Cap. 54
Elena P.O.V.
Todos foram para o salão de festas, seguindo o carro dos noivos. Fui em silêncio com Jhonatan, ainda estava processando o fato dele estar conversando à poucos minutos atrás com a mais pirranha das minhas primas.
Fernanda: Esse lugar é lindo, Bea. - ouvi sua voz logo atrás de mim.
Beatriz: Você gostou? Caprichamos, né.
Édson: Tem que estar bonito mesmo, foi uma fortuna tudo isso. - murmurou.
Adentramos e sentamos na mesa, os garçons começaram a servir champanhes e petiscos:
Eu: Ei, garçom bonitão. - o chamei e ele se aproximou. - Pode me passar seu número do telefone? - sussurrei.
Garçom: Pra que, senhorita?
Eu: Para conversarmos depois. - mordi o lábio inferior.
Jhonatan: Com licença. - disse, atrapalhando a conversa.
Garçom: Se precisar de mais alguma coisa, é só me chamar. - disfarçou e saiu.
Jhonatan: Ela não vai precisar não! - gritou meio alto pelo salão.
Eu: Jhonatan, não começa a causar, por favor. É o casamento do meu irmão. - o repreendi.
Jhonatan: Relaxa, meu amor, não irei "causar" se você ficar bem distante daquele garçom. - falou cinicamente.
Eu: Ele estava fazendo o trabalho dele, me ajudando, Jhonatan.
Jhonatan: Não sou idiota, Elena. Estou de olho em você, amorzinho. - dito isso, saiu.
- Quem ele pensa que é pra falar assim comigo?
~ talvez seu namorado...
- Tudo bem que é meu namorado, mas não posso conversar com o garçom ou pedir ajuda?
~ ata, ajuda? Conheço bem esse seu tipo de ajuda e conversa.
Beatriz: Elena, você veio! Pensamos que não daria tempo. - aproximou-se sorridente.
Eu: Mas é claro que daria tempo, faço o impossível pra comparecer no casamento do meu irmão. - olhei pra ele.
Édson: Mamãe disse que está de namorado novo. Quem é o sortudo?
Eu: Ah... É o Jhonatan.
Beatriz: Nos apresente ele. - falou entusiasmada.
Eu: Claro. Ele está bem... - percorri meus olhos pelo salão todo, procurando por ele. - Ali! - o achei próximo da minha prima, de novo.
- Ele vai morrer se não se afastar dela!
~ quero ver sangue... huahua.
Beatriz e Édson me acompanharam até lá, estavam loucos para conhecê-lo.
Eu: Ei, Jhonatan, vem cá. - tentei falar calma e não partir para a agressão.
Jhonatan: Diga. - falou já próximo.
Eu: Meu irmão e a noiva dele,queriam conhecer você. - fiz uma breve pausa e olhei para os recém-casados. - Essa é Beatriz e esse é Édson, e esse é Jhonatan. - apresentei-os.
Édson: Prazer em conhecê-lo. - disse estendendo sua mão.
Jhonatan: O prazer é todo meu. - sorriu e retribuiu o aperto de mão. - A propósito, parabéns pelo casamento.
Beatriz: Muito obrigada. - sorriu simpática.
Fernanda: Ei, posso me juntar à vocês? - aproximou-se.
Eu: Se eu fosse você, nem tentava. Estou a ponto de te matar por ficar de conversinha com o meu namorado. - falei entre dentes.
Fernanda: Ele é seu namorado? Que coisa estranha, nem comentou sobre isso, deve ser porque não é algo importante.
Eu: Cala sua boca, senão eu mesma faço isso!
Glória: Pessoal, está na hora do brinde. - interveio na pequena roda.
Todos se sentaram, menos minha mãe, que subiu até um pequeno palco improvisado para o brinde. Mal prestava atenção nela, as palavras de Fernanda martelavam na minha cabeça.
- Por que ele não disse pra ela que é meu namorado? Estava querendo se aproximar dela com segundas intenções?
Não estava mais aguentando, peguei minha bolsa de mão e saí dali. Fui até o jardim que havia naquele buffet. Andei de um lado para o outro, tentando me acalmar.
Jhonatan: Elena. - pronunciou e veio até minha direção. - Está tudo bem? Saiu no meio do discurso da sua mãe. O que houve? - franziu a testa.
Eu: Nada, Jhonatan. Pode voltar lá para o salão, sentar-se ao lado da Fernanda e agir como se não tivesse uma namorada!
Jhonatan: Fernanda? Ah... Sua prima. A gente só estava conversando, Elena, nada demais. - deu de ombros.
Eu: Como você mesmo disse, Jhonatan, não sou idiota! Minha prima é uma piranha, tenta roubar todos os namorados da nossa família, você não é o primeiro e nem será o último. Já lidamos com coisas difíceis, mas lidar com a Fernanda tentando te roubar de mim, já é demais.
Jhonatan: Deixa de bobagem, ela não vai me roubar de você, Elena. Eu amo você e por tudo que já passamos, ficar longe da minha garota, é a pior coisa do mundo.
Eu: Não é o que me parece... - cruzei os braços.
Jhonatan: Você também estava com aquele garçom e eu não disse nada. - arqueou a sobrancelha.
Eu: Estava apenas pedindo ajuda dele, já te falei isso. - justifiquei.
Jhonatan: Tudo bem, acredito em você. Será que podemos ir pra outro lugar? - sussurrou num tom sexy.
- Assim não vale, Jhonatan...
~ vocês só pensam em sexo, hein.
Eu: Não dá, é o casamento do meu irmão, tenho que ficar.
Jhonatan: E não tem um lugar aqui que podemos ficar a sós? - indagou, envolvendo seus braços na minha cintura.
Eu: Ainda estão fazendo os discursos?
Ele apenas balançou a cabeça em positivo.
- Acho que vou fazer uma loucura.
~ novidade, já até perdi a vontade de tentar te impedir.
Eu: Então, os banheiros estão desocupados nesse momento, ninguém vai perder o brinde para ir até lá. - ressaltei.
Jhonatan: Somente a gente. - falou próximo do meu ouvido, me causando arrepio.
Sorrimos um para o outro, Jhonatan pegou minha mão e me puxou de volta para o salão. Mas ao invés de voltarmos para nossa mesa, ele me levou ao banheiro. Ninguém entraria lá naquele momento, pelo menos era o que eu esperava.
Assim que adentramos, Jhonatan fechou a porta e me puxou pela cintura e foi andando até me prender na parede. Ele me beijou loucamente e intensamente, seu beijo era uma mistura de sensações, o que me deixava viciada.
- Desde tudo que já passamos, apenas transamos uma única vez, e foi naquela vez no casarão.
~ naquele muquifo você quis dizer.
Após encerrar o beijo, ele começou a distribuir selinhos no meu pescoço e, passou sua mãos na minha bunda, onde apalpou diversas vezes. O mesmo foi descendo, até ficar agachado no chão. Levantou meu vestido hiper mega super justo e abaixou minha calcinha, em instantes já estava chupando minha vagina.
Eu: Ah... Jhona... - gemi abafado, tentando evitar que alguém ouvisse.
Logo ele parou e se ergueu, o prensei contra a parede e desabotoei sua calça. Abaixei a mesma, junto com sua cueca. Seu pênis já estava bem ereto, segurei nele e comecei a chupá-lo.
Jhonatan: Ah... Meu... Deus. - gemeu.
Aquilo era algo proibido e perigoso, sabíamos que alguém podia entrar a qualquer minuto, talvez esse fato estava me deixando mais excitada. Me ergui e ele me puxou para perto, fazendo nossos corpos se colarem.
Ele me levou até a pia, onde senti quando minha bunda bateu contra o mármore. O mesmo me pegou pela cintura e me colocou em cima da pedra gelada, que me fez arrepiar. Puxei ele pela nuca e o beijei, enquanto isso ele tentava penetrar em mim e acabou conseguindo.
Eu: Ah... - gemi de surpresa.
Jhonatan sorriu e continuou me beijando, para amenizar os gemidos, enquanto se movimentava dentro de mim. Aquilo era bom, muito bom. Me fazia falta ir para festas e transar com desconhecidos, mas era ainda melhor transar com o meu namorado, com o cara que eu amo.
[...]
Depois de minutos, ou sei lá quanto tempo ficamos no banheiro, acabamos nos esgotando. Minha respiração estava muito ofegante, assim como a dele. Desci da pia e ajeitei meu vestido, enquanto ele abotoava a calça novamente.
Eu: Os discursos... Já devem ter acabado. - falei, falhando na voz.
Jhonatan: É... Vai na frente, amor.
Eu: Tá bom. - suspirei para me recompor.
Antes de sair, Jhonatan me puxou e selou nossos lábios:
Jhonatan: Eu amo você, gostosa.
Corei:
Eu: Também amo você.
Me soltei dele e fui até a porta, abri a mesma e saí do banheiro. Voltei para perto da minha mesa, mas antes de sentar alguém veio até mim.
Edgar: Elena, onde você estava?
Eu: Estava no... - comecei a dizer, mas fui interrompida.
Edgar: Tá, isso não importa agora.
- Então porque perguntou?
Edgar: Você tem que subir no palco, é sua vez de fazer o discurso.
•••
Olá, pessoal!
Aqui está mais um capítulo de O Inesperado, espero que gostem, fiz com muito amor e dedicação.
Se possível, votem e comentem.
Um beijo do coração, e até a próxima... 😘👽🌟
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