Cap. 79

Jhonatan P.O.V. 

Meses depois. 

Estava tudo seguindo no eixo, estava prestes a me formar e começaria a traçar meu futuro; numa faculdade boa e perto de Califórnia, pois em hipótese alguma abandonaria minha namorada. Sim, você leu exatamente isso; pedi Ângela em namoro oficialmente. Estávamos juntos antes, mas queria formalizar e comprei alianças para nós. 

Ver a cara dela, feliz e emocionada com o momento, que planejei tanto com nossos amigos e sua família. Hayle a levou para passear e quando estavam na praia, apareci de surpresa com um buquê de flores e com Henrique tocando violão, acompanhado de Esther e Jaqueline que cantavam. Foi inesquecível. 

Aliás, Cathy nasceu, filha da Luísa. Ela é uma gracinha de bebê. Descobri que tenho uma paixão por crianças, e também viajei para conhecer Samy, filho da Beatriz e do Édgar. A família Bittencurt adorou a ideia de levar minha loirinha comigo, e foi muito bem recebida. Pelo que parece todos nós já superamos o ocorrido trágico. 

No sábado seria o batizado dos recém-nascidos, e no domingo seria a formatura do terceiro ano. E como aconteceria tudo naquela cidade mesmo, pois os convidados iriam lá prestigiar, não precisava me preocupar com passagens ou algo relacionado. Somente importava passar sexta-feira com a minha namorada, já que talvez iríamos sair. 

Eu: Está de zoação, né? - digo, ao telefone. 

Ângela: Desculpa, amor. Mas minha mãe quer mesmo que conheça o novo namorado dela, então não poderemos sair hoje. Sinto muito. - disse, melancólica. 

Eu: Tudo bem. - suspiro fundo. - A gente se vê amanhã então. - desligo a ligação. 

Henrique: Não vão mais sair? - questionou, sentado do meu lado no sofá. 

Eu: Não. Ela vai jantar com a mãe e o possível novo namorado. - desdenho. 

Henrique: Entendi. - assentiu. - Vamos sair nós dois então. - sugeriu. 

Eu: Ué, não vai encher a sua namorada de carícias hoje? - zombo. 

Henrique: Não. - revira os olhos. - Ela está no período menstrual e fica chata pra caralho. 

Eu: Mulheres são assim. - rio. 

Henrique: Enfim, vamos sair ou não? 

Eu: Tá, pode ser. 

Levantamos do sofá e fomos nos arrumar. Logo saímos do apartamento e descemos até o estacionamento. Henrique informou para irmos até um barzinho com karaokê. Dirijo em direção ao tal lugar e estaciono metros antes do estabelecimento, pois havia uma fila de carros. 

Eu: Parece cheio. - constato. 

Henrique: Melhor ainda. - sorriu, empolgado. 

Eu: Não nos faça passar vexame, por favor. - peço, sutilmente. 

Henrique: Nem faço uma coisa dessas. - retrucou. 

Eu: Quando você bebe, você faz qualquer coisa. - ressalto. 

Adentramos o local, que estava um pouco movimentado. Sentamos numa mesa vaga, e pedidos por cervejas. Papiamos enquanto observamos ao redor, notando casais e motoqueiros. Avisto de longe nosso velho amigo, Marcos, sentado com alguns marmanjos. 

Tinha certo rancor dele, pelo que me fez e, minha vontade era de ir até ele e socar sua cara. Mas me contive, pois com seus aliados com certeza não sairia ganhando. Continuamos bebendo e conversando, durante a noite toda e arriscamos subir no palco improvisado para cantar, só que com certeza não éramos bons naquilo. 

Dia seguinte. 

Terminava de me arrumar, usaria uma calça preta justa, uma blusa social branca e um tênis. O batizado aconteceria por volta dás sete horas da noite, em seguida iríamos comer em algum restaurante que dona Glória fez questão de reservar. 

Apanho as chaves do veículo e saio do apartamento, esbarrando com Justin e sua namorada no corredor. Eles estavam fabulosos e também iam a igreja que seria realizado tudo. Descemos de elevador e cada um entrou em seu automóvel. Até pensei em acompanhá-los, com o tanto que insistiram, mas tinha que buscar Ângela primeiro. 

As ruas da Califórnia estavam calmas para um sábado a noite, isso facilitava na locomoção de quem precisasse sair. Estaciono em frente a residência Brooks e saio do veículo. Toco a campainha e escuto Jaqueline dizer que atenderia. A porta se abre e ela sorri para mim. 

Jaqueline: Oi, meu genro. - brinca e rimos. 

Eu: Olá, minha sogra. - digo, fazendo referência. - A minha donzela está pronta? 

Jaqueline: Provavelmente não. Ela saiu com as amigas durante a tarde e chegou em cima da hora para se arrumar. - justificou. - Mas entre, espere aquela  desmiolada ficar pronta. 

Assenti e adentrei o cômodo. Jaqueline disse estar preparando uma torta de carne, pois seu namorado iria jantar com ela e fazê-la companhia esta noite. Havia combinado com a loirinha que após comermos com o pessoal, ela ficaria comigo na minha casa. 

Ângela: Desculpa, pelo atraso. - pronuncia eufórica, assim que desce as escadas. 

A mesma usava uma saia preta, uma blusa com estampas do Mickey e um tênis preto. Ela conseguia ficar esbelta de qualquer maneira, até tentando ser sexy sem ser vulgar. Sorrio e vou até sua direção, a puxando pela cintura e tendo seus lábios aos meus. 

Ângela: Amor, minha mãe... - murmurou, interrompendo o momento. 

Jaqueline: Nada que jamais tenha visto ou feito. - ressaltou. 

Eu: Bom, a gente já está indo. - profiro. 

Jaqueline: Tudo bem, juízo. - despediu-se. 

Paramos para nos cumprimentar melhor antes de entrarmos no carro, com beijos e carícias. Logo seguimos para a tal igreja, que consequentemente era a mesma que havia tido a missa de enterro de Elena. Os convidados estavam reunidos e fomos até todos. 

Erick: Jhonatan! - exclamou e correu até mim, impulsionando para pular em meu colo. 

Eu: Oi, baixinho. - ironizo, enquanto bagunço seus cabelos. 

Renato: Faz tempo que não nos vemos. - disse, vindo até mim. 

Eu: Pois é, como você está? - indago. 

Renato: Estou bem, assim como o resto da família. 

Eu: Isso é ótimo. - sorrio. 

Glória: Vamos sentar. Já vai começar. - assentimos e nos acomodamos nos respectivos lugares. 

(...)

Após o batizado que as garotas choraram sem parar e o jantar delicioso que tivemos, levei Ângela para meu apartamento. Estávamos exaustos devido os acontecimentos da noite e pretendia só deitar na cama e dormir. 

Retiro a roupa que usava e me jogo no colchão somente de cueca. A loira dá risada, pois sempre era uma cena constrangedora para ela, mesmo tendo me visto assim inúmeras vezes. Ela tira a vestimenta que usava e fica do meu lado. Abraço seu corpo quente e nos cubro com a coberta. Sem demorar muito, acabo cochilando. 

Sou despertado com uma voz distante e batidas na porta bruscamente. Sou chacoalhado e abro as pálpebras alarmado. Ângela me olha desesperada e mais batidas são ouvidas, levanto da cama e desço até o hall principal. 

Ângela: Jhonatan... - pronuncia, num fio de voz. 

Eu: Ângela, sobe para o quarto. - peço. 

Ângela: Mas, quem será uma hora dessas? - indaga. 

Rolo meus olhos até o relógio na parede da cozinha, percebendo que era três horas da madrugada. Suspiro fundo e pouso minhas mãos em seu rosto. 

Eu: Sobe, por favor. Vai ficar tudo bem, eu resolvo isso. - digo suavemente e beijo o topo da sua cabeça. 

Aguardo ela sumir em meio as escadas e fito a porta, que não emite mais barulho algum. Talvez, quem quer que seja, tenha desisto. Dou as costas para a porta, e sinto mais batidas e uma voz chamar por mim. Estava delirando. 

Destranco a maçaneta e abro a porta, percebendo que estava realmente maluco. 

Eu: Mas, que merda está acontecendo aqui? 

•••

Olá, pessoal!

Aqui está mais um capítulo de O Inesperado, espero que gostem, fiz com muito amor e dedicação.

Se possível, votem e comentem.

Um beijo do coração, e até a próxima... 😘👽🌟

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