⁹ ATRAÇÃO ACENDE O ALERTA
Dias depois o acontecido no chalé, Henri toda vez que cruzava comigo dizia que estava fazendo o possível para juntar dinheiro e recuperar o relógio, era até cômico ver o jovem tão aflito com a face pálida ao me ver, me sentia como um mafioso quando seus olhos pousavam sobre mim.
Minhas idas ao Clair de Lune se tornaram mais constantes, era como se minhas pernas ganhassem vida própria indo até lá, entretanto, só me dava realmente conta de onde estava quando me pegava conversando animadamente com Louise, a mulher de fios escuros misteriosamente se infiltrava em meus sonhos me perturbando fazendo com que desejasse a ver sempre.
O problema que todas as minhas idas ao local resultava em mim conversando com a mulher, e a conversa era tão boa que se tornava prazerosa. Vê-la quase todos os dias estava afetando meu psicológico, ver seu cabelos medianos amarrados em um rabo de cavalo, seus lábios pintados por um vermelho carmesim e seus olhos escuros me abalava demasiadamente.
Queria não me sentir tão atraído por Louise, o medo de algo acontecer como da última vez, fazia com que barreiras em relação ao amor se erguesse, Marie tinha sido uma ruim experiência, porém, ela havia me ensinado algo. Nunca dê seu coração completamente a alguém.
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- Yoongi você está apaixonado!
- Que raios! Já não disse que não estou apaixonado coisa nenhuma? - Retruquei Oliver que cruzou os braços me encarando.
- A não? E tudo isso que acabou de me contar sobre está tendo sonhos com ela, que ela invade sua mente a todo instante é o que para você, uh? - Cocei a cabeça suspirando.
- Acho que estou apenas atraído, só isso.
- Atraído sei... Só não vá se envolver tanto quanto da última vez, não quero encontrar meu amigo estirado no chão praticamente sem vida de novo. - Contorci o rosto numa careta fechando os olhos ao me lembrar da terrível sensação de quase estar partido dessa pra melhor.
- Precisava me lembrar disso? Já aprendi minha lição... Afinal, não quero um relacionamento sério por agora.
- Faz bem em não querer um relacionamento sério com Louise, mesmo estando com 30 anos e ela também.
- Tá me chamando de velho, idiota?! Olha só pra você, tem 37 anos e está tentando zombar de mim... - O encarei balançando a cabeça em sinal de reprovação - Mas, o que quis dizer com ser bom eu não querer um relacionamento sério com ela? - Indaguei curioso me ajeitando na poltrona da sala.
Oliver havia vindo naquela tarde me fazer uma visita - pois era seu dia de folga -, e após jogarmos um pouco de carteado, começamos a papear assuntos do cotidiano.
- Ora, por acaso se esqueceu que ela é filha do casal Martin? Se esqueceu de tudo que aconteceu naquela mansão na colina? - Era impossível esquecer os boatos sobre o passado dos pais dela pela cidade.
- Claro que não me esqueci, mas me esqueci que ela é a filha desse casal. Sabe Oliver, não vejo o porquê algumas pessoas terem medo dela só por causa desses boatos.
- Eu particularmente também não vejo o porquê ter medo dela, ela não tem culpa do pai ter sido assassinado, nem da mãe ter ficado louca e se suicidado saltando de uma das sacadas da mansão. - Oliver disse de ajeitando no sofá.
- O que me intriga e por quem ela foi criada. Segundo os boatos ela perdeu os pais na adolescência... Será que ela se cuidou sozinha? O pai dela tinha muito dinheiro não é? - Questionei vendo Oliver concordar.
- Porém, sua mãe começou a gastar freneticamente com futilidades enchendo a casa de coisas que o marido gostava, como móveis antigos, comidas... E a fortuna do Sr. Martin já não era tanta assim depois que ele morreu, parece que ele havia se metido com gente perigosa por isso morreu. - Cruzei minhas pernas levando a mão ao queixo.
- Ela não teve uma vida fácil, sorte que ela de ter tido alguém para cuida-la.
- Não sei quem foi que a criou ou se está vivendo por conta própria desde o ocorrido, mas mantenha seus olhos aberto sobre ela, vai que Louise é doida como a mãe e resolva te atacar, ou está envolvida com pessoas perigosas como o pai. - Revirei os olhos.
Meu amigo agia como se fosse minha mãe, acontece que não devemos julgar um livro pela capa.
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O céu estava nublado naquela noite, não era possível ver nada além dos relâmpagos que cortavam o céu, e ouvir os pingos grossos da chuva e o som dos trovões ecoarem por aquela imensidão escura.
Não sabia ao certo porquê diabos havia pego meu guarda-chuva indo até o Clair de Lune, talvez a vontade de vê-la de novo tomou conta de meu âmago. Ver aqueles olhos escuros que me faziam querer buscar algum contato. Avistei ela chegar na entrada do charmoso bar olhando para a chuva e suspirar fundo, avancei atravessando a rua me aproximando de seu corpo e quando se virou pude apenas ver a ponta de seus saltos vermelhos virados para mim, ergui um pouco o guarda-chuva permitindo que visse meu rosto.
- Oh! Yoongi, o que faz aqui? O bar já está fechando. - Disse surpresa.
- Eu sei.
- Então o que faz por aqui?
- Eu estava de passagem quando lhe vi... Será que a senhorita me daria a honra de acompanhá-la até sua casa? Isso se estiver indo para casa não é. - Ri completamente nervoso.
- Ora, e para onde mais estaria indo? - sorriu - É claro que aceito sua companhia, fora que você me protegerá da chuva. - Agarrou meu braço direito deixando seu corpo muito próximo ao meu.
- Basta apenas me guiar. - Começamos a caminhar meu corpo suava frio por senti-la tão próxima.
- Você gosta de fazer caminhadas a noite?
- O quê?
- Você deve gostar de fazer caminhadas noturnas? - Franzi os lábios pensando no que dizer.
- Bom, hoje estava apenas caminhado para espairecer a cabeça, muitas coisas para pensar, precisava de ar puro.
- Entendo.
- Louise, você saí todos os dias tarde do trabalho? É perigoso ficar andado a esse horário sozinha.
- Sim, exceto nós dias da minha folga é claro. Preciso desse trabalho, então não posso me dar ao luxo de procurar outro por enquanto. - Olhei para ela que me olhou com um pequeno sorriso nos lábios.
- E você?
- O que tem eu?
- Trabalha desde sempre como detetive particular?
- Não, faz um mês que entrei para esse ramo. Mas sempre fui um detetive, trabalhava para a polícia antes. - Observei a grossa chuva cair molhando meus sapatos.
- Porquê saiu da polícia? - Parei de andar olhando fixamente para frente, fazendo com que ela parasse subitamente sentindo seu olhar queimar em mim.
- Porque não me sentia mais capaz de colaborar para com a corporação. - Voltamos a andar, cruzamos a rua até ela indicar que deveríamos virar a esquerda.
Caminhamos até sua casa com ela contando como seu dia havia sido estressante, de como ela odiava ter que lidar com clientes bêbados e inoportunos. Paramos em frente a porta de madeira envernizada, e ao meu lado ela mexia dentro da bolsa a procura de suas chaves, ao encontrar lançou um olhar para mim colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
- Gostaria de entrar detetive? - Minhas mãos suavam mesmo o tempo estando fresco. O nervosismo tomava conta de meu corpo.
- Já está tarde... Quem sabe numa próxima? - Sorri nervoso para ela que capturou minha mão.
- Deixa de ser bobo, entre irei preparar algo para comer e gostaria de agradecer por ter me trazido até em casa.
Nem fui capaz de dizer algo Louise, me puxou para dentro de sua casa me fazendo sentar em uma poltrona preta de couro próxima a televisão. Sua casa é tão aconchegante e cheirosa, a bela mulher parecia ser bem organizada. Louise pediu para que me sentisse a vontade enquanto preparava alguns petiscos para comermos acompanhando de um excelente vinho que tinha guardado.
Analisei todo o cômodo, desde o piso ao teto, nada me chamava atenção, não até encontrar com o olhar uma espécie de marionete pendurada próximo a pequena estante de livros sobre botânica e gastronomia.
Levantei-me da poltrona caminhando até a marionete, ao me aproximar pude ver todos os traços do pequeno boneco feito de madeira, e como era estranho completamente feio. O boneco possuía roupas xadrezes, cabelos loiros, olhos esbugalhados, a boca continha um sorriso maléfico. Aquilo com certeza assustaria qualquer criança.
- Gostou do boneco? - Virei-me para Louise que possuía fatias de queijo, presunto cru defumado, duas taças em mãos e a garrava de vinho debaixo do braço. Fui até ela a ajudando.
- Não! Ele é estranho.
- Você é bem direito Yoongi, gosto disso. - Riu.
- Odeio enrolação!... Você coleciona esse tipo de marionete?
- Sendo sincera, não, mas gostaria de poder colecionar. Ganhei aquela de presente quando era mais jovem.
- Um presente peculiar eu diria.
- Gosto de coisas peculiares. - Nossos olhares se encontraram e ela sorriu.
Olá bearzinhos kkkkk, desculpem sumir e não ter atualizado antes, estava me concentrando para o Enem, mas como o Enem já foi, bora voltar a atualizar. O capítulo de hoje ficou curto me desculpem por isso, porém o próximo as coisas começam a ficar melhor (soltei um pequeno spoiler kkkk) e desculpe os erros também.
Até o próximo capítulo... Quem sabe na quarta 🐻
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