Cap. 75
Ângela P.O.V.
1 semana depois.
Como o colégio havia ficado em recesso devido a algum motivo que não compreendo e nem me importa, as aulas retornaram normalmente. Durante esse tempo teve bastante oportunidade para conversar com Jhonatan, e considerando que discutimos algumas vezes, foi bom para nós dois. Mais do que nunca estávamos decidimos a tentar um relacionamento sério.
Termino de me arrumar e apanho minha mochila, desço até a cozinha aonde está minha mãe, bebericando seu café. Beijo sua bochecha e ingiro pouca coisa daquela mesa farta. Havia escutado rumores que ela estava saindo com alguém, mas não me preocupei com isso nos últimos dias, afinal ela era adulta e livre para assumir suas atitudes.
Eu: Já estou indo, mãe. - informo, levantando da cadeira.
Jaqueline: Tudo bem. Até mais tarde, filha. - a mesma abre um sorriso.
Saio de casa e coloco meus fones de ouvido, deixo em uma playlist qualquer e foco no meu trajeto até a escola. Chego em torno que dez minutos e adentro o portão principal. Avisto um grupo de garotas, que faziam parte da minha turma, que coincidentemente eram conhecidas e quase consideradas amigas.
Hayle: Olá, Ângela. Como passou esses dias, que estávamos libertas desse inferno?
Eu: Ahn... Bem, eu acho. - respondo, incerta. - E vocês?
Esther: Pegando vários caras, participando de inúmeras festas, bebendo pra caralho... Essas coisas, entende. - ressalta.
Eu: Nossa! Vocês devem ter se divertido bastante. - digo, sarcasticamente.
Hayle: Sim, sim e sim. - exclama, entusiasmada.
É, elas não entendiam ironia, pois eram tapadas, mas aquilo não importava.
Esther: Os garanhões do terceiro ano chegaram. - murmura, e direcionamos os olhares para a entrada.
Deveria ter esboçado surpresa, talvez para disfarçar na frente daquele pessoal fofoqueiro e mesquinho, só que não era meu estilo, muito menos correr em direção ao meu querido amado. Apenas permaneci no meu lugar, estagnada, enquanto observava eles cumprimentarem a maioria dos alunos que nem sequer tinham contato.
Hayle: Como eles são lindos e gostosos, daria qualquer coisa para tê-los na minha cama por uma noite. - diz, entre suspiros ofegantes. - Aí, droga! Até molhei minha calcinha, tenho que ir no banheiro agora. Até depois, meninas. - acenou e se retirou.
Esther: Huh, estou indo pegar os livros das primeiras aulas. Você vem, Ângela? - pronuncia.
Eu: Nã-Não, tenho que passar na biblioteca. - aviso e ela assente, logo se despede também e segue seu caminho.
Inspiro um pouco de ar, para manter o controle e direciono meus passos para meu destino. Adentro o espaço e vejo a nova bibliotecária, que organizava alguns livros nas prateleiras, provavelmente que alguns alunos haviam retirado do lugar.
Eu: Bom dia, Sra. Alencar. - sorriu gentil para a mesma.
Sra. Alencar: Bom dia, querida. - diz, devolvendo o sorriso simpático.
Eu: Novamente arrumando esses livros empoeirados? A senhora sabe que tem alergia. - a repreendo.
Sra. Alencar: Se não fizer isso por conta própria, quem fará? - desdenha.
Eu: Estou aqui para ajudá-la, sempre que precisar. - exclamo.
Sra. Alencar: Você tem aula daqui a pouco, mocinha.
Eu: Tenho alguns minutos ainda, então posso ajudá-la. Me dê esses livros aqui.
Ela me entrega e caminha calmamente até sua mesa, senta-se e põe seus óculos outra vez, na tentativa de enxergar alguma coisa escrita nos formulários. Rio fraco com a sua situação e me concentro em colocar os livros nos lugares corretos.
Sra. Alencar: Bom dia. - ouço ela dizer para alguém, mas não me permito olhar quem seja.
Jhonatan: Oi pra você também. - escuto sua voz do meu lado, que me faz arrepiar e assustar ao mesmo instante, derrubando os livros no chão.
Eu: Merda, Jhonatan! Você tem problema, garoto?! Isso não se faz, caramba. - exalto, enquanto vejo ele gargalhar.
Jhonatan: Você se assusta fácil demais, sabia?
Eu: Vai se ferrar. - vocifero e me agacho para pegar o que caiu.
Jhonatan: Quer ajuda? - oferece.
Eu: Não precisa. - respondo, ríspida.
Jhonatan: Te fiz alguma coisa, Ângela, para estar me tratando dessa forma? - arqueia a sobrancelha.
Eu: Me diz você, Jhonatan. - pronuncio e me levanto. - Você fez alguma coisa?
Jhonatan: Que pergunta doida é essa? É claro que não fiz nada.
Eu: Então 'tá. - dou de ombros e passo por ele.
Jhonatan: Ângela. - choraminga e me segura pelo braço. - O que está havendo contigo?
Eu: Nada. Por que? - digo, singela.
Jhonatan: Está estranha comigo. - o mesmo faz bico.
Eu: Saiu com Hayle ou Esther nesses últimos dias? - indago.
Jhonatan: É claro que não, faço a mínima ideia de quem sejam essas. - responde, convicto. - Por que da pergunta?
Eu: Por nada. - sorrio fraco e dou-lhe um selinho rápido.
Jhonatan: Isso não resolve o modo que agiu comigo, até ignorou minha presença quando entrei no colégio. - franziu a testa, desconfiado.
Eu: Estava com Hayle e Esther. Elas viram você e o Henrique chegando, e disseram que dariam tudo pra ficar com vocês. Acho que isso me incomodou um pouco.
Jhonatan: Sentiu ciúmes de mim, Ângela? - sorriu divertido. - Me sinto lisonjeado.
Eu: Você é um tremendo idiota, Jhonatan Bertolini. - reviro meus olhos.
O mesmo morde o lábio e me encosta em uma das prateleiras, prendendo meu corpo, sem que possa movimentá-lo. Parecia que ele adorava fazer aquilo. Sua mão direita segura minha cintura por dentro da blusa, enquanto a outra está acima da minha cabeça. Sinto sua respiração perto da minha nuca, que me deixa com os pelos arriçados.
Jhonatan: Você está ciente que não tem necessidade desse ciúmes, não é mesmo? - sussurra, num tom excitante. - Ângela, você é tão inocente, isso que me faz querê-la mais ainda.
Eu: Jho-Jhonatan... Isso é maldade. - gaguejo, eufórica.
Jhonatan: O que estou fazendo? - questiona, enquanto desliza os lábios gélidos na minha pele.
Eu: Jhonatan... - murmuro, e involuntariamente fecho minhas pálpebras.
Jhonatan: Queria foder você nessa biblioteca. Seria loucura demais?
Ele vinha me provocando fazia algum tempo, e às vezes respondia da mesma maneira, só que a questão era que ainda era virgem. E por mais que sentisse-me segura com ele para fazer tudo que quisesse, alguma coisa sempre nos impedia.
Eu: É claro que não. É só não fazermos muito barulho. - respondo, suavemente, mantendo a pose.
O sinal para o início das aulas toca e devagar seu corpo se afasta do meu, e uma sensação de agarrá-lo e não deixar que aquilo acontecesse me invade. Mas não permito tal ato e fico intacta no mesmo lugar, tentando me recuperar do que ocorreu.
Jhonatan: Vem, temos aula. - profere e segura minha mão, logo puxando-a para me tirar daquele ambiente.
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Olá, pessoal!
Aqui está mais um capítulo de O Inesperado, espero que gostem, fiz com muito amor e dedicação.
Se possível, votem e comentem.
Um beijo do coração, e até a próxima... 😘👽🌟
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|Esther|
|Hayle|
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