Apêndice 1: Lugares e Mais Lugares

Saudações, leitor!

Sim, eu sei que geralmente os apêndices vêm no final do livro. E sim, eu também tenho consciência de que você deve ter dado uma bela brochada ao perceber que esse seria um capítulo com conteúdo extra ao invés de um capítulo normal. Não guardo ilusões acerca da "maravilhosidade" da trama nesse arco atual, mas né. Sempre esperamos que a história continue quando estamos a acompanhando. 

Em minha legítima defesa, gostaria de dizer que escrevi uma boa quantidade de capítulos até agora. Isso significa que você pode ter se perdido em alguns pontos da trama ou simplesmente ter esquecido uma coisa ou outra. Está tudo bem, acontece. Como estamos quase chegando na parte mais "potente" da história (leia-se o ponto em que as coisas ficam divertidas porque a Lana vai parar de se lamentar por não estar se vingando e ir se vingar), acho que será bacana retomar algumas coisas. 

Que isso, poxa. Não precisa me agradecer!

Então, sem mais delongas, aqui vai um breve guia de lugares lugarosos e lugarzinhos (mas só os mais importantes!).


BREVE GUIA DE LUGARES LUGAROSOS E LUGARZINHOS (MAS SÓ OS MAIS IMPORTANTES)

O Império

RONAN 

Também conhecida simplesmente como Cidade Imperial, Ronan é a capital do Império Navânida. Seu nome é uma homenagem ao homem que iniciou a Conquista e se tornou o primeiro imperador, Ronan Navani, ancestral do atual líder. Nenhuma outra cidade se equipara a ela em tamanho e glória, tornando-a o coração de todo poder. É o lar da família real e de alguns de seus vassalos, assim como o centro da máquina burocrática Imperial. Muitos sonham em conhecê-la, mas outros simplesmente têm repúdio dela. 

O que importa é que o mundo incrível que ela borda quase não existe fora de seus muros. O que fará a nobreza quando realmente enxergar esse fato?

Além disso, vale dizer que Ronan está cercada pelas outras duas cidades que também são "top de linha" do Império: Proteia, que em tudo tenta imitá-la, e Arindar, muito mais taciturna e  administrada pela Casa Varsuit.

BÔNUS: O PALÁCIO IMPERIAL


NAHARA

Crescendo fértil sob a sombra do Monte Dragão, Nahara é uma importante cidade mercantil. Facilmente acessível pela Estrada Imperial, Nahara parece estar a meio caminho de todas as cidades importantes — incluindo Silfraen, na península agrícola — e, justamente por isso, ela se consagrou como o ponto de encontro de quase todas elas. Isso deu origem a um comércio efervescente, repleto de itens dos mais diversos cantos, tendo um quase monopólio em relação ao abastecimento de artigos para a capital. Apesar disso, a cidade parece estar mais protegida pela sua influência do que por seus muros. Embora o exército aqui se mostre bastante cruel, ele acaba se provando fraco demais para defender a cidade das invasões, e a Queda de Nahara representa um duro golpe para o Império.

SILFRAEN

As más línguas dizem que toda Conquista começou por causa dela, pois esse foi o primeiro lugar que Ronan Navani cravou sua bandeira. Localizada na Península Agrícola, Silfraen conta com um solo fértil e um povo disposto a tirar dele o seu melhor. Irrigada por dois rios — Etna e Lemo —, a cidade logo se tornou o maior polo produtor de insumos do Império, lucrando com a exportação de seus produtos. Agricultores costumam vir de longe para aprender suas técnicas de cultivo e, embora as cidades próximas também sejam bastante férteis, nenhuma delas se equipara a ela.

SIRENZA

Construída nas primeiras décadas da Conquista, Sirenza recebeu o nome da filha primogênita de Ronan Navani. Qualquer viajante que pise nela tem automaticamente a sensação de que tudo ali é azul, desde os telhados dos edifícios até as águas que a cercam. Esse efeito também é proposital, afinal azul era a cor favorita da princesa que a nomeou. Na primeira vida de Lana, Otto tomou essa cidade de assalto e fez dela seu quartel general na luta contra seu irmão, Ivan. Será que esses eventos vão novamente se repetir?

PEDRA DO REI

Pedra do Rei recebeu esse nome devido ao mito de uma espada mágica cravada numa rocha por um antigo rei. Acreditava-se que o artefato concederia imensos poderes a quem fosse digno para sacá-lo, tornando-o apto para proteger aquela terra de grandes crises. Apesar disso, quando o Império decidiu tomar aquelas terras, nada foi suficiente para detê-lo. Talvez pelo fato de que a espada continue lá, fincada eternamente na pedra. Principalmente porque a fúria do Imperador não pode ser contida quando é despertada. Apesar disso, e mesmo estando cercada por todos os lados pelas terras imperais, a Casa Stoneregis resistiu bravamente até a sua queda, chegando até mesmo a incitar uma rebelião, que precisou ser sufocada as pressas para causar danos maiores. Por causa disso, essa nobre casa teve um fim bastante cruel: depois do castelo ter sido reduzido a cinzas, todos os membros foram esfolados vivos e esquartejados, tendo as partes de seus corpos espalhadas pela Estrada Imperial para que todos vissem. Ainda sim, há quem diga que a princesa Zimma foi quem encontrou o pior fim: obrigada a se casar com Gaja Navani para firmar o domínio do Imperador sobre a região, a triste mulher é atualmente a Quarta Consorte e mãe do Décimo Quarto Princípe, Zeno.

Norte

DAVESH

(Essa imagem é bem próxima do que eu imaginei, mas na prática ainda é um pouco diferente.)

Antiga, sagrada e completamente branca, Davesh é a capital dos Reinos do Norte. Apelidada em sua língua natal (vshkka) de Rum-Naserath (Cidade da Noite), Davesh foi erguida muito séculos antes do Império existir como um símbolo de união entre os povos da parte mais setentrional do mundo. Não é preciso poupar palavras para dizer que nenhuma outra cidade do Norte tem a sua importância, pois além de agrupar o centro dos poderes religioso e político, Davesh também é uma figura firme no imaginário popular, arrebanhando para si muito respeito e prestígio. 

Mas o que será do Culto da Lua quando o Sol nascer?

Essa cidade tem sido lar da Casa Altharian há gerações, a primeira e única dinastia nortista a exercer um poder central desde que os reis forjaram a Aliança e decidiram trabalhar em conjunto em prol da própria sobrevivência.

A despeito de sua localização, Davesh se ergue no meio de uma cadeia montanhosa, entre as sagradas montanhas de Inah e Seradah, e se utiliza das próprias paredes rochosas dos montes para se fortificar. Esse fato garantiu que a cidade se protegesse de longas sucessões de ataques no passado e tornasse bastante conhecida pelo seu caráter "inexpugnável".

DUNARUM

Dunarum (Segunda Cidade, em vshkka) inaugura a lista das localizações que ainda não apareceram na história, mas que devem aparecer em breve. Localizada no Norte, Dunarum é uma importante cidade mineradora. Regida pela Casa Varvakian, seu sustento é obtido principalmente através das montanhas, de onde retira carvão e metais muito preciosos, como cobre, prata e uma pequena porcentagem de ouro. Por causa disso, ela é o único lugar onde os ahalahai, que são sacerdotes especializados na extração e na tempera de alupênio — um metal com capacidade de ligar o homem a divindade — podem ser treinados. 

Deserto

AL-QORIT

Embora o resto do mundo se refira a parte mais leste apenas como "aquele lugar desértico", os povos locais nomearam a imensidão areiosa de Sadrakkar, "Terra de Ninguém". Embora o Rio Festo tenha propiciado o surgimento de uma espécie de crescente fértil, a maioria das cidades foi construída ao redor de oásis. Parte do povo jamais se habituou com uma vida sedentária e se tornou nômade, vivendo do comércio entre as regiões. Quando a noite cai eles são especialmente necessários: reza a lenda que demônios terríveis habitam a escuridão, e os ahiv, como são chamados, dominam há gerações as técnicas para subjulgá-los. Al-Qorit é capital, lar da casa Sekmuth e de peculiares palácios piramidais.

Mesmo que posicionados em lados muito extremos do mundo, os nortistas e os habitantes do Sadrakkar partilham de uma antiga familiaridade. Ambos descem dos Mirai, um povo antigo que começou um processo migratório há milhares de anos atrás, quando um vulcão destruiu seu lar original. Ainda que conservem certas semelhanças linguísticas e até mesmo físicas, toda igualdade termina por aqui. A sociedade sadrakkin é fortemente paternalista, acostumada ao calor e adoradora do Deus Sol, ao passo que os nortistas ainda estão se acostumando a associar liderança ao gênero e passam meses ao fio na escuridão, adorando as fases da Lua.

As Ilhas

O grande arquipélago do oeste abriga cerca de 78 ilhas, algumas tão pequenas quanto um botão, outras grandes o bastante para abrigar megalópoles. A gestão interna é promovida pelo Conselho, formado por um representante de cada ilha. Por causa disso, algumas decisões podem levar meses para serem tomadas, pois muitas vezes é difícil fazer com que os conselheiros concordem entre si. A gestão ineficiente fez com que uma grande parte do povo olhasse com bons olhos para a chance de fazer parte do Império, mas os mais sábios estão inclinados a rejeitar essa união com todas as suas forças. O clima de instabilidade faz desse o cenário perfeito para ser vitimado por uma invasão, mas a alta destreza marítima, muito superior ao domínio imperial, tem se colocado como uma salvaguarda. 

Mas por quanto tempo o mar será capaz de manter distante o Imperador?


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