Capítulo Um

Vicente Johnson:

Três anos Depois:

Não consigo acreditar que já faz três anos que moro em São Paulo, quando cheguei era apenas um garoto de dezoito anos, no início da gravidez que um mês antes vi o cara que era o grande amor da sua vida quase tranzando com um cretino que falava ser meu melhor amigo.

Naquela época aquilo doeu bastante, foi como se meu coração literalmente tivesse sido quebrado.

Voltando a contar sobre mim mesmo havia me mudado para São Paulo para fazer um curso de culinária internacional para poder expandir os negócios da minha família e no meu tempo aqui morei um pouco com a minha madrinha, o novo namorado dela e a filha dele. os três foram incríveis do início ao fim.

Quando me formei já fui atrás de uma casa para mim e os meus filhos e encontrei uma pequena casa só para nós três, mas eles sempre veem nos visitar quando menos esperamos. Trabalho como cozinheiro em um restaurante francês aqui de São Paulo que faz parceria com o do meu pai que acabou sendo de grande ajuda para expandir os negócios da minha família.

Além dos meus melhores amigos Milena Browns e Donald Clark que conheci na época do início do curso e ficamos unidos até o final de tudo, onde eles se tornaram os padrinhos dos meus filhos que ficaram tão felizes mas de vez em quando brigam para ver quem dá o melhor presente para as crianças.

— Papai! — Ouvi os gritos da babá eletrônica dos meus filhos e saí dos meus devaneios.

Levanto da cama do meu quarto e saí correndo com o meu pijama de coelhinhos. E já cheguei no quarto dos gêmeos e quando abro a porta já consigo ver Otavia em pé na sua cama e Gabriel sentado com os bracinhos pra cima pedindo colo.

Ambos me olharam e já sorriram.

Amo meus pedacinhos de gente!

— Estão com fome? — perguntei e Otávia gritou em confirmação.

— Sin! — Biel disse e fui até ele, o tirei do berço e o mesmo colocou a cabeça na curva do meu pescoço.

— Papai! — Otavia falou fazendo biquinho de choro, ela odeia ser o segundo em tudo. — Isquiceu de mi?!

Fui até o berço dela e com o outro braço, a peguei no colo, que fez uma carinha emburrada.

— Não fica assim meu cheiro — Sorri pra ela. — Papai, nunca vai esquecer de você.

Ela deitou a cabeça no meu ombro e escondeu na curva do meu pescoço. Aproveitei que deixei a porta aberta e fui pra sala de estar onde deixo os brinquedos deles. Mas antes indo para o banheiro do quarto deles e dei um banho em ambos que só brincavam na água, riam e me molhavam grande parte durante o trabalho.

Chegando na sala, os coloquei em cima do sofá e me agachei à frente deles entregando as mamadeiras e mesmo ergueram os bracinhos para as pelúcias e para as duas madeira na minha mão. Olhei para um urso gigante que meu pai deu a eles quando nasceram.

Só de lembrar do meu pai sinto uma saudade enorme dele, pois o mesmo está nos estado unidos gerenciando seu restaurante. Queria ele aqui para poder abraçá-lo todos os dias como fazia quando era adolescente.

Balanço a cabeça ao ouvir a porta da entrada se abrir e por ela passa meus amigos. Donald e Milena têm a chave de casa.

— Meus amores, Cheguei pra vocês! — Donald Disse vindo até o sofá com sua calça moletom e camiseta cinza e pegou Otavia no colo. — O minha lindinha.

— Mine! — Biel chamou pela madrinha que estava trancou a porta de casa e veio em sua direção.

— Oi, meu amorzinho — Falou o pegando no colo e beijando suas bochechas. - Vi, já tomaram café?

— Ainda não — Falei. — Nem fiz minha higiene, estava dando nós meus presentinhos primeiro e esperando você dois para ficarem de olho neles.

— Não pode fazer isso! — Milena disse para Biel que pegou o cabelo dela na mãozinha começando a puxar, entregue a mamadeira pra ela que sorriu. — Vai lá tomar, cuidamos deles dois.

— É pode ir, cuidamos deles — Donald disse sentando no chão e dando a mamadeira para Otavia. — Sempre vamos cuidar dos nossos afilhados quando for necessário.

— Obrigado — Agradeci e fui tomar meu banho. Tive sorte de nós três pegarmos férias juntos do restaurante, afinal os melhores chefes e nunca conseguimos tirar férias e fizemos um acordo para ficar relaxando por alguns dias.

De volta ao meu quarto e vejo o presente de despedida do meu pai de três anos atrás em cima da cama. Pegou o ursinho cor azuis-escuras e olhos prateados e o abraço. Lembro de suas palavras:" Quando lembrar que o caminho é seu, e ninguém dita ele".

Nunca joguei ele e nunca vou me desfazer eu sei que para o meu pai ele é muito importante afinal foi o presente do meu outro pai na época que ambos namoravam. Antes dele ir embora e nunca mais dar notícias pra meu pai e o deixar para sempre.

Balanço a cabeça e pego uma calça jeans e blusa vermelha e fui tomar meu precioso banho. E com ele pensei como o tempo muda as pessoas e como mudei nesses três anos que estou em São Paulo.

Após meu banho me trocar para o meu típico moletom, voltei pra sala e consegui ouvir as risadas infantis dos meus bebês e meus amigos. Vendo Otávia e Gabriel brincando com alguns bloquinhos enquanto Donald os observava. Milena estava conversando com alguém no celular.

— Voltei — Anunciei, meus lindinhos levantaram a cabeça, se levantando do tapete e vieram em minha direção em seus passinhos lentos enquanto seus pijamas de monstrinhos com as toucas estavam abaixadas.

Me agachei e abri os braços os recebendo e ambos me seguraram pela camisa e me fizeram sentar no chão rindo da cena.

— Congi! — Biel disse batendo palminhas.

— Papai caiu! — Otavia falou e ouvi a risada dos meus amigos.

— Nossa, que filhos fortes eu tenho! — Falei e beijei as bochechas de cada um. — Tomaram seu leite?!

— Sin! — Falaram juntos e apontaram para Milena e Donald que levantaram os frascos de mamadeira vazios.

— Quando deu uns dez minutos que você estava no banheiro, deixaram tudo e deixamos eles brincarem — Milena disse.

— É hoje eles estão bem agitados mais que o normal — Donald disse olhando meus filhos que se levantaram do meu colo e foram até o enorme ursinho que o avô deu. — Nem quiserem rir das minhas palhaçadas.

— Então eles estão sendo sensatos ao ver que suas piadas não têm muita graça — Falei e Donald me mostrou a língua.

Olhei para Milene que parecia cansada a olhar para a tela do celular.

— Mi, tudo bem?! — Perguntei saindo do chão e me sentando ao seu lado.

— Acho que não — Ela falou olhando para os gêmeos. — Eu terminei com o Felipe

— Por qual razão vocês eram o casal que mais gostava? Mesmo que ele fosse meio babaca — Donald disse e Milena riu da palhaçada dele. — O que ele fez dessa vez?

— Não, ele terminou comigo pois não queria ter filhos nesse momento — Milena falou segurando as lágrimas. — Eu estou grávida e o idiota ainda acha que é de outro homem!

Não acredito que ele pensou isso dela. Milena sempre foi lutadora e sincera com os outros, dizer que ela seria capaz de trair alguém seria algo completamente louco de se fazer.

— Ele disse que a mãe dele estava certa, em dizer que sou uma vulgar sem caráter — Minha amiga falou e abracei ela. — Doeu tanto ouvi ele dizer isso e me xingar de várias coisas e me expulsar da casa dele aos gritos.

— Mi.... — Donald começou, mas ela levantou uma mão e o pediu para parar.

— O pior foi ver o sorriso superior das família dele quando sai da casa em lágrimas — Milena falou e fechou a mão em punhos. — O sorriso de nojo para a minha pessoa, e que me fez prometer que se um dia voltar a ver todos irei machucá-los da pior forma.

Olhei para baixo e vi Otávia e Gabriel erguendo os bracinhos pra mim, peguei Otavia enquanto Donald pegou Biel e no minuto seguinte os dois abraçaram a tia.

— Não chora tia — Biel pediu.

— O que aconteceu? — Otavia perguntou olhando pra mim.

— Coisa de gente adulta — Milena disse e sorriu pra eles. — Não vou chorar, só vou sorrir.

Ela beijou a testa de cada um e ali eu vi como ela estava fraca e frágil pelo que aconteceu e tenho certeza que Donald também sabe.

— Você não vai estar sozinha nisso — Donald falou a abraçou. — Vamos está do seu lado como estivemos todos esses anos.

— Somos família um do outro — Falei e a abracei também e vi meus filhos fazendo o mesmo.

Ficamos assim até que ouvi a campainha de casa e levantei para atender ela.

Abri a mesma e não acreditei que estava ali.

— Felipe, o que faz aqui? — perguntei ríspido e vi a mãe dele e a irmã do lado e uma garota qualquer que não conheço.

— Ele veio entregar isso a você — Falou a mãe dele superiora como sempre e me estendeu um convite do casamento dele. — Espero que você vá, como que seu restaurante faça o buffet do casamento.

— Vai ser falsa em outro lugar — Falei e todos ficaram surpresos com meu gesto. — Nunca gostei de você mesmo e tenho certeza que o sentimento é mútuo, agora saiam da frente da minha casa.

— Como você ousa seu... — Interrompi a irmã dele.

— Se vocês vieram até minha casa para me xingar ou tentar deixar minha amiga mais depressiva, vocês levaram de volta — Falei.

— Escuta aqui garoto! — Disse a menina com superioridade e com o rosto vermelho de raiva. — Você sabe quem somos?!

— Um bando de gente metida sem o que fazer — Falei e vi ela levantar a mão pra me bater mais uma mão o segurou.

— Se você encostar no meu primo acabarei com sua raça — Reconhecia voz da minha prima.

— Como se ousar encostar no lindo rosto dele! — Falou uma voz com sotaque inglês forte. — Serei obrigado a agredir você por bater no grande amor da minha vida.

Tirei os olhos daquelas pessoas os levantando e vi ali a pessoa que um dia amei e hoje só quero esquecer.

— Quem é você?! — perguntou a mãe de Felipe.

Ele olhou pra mim com seus olhos verde marinhos e disse:

— Pedro Lewis — Falou a me encarou. — E voltei para recuperar meu noivo.

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Gostaram?

Até a próxima.

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