos oficial. É assim que as coisas devem ser, certo? Não acho que ficar beijando um rapaz as escondidas seja algum tipo de namoro.
_Eu queria ficar mais tempo com você, não vamos nos ver a semana toda, eu sinto sua falta. - ele reclama ainda me mantendo em seus braços.
_O que isso quer dizer? - pergunto.
_Que eu gosto de você? - ele devolve com seu sorriso de garoto levado. - Gosto muito... - lábios quentes e molhados cobrem os meus outra vez. Ele tem suas mãos presas na minha cintura e eu os braços entrelaçados nos seus ombros.
_Por que vocês dois não entram? - Meu avô pergunta parado no batente da porta. - Ficar namorando na friagem vai fazer os dois ficarem resfriados, andem logo, entrem.
Olho para Marcos pensando no que fazer. Estou vergonha por ter sido pega pelo meu avô que tem sido como um pai.
_Vamos entrar? - ele sussurra quase como um pedido, apesar de achar que esse passo é bastante grande para algo que nem sequer conversamos ou realmente temos. Aceno com a cabeça.
Sigo atrás dele quase me escondendo do meu avô pela vergonha, ele ainda está parado na porta.
_Boa noite. - apesar de todo o tamanho e cara de mal, braços tatuados e tudo Marcos é muito educado.
_Boa noite. - minha mãe diz e pelo tom da sua voz sei que ela não está feliz enquanto olha Marcos passando pela porta
Meu avô ao contrário, sorri, ele tem um sorriso largo e olhos curiosos que vasculham a face do meu acompanhante.
_Então você deve ser Marcos. - por algum motivo estranho o senhor Agnor gostou do jovem que está em pé a sua frente.
_Sim eu sou o Marcos. - os olhos dele buscam os meus com uma interrogação.
_ Então você é namoradinho que está querendo corromper minha filha!? Acha que o que está fazendo é correto? Ela é uma moça direita, da igreja. Não é o tipo de menina para você. - minha mãe diz fazendo todos nós olharmos para ela.
_Você terminou? - meu avô diz sério, estou ansiosa, tremendo e com muito medo de que isso termine em discussão, os dois tem discutido muito.
_É eu terminei. - minha mãe levanta a cabeça para olha-lo e coloca a mão na cintura quase que o desafiando.
_A senhora tem razão sua filha é tudo isso, também tem razão quando diz que ela não é pro meu bico, ela não é, quando eu a vi pela primeira vez eu pensei, "uma garota dessas nunca ia querer nada comigo", mas ao contrário de tudo que imaginei ela me aceitou, estamos em um relacionamento. Eu não quero desvirtuar a sua filha ou levá-la para o mau caminho porque eu já estive lá e sei o quanto é ruim o que eu quero é aprender com ela e continuar a seguir pelo caminho certo. - Marcos Responde mantendo-se educado, me deixando queixo caído e muito orgulhosa.
_Meu filho adoraria conhecer você rapaz. - meu avô diz - então que tal me apresentar nos apresentar?
_Vovô! - estou um tanto envergonhada, minha mãe está com os olhos em nós, sei mesmo não olhando para ela. - Marcos esse é meu avô Agnor
e vovô esse é o Marcos.
_Namorado dela. - Marcos completa estendendo mão para um aperto firme.
Namorado...??? Se bem que depois de nos pegar aos beijos essa é a melhor definição que poderia dar a nós dois.
_Ouvimos falar de você rapaz.
_Imgino. - ele responde olhando pra mim.
_Por que não se senta, vamos conversar um pouco. Quero conhecer o rapaz que conquistou minha neta.
Meu avô sorri, aponta para o lugar onde os sofás e poltronas estão, os dois se sentam e minha mãe simplesmente some, ela não gosta quando vovô se mete porque ele está sempre cobrando a minha mãe para sair da cama e seguir a vida. Mas minha mãe insiste em ficar de luto.
_Traga um suco e alguma coisa para comermos Débora.
_Sim.
Vou até a cozinha um tanto aflita. Eu quero muito que meu avô goste do Marcos.
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Então meninas, acho que peguei Covid, mas não se preocupem eu estou bem, o pior é não sentir cheiro. No mais estou muito bem. Espero muito que gostem desse capítulo.
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