Cap. 50
Jhonatan P.O.V.
Estava no hospital, aguardando algum médico ou enfermeiro que pudesse me dizer o estado de Elena. Após ela ser atingida pelo carro de Thiago, liguei imediatamente para a emergência, que não demorou muito, mas ela acabou ficando inconsciente.
Só espero que ela esteja bem...
Judete: Jhonatan? Jhonatan? - se aproximou de mim ofegante, junto com Justin. - Cadê a Elena? Onde ela está?
Eu: Ela entrou para a sala de exames, Judete, não sei o estado dela, ninguém veio me dizer nada ainda. - falei aflito.
Ela suspirou e caminhou até a recepção, conversou com uma mulher, que à horas estava flertando comigo, mas não dei bola, logo voltou.
Judete: Ninguém tem informação dela. - disse cabisbaixa.
Justin: O que foi que houve, Jhonatan?
Eu: É uma longa história. - respondi, sem muita importância.
Logo a porta principal do hospital foi aberta e, Raphael entrou. Percorreu o olhar por todo o ambiente, até parar em nós. Caminhou rapidamente e parou na minha frente.
Raphael: O que você fez com a minha namorada, seu babaca?! - disse e, agarrou na gola de minha blusa.
Judete: Raphael, para! Solta ele! - implorou.
Raphael: Esse imbecil levou minha namorada para outro lugar, bem afastado daqui, sem dizer nada e agora ela está no hospital. O que foi que fez para a Elena? Fala!
Justin: Raphael, pare, estamos dentro de um hospital, não pode fazer esse tipo de coisa aqui. - disse calmo.
Raphael então me soltou, o que foi um alívio, pois estava ficando quase sem ar.
Raphael: Se acontecer algo de ruim com ela, você vai se ver comigo. - me ameaçou.
Com tantas ameaças feitas já, essa nem me assusta.
Sentei novamente e apoiei a cabeça no banco e, comecei a encarar o teto. Pedia em meio de orações, mesmo sem ser muito religioso, apenas pedia para Elena ficar bem, pois não surportaria perdê-la.
Justin: Tem um médico vindo ali. - disse para Judete, mas pude ouvir e olhei em sua direção.
O médico parou na recepção, conversou, até que caminhou até nós. Levantei num salto da cadeira, desesperado por notícias da Elena.
Médico: Parentes de Elena Bittencourt? - indagou.
Judete: Sim, somos nós. Como ela está?
Ele olhou em sua prancheta, nos encarou e deu um longo suspiro:
Médico: Sinto muito, mas ela não sobreviveu.
Dito isto, Judete caiu de joelhos chorando, e eu, simplesmente estava sem rumo, sem direção, sem saber o que fazer.
Judete: Não pode ser... - lamentou-se.
Raphael: Seu cretino! - tentou se aproximar de mim, mas Justin não deixou.
Justin: Aqui não é lugar para isso, Raphael.
Um enfermeiro se aproximou, sussurrou algo para o médico, que olhou novamente sua prancheta. O mesmo ajeitou seu óculos e nos encarou.
Médico: Perdão, me enganei de diagnóstico, esse é de outro paciente. Elena Bittencourt passa bem.
Soltei um suspiro aliviado, por um momento, senti o peso de perder a pessoa que eu mais amo.
Médico: Qual de vocês é Jhonatan? - indagou.
Eu: Sou eu, porque? - franzi a testa, desconfiado.
Médico: Durante os exames feitos na Elena, ela não parava de pronunciar seu nome, era como se isso a fizesse lutar para sobreviver, pois seus batimentos estavam fracos de mais. Qualquer pessoa no estado dela, teria morrido.
Ela... Ela está viva por mim?
Médico: Poderia me acompanhar, por gentileza?
Eu: Cla-claro. - assenti e o segui.
Ele me levou até a ala dos quartos, indicou qual era de Elena e permitiu que eu entrasse. Mesmo já passando do horário de visitas, ele liberou para que somente eu a visse. Agradeci e logo ele foi para outro lugar.
Segurei a maçaneta da porta e respirei fundo. Para minha sorte estava num hospital, pois estava a ponto de infartar de tão rápido que meu coração começou a bater. Girei a maçaneta e empurrei a porta, encontrando ela.
Elena P.O.V.
Abri meus olhos com dificuldade, mal conseguia enxergar com a claridade refletindo em mim. Logo fui me acostumando e olhando em volta, tentando saber onde estava. Fios estavam conectados em mim e em máquinas, que faziam um barulho irritante.
Tentei me ajeitar na cama, pois mal sentia meu corpo, que estava todo dolorido. Percorri meu olhar por todo ambiente, identificando que estava no hospital. A porta do quarto foi aberta e, uma enfermeira adentrou o espaço.
Enfermeira: Olá, querida. Como se sente? - abriu um sorriso amarelo e, colocou uma bandeja de remédios sobre um criado mudo ao meu lado.
Eu: Estou bem, mas com dores no corpo.
Enfermeira: Isso é normal, por causa do acidente que sofreu. - disse pegando algumas pílulas e um copo d'água.
A mesma me entregou e me forçou a tomar, sem outra opção, engoli o remédio.
Enfermeira: Agora descanse, será melhor para você. - abriu outro sorriso amarelo, que me fez arrepiar.
Ela pegou a bandeja e caminhou até a porta, mas antes de abri-la, a mesma foi aberta antes por outra pessoa. Aquela com certeza era quem eu gostaria de ver naquele momento.
Enfermeira: Oi, posso lhe ajudar? - sorriu.
Eu: Jhonatan! - exclamei, explodindo de felicidade.
Jhonatan: Vim ver ela. - apontou para mim.
Enfermeira: Sua namorada? - franziu a testa.
Onde essa vaca está querendo chegar?
Jhonatan: Sim, porque? - respondeu firme, fazendo a tal mulher engolir em seco.
Enfermeira: Por nada, com licença. - disse e se retirou do quarto.
Jhonatan fechou a porta e caminhou até a cama, abrindo um sorriso lindo, que me fascinava.
Jhonatan: Viu a cara dela quando respondi?
Eu: Vi sim, ela estava querendo dar em cima de você. - cruzei os braços, fingindo estar brava.
Jhonatan: Pena que ela não conseguiu. - deu de ombros.
Eu: Ela ainda pode conseguir, não somos namorados. - virei a cara para o outro lado.
Jhonatan: Quer que eu vá lá falar com ela? - arqueou a sobrancelha.
Eu: Faz o que quiser. - dei de ombros.
Jhonatan: Tá bom. - disse e tocou meu queixo, fazendo virar meu rosto para ele, contra minha vontade e, selou nossos lábios.
Era incrível seu poder sobre mim, mesmo não querendo, insistindo em ficar zangada, ele sabia como me conquistar.
Jhonatan: Você está bem? - indagou, após encerrar o beijo.
Eu: Estou só com um pouco de dor no corpo. - fiz uma careta, sentindo minhas costas doerem.
Jhonatan: Logo passa, apenas tem que descansar e tomar os remédios.
Eu: Remédio é ruim. - fiz outra careta, dessa vez de nojo.
Jhonatan: Mais é para o seu bem. - disse e tocou meu nariz com seu dedo.
Revirei meus olhos com aquilo:
Jhonatan: Vamos fazer o seguinte, se você tomar os remédios, prometo te dar isso todos os dias... - aproximou-se e novamente me beijou, calmo e intenso.
Eu: Isso não vale, Jhonatan. - murmurei, sorrindo.
Jhonatan: Vale sim. - sorriu de volta e depositou um beijo sobre minha testa. - Nanica.
Eu: Nanico é seu pau. - fechei a cara.
Jhonatan: Já te mostrei que não é. - sussurrou em meu ouvido, num tom malicioso, me fazendo arrepiar.
Conversamos mais um pouco, até que ele disse que iria embora. Pedi para que ficasse e dormisse comigo, mas ele falou que se fizesse isso, não iríamos dormir.
Eu: Por favor, Jhonatan, fica. - implorei, fazendo biquinho.
Jhonatan: Já te expliquei que não iremos dormir caso eu fiquei e, você tem que descansar para sair o mais rápido daqui e fazermos tudo isso que estou pensando fora deste lugar. Okay? - sorriu mordendo o lábio.
Eu: Tá bom. - revirei os olhos.
Jhonatan: Amanhã de manhã voltarei para te ver, não se preocupe. - disse e beijou minha bochecha.
Ele levantou da ponta da cama e caminhou até a porta:
Eu: Jhonatan? - o chamei e o mesmo se virou. - Vê se vai para algum hotel, tá? E não para a cama com aquela enfermeira.
Ao ouvir isso, ele soltou uma risada, gostosa e contagiante:
Jhonatan: Também te amo, coisinha. - sorriu e saiu do quarto.
[...]
* 5 dias depois... *
Após cinco dias no hospital, finalmente recebi alta. Estava arrumando minhas coisas dentro da mochila, quando a porta foi aberta, revelando Jhonatan.
Jhonatan: Oi. - sorriu e se aproximou, dando-me um beijo na minha bochecha.
Eu: Oi. - sorri de lado.
Jhonatan: Já arrumou todas as suas coisas?
Eu: Quase. - respondi, enquanto guardava o restante.
Jhonatan: Judete e Justin irão te levar para casa. - informou.
Eu: Mas, é você? - franzi a testa.
Jhonatan: Eu? Eu vou para o hotel onde estou hospedado. - deu de ombros.
Eu: Entendi. - falei cabisbaixa.
Jhonatan: Não fica assim, irei te ver depois. - falou me agarrando pela cintura e começando a beijar meu pescoço.
Eu: Jhonatan... - sorri mordendo o lábio inferior, mas antes de poder virar para ele, ouvi disparos e entrei em desespero
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Olá, pessoal!
Aqui está o quinquagésimo capítulo de O Inesperado, espero que gostem, fiz com muito amor e dedicação.
Se possível, votem e comentem.
Um beijo do coração, e até a próxima... 😘👽🌟
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