27| Que Porra é Essa?

Rômulo apertou minha sintura e apertou mais ainda meu corpo contra o seu, era possível sentir seu físico devido a sua camisa molhada.

Só então eu percebi a merda que eu estava fazendo.

- Meu Deus, que porra é essa! - gritei, devido a forte chuva. O que eu estava fazendo? - O que aconteceu?

- A gente se beijou. E você gostou, porque seu amiguinho aí entregou tudo. - ele disse, só aí percebi de que se tratava.

Eu estava de pau duro!

- Eu sei. Nos beijamos. Mas isso não tinha que ter acontecido! Porra, eu namoro sabia?

- Desculpa, eu não resisti! Você é tão... Tão lindo, tão delicado...

- Delicado é o cacete! Eu tô traindo o meu namorado. - eu estava desesperado. Meus pensamentos iam e voltavam, o Mário não merecia aquilo.

- Foi mal, Hugo... - ele pegou na minha mão, mas me afastei.

- Não se aproxime! Nunca mais faça isso, está me ouvindo? - disse, e então sai de perto dele.

Que merda eu tinha feito? Eu estava confuso. Eu não devia ter beijado o Rômulo, ele não devia ter me beijado, nada daquilo devia ter acontecido! Mas, foi tudo tão bom.

Todavia, tudo estava errado! Era errado eu ter gostado, era errado eu ter me excitado, tudo!

Ao chegar em frente à casa de Erick, os seus capangas me viram e perguntaram pelo Rômulo.

- Ele decidiu fazer outra coisa, eu não sei... - falei e então pedi para entrar, eles concordaram e então abriram o portão.

Eu nunca tinha visto a casa do Erick de perto, e eu confesso, era maravilhosa! A devoração era meio brega, mas mesmo assim continuava maravilhosa. Corri para entrar, senão eu iria pegar um belo de um resfriado.

- Você tá encharcado! - disse Jason, sorrindo. Ele não iria rir da minha desgraça, senão era ele que ia se encharcar. - Você tem que se esquentar, vai pegar um resfriado desse jeito.

- Ah, é? Obrigado por constatar o óbvio! - falei irritado, irritado por ele está rindo de mim e por eu ter beijado outro cara que não era meu namorado.

Jason

Eu queria rir da cara do Hugo, mas provavelmente eu iria tomar um bom banho de chuva, então achei melhor me segurar.

Ele estava abatido e bastante pensativo.

O Erick emprestou uma roupa antiga dele para Hugo, a qual coube perfeitamente nele, estávamos na sala, assistindo uma novela que eu nunca vira na vida, esperam a chuva passar.

- E essa cara? Tá assim desde que chegou do passeio com o Rômulo. - falei, e eu parecia ter acertado em cheio no que ele pensava, mas era óbvio que ele iria mentir.

- Tô com medo de pegar um resfriado, só isso.

- O Rômulo te deu um trato, não foi? - o Erick perguntou, rindo.

- Erick, para de ser deselegante! Que Desnecessário! - falei, batendo em seu ombro.

- Vai se foder, seu escroto!

A chuva enfim parou. Agora o clima estava frio e o céu antes colorido, agora estava cinza e frio. Erick estava ao meu lado no carro, cantando uma música que tocava no rádio, o Hugo continuava pensativo. Se ele queria esconder alguma coisa, não estava dando muito certo.

- Sabia que o aniversário do meu pai tá pertinho? - perguntei ao Hugo, ele olhou pra mim e parecia não ter escutado.

- O que disse?

Revirei os olhos.

- Falei que o aniversário do meu pai tá pertinho. - repeti.

- Ah! Vai ser mais um evento que era pra ser um aniversário, mas acabou sendo um verdadeiro encontro de CEO's e advogados! O Mário é muito cafona!

- Tenho que concordar!

- Então vai ser um belo dia para você apresentar seu boy pra ele. O aniversário dele é o único dia que ele realmente não está com aquela cara de bunda e pode ser uma boa, pra você, e pro Erick. - eu já havia pensado naquela possibilidade, mas acabei descartando por meu pai levar muito a sério meninas esse lance de se mostrar formal aos seus amigos ricos, que provavelmente limpam a bunda com dinheiro.

- Não sei não. O que acha, Erick? - perguntei, ele desligou o rádio e olhou para mim.

- Legal. Digo, você que decide! Vou te apoiar em tudo que decidir, sabe disso.

Sorri e então pensei nas possibilidades; meu pai poderia perguntar a profissão do Erick, ele diria a verdade e meu pai faria um escândalo, chamaria a polícia e então eu fugiria com o Erick, para evitar que ele fosse preso.

Fora isso, ideia parecia assustadoramente tentadora.

Ao chegar no bairro da minha casa, o Erick parou longe da minha casa, para meu pai não fazer perguntas.

- Nos vemos qualquer dia - disse, dando um beijo nele.

- Como quiser, delícia. - ele disse - Foi muito bom ter te conhecido, Hugo.

- Digo o mesmo, Erick. Ahn, depois mando sua roupa pelo Jason. - disse Hugo, pondo sua mochila nas costas.

- Como quiser.

Ele deu partida e então fomos caminhando para minha casa, aqueles vizinhos fofoqueiros pareciam uns urubus, todos olhando pela varanda, prontos para criar assunto.

- É só aparecer carne nova que você dá o ar da graça, não é, velha chata? - disse Hugo, para a dona Jurema, a fonte de notícias do bairro.

Ela fez a egípcia e então fingiu que não escutou.

Ao entrar em casa, meu pai não fez perguntas, minha mãe muito menos. Ela e o Petrus estavam na cozinha, preparando o que provavelmente era o jantar. Meu pai, por sua vez, trabalhava no computador.

- E essa roupa? - retira o que eu disse. - Tomou banho de chuva, foi?

- É, foi. - o Hugo falou, mas não disse mais nada. Meu pai riu e voltou a trabalhar.

Subi para meu quarto e então tomei um bom banho, eu estava cansado e dormiria um pouco.

Achei melhor mandar uma mensagem para o Luíz.

Luíz, sinto muito por hoje cedo. É que você provocou. Te garanto que o Erick é diferente. Foi mal.

Enviei, e no mesmo instante ele respondeu:

não precisa se desculpar pelo seu namorado ogro. Amanhã conversamos.

Achei melhor não responder, eu tinha entendido aquilo como um pedido de desculpas também, já que ele tinha sido muito presunçoso.







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