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- Há muito, muito tempo – Bumbo começou, a voz cadenciada – Irmandade chamada Mães existir. Mães do Continente proteger o povo e fazer magia. Nelas, o povo confiar sua vida. Assim sempre foi, até o dia em que algo se levantar contra Mães.

- Mães... - Yanka murmurou – A minha mãe fazia parte?

Bumbo assentiu.

- Bumbo, mãe de Yanka e mãe de Kira sermos descendentes das primeiras Mães.

- E justo as pessoas que sabem a minha língua... - Eros falou.

- Grande guerreiro, paciência ter – Bumbo ralhou e continuou a história - O ofício de ser Mãe ser passado de mãe, para filha e, no entanto, homens com inveja do poder das mulheres se levantaram contra elas. De Anciões eram chamados. Enquanto Mães praticar magia limpa, restauradora e benéfica, tanto para as pessoas quanto para a natureza, Anciões, mergulhados em inveja e sede de poder, praticar magia negra, destrutiva e que desrespeitava qualquer forma de vida. Roubavam, dilaceravam, marcavam as pessoas para poder controlá-las. - Ela tomou fôlego. Todos na sala estavam vidrados nela. - Tempo passar e mais forte o poder dos Anciões ficar, até o momento que as Mães resolveram intervir. Antigos dizem que a batalha foi sangrenta, com consequências épicas. As Mães se tornaram fracas e forçadas foram a viver reclusas para a própria segurança do povo. Todos acreditar que Anciões haviam sido derrotados definitivamente até... Kaiko aparecer.

- Então os símbolos são feitos para controlarem as pessoas? - Yanka perguntou, afoita, o desespero em seus olhos. - E como as Mães derrotaram os Anciões? Por que eles apareceram depois de tanto tempo e como é possível ter certeza de que são eles? Porque eles mataram tanta gente antes de algo dar certo, se antes eles conseguiam fazer a magia negra? Porque a magia deu certo com o meu povo, e porque Eros está aqui...

- Menina! - Bumbo chamou sua atenção - Pequena criança. Se respostas nós tivéssemos, a jornada de vocês não teria propósito. Porém, irmandade que sobrou juntar informações ao longo dos anos, e existir algumas coisas que podem auxiliá-los a achar as respostas.

Ela fez sinal para que se aproximassem. Com cautela, eles se colocaram ao lado dos corpos e Eros teve que se forçar a encarar o corpo mais próximo.

Era um homem desfigurado com marcas de garras que iam do peito até a virilha. Parecia um ataque de um animal imenso, mas os cortes eram muito limpos e precisos para ter sido de uma fera.

Um símbolo era evidente em seu peito, grotesco e deformado.

- Bumbo desconfiar que símbolos nos corpos controlar pessoas. Pessoas que foram mandadas em caravanas depois de acharmos Kaiko, sumiam em grande parte, e algumas eram achadas dessa forma. – Ela pegou uma espécie de pinça enorme e, com as mãos surpreendentemente firmes, cutucou o peito do guerreiro. Um líquido amarelado saiu e fez Eros torcer o nariz – Corpos desfigurados contém tentativa dos Anciões de retornarem. Poder deles estar fragmentado demais para isso, assim como as Mães, por isso Bumbo acreditar que Velho Urso tinha um dos colares da grande guerra.

Eros franziu a testa.

- Um dos colares?

Bumbo apontou para ele e Yanka.

- Para a batalha, Mães canalizar seu poder em três colares, enquanto os Anciões canalizar seu poder em símbolos. Dois estar com Eros e Yanka – ela estendeu a mão e esperou que eles lhe entregassem suas joias. As analisou atentamente e assentiu – Colares terem séculos de poderes acumulados.

- E onde está o terceiro colar? - Kaiko perguntou, rompendo a tensão do ambiente.

- Não me diga... - Eros trocou olhares com Yanka.

- Velho Urso – Ela sussurrou.

Bumbo fez um sinal com a mão para que eles a seguissem.

Saíram por uma passagem lateral e entraram em uma sala bem menor, cheia de ferramentas estranhas. Ela foi até uma mesa em uma das paredes e apontou para um desenho.

Três colares em concha iguais, em cores diferentes. Bumbo lhes mostrou.

- Colar com concha dourada pertencer a Yanka. Colar com concha azul pertencer a Eros. Colar de concha preta sumiu há muitos anos, junto com sua dona. Irmandade achar que Velho Urso usar colar junto com símbolos para controlar tribo Cati. Colar muito poderoso, junto com símbolos, causar destruição.

- Esses colares... tem... poderes? - Yanka perguntou, hesitante. Bumbo apertou a boca.

- Colares únicos. Cheio de poder de séculos de Mães. - Ela apontou para as figuras. - Bumbo saber que colares serem especiais, mas não saber como.

Eros sentia a cabeça rodando com tantas perguntas.

- Eu ganhei esse colar da minha mãe... como? Por quê? O que ele faz?

- Bumbo não saber. Guerra acontecer muito tempo antes de Bumbo nascer. - Ela procurou em uma pilha de pergaminhos até achar um específico abrindo-o na mesa.

De um lado, havia vários símbolos escritos de forma caprichosa, e do outro, os símbolos grotescos usados pelos Anciões para marcar as pessoas. -

- Tribo Saqua ter relatos poucos e escassos sobre como Mães fizeram para derrotar Anciões. Relato mais preciso ser da profecia, mas até mesmo detalhes de como foi feita, perdidos no tempo e na memória. - Ela apontou para um ponto específico – Uma passagem citar Bruxo da Árvore, da tribo Ula, neto do neto do construtor que fabricar colares para as Mães. Se quiserem mais respostas sobre os colares, ele saberá.

Ela os guiou até a sala com o trono, o andar tranquilo, as vestes brancas se arrastando pelo chão.

- Bumbo... então estamos lidando com inimigos poderosos, certo? - Yanka perguntou, a voz pequena.

A velha mulher assentiu, a expressão carregada.

- Profecia ter surgido após a guerra entre as Mães e Anciões. Profecia guiar passos de vocês, para salvar sua tribo e o Continente.

- Mas o que nós temos a ver com isso? - Nicholas perguntou, surgido das sombras.

- Bumbo saber somente que Continente esperar por homens pálidos e grande guerreiro que nos salvará.

- Por que me esperam? - Eros coçou a cabeça

Ela mostrou seu sorriso banguelo.

- Porque Eros tem um destino grande. Nasceu para ele.

- Qual destino? - Ele tentou segurá-la, mas ela rodopiou para longe, o som da sua risada ecoando pelo espaço e Eros se sentiu mais confuso do que ao entrar naquela sala.

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- Como... eu nunca vi o seu esse colar? - Yanka finalmente perguntou, o sentimento de traição ficando maior a cada segundo que passava.

Eros respirou fundo.

- Minha mãe desapareceu quando eu era um menino. Antes de partir, ela me entregou o colar, e disse que eu deveria tê-lo sempre junto a mim. Eu levo escondido na bota.

- Por quê? - Ela perguntou colocando as mãos na cintura. Ao seu redor, a tropa se olhou, já prevendo onde iria acontecer.

- Porque se meu pai descobrisse que eu tenho algo de mamãe, ele tomaria de mim. Se tornou um costume e eu esqueci da existência do colar na maior parte do tempo. - Ele a olhou ferozmente e ela retribuiu seu olhar. - E você, Yanka, porque nunca me mostrou o seu colar ou me contou o porquê você sabe minha língua?

- Você disse que ia esperar até que eu estivesse à vontade para te contar!

- E eu esperei, a questão é que você não é capaz de fazer o mesmo por mim.

- Você escolheu não me contar – Ela acusou.

- Você também!

- Você só sabe me acusar?!

- Fala de uma vez por todas, Yanka!

Ela cruzou os braços, se colocando em posição de defesa. Eros a encarou por longos segundos esperando, mas não parecia que ela ia ceder.

- Quer saber? Cansei de você. Você sempre exige que sejamos claros e honestos, mas na primeira oportunidade que você tem para fazer o mesmo, você se recusa! O que custa? Não estamos juntos nessa? Por que não cede de vez em quando?!

E saiu furioso da caverna, deixando uma Yanka com cara de assombrada e um Kaiko um tanto divertido para trás. 

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