🌹Get out of your comfort zone and renew your best version🌹

(Saia da zona de conforto e renove a sua melhor versão)

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Essa carta online será enviada para todas as pessoas que são e foram importantes na minha vida. Se você está lendo ela, significa que eu já estou em outra cidade, indo morar com meu pai, tentando renovar a minha melhor versão, quando eu achei que já estava renovada. Eu precisei urgentemente procurar um novo rumo, saindo da minha zona de conforto para me reerguer novamente.

Meghan; você foi uma grande amiga para mim, isso eu não posso negar. Mas desde que entramos naquele colégio, nossos destinos se separam drasticamente. Eu estava insegura, você querendo se enturmar com outras pessoas, a ponto de contar o meu segredo para os outros, e etc. A única coisa que eu digo é para você manter uma personalidade fixa, e ter coragem de enfrentar a sua mãe, senão terá o mesmo destino dela.

Alex; sempre foi o meu guardião; desde crianças brincávamos e você sempre queria ser o segurança que protegia as rainhas. Nossa amizade sempre foi tão forte quanto a minha com Meghan. Mesmo você falando o contrário as vezes. E isso pode ter te influenciado a ficar do lado de Meghan na nossa última briga, sem nem saber a minha versão. Foque em você, no que você gosta, em tentar em ter um relacionamento com o seu padrasto, depois tente ajudar os outros.

Simon; eu sempre me senti um imbecil perto de você, por sempre te achar perfeito. Você sempre foi sensato, me respeitando sempre. Me desculpe por tentar esquecer as minhas mágoas, transando com você. Eu me senti um lixo, pode ter certeza. Mas o que você fez também foi horrível, no mesmo nível que eu fiz. Não sei como está o seu relacionamento com a Taylor, mas como eu disse antes, se não a ama, termine com ela logo. Se eu pudesse voltar no tempo, te agarraria e não soltaria mais.

Nick; você foi a primeira pessoa que me tratou bem nesse colégio. O único que fez questão de vir até o aeroporto me contar tudo o que a Lana fez, e eu vi que em grande parte eu fui injusta com você. Mas eu não teria sido se você tivesse sido verdadeiro desde o início. Me desculpa. Faça igual a mim, tente ser a sua melhor versão. Ignore as chantagens daquela megera da Lana Carpenter.

Lana; nesse meio tempo, eu pude ver que nós duas em dupla somos imbatíveis. Você é uma garota popular, inteligente e determinada. Mas infelizmente, de caráter você não tem muito. Ameaçar o Nick para não ficar comigo? Sério mesmo? Fazer ele brigar comigo de propósito naquele refeitório? Cresça! Para de fingir ser essa patricinha nojenta e fresca, e seja a verdadeira Lana Carpenter que seus pais gostariam. Não é motivo nenhum azucrinar a vida dos outros, por causa de sua perda. Ps: você e o gostoso do Justin combinam demais. Agarra ele logo.

E Cristal, a minha melhor amiga, se é que você vai ser depois de eu ter ido embora. Somos duas garotas totalmente diferentes, onde o destino quis juntar. Você foi o meu anjo da guarda nesse colégio, e eu sou grata por isso. Eu nunca vou compreender totalmente como é perder alguém, mas eu sentia um pouco da sua dor. Mas você deve entender que a Valentina não era nenhuma santa. Ela tinha sequestrado a garota nerd que ela odiava, Martina Muzlera, dentro de um galpão. Martina conseguiu enfrentar ela, junto com seus amigos que a a acharam, e então com o plano dando errado, sua irmã decidiu se matar. Não foi o colégio em si que a forçou isso. Então para de viver a sua vida, na versão que você quer acreditar. Viva a realidade. Siga em frente, namora logo com o meu irmão, entra para a banda. Faça o que você tem vontade. Tenho certeza que a Valentina, onde quer que esteja, estaria feliz em te ver evoluindo. Você foi a melhor pessoa que eu já conheci, e irei entender se não quiser mais olhar na minha cara se caso eu volte. Mas apenas mude.

De: Beatriz
Para: todas as pessoas da minha vida.

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3 meses depois:

Muita coisa havia acontecido em minha vida em 3 meses. Me mudar no dia seguinte que descobri um pai, foi realmente uma coisa que jamais me imaginei fazendo. Me despedir da minha mãe que chorou o dia inteiro tentando se desculpar, foi mais difícil ainda. Na hora de eu ir com o meu pai para o aeroporto, ela se despede de mim com um beijo e um abraço, dizendo que queria que eu fosse feliz independente onde eu estivesse e que um dia eu pudesse perdoá-la. Justo no momento que eu não queria ver ela por um bom tempo. Nem o Michael. Nem ninguém. Eu precisava ir embora, me distanciar de tudo e de todos.

Me mudar de São Francisco para Los Angeles tinha sido difícil no início. Mas eu consegui me acostumar. Nesses 3 meses, minha relação com o meu pai era maravilhosa, eu pude realmente perceber que ele queria mudar. E sua esposa, Janet Nichols, era um amor. Ela me tratava como se eu fosse a filha dela, pois infelizmente ela não podia ter um. Ela pensava em adotar uma criança com o meu pai. Eles eram um casal lindo.

Janet Nichols era alta, cabelos negros e longos, era magra e seus olhos eram encantadores. Morar numa mansão, com eles era algo que eu não estava acostumada. Meu pai tinha se aposentado como cantor, no qual fez muito sucesso, e agora está investindo na sua própria gravadora, onde está indo muito bem.

Minha vida havia mudado realmente, mas teve algo que eu não abri mão, pois como o meu querido pai diz o tempo todo para mim, quando damos um passeio toda tarde, é nunca diminuir ou menosprezar as minhas conquistas. Por isso eu decidi aplicar o programa de aulas a distância do colégio Blake. Eu lembro de ter estudado igual uma condenada, mesmo não tendo tirado uma nota boa, eu tinha passado com o meu suor. Então parte de mim ainda estava em São Francisco. Eu participava do jornal ainda, mandando a minha parte para o Justin, a pessoa que eu tinha me aproximado bastante nesse tempo, o assistente do professor Bruce Fox. E ele passava essa parte, pela Lana. Se é que ela ainda está no jornal.

Eu também enviava os capítulos dos meus livros para o professor Bruce e seu assistente Justin (o qual eu estava tendo uma amizade incrível virtualmente) que me dava inúmeras dicas, e críticas construtivas. O meu livro, O Florescer, estava indo muito bem ao meu ver. Meu pai queria bancar o lançamento dele, mas eu queria procurar uma editora ao meu gosto, e pagar com o meu trabalho. Sim, eu trabalhava como garçonete numa lanchonete chamada Food e Friends, mesmo o meu pai dizendo que eu não precisava, pois dinheiro era o que ele e Janet tinham. Ela era advogada.

Havia mais uma pessoa que eu enviava os textos, que era Cristal. Ela apenas visualizava. Eu me sentia arrependida de ter ido embora sem falar com ela, mas ela estava mentindo para mim sobre a irmã dela, e ela queria ouvir apenas os meus problemas, e sempre quando eu perguntava sobre a irmã dela, ou tentava conversar com ela sobre, ela se estressava num nível grosseiro comigo e sumia por vários dias e depois voltava me pedindo inúmeras desculpas. Então eu decidi fazer o mesmo, para ela entender que não é assim que funciona as coisas.

Na mansão eu tinha meu próprio quarto, era rosa (meu pai não sabia minha cor preferida, mas eu como eu era a convidada, não podia reclamar). O teto era branco, e parte da parede onde era a minha janela, também era. O resto do quarto era rosa, minha cama ficava no canto do quarto. Do lado direito ficava a minha mini gaveta, com meu ursinho em cima e do lado esquerdo era minha mesa de estudos, e onde eu também escrevia o meu livro. Eu tinha uma vida de princesa, mesmo eu não sendo e não querendo ser uma. Mas tudo o que estava acontecendo nesse meio tempo, eu estava tentando me acostumar.

Nesse exato momento, eu estava no meu notebook deitada, vendo as teorias de que teria um novo livro de crepúsculo, onde o Edward iria narrar. Finalmente eu iria descobrir se ele tampou o nariz na sala de aula, por a Bella está menstruada. O coração de fã surta. Quando meu pai entra no quarto, mas não com sua cara feliz de sempre.

— Aconteceu alguma coisa? — Eu pergunto me levantando, dando espaço para ele se sentar ao meu lado.

— Eu e Janet conversamos, e eu vi o quando eu estava sendo injusto. — Ele diz me deixando confusa.

— Como assim? — Eu pergunto.

— Eu te trouxe para outra cidade. Mas não é justo com a sua mãe. E não é justo eu tentar ser um bom pai presente com você e ser ausente com o Michael. Eu e Janet queremos ser uma família, entende? — Ele me pergunta, me fazendo cair em reflexão.

E infelizmente ele tinha razão. Por mais que eu adorasse estar sendo a prioridade, a preferida, já que a minha mãe sempre fez isso com o Michael, não era justo. E eu estava três meses sem ver a minha mãe, já estava na hora de perdoá-la.

— Você tem razão. Eu tenho que voltar para a casa. — Eu digo dando um abraço nele.

— Nós iremos voltar! Comprei uma casa em São Francisco, 20 minutos de distância da sua casa. Eu não vou abandonar você e nem o Michael. — Ele diz me deixando emocionada. — E desculpa pelo quarto rosa. — Ele diz me dando outro abraço apertado. Eu prendia o choro.

— Mas eu amei. — Eu digo olhando o quarto com outros olhos. Eu realmente me sentia a princesa do papai pela primeira vez.

E vendo que realmente ele queria a união da família, eu estava disposta a perdoar a minha mãe, e voltar para São Francisco, para o Blake de uma vez por todas. Pena que eu teria que me demitir do meu querido emprego.

— E quando a gente vai? — Eu pergunto ansiosa.

— Amanhã bem cedo. — Diz Janet entrando no quarto também. — Sei que mãe é insubstituível e também não quero tomar o lugar dela. Mas amei te ter como filha. — Ela diz chorando e eu vou em direção a ela para dar um abraço.

Eu estava ansiosa para ver o Justin novamente. Conversamos por horas durante a madrugada. Ele era uma pessoa incrível. Um ótimo amigo, que por mais que estamos longe um do outro, isso não atrapalha em nada.

Depois do momento família, enquanto eu arrumava as minhas coisas, havia chegado uma mensagem para mim. Era Nick. Ele era a única pessoa que eu tinha no meu novo número, além de Justin. Nossos assuntos eram baseados em livros, já que nossos gostos eram parecidos. Conversámos sobre outras coisas também. Menos sobre alguma coisa relacionada a colégio ou alguma novidade do que aconteceu enquanto eu estava fora. Isso até me fez lembrar de quando ele apareceu no aeroporto de repente, iguais nos filmes românticos.

Flashback:

Eu estava no aeroporto, esperando dar a hora de embarcar. Janet decidiu ir em outro horário, pois ela tinha que resolver algumas coisas com o trabalho. Estava tudo bem, até que...

— BEATRIZ! — Eu escuto uma voz conhecida, quando eu estava sentada esperando o meu voo com o meu pai.

— Nick?? — Eu fico surpresa de ver ele desesperado indo na minha direção.

— Quem é esse filha? — Meu pai pergunta confuso.

— Um colega. Eu acho... — Eu digo indo em direção a ele.

— O que está fazendo aqui? E como sabia que eu estava aqui? — Eu perguntei assustada.

— Eu estava indo na sua casa e vi você saindo com as suas malas com o seu pai. E decidi vir atrás de você de carro. Eu quero te falar algo. — Ele diz ofegante.

— Fala antes que eu me arrependa. — Eu digo grosseiramente.

— Aquelas coisas que eu disse não eram verdade. Tudo foi o plano da Lana para me afastar de vez de você! Acredita em mim! — Ele diz me deixando confusa.

— Quer dizer que todo aquele pedido de desculpas, você ter me chamado novamente para a sala do zelador e aquela palestra toda de grosseria foi plano dela? — Eu pergunto revirando os olhos sem acreditar, com os braços cruzados.

— Claro que é! Olhe! — Ele me dá o telefone dele para eu segurar e eu leio as mensagens que ela mandou para ele. Era tudo verdade o que ele estava falando.

— Mas qual foi o motivo dela ter feito isso? — Eu perguntei sem entender, devolvendo o telefone.

— Por saber o meu segredo ridículo. — Ele diz abaixando a cabeça.

— Que segredo? — Eu pergunto.

— É que a tutora, que é a tia da Lana, é patroa da minha mãe, que trabalha de empregada doméstica. Além dela receber o salário dela, ela acabou gostando tanto da minha mãe, que começou a pagar as minhas mensalidades. Foi assim que eu entrei na Blake já popular, pois eu conhecia a Lana Carpenter. Mas eu escondia que eu era pobre. E falava que minha mãe era uma empresária. — Ele diz me deixando boquiaberta. — E como a Lana não gostava de você, sem nenhum motivo, ela me forçou a me afastar de você completamente, ou ela contava para todo mundo a verdade. — Ele diz me deixando chocada.

— Você tem que contar esse segredo. Pois não é nada demais, é quem você é! Comigo você era bem mais solto, no colégio você vivia tenso, fingindo ser uma pessoa que você não é! Conta esse segredo e se liberta da Lana Carpenter! — Eu digo encarando ele.

— Você tem razão. Ela fazendo isso eu pude finalmente cair na real, que fingir ser quem eu não sou, não dará certo. — Ele diz e eu concordo com a cabeça. — Mas e nós? — Ele pergunta me deixando com o coração disparado. Pelo visto eu ainda não havia esquecido completamente.

— Eu acho que nós dois devíamos nos priorizar no momento, e depois pensar em nos relacionarmos. — Eu digo um pouco nervosa, mas respirando fundo.

— Você tem razão. Eu não tive uma chance de verdade com você. Mas não posso negar que eu estava inseguro de ir adiante, já que eu tinha medo de ser eu de verdade. — Ele diz e eu me identifico em uma parte. A parte de não se reconhecer.

Eu ia falar um pouco mais, até escutar algo.

— Primeira chamada para o voo para Los Angeles. — Diz uma voz.

— Filha, vamos? — Pergunta o meu pai se levantando.

— Então, eu tenho que ir. Eu vou te enviar um negócio com o meu número novo, pois eu irei trocar. Que possamos encontrar a nossa melhor versão. — Eu digo com um sorriso toda nervosa.

— E nos encontrar também. Literalmente. — Ele diz me olhando no fundo dos meus olhos, me deixando nervosa.

— Então tchau. — Eu o abraço, me envolvendo naquele corpo forte.

— Tchau minha autora preferida. — Ele diz me deixando mais nervosa ainda.

Vou andando em direção ao meu pai, que me olhava com uma cara de: você gosta dele é? Olho toda hora para trás e ele está lá me olhando com um sorriso. Mas em instantes perco ele de vista por causa da multidão no aeroporto.

Depois de entrar no avião, eu ligo o meu notebook.

— O que está fazendo? — Meu pai pergunta sem entender. Ele sempre falava com receio comigo, pois ainda não tínhamos intimidade.

— Estou inspirada para escrever. Mas não é um capítulo de um livro, e sim uma carta. — Eu digo com um sorriso.

— Entendi. — Ele diz fechando os olhos por um momento.

Em seguida eu escrevo um email para cada pessoa da minha vida. Meghan, Alex, Simon, Nick, Lana e Cristal. Quando chegasse em Los Angeles iria mudar de número, e começar uma nova vida. Finalmente eu estava me priorizando, e agora que conheci o meu pai, eu fiquei mais feliz ainda. Que esse possa ser finalmente o meu momento.

Desligo o meu notebook depois de enviar o email e foco em puxar assuntos com o meu pai. Éramos parecidos em muitas coisas.

—x—

Janet Nichols

Casa de Manuel Dier e Janet Nichols


Quarto de Beatriz:

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