VII - Luxúria
Asmodeus é conhecida por despertar desejos insaciáveis nas pessoas. Ela causa isso, a necessidade de prazer através do sexo. Ela consegue fazer com que a mentalidade das pessoas seja voltada apenas para o desejo de transar, como se fosse uma "meta" de vida. Ela cria esse estado onde o indivíduo acredita que ter uma vida sexual ativa é o suficiente para ser feliz, o que não é passa de bobagem.
Ela é mais poderosa do que muitos imaginam. A presença dela na Terra sempre foi muito ativa. Sempre vimos pessoas colocando os interesses sexuais acima dos demais interesses.
Eu sempre me perguntei: será que a sexualidade de fulano ou ciclano é mais importante do que a educação e moral desse mesmo fulano ou ciclano? Agora que estou cara-a-cara com o Pecado da Luxúria, vou poder averiguar.
— Sempre achei você o Nephilim mais gato. — diz Asmodeus, desfilando enquanto chega perto de mim, flertando.
Já começou iludindo?
Ela toca meu tórax, deslizando suas mãos até minha virilha – até que ela para, e sorri, me olhando e me provocando. Mandy a olha não com ciúmes, como achei que olharia, mas com vontade de participar.
É tentador um ménage à trois, mas seria muita tolice da minha parte esquecer o motivo de eu ter vindo aqui (que é salvar a humanidade) apenas para transar. Sei que é apenas uma armadilha para que ela me domine e me faça seu escravo.
— Ele não é perfeito, garota? — Asmodeus tenta persuadir Mandy, arrancando dela seus desejos mais profundos. — Você não pegaria?
Mandy vem e fica ao lado, também me abraçando e cedendo à tentação. Asmodeus tem um tipo de charme que nos desperta os desejos carnais mais íntimos em nós. É um estímulo tão forte, em alguns casos, nos domina completamente.
Mandy nem sequer tentou resistir à tentação. Asmodeus, com sua baixaria, meio que excita Mandy. Como esperado, Mandy concorda, respondendo:
— Pegaria demais. — ela morde os lábios de maneira sexy, demonstrando interesse.
— Você não sente um tesão só de olhar pra ele? — Asmodeus continua com seu charme, persuadindo ainda mais. Eu encaro Mandy, tentando fazer com que ela se lembre de que existem coisas mais importantes para dar prioridade do que transar agora.
Mandy hesita por um tempo, mostrando que ela está resistindo. Mostrando que ela não está se submetendo aos gritos da carne e mostrando que ela não tem preguiça de lutar contra isso.
Mandy toca a cabeça e reflete. Ela está resistindo ao próprio Pecado da Luxúria. E eu estou observando tudo.
Dou um sorriso de canto e olho novamente para Asmodeus, dizendo:
— Admiro teu sinismo.
Sei que Asmodeus diz essas coisas apenas pra conseguir o que quer. Primeiro ela afirma que sou perfeito por "ser bonito", como se beleza significasse algo sem uma decência. Beleza não é critério único pra delimitar o que é perfeito. Deve ser por isso que muitas garotas de 15 anos se iludem.
— Você não gosta de ser amado? — Asmodeus pergunta, tentando me persuadir e dando aquela risadinha de deboche.
— O que você sente é fogo no rabo. Não é amor. — respondo, irritado. — Você não sabe o que é amor. Nunca soube!
Asmodeus começa a perder forças, fazendo com que seus seios e sua bunda percam o padrão de beleza. Ouvir verdades faz com que os demônios fiquem fracos e inúteis.
Asmodeus tenta se recompor, mordendo os lábios com sedução e fazendo um rebolado clássico:
— Não fique irritado, amor. Se quiser, eu te ajudo a relaxar... — ela envolve os braços em mim, deslizando suas mãos até minha virilha. — Eu amo sim, como qualquer pessoa. E amaria transar com você.
Confundir amor com sexo é uma loucura das grandes. Ela só quer nos desvirtuar do que é bom. Não me ama de verdade.
Eu seguro o braço dela e jogo para o lado oposto. Nem me dou ao trabalho de responder com palavras uma tamanha baixaria e mentira dessas.
Asmodeus percebe que estou resistindo e ela acha isso estranho. Ainda mais por eu ser homem. Inclusive, ela começa a perder a cor de sua pele e seus cabelos começam a ficarem ressecados.
Demônios ao se sentirem inúteis perante a alguém simplesmente não conseguem continuar de pé. Asmodeus perde as forças, mas tenta se recompor:
— O objetivo de todo mundo na vida é esse. É transar muito na juventude, pois quando se é velho não se pode mais fazer essas coisas. É por isso que as pessoas se casam cedo.
— As pessoas se casam para constituir uma vida digna ao lado de quem amam, por amor, por felicidade. Não casar apenas pra transar dentro da legalidade do casamento. — eu respondo, sabendo que se tudo fosse só sexo então a monogamia não faria sentido.
A juventude de muitas pessoas é bizarra. Só se dão conta do que fizeram quando finalmente crescem.
Isso quando crescem...
Eu complemento o argumento dizendo de maneira honesta conforme constatei a realidade:
— Não se toma atitudes apenas por querer transar. Isso causa um ciclo vicioso. A pessoa se torna escravo dos vícios, dos desejos, e alguns se entregam a esses desejos tão intensamente que cometem atrocidades como estupros, assédios, traições, etc.
Asmodeus começa a cair os cabelos. Ela perde a beleza aparente que ela exibia. É como se ela estivesse ficando sem nada, completamente incapaz e fraca. O fogo consome seu corpo de tal maneira que seu charme se esvai.
— No menor dos casos, a pessoa se torna viciada no ato sexual e começa a perder a racionalidade conforme fica sem praticar o ato. Isso é sinal de decadência e escravidão perante aos vícios. — continuo dizendo.
Asmodeus agora perde as unhas, que caem podres no chão. Os dentes também ficam podres, mas ainda não caem. A voz de Asmodeus fica mais suja e sua aparência um lixo. Até o cheiro fica imundo.
— Você é livre pra transar quando quer, ou é escravo da escolha de achar que deve transar com todo mundo só porque algumas pessoas fazem o mesmo? — faço meu último argumento, e não vejo como ela poderia rebater isso. Ela induz as pessoas a serem promíscuas só porque outras pessoas são, e se assumem "felizes" com isso.
Asmodeus já sabe que a batalha de ideais acabou. No entanto, ela tenta justificar sua postura hedonista, respondendo com sua voz rouca e suja:
— O sexo é a maneira mais fácil de manipular as pessoas. Muitas acreditam serem livres para o sexo, mas se aprisionam nele mesmo. E isso, porque querem. A vida é delas. Elas fazem isso porque querem. Se afundam por vontade própria. Elas podem até se arrependerem depois, mas elas voltam.
Ela meio que ri da cara daqueles que são escravos dos vícios.
— É por esta razão que existe a consciência moral. Para libertar as pessoas desse abismo. A vida é sua, mas as consequências das suas decisões não são só suas. Uma hora a gente tem que amadurecer e crescer pra vida. — eu respondo, acabando de vez com Asmodeus. O primeiro passo para adquirir as outras virtudes é justamente abandonar os vícios. Sem esse autocontrole, é impossível ponderar a busca pelo amadurecimento intelectual e espiritual.
Asmodeus fica completamente descabelada, sem cor, sem corpo, sem nenhuma beleza. Ela foi derrotada, e está agora num estado de deterioração corporal. O corpo dela vai morrer e entrar em putrefação em poucos instantes.
Eu enfio a espada Yamato dentro do peito dela, tentando arrancar não só seus arrependimentos mas também seu coração:
— Asmodeus. Você, sem sua beleza, é o quê? Quem foi você? O que você fez? O que vai restar depois que você morrer? Quem te amou?
Asmodeus vomita um líquido preto no chão e morre antes mesmo de responder tudo isso. O corpo se transforma e entra em putrefação na hora. O corpo dela está virando cinzas, sem sobrar mais nada dela.
O líquido preto tem cheiro de... perfume feminino.
Parece que acabou...
...
— Você está bem, Mandy? — eu pergunto.
Preciso ter certeza de que chegaremos até o final com estabilidade emocional, pois não quero ser abalado a ponto de ficar sem forças pra continuar.
— Estou... — ela responde.
O nível 21 vai começar agora.
O que aconteceu aqui foi bizarro. É nojento como existe tanta gente safada, gente que não respeita nem mesmo quem é casado(a). Pessoas que induzem a traição. É lamentável que existam algumas "amizades" que destroem relacionamentos. Pessoas que te arrastam para o fundo do poço com elas.
Qualquer mulher que tenha redes sociais já deve ter recebido uma foto de um pênis em algum momento bem aleatório, de alguém que nem conhece. Qualquer homem que vá as boates vê as mulheres bebendo álcool como se fosse água doce e no dia seguinte se arrependendo, mas no próximo final de semana fazendo tudo de novo. Eu as vezes me pergunto: o que essa gente tem na cabeça?
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