Capítulo 2 - Se afogando em poças

Os pés descalços do andarilho se sujam no chão poeirento da masmorra. Seus lábios pareciam a ponto de se partir. Ao seu redor, pequenas rochas azuladas emitiam uma fraca iluminação, mas o bastante para deixar a mostra as paredes rochosas as quais tinha um leve tom prateado. Uma gota de suor escorre de sua testa. O espadachim rapidamente a coleta com o indicador esquerdo e a leva a boca.
- Isso não é o que os humanos chamam de nojento? – Questiona a espada.
- Yeah, me chamavam bastante disso.
- Sério?
- Não. Mas dá para sentir pelos seus olhares julgadores – O humano solta algumas risadas fortes ao retornar tais memórias – De qualquer forma estou com sede, então fazer o quê.
- Ah, seres vivos precisam de água para viverem, não? As vezes me esqueço disso.
- Você não bebe?
- Eu sou uma espada.
- E então? Nesse mundo maluco eu já vi coisas além do que é considerado normal. Não estranharia ver uma espada conseguir beber.
- ...Atualmente eu consigo beber e me alimentar, mas de fato eu não necessito. Você é o primeiro humano a me perguntar isso, curioso.
- Você é o primeiro que não me chama de louco por questionar o inquestionável, então estamos quites – O humano de longos cabelos para sua caminhada subitamente– Morrer de sede, Hein?  Uma morte bem trágica eu diria.
- Oi, oi, está desistindo tão fácil assim?
- Yeah, desistir é um dos meus maiores talentos – Responde se deitando de lado no chão rochoso, enquanto apoia o cabo da espada no chão.
- Mesmo que esteja tão perto de um rio?
- Rio? Estamos no subsolo. Os rios normalmente estão no...céu? Yeah, certeza que eram no céu – Em sua mente forma-se uma imagem de um rio fluindo de uma nuvem.
- Acho que está começando a delirar. Os rios, ficam de na superfície. Contudo alguns fizeram lar no subsolo.
- ... – Os olhos do peculiar guerreiro começam a se fechar.
- Ei, ei, não durma!
- Anh? Sinto que estou vendo uma luz no fim do túnel...
- Aaa, Não morra! Ah, ah, o chão, acerte o chão com muita força!
- Okay, coração, vou destruir o chão só para você.
- Coração?
Nisto o guerreiro quase desacordado acerta um soco fortíssimo no solo. Estilhaços de pedra são atirados por todos os lados. Da cratera formada uma enxurrada de água começa a fluir alagando a sala atual. Após alguns segundos o guerreiro volta a realidade.
- aaa! Olha só, água – O espadachim se farta até estar quase explodindo – Ah, o rio continua fluindo, e não parece que vai parar. Morrer afogado, heim? Para alguém que estava morrendo de sede agora a pouco isso é bem irônico.
- Por que aceita a derrota a cada obstáculo que aparece? Ahaha, você é um humano engraçado.
- Ho, eu fiz uma espada rir. Quem é o mais engraçado agora, pai!
- Apenas me coloque no chão. Eu lido com o problema da água.
- Ah, okay – Em questão de instantes, toda a água que estava consumindo a sala sumiu por mágica.
- Uau! Incrível, senhorita espada! Você bebeu toda a água?
- Sim...acho que exagerei. Não estou me sentindo muito bem...
- O exagero é um veneno. Dá próxima vez deixe me ajudar também.
- Mas não era você que estava aceitando a própria morte?! Ah, que seja. Vou me ausentar por uns minutos. Cuide do meu corpo físico.
- Okay!
O guerreiro, um pouco encharcada. Volta a caminhar pela caverna rochosa. Seus olhos meio-mortos admiram com um olhar curioso a bela espada dourada que carrega. Ele abre um sorriso misterioso. E por fim, apoiando-a no ombro, segue para a próxima sala.

***

Yo! Capítulo novo. O quê? Está perguntando porque demorei tanto para postar? Eu falei, sou preguiçoso. Não espere que uma obra nascida da minha preguiça há de ter capítulos constantes. Atualmente estou tendo mais tempo, então quem sabe venha capítulos mais rápidos. Mas possivelmente não 0w0 então não tenha esperança; Comente aí se tiver pensado em algo. Pode ser qualquer coisa, eu acho divertido responder xD

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top