¹⁵ TESTEMUNHA CHAVE
De manhã recebi uma ligação preocupada da Sra. Kim, a pobre senhora estava aflita visto que não dormi em sua residência. Expliquei-me dizendo ter saído assim que o sol nasceu sem que ninguém me visse, pois precisava resolver algumas pendências, ela compreendeu e assim encerramos a ligação.
Após ter saído da casa de Oliver, durante a madrugada voltei para casa, não cometeria o risco de dormir no mesmo lugar que um criminoso que claramente não vai com minha cara — o que é recíproco.
Minha mente só pensava em algo: quem seria o cúmplice de Amtonie?
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Uma semana se passou observei de longe Amtonie, assim como Oliver, que revessava comigo todos os dias, mas o maldito não fez nada suspeito ele mal saía da mansão, o único lugar que havia indo naquele domingo era o mercado, de onde saiu de dentro do estabelecimento junto a afilhada que estava de cabeça baixa enquanto ele falava algo.
Louise, e eu tornamos nossos pequenos encontros em algo a mais, não éramos mais amigos e sim amantes. Durante as noites em que Oliver, ficava a espreita de olho em qualquer deslize do velho mordomo, eu passava elas com a mulher que possuía os toques mais quentes, lábios viciantes e a pele extremamente sedosa. Entre trocas de beijos e carícias, partimos para algo mais íntimo o que ocasionou em mim o meu mais novo vício.
Ter seu corpo desnudo junto ao meu era incrível! Ter suas unhas arranhando minhas costas descontando o prazer que sentia causava ainda mais calor e prazer em meu corpo. Louise, não poupava esforços em me deixar ainda mais louco, dentre quatro paredes quando nos tornávamos um só ela mudava, tudo nela se tornava excitante.
Meus olhos focaram nela que continha duas sacolas em cada uma das mãos, seus ombros caídos e a cabeça ainda baixa denunciava que algo ali na conversa dos dois estava mal. Vontade de me transformar numa mosca era o que não me faltava.
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— Yoongi! Yoongi! — Uma voz me chamava enquanto destrancava a porta de casa. Virei-me encontrando um policial me chamando.
— Pois não?
— Yoongi, a repórter parisiense chegou, e chegou causando um alvoroço na entrada da mansão Kim. — Então enfim a repórter que Oliver, mencionou a uma semana atrás, realmente veio após adiar sua vinda a Colmar.
— Desculpe dizer isso, mas o que tenho haver com essa situação? A polícia já não está lá? Era pra você está nesse exato momento por lá, não? — O jovem policial fez uma careta levando a mão até o chapéu.
— Bem... A Sra. Kim deseja vê-lo, ela concedeu uma entrevista a essa repórter, no entanto outros vários souberam e vieram, já que é a primeira vez que ela aceita fazer uma entrevista.
— Porque a Sra. Kim deseja me ver? — Ele balançou a cabeça negando saber sobre.
— Oliver, apenas pediu para que eu o procurasse.
— Certo, vamos até a mansão.
Durante todo caminho o jovem policial não pronunciou uma só palavra, muito menos eu, apenas caminhamos lado a lado. Ao dobrar a esquina pude ver a pequena aglomeração de repórteres e fotógrafos, dispostos a qualquer tipo de informação e fotos.
Assim que eu e o jovem policial começamos a abrir passagem, vários deles se juntaram me fazendo perguntas.
“Senhor, o que você é da família Kim?” “O senhor é algum investidor?” “Poderia nos dar uma palavrinha?” “O senhor sabe de algo?”
Minha vontade era de mandar todos a merda, mas com o fio de paciência que me restava passei por eles graças a ajuda do policial a frente, e assim que atravessamos o portão de grade foi possível respirar em paz.
— Você deveria dar um jeito nesses abutres. — Disse a Oliver, que vinha em nossa direção.
— Você fez um ótimo trabalho Jean, pode ficar junto aos demais no portão. — Jean, assentiu indo se juntar aos outros.
— Vai me ignorar?
— O quê quer que eu faça? Eles estão na rua não posso expulsa-los de um lugar público.
— Eles estão no portão da residência, pode muito bem expulsa-los sim. — Oliver, me olhou pelo cantos dos olhos sério.
— A Sra. Kim, não sairá por agora, então deixaremos eles ali até se cansarem. Temos outras coisas com o que devemos nos preocupar não acha? — Revirei os olhos me pondo a caminhar.
— Sabe o que a Sra. Kim, quer comigo?
— Não! Ela ficou um pouco agitada após conversar com Mariana, a repórter que veio vê-la.
— Hmmmm, será que a Sra. Kim, acabou dizendo algo que não deveria? — Olhei para Oliver, que me olhava com o cenho franzido.
— Meu Deus, tomara que não.
Cruzamos a sala parando em frente a porta do escritório da matriarca. Min Yong, passou por nós quando batia na porta, ela nós encarou e logo depois empinou seu nariz seguindo seu caminho.
Nossa entrada foi permitida pela senhora, que pediu que Oliver, nós deixa-se a sós. Quando Oliver, fechou a porta a gentil senhora levantou-se de sua poltrona vindo até mim puxando meu pulso me guindo até o sofá de camurça preto, nos sentando.
— O que a senhora deseja comigo? Se trata de algo urgente? — Ela assentiu me deixando ansioso.
— Detetive Min, aquela repórter Mariana, me entregou algo importante e pediu que entregasse para você o mais rápido possível. — Minhas sobrancelhas franziram. O que diabos essa reporter queria me entregar?
— Do que se trata senhora?
Ela se levantou indo até a mesa abrindo uma caixinha de madeira, retirando de lá um papel dobrado.
— Me desculpe por ter lido algo que não era direcionado a mim, mas a angústia e curiosidade falaram mais alto, visto que se trata de algo sobre meu precioso filho. — A senhora se aproximou estendendo o papel para mim.
— Não vejo problema algum nisso. — Sorri abrindo o papel encontrando uma bela caligrafia.
O conteúdo no bilhete fizeram meus olhos quase saltarem da face. Os céus estavam a meu favor, após tantos “quase”, após caminhar tanto e nunca encontrar uma luz no fim do túnel, tudo estava mudando a meu favor.
“Me encontre na biblioteca às 15h:00 em ponto, tenho uma informação deveras importante sobre alguém capaz de ajudá-lo a desvendar quem levou Kim Seokjin. Estarei de vestido amarelo xadrez com uma boina preta com uma única pena a enfeitando.”
— Sra. Kim, esse bilhete diz algo bom... A senhora sentiu confiança vindo dessa repórter? Isso pode ser apenas um blefe. — Balancei o bilhete.
— Ela fez todas as perguntas a mim de forma bem profissional, mas ao término ela ficou nervosa e quando me pediu que não contasse a ninguém sobre o bilhete, senti que ela não estava tramando nada. Detetive, ouso até dizer que ela parecia assustada. — Assustada? Porquê?
— Tudo bem, irei me encontrar com ela, mas quero pedir um favor a senhora... Continue guardando esse segredo.
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Adentrei a enorme biblioteca a procura da tal repórter, vaguei pelos enormes corredores e nada da mulher. Passei por todos os malditos corredores e nada dela, Mariana, só podia está blefando como imaginei.
Sai da biblioteca respirando fundo. Qual seria o motivo dela blefar? Por que tentaria me enganar? Não faz sentido! Virei meu rosto aleatoriamente para o lado direito vendo um carro preto passar, e dentro dele uma mulher de fios ruivos com uma boina desajeitada em sua cabeça, e vestido amarelo xadrez — pude ver graças a seu corpo próximo a janela, e seu colo era coberto pelo tecido—, ela se debatia tendo os lábios cobertos por uma mão que usava luvas pretas.
Meus olhos se arregalaram ao perceber que as vestes daquela mulher, eram coincidentemente iguais as descritas pela repórter no bilhete, e todo se confirmou mais ainda ao ver a boina com uma única pena cair do veículo que aumentou a velocidade. Corri em vão, não alcançaria aquele carro, caminhei mais alguns passos agachando pegando a boina.
Precisava urgentemente encontrar aquela mulher!
Procurei por um carro de aluguel ao redor, a delegacia não ficava tão próxima daquela região e se quisesse socorrer aquela repórter, teria que ser rápido. Não encontrando um me pus a correr, ela era a única fonte que me levaria a tal pessoa que viu Seokjin, ser sequestrado.
Meu queixo faltou a cair quando me deparei com ela sentada de frente a Louis, ela segurava um copo d’água e o delegado tentava a acalmar.
— Yoongi, que bom que chegastes. Essa é Mariana, a repórter parisiense que veio me entrevistar. — Olhei para a ruiva que continha um corte na testa do lado direito, e alguns arranhões no braço no mesmo lado.
— Ah sim! É um prazer conhecê-la! — Estendi minha mão para ela que pegou olhando para sua boina na minha outra mão.
— O prazer é todo meu detetive Min!
— O que aconteceu com a senhorita?
— Ela sofreu uma tentativa de assalto seguido de rapto, a colocaram dentro de um carro e após pegarem seus pertences, tentaram levá-la, mas essa destemida senhorita saltou do carro e um policial de patrulha a encontrou. — Seu olhar sério veio até mim, e percebi que algo ali não cheirava bem.
— Passei por grande susto. — Disse olhando para o delegado.
Duas batidas na porta chamou nossa atenção, Louis, autorizou a entrada e Jean, o mesmo policial que foi a minha procura entrou.
— Senhor, estamos precisando da sua presença na sala de interrogatório. — O delegado ajeitou a gravata se levantando.
— Serei breve, volto em instantes. Com licença.
Assim que Louis, se retirou, me voltei para a senhorita a minha frente com as sobrancelhas franzidas.
— Claramente o que aconteceu com sua pessoa, não foi uma tentativa de rapto, não é? — Seus olhos verdes se concentrou em mim, e sorriu.
— É óbvio que não! O senhor presenciou tudo, e deve saber o porque foi quase fui levada se não tivesse me atirado do carro. — Meus lábios se içaram e assenti.
— O que vossa pessoa deseja comigo? — Me sentei na cadeira ao lado lhe estendendo a boina.
— Tenho uma pista, ou melhor, tenho uma informação valiosíssima...
— A senhorita pode ser breve, por favor!
— O senhor é muito apressado, mas enfim... Tenho informações sobre uma testemunha, uma pessoa viu o exato momento em que Kim Seokjin, foi levado. — Meus olhos quase saltaram da face incrédulo! Uma testemunha, é tudo o que preciso.
— E onde posso encontrá-la? — Ela enfiou a mão dentro do vestido, levando até o seio direito tirando de lá um papel bem dobrado.
— Não me olhe assim! Não acha que vou sair com minhas informações privilegias dentro da bolsa né? — Desviei meu olhar sem graça assim que me entregou o papel.
— Então onde posso encontrar essa testemunha? Preciso do endereço também. — Encarei o papel que continha apenas um nome e profissão da tal testemunha.
— Ela entrará em contato com você, não se preocupe. Ele está com muito medo, não queria ao menos falar contigo. — Olhei seriamente para a mulher a minha frente içando minha sobrancelha tendo uma última dúvida em mente.
— Como sabe sobre mim? — Questionei.
— Veja bem. Não é tão difícil descobrir quando se trata da melhor repórter de Paris! — Se vangloriou sorrindo.
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Após aquela conversa com Mariana, voltei para casa ansioso. Quando a tal testemunha entraria em contato comigo? Ela realmente entrará? Será que devo eu mesmo procurá-la? Questionei-me encarando o teto do quarto com as mãos abaixo da cabeça, enquanto tentava cochilar um pouco.
Virei-me para o lado vendo o diário de Seokjin, em cima da escrivaninha, quando a campainha tocou. Ergui meu corpo vendo ser exatamente 00h:00, franzi o cenho indo atender descalço.
Abri a porta deparando com um homem — provavelmente na casa dos 50 anos — com a face assustada olhando para os lados, ele também aperta o suéter que usava aflito.
— Pois não? Quem é você? — Seus olhos levemente sobressaltados me encaram.
— Sou Raul Petit. — A surpresa me atingiu com tudo. Se tratava da testemunha que Mariana disse.
— Entre, temos muito o que conversar.
Ele entrou rápido, olhei discretamente para ambos os lados vendo a rua escura sem uma alma viva passando.
— Sente-se. — Apontei para o sofá e ele prontamente se sentou.
— Sr. Min serei breve, não quero correr nenhum tipo de risco.
— Se o senhor quiser posso providenciar alguém para assegurar sua segurança e...
— Não! Muito obrigado, mas não quero polícia na minha cola, não quero deixar nítido que preciso da segurança de alguém. — Ele batia o pé esquerdo freneticamente no chão me causando certa agonia.
— Tudo bem, o senhor que sabe? Agora vamos ao que interessa... O que o senhor tem a me dizer? — Raul, encheu o peito de ar para depois soltá-lo.
— Eu presenciei o momento em que Kim Seokjin, foi levado, eu vi tudo. — Meus olhos se arregalaram em pura surpresa e alegria.
— Conte-me tudo, exatamente tudo!
— Estava chegando de viagem após minha ida a Paris, quando estava dobrando a esquina e deparei com duas pessoas arrastando um homem bem vestido que me parecia familiar. Imediatamente me escondi atrás de uma árvore na calçada do outro lado, achei aquela cena muito estranha e optei por me esconder para não ser visto e correr perigo. Ambos vestiam capas pretas e usavam chapéus na mesma cor, de onde estava não conseguia visualizar seus rostos apenas o de Seokjin, que reconheci minutos depois, no entanto, quando um deles deu o comando para que o outro segurasse melhor o braço do Seokjin, e que precisam ir logo com aquilo notei que se tratava de um homem. Esperei eles sumirem pela rua e corri até minha casa.
Aquela informação foi uma das melhores pistas que consegui, Raul, era a melhor notícia que poderia aparecer cair em meu caminho. Estava tão contente que meus lábios içou em um pequeno sorriso de lado.
Estou cada vez mais próximo a Seokjin.
— Por que o senhor não entrou em contato com a polícia quando soube do desaparecimento dele?
— Fiquei com medo, até hoje sinto medo. Medo de um deles terem me visto, medo de ser descoberto por eles com uma testemunha e acabar morto.
— Entendi... O senhor acha que conseguiria identificar a pessoa pela voz? — Ele assentiu me deixando ainda mais contente.
— Detetive, como pretende que eu ouça a voz para identificar? Fiquei sabendo desde já, que não verei ninguém pessoalmente. Meu trabalho como carteiro não facilita em nada pra mim, o senhor me compreende, certo? — Assenti cruzando os braços pensando em uma alternativa.
— Já sei como faremos isso? Eu preciso apenas confirmar algo... Sr. Raul, o senhor se lembra de algum detalhe neles? Qualquer coisa como por exemplo cabelos longos, afinal não podemos descartar que a outra pessoa possa ser uma mulher. — Ele fechou os olhos parecendo pensar.
— Não, infelizmente não me lembro de nada, e nenhum deles tinha cabelos longos.
— Muito bem. O senhor poderá me encontrar aqui por volta dás 20h:00? Preciso por meu plano em prática.
— Sim, farei o possível para estar aqui no horário. — Ele se levantou prestes a ir embora — Detetive Min, por favor não diga a ninguém sobre mim, quero que apenas o senhor e a repórter Mariana, saibam sobre mim, ela me prometeu sigilo quando me ela me encontrou no trabalho e me fez confessar tudo. Então peço o mesmo ao senhor agora.
— Claro! Se quer assim, assim será. — Apertamos nossas mãos firmando o acordo.
Desculpem o atraso, era pra mim ter atualizado ontem, mas não consegui, então resolvi postar agora. Então como anda as teorias de vocês? Compartilhem comigo. Nosso detetive gatinho está chegando a conclusão desse caso, falta apenas 6 capítulos. 🕵️🕵️
Desculpem qualquer erro também, minhas vistas andam meio ruim Kkkkk. Beijos da bear, bearzinhos!
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