Cap. 42
Elena P.O.V.
Um silêncio se fez no restaurante, todos estavam atentos a minha resposta.
- Mas o que irei dizer?
Jhonatan: Anda, Elena! Responda! - disse impaciente.
Raphael: Para de pressionar ela. - retrucou.
Judete: Jhonatan, porque está fazendo isso? Elena já fez a escolha dela. Não vê que ela está com o Raphael? Deveria se importar com seu namoro com a Gabriella.
Jhonatan: Eu não amo a Gabriella, eu amo a Elena!
Naquele momento, meu coração palpitou mil vezes mais rápido. Minhas mãos começaram a suar, e tive quase a certeza que iria desmaiar.
- Então... Ele me ama?
Jhonatan: Ela pode estar com esse cara, mas se ela quiser continuar com ele... Se essa for a escolha dela, ela vai ter que me dizer.
Notei que os olhos de Jhonatan começavam a lacrimejar, e era doloroso ver aquilo. Minha vontade maior era de abraçá-lo e dizer que também correspondia seus sentimentos, que também o amava. Mas tinha Raphael no meio de tudo isso, ele agora era tecnicamente meu namorado, e eu estava com ele no intuito de esquecer o Jhonatan.
- Não posso dá-me por vencida.
Eu: É uma resposta que você quer, Jhonatan? Quer saber se escolho você ou o Raphael?
Jhonatan: É apenas isso que quero, Elena. - disse calmo.
Eu: Então eu... - antes de continuar a dizer, Gabriella me interrompeu.
Gabriella: Não faça isso, Elena! Ele é meu, não pode roubá-lo dessa maneira. - disse aos prantos.
Eu: Tenha um pouco de dignidade, Gabriella, deixe de chorar igual uma criancinha. - falei friamente.
Thiago: Ela tem razão, Gabriella, pare com isso!
Ela se encolheu atrás de Jhonatan e começou a chorar baixinho:
Jhonatan: Anda, fale! - apressou-me.
Eu: Acho que você deve me esquecer, Jhonatan. - falei o mais firme possível.
Sua expressão foi de surpresa:
Jhonatan: O que? - juntou as sobrancelhas.
Eu: É óbvio que nunca daríamos certo, a gente se odeia. - dei de ombros.
- Essas palavras... Elas pesam e elas... Doem.
Jhonatan: Ma-mas eu não odeio mais você, sabes disso, e-eu amo você, Elena. - uma lágrima desceu por seu rosto.
Vê-lo naquele estado, cortava meu coração:
Eu: Tudo bem, você pode me amar, mas eu não. Acorda, Jhonatan, você está confundindo as coisas.
Jhonatan: Confundindo? Não... Vo-você me disse, naquele dia na sua casa, lembra? Que estava mentindo em relação ao ódio que sentia por mim.
[...] Eu te odeio, Jhonatan.
Me odeio, Elena?
Não, estou mentindo sobre isso também. [...]
De repente uma lágrima desceu por minha bochecha, e comecei a sorrir ironicamente:
Eu: Você é um completo idiota, não é? Acreditou mesmo nisso?
Jhonatan: Você... - sua frase foi interrompida por lágrimas que começaram a se intensificar.
Eu: Sejamos realistas, Jhonatan, você sempre vai ser o garoto popular do colégio, que pega todas e que pra mim, particularmente, é o filho prodígio, mimado, almofadinha de quinta, que eu odeio com todas as minhas forças. - cuspi as palavras em cima dele.
- Isso doí, isso doí muito...
Eu: Acho que isso responde sua pergunta, não é mesmo? - falei dando alguns passos para trás, até esbarrar em Raphael, que me segurou pela cintura.
Raphael: Você é minha garota. - sussurrou em meu ouvido.
Sorri ao ouvir aquilo:
Eu: Faça bom aproveito, Gabriella.
A mesma me olhou, surpresa com aquilo e segurou Jhonatan, que agora caía no chão e chorava sem parar.
Justin: Acho que já podemos fechar a conta, certo? - olhei pra ele que chamou o garçom.
Eu: Vamos pra casa, amor. - falei pra Raphael, num tom que Jhonatan pudesse escutar.
[...]
Acordei com o celular despertando, levei um tempo até me acostumar com a claridade que invandia meu quarto. Sentei-me na cama e fiquei um tempo pensando.
- O que foi que eu fiz na noite passada?
Lembrei-me do que havia dito para Jhonatan, e meu coração apertou por isso. Tentei me esquecer e veio na mente que havia transado com Raphael quando voltamos.
- Por falar no Raphael... Cadê ele?
Olhei ao redor do quarto e não o vi, levantei da cama tropeçando em tudo, na tentativa de chegar até a porta, mas parei assim que a do banheiro foi aberta.
Raphael: Bom dia, princesa. - me olhou sorrindo.
Ele secava seus cabelos na toalha, que estavam molhados e bagunçados. Seu abdômen estava a mostra e apenas uma toalha na cintura o cobria.
- Cacete, assim tu fode com meu psicológico, Raphael...
Eu: Bom dia. - sorri e fui até ele, lhe dando um selinho.
Raphael: Dormiu bem?
- Depois de uma transa com um cara desses, quem não dorme bem?
Eu: Sim. - balancei a cabeça em positivo.
Raphael: Que ótimo. - beijou minha testa.
Judete: Ei, casal? Estão acordados? - disse, batendo na porta.
Eu: Sim. - respondi, revirando os olhos.
Judete: Que bom! Desçam para tomar café e, Elena, não vai se atrasar pra escola, viu?
- Merda, a escola! Esqueci que hoje acabava o recesso.
Eu: Droga. - protestei e corri até o banheiro, ouvindo a risada de Raphael.
~ isso que dá ter um cara desses, tu fica perdida...
Tomei um banho rápido, estilo flash e saí. Coloquei um short jeans claro e uma blusa branca de bolinhas. Calcei uma alpargata amarela e penteei meu cabelo. Apanhei minha mochila e meu celular. Desci correndo até a cozinha.
Judete: Bom dia, Elena. - sorriu.
Eu: Bom dia, bom dia. - respondi rapidamente, enquanto pegava algo pra comer.
Judete: Ei, calma. Senta e come direito, Elena. - me repreendeu.
Eu: Não vai dá, vou acabar chegando atrasada.
Judete: Não vai nada, senta logo aí, depois o Justin te dá uma carona até o colégio. - me puxou bruscamente.
Eu: Affs, tá bom. - bufei e comecei a comer calmamente.
Judete: Então, vocês dois estão mesmo namorando? - falou empolgada.
Olhei para Raphael, que notei somente agora que estava do meu lado:
Eu: É óbvio que sim, não oficialmente, mas estamos. - assenti.
Judete: E Raphael, o que você fazia em Los Angeles?
Raphael: Eu era taxista por lá.
Eu: Pra que tanta pergunta, Judete? Pensei que no jantar de ontem, tinham falado sobre isso. Não era esse o intuito? - arqueei a sobrancelha.
Judete: Sim... Era... Mas acabamos falando de outras coisas, e depois da confusão no restaurante, não deu tempo de elaborar pergunta alguma.
Eu: Entendi.
Justin: Oi, oi, oi. Cheguei. - falou entrando na cozinha.
Judete: Amor, que bom que chegou. - deram um selinho.
Justin: Vish, quando vem dizendo isso, é porque quer alguma coisa.
Eu: Nossa, Justin, já se acostumou com as manias da Ju? Fazem quanto tempo que estão juntos mesmo? Um mês? - falei sendo sarcástica.
Judete: Aí, calada, Elena. - falou e dei de língua para ela.
Raphael: Bom, eu vou indo, até mais tarde. - disse levantando.
Eu: Mas aonde você vai? - franzi a testa.
Raphael: Tenho que arranjar um emprego, né? Já que agora vou ficar por aqui. - sorriu e deu um beijo no topo da minha cabeça.
Eu: Então tá...
Justin: Falando nisso, sei um lugar onde estão procurando gente pra trabalhar. Posso te levar lá, se quiser. - sugeriu.
Raphael: Eu aceito. - sorriu gentil.
Eu: Aproveita, Justin, e me deixa no colégio. - falei levantando também.
Justin: Claro, deixo sim, vamos.
Judete: Todo mundo saindo e me deixando sozinha aqui, que maravilha. - fingiu estar magoada.
Eu: Pois é, muito triste, mas temos que ir, tchau Ju. - lhe dei as costas e ouvi um monte de xingamentos dela.
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Olá, pessoal!
Aqui está o quadragésimo segundo capítulo de O Inesperado, espero que gostem, fiz com muito amor e dedicação.
Se possível, votem e comentem. E logo sairá o quadragésimo terceiro capítulo, então aguardem.
Um beijo do coração, e até a próxima... 😘👽🌟
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