† Capítulo 2 †
Oi, meus amores! Espero que todos estejam bem! Quero que saibam que estou atualizando O Noivo Cadáver com mais frequência pois não vai ser uma fanfic longa. Hoje vocês irão descobrir como Jimin morreu, estão preparados?
Boa leitura! ❤️
★
- Um recém chegado!
Essa foi a primeira coisa que ouvi assim que minha consciência começou a voltar. Quando abri os olhos pude perceber que eu estava em um lugar que eu nunca havia estado antes, e a primeira visão que tive foi do ômega que me perseguiu pela floresta, olhando-me aliviado ao ver que eu havia finalmente acordado.
- Oh, você acordou. - o ômega sorriu, acariciando meu rosto com delicadeza, pude sentir a suavidade e maciez de sua pele. - Você está bem?
- O que houve? - perguntei baixinho, o olhando.
- Você acabou desmaiando. - sua voz era baixa e suave, sempre com uma delicadeza e naquele momento me perguntei o que esse ômega pode ter feito de tão errado para morrer tão prematuramente.
- Minha nossa, acho que temos um vivo! - um alfa de cabelos negros e de estatura alta falou, parecia chocado com o fato de eu estar ali.
- Namjoon, por favor, fale um pouco mais baixo. Ele acabou de acordar. - o ômega pediu, olhando para o alfa chamado Namjoon.
- Ele tem algum irmão vivo? - uma ômega perguntou, maliciosamente.
- Ele ainda está quentinho! - um filhote, deveria ter no máximo seis anos, falou abraçando minha perna.
Eu olhava confusamente para todos. Eram todos pálidos, mas suas aparências não eram desagradáveis como faziam pensarmos. Eles eram bem conservados, vestes limpas e não havia sequer um resquício de podridão que eu pensei que falecidos possuíam.
- Um brinde aos recém casados! - alguém falou alto, atraindo a atenção de todos.
- Recém casados? - perguntei atônito, vendo o ômega sorrir para mim.
Levantei-me, olhando ao redor, esperando por uma explicação lógica para tudo aquilo que estava acontecendo comigo. Só podia ser um sonho, ou melhor, um pesadelo.
- Ah, na floresta.. você pronunciou os votos de um modo perfeito! - o ômega que aparentemente é um noivo me respondeu, sorrindo ao mostrar a aliança em seu dedo, a aliança que eu coloquei em seu dedo.
- Foi mesmo? - perguntei nervosamente, choramingando logo em seguida. - Foi sim.. - comecei a bater minha cabeça no balcão do, aparentemente, bar enquanto repetia; - Acorda, acorda, acorda!
- Bonjour! Estou chegando, estou chegando! - um ômega belo e de ombros largos falou enquanto aparecia em meio a multidão, se aproximando de mim e do ômega que, pelo que tudo indica, é meu esposo. - Meu nome é Kim Seokjin, irei preparar um banquete de seu casamento.
A cada minuto que passava eu ficava cada vez mais assustado, não sabia o que fazer. Apenas corri até um rapaz que segurava alguns talheres e peguei um sem prestar atenção.
- Fiquem longe de mim! Eu tenho.. eu tenho.. - olhei para minhas mãos e vi um garfo grande, mas não me abalei por isso. - Um garfo e não vou ter medo de usá-lo! Eu quero umas perguntas, agora!
- Respostas, acho que quis dizer respostas! - o alfa chamado Namjoon corrigiu.
- É isso, obrigado, respostas. - falei um tanto envergonhado, ainda apostando o garfo na direção daquelas pessoas, ou cadáveres. - Eu preciso de respostas. O que é que está acontecendo aqui? Onde é que eu estou? Quem são vocês? - disparei as perguntas, olhando para o ômega que me trouxe para cá.
- Bom.. essa é uma longa história. - ele me respondeu, encolhendo levemente os ombros.
De repente, um alfa de cabelos castanhos e nem trajado chamou a atenção de todos ao estalar seus dedos.
- E que história incrível! Uma trágica história de romance, paixão e assassinato à sangue frio. - ele falou, se aproximando de nós.
- Esta vai ser boa! - um rapaz, aparentemente ômega com os cabelos negros na altura de seu queixo e de olhos azuis falou animadamente.
O alfa se aproximou de mim, que corri para o lado de Jimin. O homem esboçou um sorriso ladino ao me ver ao lado do ômega.
- Hoje vou lhes contar a história de um adorável noivo cadáver. - pude ver o ômega ao meu lado sorrir timidamente com aquela menção, então percebi que o alfa contaria a sua história. - A família Park sempre foi muito conhecida e importante por sua fortuna e também pelo filho ômega deles, Park Jimin, considerado o ômega mais belo de toda a região. - ele tinha razão, pois Jimin era extremamente lindo e me tirava o fôlego apenas com um sorriso. - O ômega era sonhador e ansiava encontrar sua alma gêmea, mas infelizmente essas informações acabaram chegando em um sujeito muito mal intencionado.
Eu sabia que deveria fugir, tentar voltar para minha casa e cumprir minha obrigação de casar-me com Choi Beomgyu. Meus pais deveriam estar decepcionados comigo, eu sei, mas nunca imaginei que algo assim aconteceria comigo. Mas eu sabia que deveria escutar a história de Jimin, saber o que aconteceu para que ele perdesse a vida tão jovem.
- Durante um pequeno baile oferecido ao ômega Park em comemoração ao seu aniversário de vinte anos, Jimin acabou conhecendo o alfa que mudaria sua vida para sempre. - o rapaz continuou a contar a história e todos prestavam muita atenção. - Ao passar dos dias o alfa o conquistava ainda mais, dava-lhe rosas, escrevia-lhe cartas e dizia estar perdidamente apaixonado por ele, e o pobre ômega se via cada vez mais encantado. O pai alfa de Jimin não gostou nenhum pouco do namorico dos dois, não tinha um pingo de confiança naquele alfa e temia por seu filho, o amava demais para deixá-lo partir com um sujeito desconhecido e de comportamento questionável. - naquele momento da história, várias situações se passaram por minha cabeça. Talvez o pai de Jimin possa ter o matado para que ele não fosse embora com o alfa que seu filho estava apaixonado. - Mas não pensem que as negativas do seu pai o fizeram desistir. Ele e o alfa tramaram fugir para que enfim pudessem se casar, mas o sujeito deu uma condição à Jimin: ele teria de roubar as jóias de sua família para que eles pudessem viver por um tempo, e o ômega, cego, fez o que o alfa pediu. Eles marcaram de se encontrar no meio da noite, na floresta e então iriam embora para serem felizes. Jimin pegou o vestido de casamento de sua mãe, arrumou-se e foi de encontro ao alfa.
Fui puxado à realidade quando senti a mãozinha de Jimin agarrar a minha, talvez porque relembrar aquilo tudo o deixasse triste ou fosse difícil demais para ele. Entrelacei nossos dedos para que ele não se sentisse sozinho naquele momento, e pude perceber que ele gostou daquilo, pois se aproximou ainda mais de mim.
- Quando chegou lá já era de madrugada, não havia sequer um sinal do alfa e então ele resolveu esperar, seriam apenas mais alguns minutinhos até alcançar sua tão sonhada felicidade. Ele desejava ter um casamento apaixonado e duradouro como o de seus pais. Queria ser amado, desejado, protegido e bem cuidado como seu pai ômega era. Apenas queria ser feliz. - nem percebi quando, instintivamente, abracei Jimin. O ômega deitou sua cabeça em meu peito, apoiando a mão em meu peito, sobre meu coração e ficou ali. O rapaz ômega de olhos azuis sorriu enquanto nos observava, ele também era abraçado por um alfa de cabelos negros e cara fechada, bastante concentrado na história. - Jimin estava tão distraído pensando em como seria feliz que nem percebeu que não estava mais só na floresta. Sentiu alguém colocar uma faca contra seu pescoço e assustou-se, mas nada superou o momento que pode ver quem segurava aquela faca. Era ele, o alfa que pensou que era seu grande amor, ele estava naquele momento apontando uma faca para si. Jimin viu o sujeito pegar todas as jóias de sua família, quase foi violentado e apenas não foi porque lutou contra o alfa. - meu sangue ferveu naquele momento, sem explicação. Eu queria que aquele alfa pagasse por tudo que fez com meu ômega, queria que ele sofresse mil vezes pior do que Jimin sofreu. - Quando o sujeito percebeu que não conseguiria o que queria, desferiu facadas por todo o corpo do ômega, observando-o gritar e agonizar até a morte, e após isso, o enterrou precariamente perto de uma árvore. Já era tarde demais quando a família de Jimin descobriu o que aconteceu, tentaram dar um enterro digno para seu filhote mas o pastor não permitiu, alegando que o ômega havia sido amaldiçoado. Ao abrir os olhinhos, Jimin percebeu que estava morto. Seu corpo não mais sangrava, não tinha mais machucados, apenas algumas pequenas cicatrizes, mas seu coração estava partido, então jurou para si mesmo que esperaria por sua verdadeira alma gêmea.
Naquele momento, abraçado ao ômega, meu coração e meu lobo gritavam que eu era o alfa que protegeria e amaria aquele ômega.
†
E então, amores? O que acharam? Eu sinceramente estou insegura com esse capítulo pois acho que eu poderia ter feito uma morte mais elaborada para o Jimin, mas enfim, pelo menos entreguei mais um capítulo para vocês! Até logo! ❤️
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top