25| IT: A Coisa Toda.
Antes de começar, vamos à uma rodada de perguntinhas a respeito do livro.
1- O que estão achando da história?
2- Qual o seu personagem favorito? E o não-favorito?
3- Qual final vocês imaginam para o livro? E o casal Jarick, estão gostando?
Desculpem o incômodo e qualquer erro! Boa leitura.❤🍃
🌈🌈🌈
Eu nunca pensei que iria ouvir aquilo, justamente do Erick. Eu ia apresentar um namorado pela primeira vez para meu pai, e não era só um namorado, era o amor da minha vida. Eu devia me preocupar? Talvez.
Mas como eu ia falar com meu pai? Estávamos brigados, eu ainda estava magoado e não ia fazer sentido eu me reconciliar com ele somente para apresentar um namorado.
- É sério isso, Erick? - perguntei.
- É sério. Bom, eu acho que já está na hora de conhecer meu sogro. Não acha?
- Sim, claro! Concordo totalmente! Mas... Ele e eu estamos brigados, eu não tô pronto para perdoá-lo, e não quero fazer isso apenas como pretexto para te apresentar. Eu preciso do meu tempo, entende?
- Como e quando quiser. Eu também preciso de tempo, encarar aquele homem não vai ser fácil. - disse ele, eu já imaginava a reação do meu pai. Como se eu fosse ligar.
- Mas, Erick... Você vai contar que você... - falei, não terminando a frase, mas ele já sabia do que se tratava.
- Não! - ele falou tão rapidamente que fiquei surpreso - Não quero estragar sua vida contando um fato tão podre de mim. Eu já matei pessoas, sou um maldito drogado e trafico armas, não vejo necessidade de contar isso ao seu pai.
- Ei, pode ir parando por aí, você não precisa falar dessa forma tão ruim sobre você. - eu disse, colocando minha mão no seu rosto e acariciando-o.
- Mas é a verdade! Eu sou uma pessoa ruim.
- Mas tem o seu lado bom! E isso pode parecer irreal, que na maioria das vezes os traficantes matam ao invés de amar. Mas eu amo você.
- Então eu vou te proporcionar somente o lado bom, porque eu não quero te fazer sofrer. - ele falou.
- Você não vai me fazer sofrer. Não vai. E quando eu decidi fazer parte da sua vida, eu pensei nos riscos, e eu estou pronto para enfrentá-los
- Eu espero que não tenha riscos, eu não vou me perdoar se algo acontecer com você por minha causa - disse ele, e então senti suas mãos apertarem minha nuca, eu só pensei em beijá-lo, e foi isso que fiz, o beijei intensamente.
Segundos depois do nosso beijo, eu tentei me recuperar. Algo não saía da minha cabeça, quando eu vira pra casa do Erick eu pisei em algo nojento, vulgo cocô. Como alí tinha cocô se não tinha nenhum animal?
- Amor, tem uma coisa martelando aqui na minha cabeça... E aquele cocô na sala?
- Achei que não ia perguntar - ele sorriu de forma maliciosa - Nick! Nick corre aqui! - ele gritou.
- Qual é? O Nick Jonas fez cocô aqui, foi isso? - perguntei, e então eu vi uma bola de pelos se aproximar de nós. - Ai meu Deus! Que fofooooo - gritei, correndo para onde o cãozinho estava, ele mexeu o rabo e começou a me lamber.
Ele era muito fofo! Eu não sabia a raça, só sabia que ele era muito fofo ( ele tinha pelos pretos e brancos, e não era peludo )
- De quem é?
- É seu. Quer dizer, de nós dois.
- Tá de brincadeira?!
- Eu estava pensando se você queria vim morar comigo... Sei lá
- Morar com você? - eu estava surpreso, eu não esperava que ele fosse me chamar para morar com ele. Não que fosse uma ideia absurda, eu só achava que não estava no momento certo. Até porque eu era menor.
- Eh! Bom, eu só pensei em como seria legal, sabe? Você aqui, comigo, íamos curtir muito.
Eu não queria cortar o barato dele, não mesmo, mas eu tinha que falar o que eu sentia a respeito daquele assunto.
- Erick... Essa ideia parece ser muito tentadora, mas eu não posso. Eu não sou maior, e se bem que meus pais nunca iriam permitir. Eu nunca pensei em morar com alguém antes, de verdade. Eu não queria cortar seu barato.
- Não vai cortar nada. Era só uma ideia, eu realmente achei que você não ia topar, mas eu tentei. Viu, Jesus? Eu tentei!
Eu tentei conter, mas não teve como conter o sorriso. Eu amava o Erick, e não queria que nada estragasse aquele amor, e nada iria estragar. Como eu sabia? Bom, eu só sentia. Eu poderia estar terrivelmente enganado? Poderia. Mas eu preferia acreditar no certo.
...
Ao voltar para minha casa, decidi ligar para o Luíz, eu poderia simplesmente desmarcar nosso rolê, para não falar encontro, o que em hipótese alguma era, mas eu já havia aceitado, eu não gosto de desmarcar coisas que eu já tenha aceitado ou algo assim, além de deselegante é antiquado, por mais que o ser humano seja um garoto insuportável instável. Ele atendeu no segundo toque.
- Oi, sumido! - ele disse. Sumido nada, não fazia nem 5 horas que eu tinha visto ele.
- Oi, Luíz! Eu falei com meu namorado e ele já sabe sobre nosso, você sabe. - eu me recusei a falar a palavra encontro - Não vai pensar que ele é abusivo, eu só quis informá-lo para não ficar nenhum mal-entendido entre nós. Mas você está avisado: fez alguma coisa que eu não gostei, ele arranca seu pescoço.
- Nossa, calma lá! Não vou fazer nada demais, ao menos que você queria.
- Eu não estou gostando...
- Tá, foi mal! Eu juro me comportar! - ele ligeiramente se desculpou. - Hoje, às 7 horas passo aí pra te pegar.
- Como quiser, só quero acabar logo com essa merda e seguir minha vida com meu namorado sem Luizes para nos atormentar!
- Você é um grosso, sabia? - ele indagou.
- Eu não tinha percebido, mas obrigado por me avisar. Tchau! - desliguei o celular e então fiz alguma coisa, esperando a bendita hora chegar.
...
Ás sete horas e ponto, o Luíz já se encontrava no portão da minha casa, porra, que pontual.
Revirei os olhos e então desci.
- Namorado novo, filho? - meu pai perguntou, mas ele estava tentando forçar a barra. Eu sabia.
- Deus me livre! O Luíz é só um colega insuportável.
- O filho do Ronaldo? - ele arqueou as sobrancelhas.
- Em carne e osso.
- Ele não era hétero?
- Disso eu não tenho certeza, porém não quero descobrir. - falei, e então rimos, por um momento eu esqueci o que ele fez, mas logo lembrei e me calei. Fazendo minha cara de cu tomar o lugar da alegre e feliz.
Eu pensei no Erick, no que ele me falara. Meu pai era maior de idade, sabia o que fazia, o Hugo também. Mas mesmo pela escrotisse deles dois, de terem escondido a relação deles de mim, eu sabia que eu não ficaria assim pelo resto da minha vida, uma hora ou outra, eu teria que perdoá-los.
- Pai... Eu andei pensando em você e no Hugo. Vocês dois foram escrotos, mas eu sei o que ele sente por você, e o que você sente por ele. Eu acho que está na hora de deixar tudo isso para trás, de perdoar vocês e seguir em frente com nossas vidas, sem recentimentos ou mágoas.
- Você tem razão em tudo que disse. Eu devia ter contado sobre nós, o Hugo pediu, mas eu não permiti. Eu acho tão legal que você tenha me perdoado. Eu acho que o Hugo é o amor da minha vida. E só quero viver isso de bem com você.
- Eu fico feliz por ele ter finalmente arrumado alguém decente. E rico.
Acabamos que rindo da situação. Eu não via o meu pai como o namorado do meu melhor amigo, eu o via como um cara apaixonado, igualzinho a mim.
- Agora eu já vou, o Luíz está me esperando. Ah, pai... Não conta nada pro Hugo, eu prefiro falar com ele amanhã na escola. Pode ser?
- Como quiser.
Ao sair de casa, respirei fundo, o Luíz, por sua vez, me esperava encostado no carro chique que provavelmente era do seu pai.
Porra, ele era muito gato, mas INSUPORTÁVEL!
Ok, eu iria dá uma chance a ele, só para o coitado mostrar que era um cara legal ou algo assim.
- Você está muito elegante, Jason. - elegante? Ferrou.
- Elegante? Sério Luíz? Eu achei que você fosse mais, como eu posso dizer, criativo. Essa é a palavra!
- Eu sei, eu sei, eu forcei! Mas dá um desconto, vai!? Eu tô tentando não ser insuportável.
- Jura? Não tá funcionando. - brinquei. Ele gargalhou.
- Não vem dá uma de Theodore Porter, eu sei que você ler esse livro clichê. Eu vejo você lendo nas aulas. - o Luíz se atreveu a dizer.
- Como ousa ofender uma história aclamadíssima e superfofa? Você acabou de assinar sua sentença de O Cara Mais Insuportável e Sem Noção Desse Brasil. - eu disse, dramatizando. Relatos de Um Garoto Apaixonado não só era o meu livro favorito, como também um dos melhores clichês que já li.
- Ok, foi mal. Eu não devia ter dito isso. Perdão.
Entramos no carro e ele deu partida, ele pôs uma música horrível no rádio e eu me atrevi a mudar.
- O carro é seu, ou melhor, dos seus pais, mas eu mereço ouvir uma música decente.
Minutos depois, chegamos ao cinema. Cinema? Meu Deus, o cara que reclamava de clichê e me levou justamente ao cinema? Era o Auge do Auge.
- Cinema? Sério?
- É legal.
- Como eu disse, você não é criativo. Coitado da garota que cruzar seu caminho.
- Ou garoto. - ele era Bi. Viu, pai?
- Ok, ok. Vamo logo pra essa sessão que eu não sei qual é.
- É pra assistir IT: Parte 2. Gosta filme de terror?
- Não muito, acho um pouco idiota. Mas eu já assisti o primeiro filme com o Hugo, então não vou dá viagem perdida.
- Tá difícil te agradar, Jason!
- Você está tentando se agradar! Agora vamos logo para essa merda.
Seguimos rumo à entrada do cinema e eu só rezei para não ter uma fila enorme, não estava afim de de enfrentar nada, nem filas. A continuação do filme provavelmente era ruim, porquê a fila não estava tão grande. GRAÇAS A DEUS!
A sala de sessão estava um pouco cheia, por sorte achamos cadeiras na frente, não ia soar muito bem ele e eu sentarmos lá atrás, no escuro, numa sala de cinema. Isso lembra algo?
No meio do filme, eu estava com sono, ele não era ruim, como não era bom. Mas ver o mesmo ator que fez O Segredo de BrokeBack Mountain ( o filme que assisti com o Erick, chorei horrores ) me prendeu.
- O que tá achando do filme? - Luíz me perguntou.
- Relativamente ruim. E você?
- Uma bosta! - rimos numa altura absurda, e as pessoas mandaram a gente calar a boca.
- Escuta aqui, veadinhos, acho melhor vocês calarem a boca. - Disse um homem detrás de nós. Eu não tinha ido para ouvir insultos absurdos de um velho nojento.
- Cala a boca você, seu escroto! E eu calo a boca quando eu quiser. Seu homofóbico de merda. - eu surtei.
- Deixa isso pra lá, Jason. - o Luíz tentou me acalmar.
- Não vou deixar nada, Luíz! Nós viemos para nos divertir e esse velho escroto não vai acabar com meu dia me xingando.
- Suas aberrações de merda, calem a boca! - ele novamente falou. Subi para cima dele e deferi socos em seu rosto murcho e nojento, as pessoas gritaram, umas adorando o barraco, outras apenas reclamando que queriam ver o filme.
Cuspi em seu rosto.
Os seguranças logo vieram. O velho estava desesperado.
- É aquele alí. - falou Luíz, mas o homem pegou em meu braço.
- Vocês vão me levar e não ele? Que porra é essa?
- Ele já está em uma idade que não pode mais controlar suas palavras. - disse uma mulher ao seu lado. Ah, vai tomar no cu
- Ah, é? Agora velhice é desculpa para esse velho escroto sair espalhando seu ódio gratuito?
- Garoto, eu peço que você saía dessa sala, senão eu vou ser obrigado a chamar a polícia!
- Não precisa, já estamos indo. - falou Luíz, pegando no meu braço.
- Eu quero que você e esse velho vão para o inferno. E sabe o que mais? Que você enfie esse preconceito no olho do seu cu. - disse, e então eu saí. Eu estava irritado. Ele tentava acalmar todo mundo, mas metade dalí pediram o dinheiro de volta, provavelmente.
- Você tá legal? - o Luíz me perguntou, quando voltávamos para o carro.
- Por que não estaria? Aquele velho maldito não vai estragar minha noite, e não estragou.
- Meu Deus, você bateu naquele velho! Tem como me impressionar mais?
- Fora o fato de que eu vou para o inferno por bater num velho, ( ele mereceu, e muito ) e que eu estraguei uma sessão inteira de filme e que agora você não é mais insuportavelmente chato. É só... Chato.
- Uau! É um bom começo para quem me odiava. Mas eu era um babaca.
- Era sim, eu tenho que concordar!
Rimos. Eu pensei que a noite iria ser uma merda, mas até que foi muito boa. Eu bati num homofóbico, arruinei a sessão de filme do IT: A Coisa, e acabei percebendo que o Luíz não era só um babaca, ele tinha seu lado bom.
Gentil, fofo, e legal. E não tentou me beijar, ou transar comigo, o que era bom.
A noite foi relativamente boa. Eu perdoei meu pai, meu coração estava aliviado, e eu ia voltar finalmente a falar com meu melhor amigo, e eu estava num relacionamento nada abusivo e supersaudável com o Erick.
Tinha como aquele momento ser estragado?
.....
Aaaaaaaa mais um capítulo superlegal pra vocês! mano, eu estava com muitas saudades de tudo isso, de postar e receber o feedback de vocês! Amo cada um ( só estou sentindo falta de alguns leitores )
Fora isso, está tudo as mil maravilhas! O que vem por aí vai abalar a cabeça de vocês, e vamos destruir alguns shipps, digo, balançar. ( esqueçam o destruir, ok?)
E essa referência ao meu Amorzinho Alan? Amo de paixão, inclusive, vão ler! O livro é muito fofo e o Theo é um pouco parecido com o Jason! Aliás, tem outros livros no meu perfil. Profissianal, Meu Chefe e Eu e Em Busca De Uma Cura Estão sendo atualizados!
Mas eu vou atualizar os outros, eu prometo! ❤❤❤❤ AMO VOCÊS, MUITO MESMO! OBRIGADO POR NÃO TEREM ME ABANDONADO!
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