13| Como foder com tudo

Mais tarde, ainda no morro, na casa do Erick, fiquei pensando no que ocorreu na praia, aquilo estava realmente acontecendo? Eu estava sonhando? Eu estava raciocinando mais nada, tudo o que passava na minha mente era a cena do nosso beijo. Naquele momento, naqueles míseros minutos, eu senti o que era realmente estar feliz, realizado. Era tudo o que eu queria?

- Putz!? - me levantei abruptamente do sofá, eu estava atrasado para ir pra casa. Meu pai ia me matar! - Mano, eu estou a cinco horas aqui, tenho que ir!

Peguei minha mochila em cima de uma mesinha de vidro, nela tinha um chaveiro que ganhei da minha mãe, assim que ele chegou de Portugal, era um coração de ouro, nela tinha minha inicial, a tirei da mochila e a coloquei em cima da mesa, sorri com meu ato. Agora só faltava um ultimato

Ele estava parado, sem camisa, me observando, seus olhos estavam brilhando. Lentamente me aproximei e peguei na sua mão, as entrelaçando, era como uma música com a melodia perfeita e em harmonia com minha voz, olhei para nossas mãos e levei meu olhar ao dele, sorrimos.

Então nos beijamos, apaixonadamente, sentindo nossas salivas sendo misturadas, nossas línguas dançando juntas, o temoi Todo o encanto acabou quando nos afastamos, mirei meu olhar no chão, com um pouquinho de vergonha.

- Então... Até mais! - falei quase num sussurro, com um pouco de vergonha, eu não sabia que se apaixonar era tão vergonhoso, e tão... Bom! - Eu preciso mesmo ir! Você sabe, um pai super protetor, quer o filho cedo em casa.

- É... Por mais que meu pai não se importe muito comigo, eu sei. - senti uma pouco de tristeza em sua voz, talvez ele quisesse prolongar aquele assunto

- Até depois - dei outro beijo nele, um beijo inocente, como se fosse a primeira vez.

- Falou... - ele sorriu, e eu também. Ele era tão lindo!

Peguei minha mochila, e então segui rumo a porta dos fundos, sempre sorrindo. Era estranho aquele sentimento, tipo, eu já senti algo assim, mas não nessa força. Seria uma dádiva? Talvez.

ERICK

Eu estava totalmente imóvel, ter beijado ele pela segunda vez, mesmo não sendo eu o tomador da iniciativa, trouxe uma represa de sentimentos, todos totalmente novos. Ele mexia tanto comigo, mexia de uma forma maravilhosa, com ele eu podia voar sem ao menos sair do lugar. Eu estava feliz.

- Então... Até mais! - falou ele quase num sussurro, aparentemente com um pouco de vergonha, - Eu preciso mesmo ir! Você sabe, tenho um pai super protetor, que quer ver o filho cedo em casa.

- É... Por mais que meu pai não se importasse muito comigo, eu sei. - Minha voz saiu com um tom um pouco triste, eu não queria que ele descobrisse que meu pai na verdade era um filho da puta.

- Até depois - ele me deu outro beijo muito rápido, um beijo inocente.

- Falou... - falei, sorrindo.

Eu estava feliz. Eu podia amar sem me preocupar. Mas pera aí, eu o amava?

JASON

No caminho para casa, eu acabei que pegando um uber, não ia aguentar mais uma caminhada até em casa. Por sorte meu pai não estava, graças a Oxum ele tinha hora extra no trabalho, e minha mãe estava dormindo, ele ia surtar se me visse chegando aquela hora.

Ao chegar, tratei de ligar para o Hugo, perguntei se meu pai ligou para o ele, e como eu imaginava, sim, ele ligou.

- Mas não se preocupa, mana. Eu sei acalmar o boy. - me espantei com as palavras dele, não era que eu não tivesse me acostumado com o jeito louco e afeminado do Hugo, pelo contrário, eu adorava. Mas, quando suas palavras preliminares sobre meu pai causava uma certa estranheza.

- Okay - falei, prolongando o "O", ele apenas riu e desligou, sem ao menos dá tchau. É, eu devia me acostumar com isso também.

...

- Senhor!? Parece coisa de fanfic! Eu nem sabia que dono de morro tinha coração. - o Hugo falou, depois de eu ter contado tudo o que tinha acontecido entre mim e o Erick, me fazendo rir.

- Mas ele tem. E parece ser muito grande.

- O pau dele?

- Sim! Quer dizer, não! Hugo, para! - repreendi, tapando meu rosto. - Eu nem sequer vi o pau dele.

- Eu estou feliz por você.

- Obrigado! Te amo, migoo!

- Eu também!

Ouvi a porta sendo aberta, e ser novamente fechada, com muita força. Era meu pai!

- Hugo, é meu pai! Depois a gente se fala!

Desliguei. Pondo o celular no criado mudo, ao lado da minha cama, antes que eu pudesse desligar o abajur e fingir estar dormindo, ele apareceu

- Onde você estava, Jason? - Como ele tinha chegado tão rápido no quarto?

O olhei, com certo medo no olhar.

Eu estava fodido.

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