🌹Learn to give up something you consider important when needed🌹
(Aprenda a abrir mão de algo que você considere importante quando necessário)
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Eu não conseguia esquecer a noite passada com a Meghan... Eu havia passado por um bocado esses dias, mas ela me fazia esquecer de tudo. Eu gostava dela, e muito.
Meghan era uma garota doce e alegre, mas ultimamente ela andava na pior, graças aos pais e um pouco a Beatriz. Eu amo a Beatriz, mas ela não entende que ela é invasiva demais? E ainda teve a coragem de dizer que eu estava contra ela, sem nem sequer saber das coisas. Era óbvio que eu sabia!
Eram 03:00 da manhã, e eu não conseguia pegar no sono. Meus pensamentos estavam focados na noite passada com a Meghan. As cenas se repetiam a cada segundo... Eu estava me apaixonando por ela. Não dava para negar.
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Logo após eu terminar de conversar com Christian, que tinha me vendido um negócio, vejo Beatriz saindo do banheiro, de uma forma que eu nunca vi antes.
— Pode ficar tranquilo, pois eu não vou me meter na vida de vocês mais. Desde que entramos na Blake, apenas eu lutava por nossa amizade. Eu percebi que para vocês, eu sou uma carente dramática. Então tá tudo bem. — Diz Beatriz com lágrimas nos olhos.
— Não precisa acabar por aqui. Nos conhecemos desde crianças. — Eu digo com vontade abraçar ela.
— E pelo visto o tempo não funcionou. Mas eu estou errada, eu deveria depender apenas de mim e não necessitar de ninguém... Tchau. — Ela diz limpando as lágrimas e descendo as escadas.
Quando penso em seguir ela para tentar conversar, ouço choros vindo do banheiro. Meghan estava lá. E agora? O que eu faço? Penso rapidamente e vejo que Beatriz não estava no estado de conversar, e também não queria ver a gente... Então, seria melhor optar por Meghan.
Abro a porta, e a vejo sentada chorando, encostada na parede do banheiro. Sua maquiagem estava borrada, e seus olhos não estavam brilhando como sempre.
— O que foi? — Eu pergunto sem entender o que havia acontecido, me sentando ao lado dela.
— Eu perdi a minha melhor amiga. Alex... Tudo o que ela falou é verdade. Mas a ficha só caiu quando eu vi que ela tinha desistido de nós dois. — Diz Meghan me olhando com a pulseira da amizade que Meghan havia feito para ela e para mim.
— Não fizemos nada. Você sabe que... — Eu tento confortar ela, quando ela me interrompe.
— Não Alex... Você sabe que não. Nesse primeiro mês, a gente tinha mentido e evitado ela. Conhecemos novas pessoas, e queríamos nos tornar elas... E esquecemos de quem estava conosco nas nossas versões antigas... Só valorizamos algo quando perdemos... — Diz Meghan limpando as lágrimas, e passando uma toalhinha para limpar a maquiagem. Infelizmente ela tinha razão. Fizemos de tudo para nos enturmar... Até contar o segredo dela.
— Você tem razão... E o que fazemos? — Eu pergunto encarando os olhos dela.
— Não sei. Eu estou mal, um pouco bêbada... Me leva pra casa? — Ela pergunta se levantando.
— Claro. — Eu me levanto rapidamente. Fiquei um pouco triste, pois a festa mal tinha começado... E eu queria tanto beijar a Meghan. Eu não queria voltar para a minha casa... De jeito nenhum.
Quando descemos as escadas, Lana aparece na nossa frente.
— Aonde pensam que vão? — Ela pergunta com um sorriso esquisito, com uma garrafa na mão.
— Embora. — Eu digo e ela não reage nada bem.
— COMO ASSIM?! EU FAÇO A PROEZA DE CONVIDAR VOCÊS, E AGORA QUEREM IR EMBORA? — Ela pergunta atraindo olhares curiosos.
— Proeza? Nós viemos porque deu na telha! — Eu digo puxando a mão de Meghan, deixando aquela imbecil falando sozinha.
— QUEREM SABER? ACABOU A FESTA, VÃO EMBORA DA MINHA CASA! EU QUERO CHORAR SOZINHA! — Diz a louca gritando. Em seguida ela joga a garrafa no chão, que acaba quebrando e chamando atenção de todos.
— Ela é doida... — Diz Meghan ao ver todos saindo da casa dela. Já estávamos dentro do carro.
O trajeto foi de 20 minutos até a casa de Meghan. Deixo ela em frente a porta de casa.
— Está entregue. — Eu digo olhando sorrindo sem os dentes.
— Obrigada. Você sempre está comigo independente de tudo. — Ela diz não conseguindo olhar nos meus olhos.
— Eu gosto de você. Mas mesmo se você não quiser nada, eu me contento em ser apenas o seu melhor amigo. — Eu digo e ela me encara rapidamente com um sorriso radiante.
— Por que demorou tanto pra falar? — Ela diz me deixando confuso e em seguida ela me dá um beijo, o que eu não estava esperando. Não naquele momento.
Ficamos uns 5 minutos nos beijando e eu não queria sair dali.
— Tenho que ir... E eu gosto de você também. Muito... — Ela diz corada.
— Sé-sério? — Eu digo gaguejando.
— Desde o 9° ano. Mas você nunca reparou. — Ela diz me dando um beijo de despedida e saindo do carro.
— Quando nos vemos? — Eu digo e ela se vira para me responder.
— Amanhã é dia de inscrição das aulas extracurriculares. Então, a gente se encontra na escola. — Ela diz me dando uma piscada.
— Então... Até amanhã. — Eu digo um pouco tímidos arranhando a garganta.
— Até amanhã. — Ela diz sorridente e se vira novamente para entrar em casa.
— ISSOOOOOOO. FINALMENTE. EU BEIJEI ELA, EU BEIJEI ELA. — Eu digo dançando igual uma criança dentro do carro.
Me recomponho e ligo o carro para ir para casa. Infelizmente.
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Depois de me lembrar da noite passada umas trezentas vezes, eu tinha conseguido pegar no sono. Acordo às 07:00 da manhã, pois as inscrições para as aulas extracurriculares eram às 08:00.
Saio do meu quarto e me sento à mesa, ao lado do frio do meu padrasto Júlio. A pessoa que me trocava no máximo umas 20 palavras por dia.
— Bom dia. — Ele diz cortando o seu pão.
— Bom dia... Então, eu tenho que ir para a escola agora. Hoje tem a inscrição para as aulas extracurriculares. — Eu digo com um pouco de tranquilidade.
— Pode ir. Quanto mais estudar, melhor. — Ele diz com a boca cheia.
— Ok. — Eu digo seriamente.
Júlio sempre era assim comigo, e eu não entendia o motivo. Desde quando a minha mãe morreu de câncer, a dois anos atrás, ele ficou frio de repente. Ele nem sequer me olhava no olho. Quando minha mãe morreu, eu iria pro abrigo, por não ter nenhum parente existente. Então ele mesmo decidiu pegar a minha guarda, por incrível que pareça.
Eu sempre quis ter uma amizade, ou algo do tipo com ele, mas ele sempre me evitava e eu me sentia muito mal. Mas não era ele que iria me abalar hoje. Minha única intenção era agradar a Meghan no momento, que estava precisando de mim.
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