🌹Follow your own destiny, even if it is alone, however hard it may be🌹
(Siga o seu próprio destino, nem que seja sozinho, por mais duro que seja)
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Eu estava nervosa em frente ao espelho. Não tinha motivo nenhum para eu ir numa festa em que, quem me convidou, não me suporta. Por que eu tinha sido convidada? Será que teria alguma pegadinha para mim, igual nos filmes clichês? Aff, deixa de ser boba Beatriz, o mundo não gira ao seu redor para a garota mais poderosa do colégio armar algo para te humilhar. Se situe.
Faltavam apenas 20 minutos para a festa, e sim, eu já estava arrumada me olhando em frente ao espelho. Se fosse qualquer outro dia, eu teria ignorado totalmente o convite da Lana, mas como eu não estava me sentindo bem, eu precisava me divertir. Sem pensar nos meus amigos, se é que são ainda, e sem me preocupar com o Nick, que eu ainda infelizmente gostava... E muito!
Crio uma coragem pessoal de tirar uma foto minha, sem ficar encarando ela por 15 minutos, achar horrorosa e apagar. Estava na hora de postar uma novamente. E é isso que eu faço.
Não sei se eu estava bem vestida, ou estava exagerada. Mas não importa, com toda certeza eu não seria o foco das atenções. Eu iria apenas pegar uma bebida e ficar no canto da festa e ser a primeira a ir embora. O que eu iria fazer? Eu não tinha ninguém para conversar, e até parece que eu iria ficar com alguém, pois iniciativa não era comigo. E também eu ainda pensava em Nick... E muito! Enquanto eu fico com ele na minha cabeça, minha mãe aparece na porta.
— Filha... — Ela diz boquiaberta.
— Sim mãe, eu me arrumei igual uma menina hoje. — Eu digo rindo da reação dela.
— Você está maravilhosa. — Ela diz com uma cara de orgulho. Pelo menos em algo eu a orgulhava.
— Obrigada mãe. Eu sei que você veio aqui para me aconselhar. — Eu digo me levantando. Eu conhecia a peça.
— Desculpa filha! Mas tome cuidado com essas festas. Fica de olho na sua bebida, para ninguém colocar nada, e toma cuidado com esses meninos, pois você sabe né? — Ela diz pegando na minha mão, com os olhos arregalados.
— Mãe, eu continuo virgem, tá bom? — Eu digo apenas para esclarecer.
— Amém. — Ela diz olhando para cima agradecendo a Deus. — Mas toma cuidado e volte cedo. — Ela diz passando a mão em meu cabelo. — Com quem você vai? — Ela pergunta.
— O Michael irá me levar. — Eu respondo e ela respira aliviada. — Estou indo e prometo voltar cedo, está bem? — Eu pergunto com vontade de rir da preocupação dela.
— Tá bem filha, vai com Deus. — Ela diz me abraçando e me dando um beijo e em seguida eu me retiro do quarto. Eu nem estava nervosa.
Desço as escadas, e me deparo com Simon na sala.
— O-oi... — Eu digo surpresa ao ver ele.
— Oi Beatriz. — Ele diz com um sorriso sem mostrar os dentes.
— O Simon também foi convidado para a festa dessa tal Lana. Então eu não vou precisar levar os dois. O Simon dirige — Diz Michael me deixando surpresa.
— Tudo bem. — Eu digo fingindo estar tranquila. Eu não estava com toda certeza. Por mais que Nick estivesse na minha cabeça, o meu instinto de safada acendia quando eu estava perto de Simon.
— Tem certeza? — Pergunta Simon para o Michael.
— Mas é claro. Confio em você. — Diz Michael se jogando no sofá e colocando na Netflix.
— Vamos então? — Eu pergunto olhando para ele nervosa.
— Vamos. — Ele diz todo sem graça. Éramos parecidos um pouco no nervosismo.
Entramos no carro, e eu sento ao lado dele. Não queria evitar ele sem necessidade. Ele liga o rádio do carro, e começa a tocar Halsey - Without Me, música que eu adorava, e tinha medo dela se refletir em minha vida. Mas não era para eu pensar nisso agora. Eu estava indo me divertir (eu acho) longe daqueles dois em que eu não citarei o nome.
— De onde você conhece a Lana? — Eu pergunto, me virando para o Simon, para puxar algum assunto.
— Eu conhecia os pais dela. — Ele diz e eu fico surpresa com a resposta. Não pela resposta literalmente, e sim pela frase.
— Conhecia? — Eu pergunto.
— Eles morreram num acidente. Fez um ano hoje. Pelo jeito, fazer uma festa é uma forma de aliviar a dor da Lana. — Ele diz seriamente olhando para a estrada.
— Nossa... Tadinha. Tá explicado o motivo dela estar tão triste hoje. Ela esbarrou em mim e chegou até pedir desculpas. — Eu digo dando uma leve risada.
— Ela finge ser essa garota má. É o jeito dela de fingir que está tudo bem. Mas eu conheci ela antes do acidente, e era uma garota totalmente diferente. — Ele diz tão sério que eu não falo mais nada no trajeto. Eu não dava uma dentro.
Passaram-se uns 10 minutos, e finalmente tínhamos chegado na mansão dela. E não era apenas uma mansão, era A MANSÃO.
— Chegamos. — Diz Simon virando para mim pela primeira vez.
— Agora você me viu aqui? Oi. Desculpa não dar uma dentro com você. — Eu falo irritada e saí andando na frente dele. Eu nem sequer sabia o motivo dele estar estranho comigo. Eu queria urgentemente uma bebida.
Chego no portão e mostro o meu convite, (que no caso era a mensagem da Lana) para os seguranças que estavam no portão dela, e entro. Simon faz a mesma coisa.
Ando por aquele jardim imenso, olhando para a enorme piscina e finalmente chego à porta da festa, onde estava um pouco escuro, a música da festa estava bastante alta e havia muitas pessoas ali dentro. Eles eram pontuais. Estava tocando sorry not sorry da Demi Lovato, que eu por acaso amava. Respiro fundo e entro. Eu via de tudo naquela festa, bebidas, pegação, o pessoal dançando, música bastante alta e escuridão com algumas luzes pisca pisca. Então tá.
— Se quiser ficar comigo na festa. Eu sei que você não conhece ninguém aqui. — Diz Simon colocando a mão no meu ombro.
— Quem te disse isso? — Eu digo sem nem ao menos virar para ele, tirando a mão dele do meu ombro. Eu avistei a Cristal sentada no sofá, totalmente entediada. — Tchau! — Eu digo seguindo em frente. Eu odiava tratar Simon mal, mas se ele queria fazer esse joguinho, eu iria ser tão baixa como ele.
Vou em direção a Cristal, nunca fiquei tão feliz ao ver um rosto conhecido ali. E eu acho que ela também.
— Senta do meu lado pelo amor de Deus. — Ela diz rindo com uma garrafa na mão.
— Eu achei que eu iria boiar aqui. — Eu me sentando ao lado dela.
— Essa Lana se acha tanto, que convidou a escola toda. Eu só vim por causa do tédio mesmo. — Ela diz falando no meu ouvido, pois as batidas da música eram imensas. Ela estava maravilhosa. Usava uma blusa preta que ia até o umbigo, usando um short médio preto, que realça a sua bunda, e um salto enorme preto. E seu rabo de cavalo estava maravilhoso. Eu estava apaixonada.
— Espera, a escola toda? — Eu pergunto me recobrando do transe.
— Sim. Seus amiguinhos estão bem ali. — Ela diz apontando para eles dançando. Eles eram péssimos nisso. — Alguém avisa? — Ela pergunta rindo e eu fico puta de ver eles ali.
— Fica aqui rapidinho. — Eu digo me levantando e vou em direção a eles. Eu não deveria, mas eu precisava.
— Então o casal 20 me ignora mesmo? — Eu digo os encarando. Eles pareciam felizes até eu chegar.
— Motivos nós temos. — Diz Alex me encarando. — Você tem passado dos limites. — Diz Alex comprando a briga de Meghan.
— Eu nem te fiz nada, Alex. E nem com você, Meghan. Sobre o caso da lanchonete, eu te pedi desculpas. — Eu digo sem realmente entender o motivo deles estarem me evitando a semanas.
— Beatriz, escute aqui. Vou dizer apenas uma vez. Eu não estou bem, e eu quero curtir a festa apenas com o Alex. Nós vamos para outro lugar e você vai parar de ser invasiva, tudo bem? — Diz Meghan me encarando com um olhar que eu jamais vi.
— Por que você muda quando está com alguém? Você nunca me tratou assim. — Eu digo olhando para a nova Meghan.
— Eu não fiz nada, para ser esquisita. Vamos Alex! — Diz ela puxando e sumindo do meu campo de visão.
— Até quando você vai ficar correndo atrás deles, hein? Não vale a pena. — Diz Cristal indo até a minha direção. — Vem, vamos ficar lá fora. — Diz Cristal pegando na minha mão. Por que será que ela estava se importando comigo... Eu fui tão babaca com ela.
— Vamos. — Eu digo aceitando.
— MENINAS! — Diz Lana com um sorriso surpreendente ao nos ver.
— Oi. — Diz eu e Cristal em coro lentamente.
— Estão curtindo a festa. Sem quiserem fazer algo a mais, tem quartos disponíveis, está bom? — Ela diz soltando umas risadas extravagantes. Ela estava bêbada, e nem sequer era 8 horas.
— Vai se fuder. — Diz Cristal dando o dedo do meio para Lana, e a empurrando para ela sair do caminho para ir em direção ao jardim.
— NOSSA! QUE AGRESSIVA ELA GENTEEEE. — Diz Lana com uma voz de uma criança de 8 anos.
Chegamos ao jardim, cada uma com uma garrafa, e nós duas nos sentimos aliviadas. Tinha duas poltronas, e nos sentamos ali.
— E o seu caso com o Nick? — Ela pergunta puxando assunto.
— Acabei tudo. — Eu digo nada animada tomando um gole da garrafa.
— Eu vi que você chegou com um gostoso. Quem é? — Ela pergunta querendo rir.
— Simon Baker. Já fiquei com ele. Várias vezes. — Eu digo rindo e ela ri também. — Minha vida está tão confusa. Eu não tenho pessoas com quem contar, o menino que eu gosto, me usou, e o que gosta de mim, eu só vejo como um amigo. Eu estou há apenas um mês nesse colégio, em que eu não gosto, e não estou aguentando mais. — Eu digo soltando o que eu estava pensando para Cristal. Graças a bebida.
— Eu entendo como é se sentir perdida e sobrecarregada. Eu fiquei assim quando a minha irmã morreu... Eu vou me vingar com certeza. — Diz Cristal quase terminando de beber a garrafa inteira. Seu olhar se perdeu por um momento.
— Sei que não somos próximas... Mas o que quiser conversar, eu estou aqui. — Eu digo pegando na mão dela. Nossos olhares se conectam por um momento.
— Eu digo o mesmo. — Ela diz apoiando a cabeça no meu ombro. — E você vai pegar o gostoso do Simon, sim! — Diz ela começando a rir, e me fazendo rir também.
— Não. Infelizmente, eu não gosto dele. Acredita que ele me pediu em casamento quando éramos crianças. Eu tinha 8 e ele 11. Eu disse para ele esperar eu crescer para me pedir novamente. — Eu digo me lembrando daquela lembrança, onde minha única preocupação, era brincar na rua e voltar para casa. A adolescência é horrível.
— Meu Deus HAHAHA. — Diz Cristal rindo igual doida. Estávamos começando a ficar bêbadas. E a garrafa de cada uma estava na metade. Pelo visto, não somos boas com o álcool.
— Ele é um fofo. — Eu digo me lembrando do rosto dele.
— E gostoso. — Diz Cristal me fazendo rir novamente. — Já transou com ele? — Ela pergunta e eu paro de rir rapidamente.
— Então... Eu nunca transei. — Eu rapidamente. — Não me zoa. — Eu digo me levantando e fico de pé de frente para ela.
— Eu perdi a minha uns meses atrás, e me arrependo muito. Você é sensata. — Diz ela fazendo tintim com as nossas garrafas.
— É que eu não me sinto preparada, sabe... — Eu digo um pouco envergonhada. — Mas eu sinto muita vontade. — Eu digo rindo da reação da Cristal, que estava arregalando os olhos.
— Em nenhuma das suas ficadas com o Simon, você não quis transar com ele? — Ela pergunta se levantando e começando a dançar balançando o cabelo.
— Muitas. Todas as nossas ficadas, nós quase transamos. Mas nunca concluímos o serviço. Mas eu aproveitava da situação, provocando ele... É grande. — Eu digo no ouvido dela, a fazendo rir.
— HAHAHAHA! — Nós duas rimos em coro. Já não estávamos sóbrias.
— Eu vou ao banheiro. — Eu digo um pouco tonta.
Eu volto novamente para dentro da casa para procurar o banheiro e vejo Simon conversando com umas três meninas... Pelo visto ele não gostava tanto assim de mim. Mas isso não importa. Eu queria ir ao banheiro para olhar a minha aparência.
A festa não tinha hora para acabar, a música estava dando dor de cabeça, e as pessoas não paravam de dançar, beber e se pegar ao mesmo tempo. Como não tinha banheiro nenhum no primeiro andar, eu subo as escadas para procurar um.
Quando eu estava no segundo andar, tinha 4 portas, duas na direita e duas na esquerda. Abro a primeira da direita, é o quarto da Lana, que era enorme, aliás. Abri o segundo e era outro quarto. Devia ser o de hóspedes. Quando eu abro a terceira porta, me deparo com duas pessoas.
— Me desculpa. Achei que aqui era o banheiro. — Eu digo vendo o Alex e o Christian. Eles tomam um susto. O Christian estava dando algo para o Alex. Mas eu não me importava com isso no momento. Fecho a porta do quarto e vou em direção a última, que devia ser o banheiro.
Quando abro a última porta, me deparo com a Meghan.
— Oi. — Ela diz se olhando no espelho. Mas eu não a respondo e eu vou em direção ao espelho me olhar também. Havia várias cabines, pelo visto, era o banheiro feminino das funcionárias.
— Você se olhando no espelho? Desde quando se importa com a sua aparência. — Diz Meghan soltando uma risadinha.
— A sua doença é contagiosa. — Eu digo num tom grosseiro.
— Qual é o seu problema, hein? EU NÃO TE FIZ NADA GAROTA! — Ela diz batendo a mão na bancada da torneira.
— Não se faz a sonsa, você e o Alex estão me esnobando o tempo todo, sendo o que eu mais fiz, foi me preocupar com vocês. — Eu digo tentando ser paciente.
— Você que é uma garota dramática! Você é invasiva, carente, e muitas outras coisas! — Ela diz aumentando o tom de voz. — Você acabou piorando a situação com a minha mãe, e se achou a salvadora da pátria! — Diz Meghan cerrando os punhos.
— Mas eu te defendi... — Eu digo sem entender.
— Mas eu não pedi. Eu queria apenas um consolo. Não pedi para você fazer nada. — Ela diz começando a me olhar com raiva.
— Até por que eu só sirvo para isso ao ver de vocês... Você é aquele tipo de pessoa, Meghan Cameron, que muda totalmente o seu jeito de ser, quando está com outras pessoas, apenas para poderem gostar de você. Você tem medo de ser excluída, ser negada em grupos populares. Sempre quando algo dá errado em sua vida, para quem você vem correndo? Para a imbecil aqui. — Eu digo apontando o dedo na cara dela. Pelo que pude perceber, ela também estava bêbada.
— Mas... — Ela tenta dizer.
— CALA A BOCA! — Eu grito batendo com força na bancada. — Você quer companhias que jamais irão dar bola para você. Você quer andar com as meninas perfeitas, que tem um ataque cardíaco quando a unha quebra. E quer saber? Fica com elas, pois eu cansei de querer ser aprovada por você. — Eu digo dando o dedo do meio para ela com todo o orgulho.
— Não se faça de vítima incompreendida Beatriz, por favor... — Diz Meghan abaixando o meu dedo.
— Mas eu não estou me fazendo. Eu erro tentando ajudar. E você e o Alex sabem muito bem o quanto eu ajudei vocês... Sendo que vocês já vacilaram bastante comigo, antes de decidirmos entrar juntos na Blake. Mas eu sempre perdoava, pois eu considerava a nossa amizade mais forte do que tudo. Mas desde que mudamos da água pro vinho, do colégio público por particular, vocês mudaram juntos. Semana passada, eu ouvi umas meninas me chamando de virgem, que por coincidência eram as suas amiguinhas do segundo ano. Só você e o Alex sabiam disso. Você conta os segredos da sua amiga para se encaixar. Então quer saber de algo, vai tomar no meio do seu cu! — Eu digo olhando para a garota na minha frente, com um nojo inexplicável.
Logo depois de ter dado um discurso para Meghan, eu me retiro dali e me encontro com Alex. Falo com ele por um instante, mas isso não era importante agora... Ainda eram 20:20 da noite e o que eu mais queria era ir para casa. Quando eu desço as escadas, vejo Cristal me olhando confusa.
— Por que demorou tanto? — Ela perguntou.
— Nada. Acho que eu vou para casa. — Eu digo, me sentindo cansada emocionalmente.
— Acho que também vou. Eu moro aqui na esquina. — Ela diz com um sorriso fragilizado. — Quer que eu te leve de carro? — Ela pergunta.
— Amada, você está bêbada. — Eu digo e ela começa a rir.
— Ah é... Vou apenas ao banheiro mijar e vou embora. Pode ir na frente. — Ela diz me abraçando.
— É no andar de cima. — Eu digo e ela pisca pra mim agradecendo. Ela não era tão arredia como aparentava.
Infelizmente, eu iria embora com outra pessoa, que continuava conversando com umas meninas.
— Vamos embora. — Eu digo olhando para ele exausta daquele lugar, pegando uma garrafa da mesa de umas meninas.
— Ok. — Ele diz se despedindo das meninas e eu o espero bebendo na porta da entrada. Minha última visão da festa, é a Lana dançando sozinha na roda. Estava no rosto dela, o quanto ela estava sofrendo.
— Você larga isso. — Diz Simon tirando a garrafa da minha mão e eu nem reluto. Não tinha forças para isso.
Entramos no carro e o silêncio brota novamente.
— Você não sabe beber pelo visto. — Ele diz olhando o meu estado.
— E você não me pediu em casamento novamente. — Eu digo e ele freia o carro e me encara tentando conter o riso. E como eu não estava mais com vergonha, me joguei para o colo dele, dando um beijo intenso e caloroso. Onde isso ia dar era o que eu não sabia.
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