Nota número !?#[]
Nada existia, porém, duas existências pareciam estar a dialogar, você apenas escuta uma dela:
Ei! Onde você estava? Eu te procurei por todo canto sabia! Quem sou eu? Sou eu seu idiota! Jadem! E não, eu não ligo se você está triste e quer ficar sozinho.
Quê? Você não pretende voltar para lá? Você é idiota por acaso? Acha que vai resolver as coisas fugindo de tudo? Ummm. Vamos lá! Se anima!
Oi novamente! Ahn? Você esta fazendo aqueles enigmas de novo? Por quê? Tu gosta tanto assim deles? Mas são apenas dois não, é? Você não cansa de fazer a mesma coisa?
Olha isso! Pensei que talvez você pudesse se interessar! Anh? Você não entendeu? Bem...acho que isso é normal. Meu pai me falou que nem sempre é fácil compreender o que cada autor quer passar.
Anh? Tu quer saber o nome disto? Se chama poesia. P-O-E-S-I-A! Meu pai falou que é uma forma de transmitir o que sentimos para versos...ele também falou que as vezes vai além disto. Por que você não tenta?
Quê? Tu fez uma poesia para mim? Seu bobo! Você devia escrever sobre você! Não sobre alguém tão desinteressante como eu! Mas mesmo assim...estou feliz!
Anh? Quer que eu diga o que achei da poesia? Bem....POR QUE CRIATURAS TÃO ESTÚPIDAS E INUTEIS COMO VOCÊ AINDA INSISTEM EM SE MANTER VIVAS? NADA FEITO POR UM LIXO COMO VOCÊ VAI TER ALGUM SIGNIFICADO. VOCÊ APENAS DEVERIA DEIXAR ESTE PLANO. PARA SEMPRE....SEMPRE.....SEMPRE! AHAHAHAHHAHAHAHHAHAHHAHAHHAHAHAHAHHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAH!
Eu acordei.
Isto foi um sonho. Uma mera projeção de um acumulado de pensamentos. Contudo, outra descrição paira em minha cabeça “Pesadelo”, Este sendo basicamente um sonho infestado de pensamentos negativos, um sonho ruim. Mas o que diabos seria ruim? Isto não é relativo? O meu ruim não é igual ao dos outros. Este sonozinho jamais seria capaz de abalar a minha mente. Errou se pensou que eu acordaria em um grito e bufante. Haha, meus olhos se abriram calmamente. Meu corpo se moveu em seguida me fazendo ficar de pé. Olhei calmamente ao meu redor. A sala permanecia igual desde o meu sono.
....Algo estava estranho. Parecia que minha visão havia sido reduzida para 50%. Estes vindo de meu olho direito.
Eu estava cego? Não. Do meu olho esquerdo eu ainda sentia uma leve pitada de luz.
Logo, eu o fechei e minha mão direita foi em sua direção. Meus dedos pareciam ter colidido com o piso.
Era algo duro. Parecia aço. De fato fazia som de aço quando eu o batia com meu punho.
Eu apalpei aquela coisa com a minha mão. Tinha um formato triangular...não...sendo espacial era semelhante a um cone.
Eu segurei sua ponta e fui arrastando minha mão até sua base...ela estava vindo de meu fofo cabelo...
A priori pensei em apenas remove-lo ou entorta-lo para cima, todavia nenhuma das opções pareciam válidas para lidar com aquele material. Era estável. Insanamente estável. Aqui, uma ilustração agradável:
Neste caso, não tão agradável para mim. Contudo, isto nunca que seria o bastante para me parar. Vou terminar meu livro com um olho ou cego ser for preciso. Nisto eu apenas ignorei este evento peculiar e voltei para minha busca de saídas.
Subitamente acabei por relembrar os diálogos do meu sonho. Jadem...? ahn? E o que aquilo significa? Poesia.....
Aquela frase maldita continua a se repetir freneticamente em minha mente:
Você deveria tentar! Você deveria tentar! Voc......edsdsdsdsddsdsdsedsdsdsvdsdsdsdedsdsdsrdsdsdsidsdsdsadsdsdsMORRER!!!!
Uma dor latente começa a se propagar em minha cabeça.
É...talvez eu deveria. Neste segundo eu agarro minha agenda e vou para a próxima folha em branco:
Eu encaro calmamente aquela obra de arte. Eu rio, rio loucamente. Uma pequena lágrima parece descer do um olho direito. Eu a limpo rapidamente.
Mesmo depois de tanto tempo eu ainda não consegui entender. Aquela poesia não fazia muito sentido para mim. Tive uma certa vontade de rasga-la e amassa-la. Todavia, eu não ousaria danificar a minha preciosa agenda. Assim com eu me recuso a ser afetado por tudo que esta sala joga sobre mim.
Mas por quê?
Por que estou com essa sensação de que tudo está chegando ao fim?
Por que eu não consigo evita-la assim como faço com tudo?
Estou com um maldito pressentimento de que a sala não vai mais se expandir. Agora que eu notei...para onde foram todos os pontos? Assim como aquele carro...tinha mais coisas atiradas no chão...eu tenho certeza. Então por que o chão está puro cinza agora?
Eu me sinto vazio. Tão vazio quanto a sala.
Deveria eu seguir para a única solução possível?
A única coisa restante é aquele macabro buraco. Aquele que eu tenho prazer de evitar.
Devo permanecer na segurança ou encarar o desconhecido?
E meu livro, minha aventura...como poderei completa-lo caso aquele buraco seja o fim?
Naquele momento eu já estava de saco cheio daquilo tudo. Eu percebi. A sala estava me consumindo. Eu por pouco não perco minha bela é única personalidade. Aquilo foi o ápice. Se a sala não ia seguir as regras, eu também não iria. Eu agarrei minha companheira de viagens(a agenda), corri energicamente e mergulhei em direção ao buraco.
A sensação foi sensacional. Era como descer em um cano lotado de espuma. Este dando tantas voltas quanto uma montanha russa. Minha alma já estava para sair para fora quando parecia ter finalmente chegado ao fim (era o que aparentava pois eu estava com os olhos fechados).
Minhas órbitas se abriram. Eu havia voltado para a sala. Não tive nem sequer tempo para me revoltar. Os acontecimentos seguintes me deixaram em pânico: primeiramente onde estava o buraco, agora existia apenas chão. Em seguida toda a sala começou a tremer e chacoalhar. Mas a diminuição constante da sala foi o que mais me deixava sem ar. Ela não estava parando. Eu batia contra aquelas paredes duras...nada acontecia. Eu gritava por ajuda...nada acontecia.
Meu tempo estava se esgotando. Minha bela sanidade também.
O que diabos eu faço?
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