‹⟨ Episódio 7 ⟩›
POV NARRADOR
Nas docas, na escuridão da noite iluminados por luzes amarelas das lâmpadas, um grupo de homens do Falcone prepara o carregamento de drogas, todos os homens estão fazendo ronda pelos containers do local, atentos e buscando por qualquer sinal do Batman.
Flass se encarrega do comando, negociando tudo. Ele entrega o dinheiro para um homem, que será o comandante que irá levar as drogas para fora dos limites da cidade. A forma de transporte escolhida foi de navio transportador de containers de empresas tecnológicas e suprimentos médicos, pois é onde menos chamará atenção e nenhuma pergunta será feita.
—fiquem todos atentos! Ele deve aparecer a qualquer momento—diz Flass no rádio.
As armas são pesadas e potentes, junto com homens brutamontes contratados para a equipe. Em um dos corredores formado por containers, dois homens armados fazem sua ronda enquanto conversam.
—nunca achei que ele fosse real, parecia mais uma lenda urbana.
—mas é real, eu já vi! Parece um demônio, que vem e leva as almas das pessoas.
—hahah, que exagero. É só um homem pelo que eu ouvi o chefe falar, e se é um homem, pode ser morto.
—torcemos para acertar no alvo.
Sem ser detectado, no alto, como um fantasma, está ele, observando a movimentação dos criminosos.
Voltando aos dois homens de antes, as lâmpadas que iluminam seu corredor começam a ter seus vidros explodidos, uma a uma. Um barulho de metal é ouvido, um deles avista algo no chão e se aproxima pegando o objeto, com forma de morcego.
—merda...!
—AHHHHH!!!—seu parceiro é puxado para o alto, sumindo na escuridão da noite.
—porra!—larga o objeto e começa a correr, gritando desesperadamente—ELE TÁ AQUI!! ELE TÁ AQUI!! O BATMAN TÁ AQUI!!
Ele corre seguindo pelos corredores, sem perceber que uma sombra o persegue. Ao chegar no centro onde está Flass, um vulto o leva enquanto grita por socorro.
—puta merda! TODOS, PREPAREM-SE!—Flass grita no rápido—venham todos para cá, protejam a carga!
Seguindo a ordem, todos os homens se agrupam em um lugar só, apontando suas armas para o alto.
—ele tá aqui! Quando verem, metam bala sem dó! Ouviram?!
Todos estão com os nervos a flor da pele, com o suor escorrendo pelas suas testas...
Algo é jogado pelo chão e chama a atenção deles, são pequenas esferas pretas que rodam até o meio deles. Elas começam a apitar com uma pequena luz vermelha nelas piscando. De repente, elas explodem em uma nuvem de fumaça, deixando os criminosos sem visão.
—merda!
Uma sombra pousa no meio deles e começa a derruba-los e os tiros são inúteis, até mesmo acertando seu próprio grupo. O cheiro do medo emana deles, de desespero... E o Batman sente isso.
POV BATMAN
Agarro o braço de um deles e o quebro, soco sua cara quebrando seu nariz. Acerto um chute em outro, agarro o pescoço de mais um, acerto diversos socos repetidos até ele desmaiar. Seguro o braço do que estava prestes a me atacar, piso no joelho de outro o fazendo se abaixar, o dou uma joelhada. O homem que estava segurando pelo braço, o arremesso para cima dos outros.
Eles disparam desesperadamente, sem ligar para a contagem das balas, isso, os deixou sem munição.
Agarram suas facas e vem para cima de mim, defendo com meus antebraços e acerto diversos socos. Com minha pistola, disparo o arpel no ombro de um deles e o puxo, seguido disso, acerto um soco na sua mandíbula. Deve ter sido quebrada, o importante é que está vivo.
Um grande brutamonte vem em minha direção, desvio de seus socos e o agarro, o fazendo bater de cara no chão. Começo a soca-lo, mordendo meus dentes.
—mate ele...—a voz surge na minha cabeça—deixe eu assumir o controle... Ele merece a morte!
—arrrhhg!—outro homem surge com seu revólver atirando na minha nuca.
Me viro agarrando sua mão e o puxo, levando seu corpo para o chão. Quebro seu braço e ele grita.
Surge mais um acertando um chute no meu rosto. Minha capa é puxada por outro e me derruba no chão. Começam a me atacar com suas facas desesperados. Defendo com meus punhos, acerto uma cotovelada no homem da esquerda, mas meu peito é chutado pelo outro, me deixando no chão.
—aarghh!!—uma faca é cravada no meu ombro, justo no ponto fraco do meu traje.
Caído, chuto a perna do que está na minha frente e ele caí. Me inclino acertando uma joelhada no que me golpeou. O outro se levanta e tenta me acerta um chute mas sou rápido e o derrubo com socos nas pernas. Me levanto e agarro o outro caído e o prendo contra a parede, cravando a mesma faca em seu ombro.
—aaahh!!!
Seu colega se levanta e me acerta por trás, mas não me abalo. Me viro acertando um soco em sua cara e chuto sua perna esquerda, o derrubando. Agarro seu corpo o lanço contra um container, o metal é amassado por consequência. Ele dormiu. Me encaminho até o que está preso na parede, ele ergue a mão tremendo.
—n-não...!—o olho e em seguida, acerto com grande força sua barriga e ele grita. Isso vai aquieta-lo.
Me viro vendo Flass fugir desesperado. Serro meus olhos e lanço o arpel para o alto, seguindo por cima.
POV NARRADOR
Flass se encaminha para o carro disponibilizado por Falcone. Quando entra no veículo, percebe que o motorista está desmaiado. O carro se mexe, com um peso sendo feito no teto do carro. O loiro retira seu revólver com os dentes serrados.
—quem você pensa que é, seu merda?!
O teto se abre e uma mão o puxa arrastando para cima do teto. Ele fica cara a cara com o Batman.
—sou a vingança!—com uma cabeçada, ele desmaia Flass.
Ao olhar para frente, vê um morador de rua se aproximando com os olhos esbugalhados. Em resposta, o Batman acena para ele. Como se voasse, ele sobe o ar lavando o corpo de Flass, sumindo da visão do homem.
—uau...!
POV GORDON
—foi a luz que chamou nossa atenção, brilhando no céu—caminho em meio aos policiais nas docas, eles levam alguns criminosos para as viaturas e a maioria para ambulâncias—o Comissário Loeb já foi chamado.
Me encaminho para frente, chegando até um container. Subo as escadas que colocaram e observo o grande holofote. Amarrado em frente a luz, está Flass, com os braços acorrentados e inconfidente. Se pudesse, soltaria uma rizada mas me controlo. Há hematomas no rosto dele e sangue escorrendo pelo canto de sua boca, apanhou feio. Direciono o olhar para o céu, onde a luz bate nas nuvens escuras da noite. A forma como está amarrado, o corpo do Flass faz um desenho no céu, muito parecido com um morcego. Solto um sorriso de canto e ajeito meus óculos.
—tenente, devemos tirar o Flass dali?—ouço um policial perguntar quando se aproxima logo atrás de mim.
Abro uma carteira de cigarro e pego um deles.
—não—acendo um o cigarro e coloco entre meus lábios. Puxo o ar e logo solto a fumaça—deixe aí. Não podemos mexer nas provas até a perícia chegar—sorrio batendo no ombro do policial.
—comissário, o que tem a dizer sobre as acusações e provas contra o detetive Flass?—depois daquilo, a imprensa caiu matando em cima do comissário. Foi difícil, acho que não tem como escapar agora.
—estamos averiguando o caso. Se acalmem. O tenente Flass foi afastado, mas no momento, ouviremos o lado dele também. Sem mais perguntas.
Passando pelos nossos colegas, o comissário volta para a delegacia enquanto os outros impedem a massa de jornalistas.
Ele vai dá um jeito de salvar o Flass... Não posso fazer nada a não ser o meu trabalho. E o meu trabalho, é prender os criminosos, sem medo deles. Volto para dentro da DPGC.
—então, Flass, o que tem à dizer diante das acusações contra você?—pergunto sentado em sua frente. Faço o interrogatório, ele obviamente chamou o advogado para estar presente.
—meu cliente não tem nada a declarar. Não há nenhuma prova concreta para acusar além de um criminoso ter espancado ele. Ele não falará mais nada.
Saio da sala fechando a porta. Acendo um cigarro com o objetivo de espairecer. Você não vai se safar dessa.
Com o fim do dia e do expediente, volto para casa. Ao chegar em casa, sou recebido por Sarah que já fez o jantar.
—hmmm, o cheiro tá ótimo—falo dando um beijo nos lábios da mulher loira a segurando pela cintura.
—hoje resolvi fazer algo mais elaborado. Quero ver o que vou receber em troca—sorri com as mãos em meu peito.
—prometo te recompensar—lhe dou um selinho.
Desfaço nosso contato e vou para a varanda, bem ao lado da escada de emergência. Sarah fica dentro de casa, colocando os pratos e ajeitando a mesa. Acendo mais um cigarro para fumar.
—já falei para largar isso!—diz lá de dentro.
—eu sei, amor... Só dessa vez—respondo... Sempre a mesma desculpa.
—sua esposa está certa.
Ouço a voz grossa e anormal, me assusto tossindo forte ao ver quem está de pé na escada de emergência, com a capa cobrindo seu corpo e o vento leve movimentando-a
—puta merda cof, cof.
—tudo bem, Jim?!
—está sim, só me assustei com os pombos—vou até a porta de vidro da varanda e a fecho.
—devia ouvir sua esposa, isso não faz bem para a saúde—olho para meu cigarro entre meus dedos, com a mão apoiada na grade de ferro e a outra em minha cintura.
—é... Eu tô tentando—puxo mais o ar e solto a fumaça. Em seguida jogo fora e ajeito minha camisa—o que você faz aqui?
—a promotoria não vai acusar o Flass. O advogado dele é bom, vai usar a desculpa que fui eu que o prendi, e a promotoria vai ouvir. Um criminoso diante dos olhos deles.
—é... Eu sei. Eu quero derrubar ele tanto quanto você—digo.
—eu sei... Mas meu alvo não é somente o Flass, é o Falcone e o comissário. Eu derrubei o transporte de expansão deles, isso com certeza irritou o Falcone. Se o Flass fazer uma delação premiada, entregando o comissário, o Falcone vai perder o poder, e o Loeb, vai entregar os negócios do Carmine e isso vai derruba-lo.
—eu entendi, dois coelhos com uma cajadada só... E como eu posso ajudar?—pergunto.
—eu soube pela sua ascensão na mídia que prendeu o Jefferson Skeevers, o traficante. Mas foi solto no dia seguinte por fiança
—é... Uma merda. Ele sabe a sujeira do Flass, mas ele não vai falar nada, ainda irá ao tribunal para se livrar de um sentença.
—eu vou te ajudar.
—como?
—do meu jeito.
—ok...
—eu acredito que você é uma boa pessoa, o único não corrupto daquela delegacia, e quero seu apoio nisso tudo.
—ah, claro... É, é... Eu não acho que você é um criminoso, a cidade ficou melhor do que antes com você aqui. Eu voltei para a cidade recentemente, mas vivi o histórico de Gotham.
—é bom saber.
—e quanto a gangue do Capuz?
—eu vou resolver isso também, fique tranquilo.
—ok.
—Jim! A Barbara está no telefone, quer falar com você!—ouço a voz abafada de Sarah vindo de dentro de casa. Me viro para a porta para respondê-la.
—já estou indo! Bom...—quando me viro para a escada, vejo que ele não está mais lá... Sumiu—... Começou...—com isso, volto para dentro de casa.
[...]
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