Capítulo I
"Alguém raramente reconhece o demônio quando ele está colocando a mão em seus ombros."
— Autor desconhecido.
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Dalila estava caminhando semi nua pelas ruas de Nova Orleans em Luisiana. Era mais um dia de trabalho, seu batom vermelho forte, salto fino de quinze centímetros, cabelo loiro amarrado em um rabo de cavalo, um cropped preto de renda, shorts jeans azul escuro e um casaco aberto de couro sintético rosa, eram suas únicas vestes naquela madrugada fria.
Ela estava com uma amiga, Jennifer, que estava trajada igualmente. Ambas tinham em suas mãos, um cigarro. As ruas eram bem acesas, o triste era ter que estar sozinhas, vendendo seus corpos para pagar aluguel e comer. Não era fácil ter a sonhada liberdade, Dalila, que ficou conhecida como Lila, foi em busca de uma vida melhor, nasceu em família pobre, na cidade de San Pedro no estado de Coahuila no México. A vida da família da mesma era triste e miserável, então entrou ilegalmente aos dezoito anos na fronteira com o Texas, com a ajuda de alguns conhecidos que fez durante a viagem, foi parar em Nova Orleans. Aos dezenove anos, foi presa por agredir um homem que a xingou, lá na cadeia, onde ficou por um ano, ela conheceu Jennifer, que havia sido presa por roubar um colar de pérolas em um shopping.
Jennifer era a terceira filha de nove irmãos. Seus pais eram usuários de drogas pesadas e tinham fichas criminais por vários furtos. O pai dela havia sido morto na cadeia por outros criminosos, depois de estuprar uma vendedora de hot dog e pegar uma pena de prisão perpétua. Sendo assim, sua mãe que criava os filhos sozinhos, ensinou os mesmos a cometer furtos. A jovem que havia sido pega em um desses, resolveu que não queria viver na cadeia, igual a mãe e nem ser morta, igual o pai. Por isso, assim que foi liberta, após um ano e meio presa, ela decidiu ir embora de casa e recomeçar a vida do zero, junto com a amiga, que saiu um mês depois.
Mas não foi como as mesmas esperaram, ainda eram novas, mas com uma ficha criminal, não conseguiram de forma alguma emprego, ficaram dormindo nas ruas, até um magnata de casino as encontrar. Ele prometeu que as daria de comer, vestir e beber, em troca elas iriam trabalhar como prostitutas, tanto para os clientes do casino, quanto para os homens de rua. Sendo dessa forma, elas trabalhavam durante a noite no estabelecimento do homem e durante as madrugadas nas ruas.
Não era muito difícil conseguir um cliente, ambas era mulheres atraentes e jovens. Jennifer tinha olhos puxados, descendência asiática de seu pai, tinha vinte anos. Já Dalila era loira artificial, de olhos verdes claro e lábios medianos, com um rosto marcante de origem latina, tinha vinte e um.
Um carro aproximou-se das duas. Ele tinha vidro fumê e era vermelho escarlate. Buzinou para que elas fossem em sua direção. Caminharam sedutoramente até ele. O homem tinha um ar misterioso, diferente do perfil que costumavam ficar. Sua voz era diferente, rouca, marcante como a de um cantor.
— Quero a loira — ele sorriu para Dalila.
— Podemos fazer uma brincadeirinha a três — a mesma piscou. Falava gemendo.
O homem as avaliou, abriu um sorriso. Logo, abriu a porta do carro e fez um gesto para que as mesmas entrassem. Assim elas fizeram. Já dentro do carro ele as ofereceu bala. Que ambas recusaram, se havia uma coisa que aprenderam na vida era em não confiar em ninguém. O homem não se importou com a recusa, apenas guardou as balas e continuou dirigindo. Ele era incrivelmente belo, diferente do que estavam acostumadas a atender. Trajava uma roupa social, o que dava a impressão de ser um homem extremamente rico.
— Vocês não são daqui, são? — ele quis puxar assunto. Apesar disso ser comum, o dono do casino não gostava que as mesmas falassem de suas vidas pessoais para os clientes. Por isso inventavam histórias falsas e nomes falsos.
— Sou de Nova Iorque — Respondeu falsamente Jennifer.
— Sou do Novo México — logo em seguida foi a vez de Dalila mentir.
O homem olhou pelo retrovisor, ele claramente não confiava nas palavras que elas diziam. Apenas continuou com aquela conversa falsa.
— Qual o nome das senhoritas? — sorriu e mostrou uma covinha na bochecha. As meninas não quiseram demonstrar interesse.
— Me chamo Lila — Dalila sempre contava seu apelido ao invés de seu verdadeiro nome.
— Meu nome é Kiara — Já Jennifer inventava um nome diferente para cada homem que conhecia. — e o seu?
— Podem me chamar de mr. Bunny — novamente sorriu, firmou suas mão no volante.
O rapaz claramente não estava acreditando em nenhuma palavra as quais elas estava dizendo. Ele conseguia ver suas expressões, a rapidez com que falavam, eram nervosa e enrolada. Deu seguimento ao seu "interrogatório".
— Que idade vocês tem? Já são de maior, não? Ou terei problemas se dormimos juntos? — ele deu uma pequena gargalhada.
— Sim, já somos de maior — afirmou com clareza, Jennifer, que também sorriu descontraída.
Dessa vez ele acreditou, as jovens tinham aparência de mais de vinte anos, pela forma a qual viviam. Estavam no carro há cerca de meia hora, indo para a saída do centro da cidade. Ao finalmente chegarem, perceberam que a casa a qual o homem as levou, era provavelmente, dele mesmo. Dois andares, branco e de telhado marrom. Ele estacionou o carro na frente da casa. Desceram.
Caminharam para dentro da casa. O local eram de chão de madeira envernizado. Era tudo muito claro. Ele subiu as escadas que ficavam logo no início e as convidou para que fizessem o mesmo. Subiram as escadas um tanto vislumbradas. Ao chegarem no quarto, perceberam que o homem era realmente rico.
— Gostam de BDSM? — ele as olhou com um olhar malicioso.
— O que seria isso? — ambas se entreolharam, não sabiam do que se tratava.
Ele sorriu e caminhou em direção ao seu armário. O abriu. Ambas deram alguns passos para trás ao ver a quantidade de objetos de tortura. Estavam assustadas com o homem. Ele sorriu novamente.
— Sexo violento.
— Ah, eu nunca tentei — respondeu Dalila.
— Não querem tentar? — ele sorriu pegando uma corda.
Logo foram tirando a roupa, já o homem permaneceu com seu terno. Sentado em cima da cama e com a corda nas mãos, ele as convidou. Nuas elas seguiram em direção ao homem. Fez um sinal para que elas sentassem ao seu lado, assim o fizeram. Ele passou então a beija-las. O que não era comum quando faziam programas. Ele segurou as mãos de Dalila e a amarrou, deixando-a totalmente vulnerável, em seguida tampou seus olhos. Já Jennifer ficou sentada observando.
— Tenho algo para você — ele se levantou em foi até seu armário. O abriu e lá de dentro um vestido de seda vermelho. Ela o admirou, nunca tinha visto um vestido tão belo quanto aquele. — vá tomar um banho, quero me divertir com a Lila.
— Você vai ficar bem, Lila? — ela estava um pouco incomodada com a boa vontade do "mr. Bunny".
— Claro, Kiara. Ficarei bem — respondeu ainda com os olhos vendados e um sorriso no rosto.
O homem a levou em direção do banheiro. Deixando-a sozinha. Ela adentrou ligou o chuveiro e sentiu a água fria gelar seu corpo. Eram cerca de duas horas da manhã.
Enquanto isso no quarto, mr. Bunny se aproximou da jovem que estava vulnerável na cama, ele possuía em suas mãos uma seringa, dentro, um líquido transparente, seu sorriso era demoníaco. Enquanto ele caminhava na direção ela, falava coisas boas e suaves para a mesma ouvir.
Deitou sobre a mulher e ao pé do ouvido lhe disse:
— Boa noite, querida.
Dalila sem entender nada, apenas tentou falar algo, mas sua boca foi trancada com as mãos do sujeito. Ele injetou o líquido na veia do pescoço dela. Ela tentou escapar, o que foi inútil, em poucos segundos, sentiu que seu corpo relaxou o suficiente para perder o controle sobre seus braços. Perdeu a consciência e desmaiou.
O homem tratou de se livrar da seringa, a jogou por baixo da cama. A mulher que estava nua, teve seu corpo coberto. Passou cinco minutos e Jennifer saiu do banheiro, ela estava vestida com o vestido vermelho. Deslumbrante. Em seu rosto, uma máscara de coelho. Descalça, ela andou para o encontro de "mr. Bunny".
— Está linda — ele a beijou. Seus corpos se encontraram em cima da cama. Vagarosamente ele retirou a calcinha da jovem, lhe desferindo beijos macios entre duas pernas, em seguida caminhou seus lábios em direção aos seios da asiática, os sugando com sua boca, eram pequenos e pardos. Após alguns segundos, ele retirou seu terno, e sem a parte superior de sua veste, ele a teve em seus braços. Sua língua caminhou do pescoço até ir de encontro da dela, se beijaram enquanto ele retirava sua calça, ao retirar, ele tocou seus dedos no clitóris de Jennifer e o massageou, arrancando dela, gemidos extremos. A penetrou. Ela gemia alto, por quase sete minutos insanos, até seu rosto ir de encontro ao de Dalila. Ela passou a mão pelo corpo da amiga desmaiada. Ao notar que a mesma não se mexia, deu um grito, o mais alto e medonho que conseguiu.
Empurrou o homem de cima dela, ele a olhou satisfeito. Até que ela notou que ele possuía uma série de cicatrizes pelo peitoral. Sua espinha ficou endurecida.
— Quem é você? E o que fez com minha amiga? — rapidamente, correu em direção ao armários sadomo e lá pegou um chicote.
— Calma, minha coelhinha assustada. Ela não está morta, se é isso que você está pensando, ela apenas está dormindo. Vem aqui — chamou com sua mão.
— Não! — ela gritou e saiu correndo em direção ao lado de fora do quarto.
— Jogos... eu adoro jogos. Pega pega? — ele gargalhou e correu em busca da mulher.
Assustada, entrou no quarto que ficava no fim do corredor, se escondeu em um armário. Dentre os vãos, pode ver que homem já havia encontrado o local o qual a mesma se escondeu, com um revólver na mão. Ele estava nu e ereto.
— Minha coelhinha, cadê você?
Ela estava com as mãos na boca, não queria emitir nenhum barulho. Estava trêmula e sentiu sua garganta seca. Pensou consigo mesma "Se eu conseguir escapar dessa, nunca mais vou me prostituir, nem que eu viva catando latinha ou lixo..."
— Você pode se esconder, mas não pode fugir. Sei que está aqui. Não vou te machucar, apenas quero um pouco de diversão.
Sua concentração estava apenas em não demonstrar que estava ali. Fechou os olhos e vagarosamente respirou fundo. Após sentir um vento gelado tocar seu corpo, ela abriu lentamente seus olhos. Gritou com toda suas forças ao ver ele em sua frente, logo em seguida bateu com o revólver na cabeça dela. Jennifer teve sua visão turva, um tanto tonta não conseguiu lutar. Sentiu ele aplicar em seu pescoço, uma espécie de tranquilizante, que a fez apagar de vez.
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