‹⟨ Episódio 8 ⟩›
POV BATMAN
Escalo o prédio me mantendo firme para não cair. Fico próximo a janela, vendo Jefferson Skeevers sentado, cheirando cocaína enquanto fala com sua advogada.
—você tem que ficar calado. Se falar alguma coisa, tu sabe que tu vai te fuder. Vai voar merda pro teu lado.
—eu tô ligado—responde mais preocupado em cheirar o pó na mesinha de madeira.
—você não está ouvindo. Já te chamaram pra depor, você vai, mas de bico fechado—a mulher de cabelos curtos se levanta indo para a porta—arrume uma roupa descente, não vá fedido à maconha e escove os dentes.
—tá legal.
—e não de seu sorriso pervertido para as garotas.
—ta legal. Que tal assim?—solta um sorriso forçado.
—não estrague tudo—a mulher abre a porta e se vai embora.
O Jefferson volta a se concentrar em cheirar o pó. Atravesso a janela, sem ele perceber. Quando seus olhos ousam se movimentar para o meu lado, o derrubo sobre a mesa, quebrando o objeto de madeira. O seguro pelo pescoço, ficando em cima dele, aperto o suficiente para ele não ter como gritar ou chamar ajuda. Do seu bolso, retira um revólver, rapidamente seguro, quebrando sua mão.
—você não pode fugir de mim...—causo mais dor em sua mão quebrada e esmagando seu outro braço com meu pé. Está totalmente indefeso e inútil, um cachorro assustado em meio ao temporal—as balas não me machucam... Nada me machuca. Mas eu conheço a dor... Ah, eu conheço a dor...—seus olhos se arregalam em desespero—... E eu sei dividir a dor muito bem—minha sombra começa a toma-lo, cobrindo seu corpo—e as vezes, eu divido a dor com pessoas iguais a você...
—AAAAAHHHHH!!!
POV GORDON
Chego em meu trabalho indo para minha sala. Deixo meu casaco sobre a cadeira e me sento. Tomo um pouco do café que trouxe no caminho.
—tenente, ele quer falar com o senhor—um policial aparece no pé da minha porta.
—quem?
De repente, Jefferson adentra a sala, ficando de pé com as mãos no bolso, de cabeça baixa. Ele veste um grande casaco, com óculos escuro e chapéu o cobrindo, parecendo vestimenta que se usa quando está de ressaca.
—eu quero dar meu depoimento. Vou entregar o Flass—me levanto rapidamente apressado apontando para o policial.
—chame a promotoria aqui, não conte nada para o comissário!
—sim, senhor—ele se vai correndo.
Depois disso, a mídia caiu matando em cima do Flass... Ele foi presso temporariamente. O Batman foi bem rápido no que ele disse.
—VOCÊ DEVERIA TER ME DITO ANTES DE ENTREGAR O FLASS AOS CACHORROS!!—o comissário grita raivoso. Pego meus óculos e limpo suas lentes calmamente, coloco de volta em meu rosto.
—sinto muito, Comissário, só estava fazendo meu trabalho—o encaro.
Posso sentir seu olhar de ódio, raivoso, como cão descontrolado, mas com medo, vendo tudo desmoronar ao seu redor, o poder saindo de suas mãos aos poucos.
—saí daqui, Gordon!—me levanto indo para a porta enquanto ele rosna de raiva—VAI A PUTA QUE TE PARIU!!
Fecho a porta e coloco minhas mãos no bolso, sigo de volta para a minha sala.
—preparado, Flass, para o que o Jefferson irá contar no tribunal?—pergunto me sentando em sua frente.
Cara fechada, não fala nada, mas se corroe por dentro.
—isso se ele viver o bastante até lá.
—ah, meu cliente não quis dizer isso!—seu advogado toma a frente e direciono o olhar.
A fala do Flass, não foi engano, foi certeza. Dois dias depois, o Jefferson foi envenenado na prisão. Eu fui até o hospital, disseram que foi veneno de rato, fizeram a lavagem no estômago a tempo. Quando ele estava, pelo menos por um tempo, consciente com a capacidade de falar, disse que iria depor de qualquer jeito.
POV BATMAN
Adentro o grande pátio da mansão do Falcone. Há vários carros com seus motoristas, na espreita, vou sedando cada um e os seguranças também. Passo a despercebido. Dentro da mansão, ocorre um jantar, com a "família" do Carmine, o comissário está lá também, fazem seu grande banquete. Preparo meu equipamento enquanto os escuto, a sala de jantar fica em frente a uma vidraça grande. Perfeito.
—o filha da puta do Batman está nos arruinando, está tirando meu poder, está levando um a um dos meus soldados!—diz Falcone irritado.
—está ruindo, senhor Falcone—ouço Loeb—desde a chegada desse maldito, tudo vai de mau a pior.
—ele já pegou o Flass, se o Flass abrir o bico, acabou pra você, Loeb.
—...
A conversa na mesa continua, com assuntos aleatórios como de costume deles. Implanto uma bomba na parede da janela e preparo a bomba de fumaça. Arremesso o objeto pelo vidro, ele caí na mesa de jantar e explode inundando o lugar de fumaça.
—aahhh, cof, cof, cof!—com meu alicate, corto os fios de luz da casa.
—aahhhh, alguém apagou as luzes!
Aciono as bombas que explodem, abrindo um buraco na janela e concreto.
POV NARRADOR
Todos olham assustados para sombra coberta pela sua capa, escuridão, somente escuridão... Com seus olhos brancos, sem alma, sem vida... Dando passos lentos até eles.
—damas, cavalheiros...—a voz assustadora parece vir de todos os lugares, dá pra sentir o cheiro do medo deles—vocês comeram bem, devoraram a riqueza de Gotham, seu espírito. O banquete chegou ao fim, e eu vim por o ponto final. Vocês nunca estarão sozinhos—as velas da mesa são apagadas, eram os únicos pontos de luz no recinto. Agora, tudo mergulha na escuridão.
POV GORDON
O dia do tribunal havia chegado, a sujeira do Flass foi entregue. Para pegar uma pena mais baixa, ele aceitou fazer uma delação premiada, entregando todo o jogo com Loeb. Se ferraram. Loeb, foi obrigado a deixar o posto de Comissário, e ele, bom, é um traíra. Falcone deve estar arrependido agora de ter se misturado com eles, pois o ex-comissário, também quis dar um depoimento.
Sua principal fala? "Não vou me fuder e ele não". Pegamos eles, todos eles. Falcone foi derrubado, seu poder deposto, tudo isso graças ao Batman, mas a mídia dá esses créditos à mim... Enfim, não é o que eu queria... Fui promovido a capitão de polícia e depois da saída do Loeb, foi escolhido um novo comissário para a cidade, e ele, bom, ele não vai com a cara do morcego. Mas eu ainda vou querer a ajuda dele, a ajuda de um amigo.
POV BRUCE
—Batman como sempre nos 'Em alta' das notícias, patrão—Alfred abre as janelas do meu quarto, fazendo a luz do sol arder meus olhos.
—Alfred... Morcegos dormem de dia—coloco o travesseiro no meu rosto.
—mas não Bruce Wayne. E falando no Playboy Multi-Bilionário—ele atira uma revista no meu colo, comigo na capa.
—"Homem do Ano", pela terceira vez desde que voltou, senhor—me levanto deixando meu peito e barriga nus fora das cobertas. Limpo meus olhos recém acordados.
—eu não fiquei bem nessa foto, entre tantas.
—posso ligar para eles, senhor.
—não, não precisa, deixa assim.
Me levanto e me espreguiço. Me jogo no chão com a mão me apoiando e fazendo minhas flexões. 300 toda manhã, o básico. Preciso deixar meus músculos aquecidos.
—sua vitamina está na mesinha e o convite para a festa de hoje a noite está ali também.
—convite?—paro os movimentos apoiado nos braços esticados, o olhando.
—é, uma festa no museu, organizada pelo seu tio. Você irá, nem adianta fazer essa cara.
—não sei de que cara está falando—volto a fazer minhas flexões e sinto Alfred sorrir.
—tenha um bom dia, patrão Bruce—se retira do meu quarto.
Após terminar meus exercícios matinais, olho as notícias. A Gangue do Capuz está atacando de novo, irão executar pessoas. Sentando em minha grande cama, olho para a janela. Está de dia, o sol brilha intensamente. Vou ter que dar um outro jeito.
Me levanto saindo do meu quarto, caminhos pelos corredores da mansão até chegar em uma sala, onde há estantes de livros e sofás de laser, mesinhas com plantas as decorando e bandejas de preta largadas. No centro da sala, sob o grande tapete elegante, há um lindo piano com cor forte. Me aproximo e toco as teclas certas, numa ordem complexa e correta.
Um compartimento na grande estante se abre, revelando máscaras guardadas, elas simulam o rosto humano, muito realistas. Eu mesmo às fiz, de diversos tipos.
POV NARRADOR
Bruce segura firmemente no volante do caminhão que acabou de salvar. A gangue do Capuz Vermelho está há metros a frente do caminhão, com o líder apontando sua arma para o indivíduo no volante. O Wayne veste uma máscara que simula um homem ruivo, com cabelos ondulados e lentes de olhos verdes. O local onde isso tudo acontece, numa construção perto do mar, um prédio com a sua metade completamente construída. O céu azul junto do sol, mostra o auge do dia, iluminando a cena.
—já chega, meu amigo!—o líder da Gangue começa a falar—você nos incomodou bastante, atrapalhando nossos negócios. Mas tenho que admitir que você é bom, o que você fez com o táxi, uau! E roubar nosso caminhão... Bastante ousadia. Mas minha paciência está no limite, nós vamos aí! E vamos metralhar os caras que estão aí com você e depois, iremos lidar com você!
—patrão Bruce, eu acho que...
—agora não!—Bruce responde no comunicador o seu amigo. Bruce range os dentes bolando seu próximo passo—droga!
Na mala do banco ao lado, Bruce retira um canhão e crava o objeto na parede de metal do veículo atrás de si, o gancho da arma se firma ali.
—senhor! O senhor mesmo disse a sim mesmo que pelos seus cálculos, o canhão não aguentaria o peso do caminhão!
—eu sei, Alfred, mas eu disse que agora não!
—então? Vai ficar parado aí? Bom, então teremos que dar o primeiro passo!—diz o líder da Gangue.
Com os dentes rangendo, Bruce pisa no acelerador indo com tudo na direção na Gangue.
—mas o que?!
—heh, ele vai mesmo vir com tudo—o líder solta um sorriso enquanto o caminhão parte velozmente em sua direção.
—senhor isso é loucura! O cabo não irá aguentar, ainda mais com seis homens na carga!
—seis homens desnutridos—responde o Bilionário—e por favor, Alfred...—a gangue começa a correr para fugir do impacto do veículo. O caminhão acelerado parte com tudo, batendo e atravessando a barricada da obra, saldando, praticamente voando no ar na direção do mar. Bruce dispara o canhão que lança uma corda, se prendendo numa coluna levantadora de barras de ferro. Bruce saí do veículo se agarrando na frente dele—se não for pedir muito, gentilmente...—com o veículo pendurado, a traseira do caminhão se abre deixando os seis homens caírem no mar—pode calar a boca!—Bruce salta, caindo no mar e o veículo em seguida, vai para o fundo mar.
Bruce volta para a superfície buscando ar. Todos foram salvos, ao longe, a Gangue e o líder observam. Aproveitando, o Wayne levanta a mão mostrando o dedo do meio para eles.
[...]
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🚨Atualização🚨
Resolvi trocar o ator que representa o tenente Gordon. Este é o novo ator.
J.k Simmons é James Gordon.
O motivo da troca, um dos, é por ele ser o Gordon do Universo do Batman do Ben Affleck (melhor Batman, tenho dito) e por notícias que surgiram recentemente, que me inspirou e deu esperanças.
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