2. capítulo trinta e dois
ㅤㅤㅤLucas Smith caminhava pelos corredores do colégio completamente alheio ao que acontecia ao seu redor. Segurava com força a alça da mochila, jogada pelo ombro, enquanto a outra mão apertava o celular, esperando algumas respostas para as mensagens que enviou. Ele não havia conseguido dormir direito nos últimos dias, passando a maior parte das madrugadas descartando quadros e bebendo.
ㅤㅤㅤA falta de sono começava a dar sinais. Parou no final do corredor, olhando para os lados como se procurasse o caminho certo, mas sua mente não estava ali. A cabeça latejava, os olhos ardiam e ele se sentia sobrecarregado. Na noite anterior, Isaac brincou dizendo que deveriam ficar em Las Vegas até que o coração de Lucas cicatrizasse por completo, já que lá foi onde viu o garoto se divertir de verdade pela primeira vez desde que Axl foi embora.
ㅤㅤㅤEm alguns momentos, Lucas até considerou aquela opção, mas havia perdido acesso ao seu cartão graças às limitações impostas por sua mãe como castigo. E, por muito pouco, ele não perdeu as chaves do Porsche.
ㅤㅤㅤ― Ei, Smith! Tá perdido ou o que?
ㅤㅤㅤLucas ergueu os olhos, percebendo o grupo conversando na porta do auditório. Eram amigos seus, usando casacos do time de futebol, junto com algumas garotas. Ele se aproximou, sentindo os olhos de Natasha fixos nele - desde que Isaac "acidentalmente" deixou escapar que Lucas havia terminado com Alice, ele começava a perceber algumas investidas discretas por parte dela.
ㅤㅤㅤ― O que estão fazendo aqui? ― Perguntou após cumprimentá-los, sem muito ânimo.
ㅤㅤㅤ― Você não tá sabendo? ― Luigi disse com um tom carregado de excitação e suspense. ― Tem uns policiais aqui no colégio, não viu? Tão fazendo perguntas pra um monte de gente.
ㅤㅤㅤO garoto franziu as sobrancelhas, sem entender. Sua cabeça estava tão aérea naquela sexta que foi pego de surpresa pela notícia. Ele olhou ao redor, procurando os policiais.
ㅤㅤㅤ― Perguntas sobre o que?
ㅤㅤㅤ― Sobre a Greenethief ― Natasha respondeu prontamente, cruzando os braços e entortando a cabeça para o lado. ― Meu pai disse que ninguém vê ela desde que saiu do colégio na terça. A família tá super preocupada, sem saber se ela fugiu ou... ― Ela passou o polegar sobre o pescoço e a cabeça tombou, com a língua pra fora.
ㅤㅤㅤLucas sentiu o estômago afundar, e apertou o celular com mais força ao perceber que as mensagens que enviou para Amy no dia anterior poderiam não ter respostas. Ele nunca foi o tipo de cara que ligava muito para quando uma pessoa faltava, mas, naquela semana em específico, Lucas sentiu uma pulga atrás da orelha.
ㅤㅤㅤAmélia não estava apenas ignorando suas mensagens e ligações, era algo muito mais sério do que isso, a polícia estava ali para mostrar isso. No mesmo período de tempo, Alice não apareceu mais no colégio, e nem mesmo seu patrão sabia onde ela estava. Quais eram as probabilidades de ser tudo uma tremenda coincidência?
ㅤㅤㅤ― Eles estavam na sala do diretor agora pouco ― Amber comentou. ― Chamaram até alguns professores, acho que vão fazer alguma coisa no auditório. Não sei, é bizarro.
ㅤㅤㅤ― Eu acho ― Natasha começou a dizer, balançando a cabeça como se sua palavra fosse a verdade. ― que isso é só para chamar atenção, sabe? Vocês sabem, ela é toda... Esquisita.
ㅤㅤㅤO grupo concordou.
ㅤㅤㅤ― A Freaktaylor também não tem aparecido essa semana ― Natasha continuou com a voz carregada de insinuações. Por um momento, era como se ela estivesse lendo os pensamentos de Lucas; quem sabe sua intenção era provocá-lo? ― Vocês não acham que é coincidência demais?
ㅤㅤㅤ― Não a chame assim ― Lucas murmurou, irritado.
ㅤㅤㅤ― Eu tenho uma teoria ― Owen começou a falar com a voz grave sobrepondo Lucas. ― Nosso garanhão aqui partiu o coração da Freaktaylor quando terminou com ela, então as duas esquisitas fugiram juntas e assumiram o romance proibido.
ㅤㅤㅤO grupo caiu na gargalhada, porém Lucas permaneceu em silêncio, com um sorriso forçado em seu rosto, tentando não demonstrar o desconforto. Seus olhos estavam distantes, assim como sua mente. Alice. Seu rosto invadia seus pensamentos a cada segundo, corroendo-o por dentro enquanto ele tentava alcançá-la.
ㅤㅤㅤNa última noite em que a viu, no bar, havia algo em seu olhar que o perturbou desde então, e ele não conseguia esquecê-la. Parecia assustada, talvez? Era difícil descrever com clareza. Mas não era só isso. Alguma coisa pesava em sua voz, algo que ela não compartilharia, e que o único objetivo era mantê-lo afastado.
ㅤㅤㅤEle ainda se perguntava o que a perturbava tanto ao ponto de infectá-lo.
ㅤㅤㅤDesde o término... Nada parecia natural, foi muito abrupto. As palavras de Alice, por mais afiadas que fossem, não explicavam a forma que ela o olhava - Alice não parecia querer aquilo.
ㅤㅤㅤSuspirou profundamente, tentando focar seus pensamentos e se convencer que, talvez, ele estivesse lendo demais nas entrelinhas. Talvez fosse simplesmente porque ele nunca havia precisado lidar com algo assim antes. Jesus, você nunca sabe lidar com rejeição, a voz dela ecoava em sua cabeça. Mesmo que ele tentasse se agarrar nessa ideia, alguma coisa não batia.
ㅤㅤㅤE essa sensação o deixava inquieto.
ㅤㅤㅤ― Ei, rê-lo-ou! ― Natasha estalou os dedos na frente do rosto de Lucas, interrompendo seus devaneios, e ela deu uma risadinha. ― Terra para Lucas?!
ㅤㅤㅤ― Ah, desculpe ― Lucas limpou a garganta, balançando a cabeça como se tentasse afastar as imagens em sua mente. ― Tô dormindo mal esses dias.
― Dá pra ver... ― Ela comentou, empurrando o braço dele com o ombro.
― Isso é suspeito, você sabia? ― Luigi disse em um tom baixo, como se fosse contar um segredo. ― Primeiro a melhor amiga da sua ex desapareceu, e depois sua ex sumiu também... O que você sabe sobre isso, Smith?
ㅤㅤㅤOs olhos castanhos, cansados, caíram tão sérios sobre o amigo que não foi preciso dizer uma única palavra para que ele entendesse.
ㅤㅤㅤ― Relaxa, cara. É brincadeira. ― Luigi ergueu os braços diante de si, pedindo desculpas. ― Mas, falando sério, cara, isso é muito esquisito.
ㅤㅤㅤ― Talvez você deveria falar com os policiais, sabe? ― Amber comentou. ― Vai que alguma coisa encaixa na história e...
ㅤㅤㅤNatasha passou os braços ao redor do tronco de Lucas, apoiando o queixo em seu ombro e exibindo um sorriso provocador.
ㅤㅤㅤ― Não dê ouvidos para eles, Luquinhas. ― A garota sussurrou próximo ao seu ouvido, o hálito fazendo arrepios involuntários percorrerem sua nuca. Com uma das mãos, ela massageou seu ombro, apertando-o. ― Você não tem nada a ver com isso, elas são passado... Você está tenso demais, sabe o que isso significa?
ㅤㅤㅤLucas suspirou um pouco irritado, mas não o suficiente para que os demais percebessem. Sabia que Natasha estava agindo daquela forma como um meio de demonstrar seu território; fazer isso na frente dos outros, era quase uma garantia de que ele não iria dispensá-la.
ㅤㅤㅤ― O quê? ― Ele perguntou.
ㅤㅤㅤ― Você precisa de uma distração! ― Ela exclamou, envolvendo seu pescoço com os braços e colando suas bochechas. ― Vamos fazer alguma coisa hoje, como nos velhos tempos.
ㅤㅤㅤLucas balançou a cabeça, incrédulo, e um sorriso mínimo surgiu em seus lábios quando ele a encarou, erguendo as sobrancelhas como se não acreditasse no que ouvia. Nos velhos tempos, você estava dando pro meu irmão, pensou automaticamente. Ele realmente não ligava para o que aconteceu, mas ainda ficava admirado com a cara de pau.
ㅤㅤㅤ― Como nos velhos tempos, hein? ― Ele quase concordou, mas seus olhos continuavam distantes demais e sua voz quase irônica não demonstrava um interesse genuíno na proposta.
ㅤㅤㅤ― Exatamente ― Natasha deu uma piscadinha. Se ela percebeu o desinteresse, o ignorou. ― Você não esqueceu, né?
ㅤㅤㅤ― Que bonitinho! ― Owen exclamou antes que Lucas respondesse grosseiramente. ― O casal de ouro volta às raízes! Pensei que nunca mais veria isso.
ㅤㅤㅤ― Vocês não perdem tempo mesmo ― Carol comentou, estendendo a mão e batendo com a de Natasha.
ㅤㅤㅤ― Vejo que estão se divertindo.
A voz grave ecoou pelo corredor e o grupo imediatamente se virou em sua direção, o som das risadas sendo gradualmente substituído por um silêncio desconfortável. Klaus Evans, o professor de história, se aproximava em passos calculados, parando diante deles com uma expressão séria em seu rosto. Os olhos negros varreram o grupo, curiosos.
ㅤㅤㅤ― Professor... ― Natasha exclamou, tentando manter um tom descontraído, mas houve um tremor de quem é pego.
ㅤㅤㅤO olhar do professor demorou sobre Lucas, com um brilho de reprovação evidente. Seus olhos então passaram para Natasha, pendurada no pescoço do garoto, analisando a proximidade entre eles. Lucas deu um leve cutucão na cintura dela, e Natasha rapidamente desfez o aperto, murmurando um pedido de desculpas enquanto os braços caíam ao lado do corpo.
ㅤㅤㅤDemonstrar afeto em público não era tecnicamente proibido, mas os professores deixavam claro que não aprovavam qualquer gesto que passasse dos limites de uma interação amigável.
ㅤㅤㅤEnquanto Klaus continuava a encará-lo, Lucas sentiu algo a mais naquele olhar - poderia muito bem descrever como um desprezo explícito, quase pessoal. Mesmo incomodado, o garoto sustentou o olhar, como se o desafiasse, mas não conseguia afastar a sensação de que estava sendo avaliado.
ㅤㅤㅤLucas sabia que o professor não gostava muito dele, mas não conseguia descobrir o motivo exato - algumas vezes chegou atrasado em seu horário, e em apenas uma foi expulso por conversar com Alice. Ele também não gostava muito do professor, pois sentia que havia algo de errado com ele. No final, acabava sendo um sentimento mútuo.
ㅤㅤㅤ― O que estão fazendo aqui? ― Klaus indagou, olhando em seu relógio de pulso. ― Acredito que vocês deveriam estar na sala, não é mesmo?
ㅤㅤㅤO grupo se entreolhou, sem saber como responder. Natasha abriu um sorriso sem jeito e abriu a boca para falar, mas Owen foi mais rápido.
ㅤㅤㅤ― Nós só estávamos... conversando, professor. ― O rapaz disse, em um tom casual. ― Sobre, o senhor sabe... A Greene...
ㅤㅤㅤA expressão de Klaus endureceu por um milésimo de segundo ao ouvir o sobrenome da garota, e seus olhos percorreram o grupo mais uma vez.
ㅤㅤㅤ― Conversando... ― Klaus repetiu com um tom autoritário. ― Espero que estejam tratando o assunto com seriedade, afinal, estamos falando de uma aluna desaparecida, e uma família preocupada.
ㅤㅤㅤNatasha olhou para Lucas como se esperasse que ele dissesse algo, mas o garoto permaneceu em silêncio, mantendo os braços cruzados sobre o peito e fitando o chão.
ㅤㅤㅤ― Claro, professor, nós entendemos. ― Owen disse meio vacilante. ― Só estávamos tentando entender o que pode ter acontecido.
ㅤㅤㅤ― Talvez fosse melhor deixar isso para as autoridades competentes, Sr. Cooper. ― O tom do professor era carregado de reprovação.
ㅤㅤㅤ― Desculpe ― O garoto murmurou, envergonhado.
ㅤㅤㅤKlaus os observou por alguns segundos, decidindo se deveria ou não dizer mais alguma coisa. Por fim, sua expressão se tornou apática e os olhos se fixaram novamente em Lucas. Droga, pare com isso, infeliz.
ㅤㅤㅤ― Sr. Smith, creio que esqueceram de avisá-lo, mas estão o esperando na sala do diretor.
ㅤㅤㅤLucas ergueu as sobrancelhas, confuso.
ㅤㅤㅤ― Me esperando? Por quê?
ㅤㅤㅤA expressão do professor era de quem estava sem paciência, mas manteve um tom de voz neutro.
ㅤㅤㅤ― A polícia deseja fazer algumas perguntas ― As palavras foram ditas de forma lenta, e Lucas sentiu os olhares dos amigos caírem sobre ele. ― Sobre a Srta. Greene.
ㅤㅤㅤLucas sentiu o estômago gelar, e a apreensão ao seu redor cresceu e ele pôde sentir em seu interior. Sabia que era inocente, é claro, não havia nada a temer ao falar com a polícia, mas a ideia de ser interrogado o deixava tenso.
ㅤㅤㅤ― Eu? ― Lucas indagou, tentando ter certeza. ― Não sei nada
ㅤㅤㅤKlaus deu um passo à frente, seus olhos fixos no do garoto e um pequeno sorrisinho surgiu em seus lábios; poderia ser uma tentativa de descontrair, mas Lucas sentiu algo a mais.
ㅤㅤㅤ― Nesse caso, não tem com o que se preocupar, não é mesmo?
ㅤㅤㅤ― Certo ― assentiu, desviando o olhar. ― Melhor eu ir logo.
ㅤㅤㅤLucas se despediu brevemente do grupo e pediu licença ao professor antes de seguir pelo corredor, ainda sentindo o olhar deles queimando suas costas. Ainda conseguiu ouvir quando Klaus advertiu os jovens a seguirem para suas salas.
ㅤㅤㅤOs corredores já estavam vazios, seus tênis ecoavam contra o chão e, conforme se aproximava da diretoria, sentia a ansiedade crescer em seu peito. Um turbilhão de pensamentos dançava em sua mente enquanto tentava se lembrar das últimas vezes que falou com Amy. No fundo, esperava ter algo que fosse realmente útil para as investigações, mesmo sabendo que não tinha nada.
ㅤㅤㅤA secretária o olhou a com a expressão de sempre assim que ele entrou, e Lucas sorriu torto, assumindo um tom charmoso que ele sabia que funcionava bem.
ㅤㅤㅤ― Boa tarde, Srta. McCoy ― Disse com a voz aveludada, arrastada, cruzando os braços no balcão e se inclinando levemente. ― Parece que estão esperando por mim aqui.
ㅤㅤㅤA velha McCoy corou, como sempre fazia, ajustando os óculos fundos no rosto. Ela deveria estar beirando os cinquenta anos, e Lucas sabia que agir daquela forma com ela era errado. Ele não tinha qualquer interesse nela, porém a secretária já havia salvado sua pele várias vezes graças ao seu charme juvenil, deixando passar alguns de seus atrasos ou alterando registro para acobertar suas escapadas durante o dia.
ㅤㅤㅤ― Eles estão na diretoria ― Ela disse, apontando para a porta com um leve sorriso. ― Não se preocupe, vai ser tranquilo.
ㅤㅤㅤLucas deu uma piscadinha e agradeceu, seguindo até a sala indicada pela velha. O diretor o esperava com a expressão severa de sempre, enquanto dois policiais estavam em pé no canto da sala.
ㅤㅤㅤ― Sr. Smith ― Ele o cumprimentou, indicando a cadeira vaga na frente da mesa. ― Por favor, sente-se.
ㅤㅤㅤO diretor começou a explicar brevemente o que estava acontecendo, e então deu lugar aos policiais para começarem a fazer perguntas. Eram simples, como esperava: sua relação com Amélia Greene, suas últimas conversas e se havia notado algo estranho em seu comportamento. Lucas respondeu com calma, relatando o que sabia.
ㅤㅤㅤEntão eles mencionaram Alice Taylor.
ㅤㅤㅤSegundo relatos de estudantes, elas eram amigas e Lucas era namorado de Alice, e talvez ela soubesse de algo que poderia ajudar. O garoto se endireitou na cadeira, seria uma boa hora para falar que terminaram. Que besteira. Os policiais também falaram sobre o incidente ocorrido no refeitório no final do ano anterior, quando Alice usou um garfo para furar a mão de uma das agressoras.
ㅤㅤㅤ― Foi autodefesa ― Lucas os interrompeu, ignorando as insinuações nas vozes deles de que aquilo tenha sido um comportamento agressivo e proposital. ― Todos que estavam lá viram, e mesmo assim criaram histórias por aí. ― Depois ele olhou para o diretor. ― Você viu o raio-x. Jesus! Fraturou a costela dela.
ㅤㅤㅤO diretor assentiu.
ㅤㅤㅤ― Posso ajudá-los com mais alguma coisa? ― O garoto perguntou, cruzando os braços sobre o peito.
ㅤㅤㅤFinalmente o dispensaram, e Lucas pediu licença ao se retirar da sala, sentindo um peso se estabelecer em seus ombros. Ele agradeceu a Sra. McCoy, informando em seguida que precisava dar uma saída. A mulher balançou a cabeça e deu uma risadinha.
ㅤㅤㅤEm passos rápidos, Lucas caminhou até o estacionamento. O Porsche preto reluzia sob a luz do sol da tarde e a vaga ao seu lado estava vazia pelo terceiro dia seguido. Droga, Alice, onde você está? Entrou no carro e o ligou, o motor rugiu grave e ele acelerou, deixando o colégio para trás e dirigindo até Alice.
ㅤㅤㅤAssim que saiu do carro, ele automaticamente olhou para cima em busca de algum sinal e encontrou a janela do apartamento dela entreaberta. Sentindo a ansiedade crescer em seu peito, Lucas subiu as escadas de dois em dois degraus. Ele tinha prometido para si mesmo que não voltaria a procurá-la após a noite no bar, mas a situação era diferente de tudo o que ele imaginou.
ㅤㅤㅤDiante da porta, ele pôde ouvir o barulho da televisão como um murmúrio distante. Passou as mãos pelos cabelos assanhados antes de dar uma batida firme na porta, alguns segundos se passaram e ele não obteve resposta.
ㅤㅤㅤ― Alice! ― chamou com a voz firme. ― Sou eu, Lucas. Você está bem? ― Ele fez uma pausa. ― Estão procurando por Amy... A polícia. Seria bom você falar com eles.
ㅤㅤㅤEsperou, mas continuou sem resposta.
ㅤㅤㅤDe repente, uma sombra passou pela brecha da porta.
ㅤㅤㅤ― Alice, eu sei que você está aí! ― Lucas disse, a urgência em sua voz saiu de forma acidental. ― Abra a porta, Al, por favor...
ㅤㅤㅤA porta continuou fechada, e ele escutou o volume da televisão aumentar - deixando claro que ela realmente não queria vê-lo, muito menos falar sobre aquilo. Lucas suspirou, sentindo o peso da frustração caindo em seus ombros. Por que você faz isso comigo?
Estou atrasada, eu sei... O que aconteceu foi: já estava com três capítulos prontos, mas quando tava relendo eles, senti a necessidade de fazer um POV do Lucas simplesmente porque eu estou viciada em escrever sobre ele!!! (isso é bem sincero da minha parte). Acabou que não consegui finalizar até quarta, porque tive a ideia na segunda!
E, também, porque acho que esse capítulo dá mais uma base cronológica para os seguintes. Eles teriam sentido sem esse capítulo, mas achei bom pra saberem o que estava acontecendo no mundo real.
Estou achando que tem muita informação, muita coisa acontecendo, em um período curto de tempo - esse é o mau dos capítulos muito longos. Então não sei se precisa de explicação, mas esse capítulo acontece numa sexta-feira. Adam sequestrou Alice numa terça à noite/quarta de madrugada, todo aquele role com a Amy foi durante a madrugada de quarta!
To escrevendo isso porque eu mesma tinha me perdido no tempo, ai caso tenha alguém perdido ai (espero que não kkkkkkk) está a explicação.
Dito isso, espero que gostem do capítulo!
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