Epílogo
Jhonatan P.O.V.
Aquilo não era ruim, ao menos uma coisa era boa, havia salvado a vida das mulheres que tanto amava. Suspiro fundo e um dos capangas me entrega a chave do veículo, já que tinham furado o pneu do nosso carro. Caminho até o automóvel e vejo Elena entregando Aurora para Gabriella.
Eu: Como pôde confiar nela? - questiono, assim que a mesma vem até mim.
Elena: Ah, eu não tinha outra opção. - deu de ombros e sorriu fraco. - Mas isso a salvou.
Eu: Tenho uma coisa para te dar. - digo e apanho a caixa de meu bolso. - Hoje seria nosso aniversário de um ano de namoro e, dias atrás, foi aniversário da Aurora.
Elena: Eu sei. - abaixou a cabeça. - Sinto muito não ter tido ela com você no primeiro aniversário. E também... Por ter criado ela longe por meses. - fungou.
Eu: A culpa não é sua, Elena. É daquele desgraçado que já está morto. - toco em seu rosto. - Mas agora podemos ficar juntos, para sempre, não é mesmo? - abro a pequena caixa.
Elena: Jhona... - a mesma cobre sua boca, incrédula. - Isso é sério?
Eu: Claro que é. Quero que seja somente minha, para sempre. Então, casa comigo, Elena? - ajoelho-me.
Elena: Sim, sim. É claro que sim. - diz, saltitando.
Sorrio e coloco a aliança em seu dedo, levanto-a do chão e a giro no ar, em seguida beijo seus lábios com ternura. Entramos no veículo, onde Gabriella brincava com Aurora e seguimos para casa. Havia inúmeras chamadas perdidas de todos que me aguardavam no restaurante.
Eu: Vou levar você para um lugar, tudo bem? - digo, dirigindo até o estabelecimento.
Elena: Achei que íamos para casa. - profere, confusa.
Eu: Logo iremos. - proclamo e olho no retrovisor. - Gabriella ficará conosco? - questiono.
Elena: Qual o problema?
Eu: Nenhum. Só estou perguntando. - desvio o assunto.
Estaciono em poucos minutos em frente ao restaurante italiano, descemos do veículo e adentramos o local.
Edson: Oh, você chegou. - exclamou, desligando o telefone. - Estava ligando para você. Demorou para chegar. O que houve?
Eu: Um pequeno contra tempo na estrada. - sorrio e olho por cima do ombro, suas órbitas me seguem.
Edson: Céus. Elena! - exclama e abraça a irmã. - Que saudade de você.
Elena: Eu também estava, mas agora você está me sufocando. - caçoa e ambos dão risada.
Edson: Caraca, minha sobrinha cresceu tanto. - apertou as bochechas da criança.
Eu: Aonde estão os outros? - indago.
Edson: Na área externa. Ocupamos o lugar todo, praticamente. - disse e seguiu até o lado de fora, enquanto o acompanhamos.
Estava havendo uma discussão quando paramos ao lado da mesa, todos gritavam uns com os outros, que quase ninguém percebeu nossa aparição.
Edson: Ei! Parem de gritar, isso é um restaurante. - repreendeu. - E o Jhonatan já chegou.
Glória: Aonde você estava, mocinho? Ficamos preocupados com você. - proferiu.
Elena: Alá, vai receber sermão da dona Glória à partir de agora. - manifestou-se e todos ficaram boquiabertos. - Tem certeza que ainda quer casar comigo?
Luísa: Amiga! Sua vaca. - abraçou-a. - Você tem um sério problema em sumir e não dizer seu paradeiro, sabia?
Elena: Eu tenho um sério problema com a polícia agora. - murmura.
Erick: Mana! - corre até a garota, que o pega no colo.
Elena: E aí, baixinho. Eu posso ficar o tempo que for distante de você, mas tu não cresce, criatura. - ironiza.
Renato: Eu, por acaso, ouvi você falando em casamento? - indaga.
Elena: Sim. - assente, deixando o irmão de lado.
Eu: A noite de hoje foi de reviravoltas, assim como tudo tem sido nas nossas vidas, mas uma coisa boa aconteceu. Além de ter a minha garota de volta, junto com a nossa filha, ainda a pedi em casamento e ela negou. - suspiro, tristemente.
Judete: Qual seu problema? Eu juro que vou arrebentar a sua cara, Elena. - ameaçou.
Elena: Calma, pessoal, é mentira do Jhonatan. Eu, com certeza e sem sombra de dúvidas, aceitei. - sorriu, abraçada à mim.
Édgar: Amém encontrou alguém que te ature. - disse e recebeu bronca de dona Glória.
Todos estavam felizes, com a volta de Elena, que explicou o que aconteceu com ela durante um ano na cadeia e, com nosso oficial noivado. Minha atenção estava voltada para todos naquele jantar, que sorriam e gargalhavam, despreocupados com os ocorridos de dois anos atrás que mudaram nossas vidas. Agora parecia que tudo se encaixava.
(...)
Meses depois.
Termino de me arrumar e desço ao hall principal, onde estão os irmãos da minha noiva, esperando para me acompanhar até a praia. Fomos com o carro de Edson até o local combinado, que estava bastante organizado e era de se esperar por aquele capricho todo feito por Elena.
Renato: Está nervoso? - indaga.
Eu: Quem? Eu? - sorrio. - Nervoso é pouco.
Renato: Sei que está fazendo a coisa certa, meu filho. Ela é uma moça boa que se apaixonou por você e acredito no amor de vocês fielmente. - tocou em meu ombro. - Não decepcione minha filha.
Eu: Nem se eu quisesse, faria isso. - digo, convicto.
A música da entrada da noiva inicia-se e noto que o carro já está parado na entrada, com as madrinhas do lado de fora. Aurora sorri para mim, enquanto segura uma cesta com pétalas de rosas e roda o vestido branco, novo, que sua mãe havia comprado. Retribuo o sorriso e mando um beijo no ar para ela.
A porta se abre e meu coração dispara, Elena desce do carro com ajuda de dona Glória, que ajeita a barra de seu vestido. Ela está incrível e deslumbrante. Suspiro fundo para conter a emoção e vejo que Édgar e Edson já estão chorando. Sorrio com aquilo.
Uma canção diferente toca enquanto ela caminha pela areia descalça, em direção ao altar. I hate you, I love you. Uma melodia que define totalmente nós dois e tudo que passamos juntos, brigando ou se amando. Sorrio para ela e a mesma retribuí, quando segura minha mão e nos voltamos para o padre.
Após os votos e o famoso sim, a cerimônia se encerra e começa a festa, sendo realizada como um lual na praia. Apanho uma taça de champanhe e beberico, meus olhos percorrem os convidados até parar na minha belíssima mulher que dança com nossa filha.
Meu celular vibra e pego o mesmo no bolso do paletó, vendo que é uma nova mensagem de um número desconhecido.
Se você é o novo chefe, saiba que está na minha lista negra e vou te caçar até pagar a dívida que seu pai me deixou.
Jhonatan: Merda... - resmungo.
Elena: O que foi, amor? - pergunta, sorrindo com Aurora no colo.
Jhonatan: Nada, querida. - beijo sua testa e a da garotinha. - Vamos dançar?
Aurora: Sim! - exclama e rimos.
A noite estaria perfeira se eu não soubesse que nada estaria acabado. Mesmo dançando com Elena, vendo o sorriso estampado no rosto de Aurora, ainda sentia que as coisas ainda iriam pior e mais desastres aconteceriam em nossas vidas.
Naquele mesmo dia, Elena e eu tivemos nossa lua de mel em nosso novo apartamento em Los Angeles, onde decidimos morar. Carrego a garota até a cama de casal e a deito no colchão, beijando seus lábios.
Elena: Jhona... - chama-me, interrompendo o beijo.
Jhonatan: O que foi? - franzo a testa.
Elena: Eu vi a mensagem. - diz e me reergo. - Não se preocupe. Ainda vou estar do seu lado, independente do que aconteça. Não foi isso que aconteceu até agora? Nada conseguiu nos separar, nem ódio, nem seu pai, nem sequestro e muito menos vários capangas. - seguro-a pela cintura. - Ainda vamos estar juntos e vou te ajudar no que precisar.
Eu: Eu te amo, Elena Bittencourt.
Elena: Eu te amo, Jhonatan Bertollini.
•••
Fim.
Um presentinho para vocês, já que hoje é natal e desejo tudo de bom para vocês. Dois anos atrás, no dia 25, estava rezando para que meu livro recém publicado conseguisse alcançar várias visualizações e já estamos com 14K.
Eu só tenho que agradecer vocês por tudo, sou muito grata e estou bastante feliz com minha primeira obra. Mas não vou parar por aqui, ainda tem o livro Traição Imperfeita. Então, continuem me acompanhando.
Obrigada por você e todos os outros leitoras que leram O Inesperado até aqui. A segunda temporada encerra por aqui e espero que tenham gostado.
Beijinhos e abraços.
Até logo. 💙
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