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Parei o carro em frente a um prédio com pouco segurança, tintura desbotada, grades enferrujadas e nenhuma portaria, esse prédio não é adequado para uma mãe solteira, não é adequado para ninguém.

- Obrigada por nos trazer.

- Sem problemas - olhei os pequenos que dormem tranquilos - Vou levar os pequenos para dentro, para não precisarem acordar eles.

Quando Aurora abriu a boca para falar algumas coisas, coloquei o meu indicador nos seus lábios macios, me arrependo de quanto tive esses lábios só para mim, eu estava bêbado. Desci do carro e peguei os pequenos no colo, fechei a porta com o pé e tranquei o carro quando Aurora desceu.

Empurrei o portão enferrujado, com o pé e entrei no prédio. Caio e Elisa abraçaram meu pescoço e eu comecei a subir as escadas, degrau por degrau chegou no terceiro andar e Aurora abre uma das sete portas. Entro no pequeno apartamento e ficou meio perdido, o meu apartamento dá uns dez desse.

- Onde é o quarto dos pequenos? 

- Naquela porta.

Aurora aponta para a porta atrás de mim e eu assisto, entro no quarto minúsculo, onde tem uma cama de casal, uma escrivaninha com duas cadeiras, que suponho que seja para as crianças estudarem. Fiquei ao lado da cama e abaixei o meu corpo e coloquei os pequenos deitados, puxei o edredom para cobrir os dois.

- Boa noite, pequenos! - falei baixinho.

- Boa noite, papai! - os dois falam com as suas vozes embriagadas.

No meu coração faltou sair pela garganta quando às cinco palavras saíram da boca dos gêmeos, eu sabia que não deveria criar tantas esperanças, mas agarrei a pequena fração de oportunidade de eu ser pai deles, a aparência e a idade, batem com a época que transei com Aurora. Tentei o máximo não pensar nessa pequena possibilidade deles serem meus filhos, mas algo maior dentro de mim, fez que eu ligase cada maldito ponto, me dando esperança.

- Obrigada por tudo - Aurora se senta no sofá minúsculo - Eu te daria algo para comer, mas garanto que ainda não deve comer nada que outras pessoas cozinham.

Aurora está suando no clima frio, seus pés batem com força no piso de madeira e seus músculos estão tensos, ela está prestes a dar um ataque de pânico, me sentei ao lado dela e comecei a fazer carinho nas suas costas por cima da blusa.

- Respira Aurora - segurei seu queixo e a fiz olhar para mim - Você consegue.

Ela começa a inspirar e expirar, seus músculos começaram a ficar relaxados e a cor voltou para a sua pele. Aurora olha no fundo dos meus olhos, me mostrando toda a sua dor, tristeza, preocupação, cansaço e dores.

- Qual foi o real motivo do seu relacionamento de dez anos acabar? 

Perguntou sem esperar resposta, mas elas vêm de todo jeito.

- Leo achava que as minhas crises eram puro drama e que ele estava cansado de me ver nos cantos do apartamento sendo uma mulher inútil.

- Não fica assim por causa daquele idiota.

Aurora limpou as lágrimas rapidamente, se levantou e indo em direção a porta. Quando ela abriu a porta eu percebi que minha presença a machucava e a única coisa que quero para Aurora é que ela não se machuque mais. Me levantei e fui para fora do apartamento, quando ela ia fechar a porta eu a impedi com o meu pé.

- Caso precise de algo ou se quiser se consultar, até mesmo conversar, estarei no consultório.

Entreguei o cartão do consultório para Aurora e a deixo fechar a porta, escuto o seu corpo escorregar pela madeira áspera da porta e logo suas os soluços começaram juntos com o choro, meu coração quebrou em mil pedaços, ouvindo o seu choro.

Desci as escadas correndo e o aperto no meu peito voltou com mais força, lágrimas ameaçavam sair dos meus olhos, destravei o carro e entrei rapidamente deixando as lágrimas saírem. Saber que a minha presença deixa Aurora triste, me machuca nos pontos mais sensíveis do meu corpo. Liguei o som e pisei até o fundo do acelerador e saí dali o mais rápido que a péssima estrada me possibilita. 

Bati o meu recorde tempo para chegar em casa, nunca fui uma pessoa imprudente no trânsito, mas ao saber que a mulher que eu amo está tão perto de mim, não sei quanto tempo me deixa louco. Digito o código da cobertura e as portas se fecham, quando ela se abre saí do elevador e coloco a minha digital na fechadura.

Me joguei na minha cama e peguei o meu Macbook em cima da mesa de cabeceira e começou a digitar freneticamente, deixando toda a minha tristeza me ajudar a acabar com o livro que estava a mais de dois meses parado. Ideias não param de crescer na minha cabeça, Roberta já tinha me falado que precisava lançar o livro, mas o bloqueio criativo tinha me tomado por inteiro.

Depois de enviar o manuscrito para editora, enchi a banheira e me preparei para um banho relaxante. Horas se passaram e a única coisa que eu tentava ao máximo não pensar, era a coisa que meu cérebro fazia questão de pensar.

Caio e Elisa têm três anos e faz quatro anos que eu e Aurora transamos bêbados, mas não consigo me lembrar se usamos camisinha. Saio da banheira tropeçando nos meus próprios pés, coloco o roupão e peguei o meu Mac em cima da escrivaninha e abri o meu primeiro livro que eu escrevi. Comecei a ler a cena de sexo, cautelosamente. Mesmo eu não me lembrando direito da minha noite de sexo com Aurora, mas no dia que transamos, eu consegui me lembrar perfeitamente de cada detalhe.

- AQUI ESTÁ - dei um grito quando encontrei a pequena frase.

Segurei os pulsos de Alice no alto, a cabeça do meu pau roça na sua entrada quente e úmida, tomo o seu peito direto com a minha boca chupando, mordendo, lambendo e arranhando.

- Por favor, me fode.

Perdi totalmente o meu controle quando escutei a voz rouca de Alice, me afundei totalmente nela, meu pau desliza tranquilamente para dentro e para fora da sua boceta, fazendo ela gemer alto em meu ouvido.

Sua boceta é apertada e molhada, diferente das outras mulheres, Alice consegue me levar a um nível bem maior de prazer. Meus lábios encontraram os dela em um beijo agressivo e possessivo, minha mão livre encontra o seu clitóris e Alice começou a se contorcer embaixo de mim.

- Eu preciso do mais Pedro.

Minhas investidas ficaram mais rápidas e indo mais fundo dentro dela, Alice cravou as suas unhas nas minhas costas e apertou o meu pau com força. Chupei o lóbulo da sua orelha e ela arqueou as costas, gozando com força no meu pau e me levando junto a um orgasmo avassalador.

- Porra Alice.

- Ahhhh. Pedro.

O livro foi escrito de acordo com as coisas que aconteciam no meu dia a dia e todo o amor que sentia pela Aurora naquela época eu escrevia. Apenas mudei os nomes, de Aurora para Alice e de Piter para Pedro. Fechei o Mac e coloquei em cima da escrivaninha e deitei na minha cama, nu. Fechei os olhos, me entregando ao cansaço.

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