Bônus Três

Milena Browns:

Fico pensando em tudo o que Jonas Azevedo fez até o momento, mas o que ele acabou de fazer foi a loucura máxima. E por qual razão isso me fez achar a situação divertida? Sendo que no momento estou namorando o Jonas e todas as pessoas sabem disso perfeitamente.

Olhei para ele calmamente, enquanto ele me olhava com culpa estampada no rosto.

Senti sua mão segurando a minha com delicadeza.

— Milena, eu não queria fazer isso — Jonas falou, e não pude evitar soltar uma risada.

Depois dessa cena, percebi que Jonas estava tentando se desculpar. Ele começou a explicar suas ações de forma confusa, e eu o ouvia com um misto de incredulidade e curiosidade. Enquanto ele tentava se justificar, me peguei intrigada com suas palavras e gestos. Será que ele tinha algum plano mirabolante em mente? Ou estava apenas agindo impulsivamente? Eu não tinha certeza, mas uma coisa era certa: a presença de Jonas na minha vida estava trazendo um turbilhão de emoções e acontecimentos inesperados.

A prova disso veio graças a ver como ele tratou o idiota do Felipe, que apareceu na minha frente há poucos minutos. Jonas, por impulso, segurou minha mão e me puxou para longe daquele idiota, que nos encarava completamente confuso com a situação.

— Não precisa se desculpar por isso — falei. — Mas estou agradecida por ter me puxado para longe daquele idiota. Imagino que iria acabar socando a cara dele, e claro que não estou com vontade de ouvir suas falsas desculpas.

— Ele ainda quer se desculpar depois de tudo o que fez, e sua família também — disse Jonas, bufando. — Que grande idiota.

— Bem, com meus pais expondo o que a família dele fez contra mim, eles acabaram perdendo muitos sócios e as finanças da empresa despencaram — falei. — As desculpas são uma tentativa de recuperar um pouco de seus investidores. Minha família tem muitos apoiadores, e fizeram isso para não sentir a ira dos meus pais. E sabe como ele tem sido um pé no meu sapato nesses últimos cinco meses. Mas gostei de ver seu jeito protetor com a sua namorada.

Jonas ficou vermelho ao me encarar. Todas as vezes tem sido desse jeito com ele completamente vermelho ao me encarar ou simplesmente quando encostamos nossas mãos. Nem parece o mesmo que soltava piadinhas quando estávamos só nós dois no mesmo ambiente. Esse jeito dele me faz lembrar perfeitamente um filhotinho, consigo ver até as orelhinhas.

Nesse momento, o sorriso divertido que brincava em meus lábios se encontrou com o olhar constrangido de Jonas. Era como se nossos sentimentos estivessem entrelaçados em um emaranhado de emoções que não podíamos ignorar. Percebi que, por mais que tentássemos manter uma fachada de normalidade, havia algo entre nós que ia além do convencional.

Ele coçou a nuca, ainda um pouco sem jeito com a situação, mas havia algo genuíno em seu olhar, algo que não poderia ser disfarçado.

— Sabe, Milena, às vezes eu não entendo como acabo fazendo coisas impulsivas quando estou perto de você — Jonas disse, com um leve sorriso torto. — Talvez seja uma mistura de medo e desejo de proteger o que é meu, mesmo que isso pareça meio insano.

As palavras dele ecoaram em minha mente, ecoaram como um convite a mergulhar mais fundo nesse sentimento que compartilhamos. Eu poderia sentir a pulsação do meu coração aumentando, a energia que parecia estar passando entre nós.

— Bem, talvez esse seja o Jonas que eu gosto de conhecer — respondi, mantendo um tom leve. — O impetuoso, o protetor... aquele que parece mais interessante do que o rapaz que solta piadinhas.

Seu sorriso se alargou, e eu soube que estávamos compartilhando um daqueles momentos que se tornaram inesquecíveis. Era como se o mundo lá fora se tornasse irrelevante, e o que importava era o espaço entre nós, repleto de significado.

— E você, Milena, é tão imprevisível quanto eu imaginava, de uma forma incrível — Jonas respondeu, parecendo mais à vontade.

Enquanto o sol se punha no horizonte, lançando tons quentes sobre o cenário ao nosso redor, senti a conexão entre nós se fortalecendo. Era como se aquele instante fosse um marco, um ponto de partida para algo novo e emocionante.

Encostei minha cabeça no ombro de Jonas, e ele envolveu meus ombros com um abraço carinhoso. Juntos, assistimos ao crepúsculo, deixando que o silêncio falasse por nós, comunicando emoções que as palavras por vezes não eram capazes de expressar.

E ali, naquele momento, tudo parecia certo, mesmo que fosse uma confusão perfeita. Com Jonas ao meu lado, eu sabia que havia mais aventuras, risos e desafios esperando por nós. E com o coração repleto de expectativa, permiti que aquele capítulo do nosso relacionamento chegasse ao fim, ansiosa pelo próximo que estava prestes a começar.

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Tudo estava perfeitamente bem para mim nos últimos tempos, e ainda mais com a empresa da minha família crescendo na economia desde que assumi a diretoria. Mesmo que no início tenha sido algo cansativo, acabei me acostumando muito rápido com tudo.

Ainda mais com as pessoas tendo medo e respeito por mim a cada segundo do meu dia, algo que nunca iria falar em voz alta perto do Donald, que com toda certeza iria rir da minha cara.

Voltei para a realidade, vendo Jonas me estendendo uma caneca de chá de camomila.

— Isso deve ajudar a acalmar sua mente depois do que aconteceu com aquele cretino vindo até aqui te encher a paciência — disse Jonas. — Ele não tem nenhum pingo de vergonha.

— Tem sido assim nos últimos dias, mas não dou a mínima para ele — falei e bebi o chá com calma. — Mas posso dizer que sei me defender muito bem do que ele tentar fazer contra mim e já deixei claro diversas vezes que, quando ele aparecia, que não teríamos nada.

Jonas se sentou no sofá ao meu lado, mas ainda tinha uma expressão carrancuda quando está pensando em algo complementarmente sério, o que fez soltar uma risada. Ele tem feito isso todas as vezes que estamos lado a lado; passei a ponta do dedo por sua bochecha com delicadeza.

— Ele não me importa nem um segundo; acaba sendo apenas o doador do meu bebê — falei, trazendo seus olhos para minha direção.

Enquanto Jonas e eu trocávamos olhares, o ambiente parecia ganhar um toque suave de intimidade. O aroma reconfortante do chá de camomila pairava no ar, acalmando as nossas mentes. Os raios dourados do sol que atravessavam as cortinas criavam um jogo de luz e sombras, pintando padrões suaves no chão.

Jonas sorriu, um sorriso que atingiu seus olhos e fez meu coração bater um pouco mais rápido. Sua expressão carrancuda havia dado lugar a uma suavidade que eu não tinha visto antes.

— Você é incrível, sabia? — ele murmurou, a voz carregada de admiração.

Um calor suave subiu pelas minhas bochechas enquanto desviava o olhar por um instante, sentindo-me um pouco envergonhada pela sinceridade de suas palavras.

— Obrigada, Jonas. Você também é... — minhas palavras se perderam um pouco enquanto tentava encontrar a melhor forma de expressar meus sentimentos.

Ele inclinou-se um pouco mais na minha direção, a proximidade entre nós aumentando. Senti o calor do seu corpo e a energia que parecia irradiar dele. Minha mão ainda estava na sua bochecha, e meus dedos traçaram linhas quase imperceptíveis enquanto eu tentava encontrar coragem para continuar.

— Sabe, eu gosto de como você enfrenta tudo com tanta determinação. É inspirador. — Sua voz era suave, quase um sussurro.

Nossos olhares se encontraram novamente, e desta vez não desviei. Havia algo especial acontecendo naquele momento, algo que ia além das palavras e da situação que havíamos compartilhado até agora.

— E você, Jonas, tem um jeito único de me fazer sorrir, mesmo quando as coisas estão complicadas. — Minha voz saiu mais firme agora, impulsionada pela confiança que ele parecia me transmitir.

A tensão entre nós era palpável, como uma faísca prestes a se transformar em chamas. E naquele instante, nossos lábios se aproximaram, o tempo pareceu desacelerar e todo o resto desapareceu. Um beijo suave e hesitante selou aquele momento, marcando o início de algo novo e promissor.

Quando nos separamos, nossos olhos ainda estavam fechados por um breve momento, prolongando a sensação doce que o beijo tinha deixado. Abri os olhos lentamente, encontrando o olhar caloroso e cheio de significado de Jonas.

— Acho que estava na hora de admitirmos isso, não é? — ele disse, um sorriso brincando nos lábios.

Eu ri, sentindo um peso sendo retirado dos meus ombros. Aquele era o começo de uma jornada diferente, uma história que estávamos começando a escrever juntos.

— Sim, acho que sim. E eu estou ansiosa para ver onde essa jornada nos levará. — Falei.

Ainda de mãos dadas, permanecemos ali, compartilhando um momento de tranquilidade e expectativa do que iria falar no momento seguinte. Eu olhei nos olhos de Jonas, buscando coragem para falar o que estava em minha mente.

— Jonas, eu tenho pensado... Talvez seja hora de considerarmos algo a mais, algo que torne a nossa proximidade ainda mais intensa. — Minha voz estava um pouco nervosa, mas eu sabia que era a hora certa para tocar no assunto.

Ele me olhou com curiosidade, esperando que eu continuasse.

— O que você acha de morarmos juntos? — Disse finalmente, sentindo meu coração acelerar.

Um sorriso lento se espalhou pelo rosto dele, e ele pegou minhas mãos nas suas.

— Eu estava esperando por esse momento. Sabe, estava prestes a te fazer a mesma pergunta. Morar juntos parece ser a próxima etapa natural para nós.

Um misto de alegria e alívio tomou conta de mim. Saber que nossos sentimentos eram mútuos e que estávamos alinhados quanto a esse passo significativo era reconfortante.

— Então é um sim? — Perguntei com um sorriso brincando nos lábios.

— Com toda a certeza, sim. — Ele respondeu, e então se inclinou na minha direção, capturando meus lábios num beijo suave.

Era um beijo cheio de promessas e emoções, um reflexo de tudo o que tínhamos compartilhado até aquele momento. Quando nos separamos, nossos sorrisos eram espelhos um do outro.

— Eu mal posso esperar para começarmos essa nova fase juntos — disse ele, acariciando minha bochecha com o polegar.

— Eu também. E sei que, onde quer que nossa jornada nos leve, estaremos enfrentando cada desafio juntos.

Unidos pelo amor e pela determinação de construir um futuro compartilhado, olhamos em direção ao horizonte, cheios de expectativa pelo que estava por vir. E assim, seguimos adiante, lado a lado, prontos para enfrentar tudo o que a vida tinha reservado para nós.

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Gostaram?

Até a próxima 😘

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