Prefácio
Está sendo engraçado escrever um prefácio neste exato momento, já que depois de praticamente dez anos estou abrindo novamente este documento. Na época estava com quinze anos, cursando a oitava série acredito... Lembro-me que nem computador eu tinha, os primeiros rascunhos era no caderno da escola mesmo. Consegui terminar somente no ano seguinte quando meus pais compraram um. Hoje em dia jovens podem querer um smartphone, mas na minha geração ter um PC era o sonho de consumo de todos. Tinha um amigo no qual também escrevia histórias, onde caso esteja lendo isso, com certeza deve estar rindo sozinho, pois se lembrará dos momentos mais engraçados e as ideias malucas que tivemos durante o período escolar. Ao reler esta história me bateu uma nostalgia, e acredito que seja a mesma que escritores devem sentir ao reverem suas obras. É como se fossemos teletransportados para o momento em questão e revivêssemos tais sensações, só que em nossas mentes...
Lembro-me que era fascinado por livros da série vaga-lume, publicados pela editora Ática. Na biblioteca da escola só sabia emprestar estes livros. Gostava da simplicidade com o qual as histórias eram contadas. Abordagem rápida em que se conseguia criar um enredo com mais ou menos cem páginas. Evidente que minha primeira história escrita recebeu este tipo de influência. Só que agora no "presente futuro" devo confessar que é hilário demais ler ela, pois acho que tinha levado a simplicidade ao nível extremo! É compreensível eu estar sentindo isso já que se passaram dez anos de diferença de escrita. Outro fator considerável é que a parte do cérebro responsável pela memória é ativada a cada parágrafo lido e aí você relembra porque escreveu aquela baboseira em determinada parte. Um verdadeiro "passado me condena".
Curiosamente esta foi à única história que consegui escrever até o final. Depois desta vieram outras, porém totalmente incompletas. Formulava apenas a base do enredo e depois abandonava. O motivo é óbvio: Não sou escritor e ter que se preocupar com o futuro torna-se a ocupação primária de qualquer pessoa. Então escrever apenas de vez em quando uma sinopse, passou a ser o mais perto que consegui de não abandonar o prazer de criar mundos. Hoje em dia estou tentando cumprir alguns objetivos definidos e talvez quem saiba... Sobre um tempo para terminar algumas histórias pendentes que deixei no passado. Enquanto isso, que tal ler a primeira aventura de fantasia que escrevi na vida?
Ps: Eu poderia rever a escrita, mas ao fazer isso sumiria a "magia temporal" existente nela. Por mais que contenha muitos erros de português, lê-la desta forma representa sentir a simplicidade do passado. Padrões não determinavam certo ou errado, pois imaginar já era o suficiente para escrevermos...
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