‹⟨ Episódio 20 ⟩›

No alto do prédio da Universidade de Gotham, apreciando o ar livre e a luz do sol em sua pele, está Lucius Fox. Ele respira o ar, sentindo uma paz em seu coração com os olhos fechados. Uma sombra surge impedindo o sol de chegar em seu rosto. Suas pálpebras se abrem, vidrando a grande figura em sua frente.

—até mesmo o sol pode ser superado...—sorri.

Todos que resistem junto do Batman, sendo eles a equipe tática, Lucius e Gordon, todos eles estão localizados em um prédio abandonado, nada chamativo.

Sobre uma mesa velha, o morcego estende o mapa da cidade, com Jim e Lucius ao seu lado.

—ele age como se o desafio fosse derrota-lo em uma batalha de mentes num coliseu. Mas não é—diz o Batman à todos—o verdadeiro desafio que ele está nos forçando é pegá-lo. Encontrar o seu esconderijo.

—mas há milhões de lugares na cidade. Ele pode estar em qualquer lugar—Gordon começa a falar—droga, Batman, ele pode estar no outro lado do rio?—questiona.

—não, Capitão...—Lucius se manifesta—... O sifão que o Charada está usando para controlar a rede não foi projetado para isso. É para infiltrações. Ele está em algum lugar dentro da cidade. Só temos que descobrir onde, mas não será fácil. Ele não está usando o aparelho convencionalmente, só o bastante para mandar um sinal pela rede. Ligar alguma coisa e depois desligar.

—mas por quê?

—se ele deixar uma linha muito longa, o sinal pode ser rastreado até a sua origem—Batman responde—Sr. Fox, você ajudou a desenvolver o sifão que ele está usando para controlar a rede. Você pode criar um dispositivo para rastrear o sinal que ele está usando?

—eu tenho algo que posso modificar. Um pino. Mas não serve para nada, Batman. Ele precisaria ser ligado diretamente à linha que Nygma está usando. Teríamos que saber quando e onde ele iria ligar a energia e...

—nós sabemos—Batman o corta com a resposta.

Seu dedo indicador pousa sobre a mesa, numa foto, apontando a torre central onde o charada aparece e faz seus jogos mortais.

—mesmo assim. Levaria um tempo para liga à tela. Uns dez minutos, talvez mais... Tudo para rastrear o sinal. Charada nunca ficou ligado mais do que alguns minutos... E as pessoas que o desafiam, nem dão tempo de enrolar. Ele acaba com elas antes de começar—Lucius vaga o olhar entre Batman e Gordon.

—e você queria desafia-lo?—o policial levanta a sombrancelha.

—eu tinha que tentar, pela cidade. Achei que só eu iria ser punido... Se ele descobrir o que planejamos ele vai punir a cidade—diz com o tom um pouco baixo.

—... Ele vai punir a cidades de qualquer jeito. Ele é o tipo de pessoa que só quer uma desculpa para começar... Temos que tentar—o olhar de Batman vaga através da janela, avistando a grande cidade—Jim—ele volta o olhar para os dois ao seu lado direito—você liga o dispositivo, Sr. Fox, você rastreia o sinal daqui. Os fuzileiros irão protegê-lo. Eu vou manter Nygma falando.

—você precisa. Mas se perceber que ele vai te derrubar, você deve correr, ou ele vai te lançar no Coliseu abaixo—Lucius alerta.

—não tem como vencer lá embaixo, Batman—Gordon completa.

Sem responder, o homem encapuzado caminha até a janela, ficando sobre ela.

—vamos manter o motor ligado—vira o rosto para os dois—temos até o por do sol para estarmos prontos. Eu já volto.

—onde você vai?!

—pra casa—responde o questionamento de Gordon, antes de pular, sumindo das vistas deles.

—ele sempre é assim?—Lucius pergunta.

—você nem imagina.

POV BATMAN

Ando pela estrada arenosa, com a minha moto e minha capa esvoaçante. Na minha vista, vejo uma silhueta, de uma mulher, com o sol atrás de si fazendo uma sombra em seu corpo.

Desacelero parando o veículo. Serro os olhos quando vejo a mulher e seu sorriso.

—o que está fazendo aqui?—pergunto a encarando.

—eu só vim perguntar se posso ajudar em algo—sorri.

—sim. Saindo do meu caminho—começo a mover minha moto para a esquerda, mas ela se põe em minha frente novamente. A encaro.

—qual é. Eu falo sério.

—eu também. Você ajudou o Charada. Roubou o transmissor das empresas Wayne, que ele usou pra transmitir o sinal e dominar a cidade de incio. Ainda tem os dados sobre a pesquisa do doutor Morte, que ele usou para transformar uma pessoa inocente num monstro. Você mais atrapalhou do que ajudou—a vejo suspirar de cabeça baixa. Então volta me olhar.

—você sabe, é o meu trabalho. Eu não me interesso com o que vão fazer com as coisas que eu roubo. São meros negócios.

—negócios que custam vidas, vidas inocentes—expresso nada enquanto ela encara. Suspira.

—enfim, eu não sou a verdadeira vilã aqui. Essa cidade também é minha, foi onde eu nasci e cresci. Ajudo as pessoas que precisam, tiro dos ricos e dou para os pobres. Há pessoas aqui, e eu quero ajudar.

—não, obrigado. Já tenho ajuda o bastante. Até mais—acelero minha moto e parto, a deixando para trás.

POV NARRADOR

O telão da torre é ligado, com Nygma aparecendo na imagem.

—oiiiii, Gotham... Como vocês estão?—apoia seu queixo sobre suas mãos—chegamos oficialmente no dia 27 do nosso calendário... Mas eu estava pensando, que tal mudarmos? Fazermos um somente nosso? Hm? Com personalidade hahaha! Vocês podem dar os nomes de seus heróis. Bobfeira, Suzanfeira... É uma variedade de escolhas—nenhuma das pessoas abaixo se manifestam—ninguém irá falar nada? Nenhuma sugestão? Nenhum desafio? Ninguém vai ousar ser o herói dessa vez? Vamos, lancem as cores e...—de repente, um barulho auto de motor começa a ecoar—... Da onde que está vindo esse barulho irritante?!—procura levando o olhar para longe.

Do horizonte iluminado pelo sol, o Batman pula montado em uma moto encorpada, com armamento pesado e robusta. Praticamente um tanque de duas rodas. Ele pilota a moto ficando abaixo do telão.

—eu te desafio, Nygma!—diz auto e em bom tom.

—ahhh, Batman, como é bom vê-lo... Eu vi a chamada que você fez, bem criativo, hah! Não sei dizer se estou feliz ou não por vê-lo vivo.

—seus jogos doentios e esse chamado 'Ano Zero' acabam agora. Essa noite—diz firme, encarando o telão.

tudo bem, Batman... A linha deve estar armada e protegida. Mantenha Nygma falando. Mas fique atento. Se perceber que ele vai te derrubar, corra, corra muito!—surge Lucius no comunicador. Ele agora está cuidando do seu equipamento, com um fone e microfone colocados—Jim, já está em posição?

—quase lá, Lucius—responde nas escadas dentro do grande telão, mexendo nos fios.

—sabe, Batman, estou realmente atiçado agora! Tenho a impressão de que você é um homem inteligente por baixo desse monte de músculos! Então—se ajeita em sua cadeira, ansioso—qual vai ser a sua Charada?! Algo sobre morcegos? Sobre a veneração que os povos antigos tinham sobre o Deus Morcego Azarato? Huh? Ou algo mais pessoal? Algo como o significado desse símbolo para você...?

—a charada será daqui. Gotham City.

—ah, que lindo! Algo simples, de casa, fofo, sem palavras!—se anima.

—consegui—diz Gordon transmitindo a mensagem para Lucius.

ótimo. Entrei, Batman!—informa.

—quanto tempo?

dezenove minutos. É mais protegida do que imaginava.

—estou esperando—sua atenção volta para o telão.

—certo, Nygma. Minha charada é bem simples realmente.

—ótimo. Então sua morte será rápida—sorri.

—ela começa com um garoto, a charada.

—um garoto, é? Me deixe adivinhar... Ele andava por uma vila e...

—ora, ora, Nygma... Se quer ouvir a minha charada...

Batman, me escute, você precisa...—Lucius começa.

—então cale a boca e escute.

—Batman ele tem razão. 19 minutos!—surge um drone tapando a saída de Gordon—merda! Um drone acaba de chegar, está impedindo que eu saía daqui!

ele deve ter detectado um interrupção na rede! Não se mexa, e ele não vai acha-lo!—Sr. Fox responde.

—como eu tinha dito, a charada começa com um garoto. Esse garoto, é esperto. Assustadoramente esperto. Vê coisas que a maioria das pessoas não conseguem. A coisa é. Ninguém parece prestar atenção. Nem seus professores. Nem seus colegas. Nem mesmo seus pais. Depois de algum tempo, esse garoto, agora um adolescente, começa a se mostrar. Ele invade bancos de dados corporativos, redes seguras governamentais, ainda sim, ninguém parece aprecia-lo.

17 minutos.

agora ele é um homem. Que trabalha para um dos homens mais poderosos do mundo, mas ainda... Ninguém parece notar o quão esperto ele é. Ele não consegue entender, com isso, ele fica mais barulhento. Ele é essa coisa incrível, essa maravilhosa charada humana, mas ninguém parece ver. E por quê? Porque o que ele não pode ver, o que ele nunca vai ver, é que as pessoas percebem a inteligência quando ela muda o mundo. Quando ela doma alguma coisa. Mas esse homem, tudo com que ele se importa é consigo mesmo. Ele não é uma charada, ele é só um Garoto, no meio de sua vila, gritando "olhem para mim". Se envergonhando em um chapéu barato.

—o chapéu não foi barato, Batman, mas você quer brincar de Dr. Phil? Tudo bem então. Sob essa máscara e capa está só um homem, um homem que costumava afetar as coisas, costumava ser parte da luta. O treinamento sugere experiência militar. Um fuzileiro? Operações especiais. Alguém que voltou das terras das areias, agora se sentindo deixado de lado. Provavelmente com histórico de insubordinação, talvez uma seção oito... Uma arma descartada...—cospe as palavras, afiadas—então? Estou certo, não estou?—levanta a sombrancelha, com o olhar afiado. Um sorriso se alastra pelos lábios de Batman.

—nem perto. Por que não tenta de novo?—o desafia mais uma vez.

—porque eu não acredito em você! E estou achando essa baboseira toda uma perda de tempo!—se revolta, sem paciência.

—saia daí, Batman! Rápido!—Gordon observa do alto do telão. Se segurando em fios, paralisado e suando frio.

Batman, você ainda pode...—o suor escorre pela testa de Lucius.

—tempo restante?

11 minutos. Você precisa sair daí! Vamos dar outro...

não. Continuem. Façam seu trabalho.

—tchau, tchau, Batman—o Charada aperta um botão em sua mesa. A passagem embaixo do detetive se abre, o fazendo despencar para dentro, com a poeira da terra indo junto.

Jim, Jim, ele caiu! O Batman Caiu! Você precisa...

eu preciso ajudá-lo!

se o drone te ver, o Nygma vai saber o que estamos fazendo!

então vou ter que dar outro jeito de descer.

Gordon se prepara e rapidamente, se joga do alto, caindo em uma entrada de metrô alagada, afundando na água.

—Jim, Jim, o que aconteceu?!

—bom, senhores, temo que isso concluí outra...—Charada começa a falar, pondo as mãos atrás da cabeça, se inclinando.

—qual o problema, Nygma?—a voz do morcego chega aos ouvidos do Charada. Batman olha ao redor, vendo que o lugar onde caiu é um estacionamento abandonado, com carros abandonados e vários andares acima com veículos—não sabe jogar? Observe, então.

—hah, você quer que eu observe? Muito bem. Eu observarei—dois leões surgem da escuridão, babando, rosnando, mostrando os dentes afiados. Eles descem dos carros, cercando o Batman.

7 minutos.

Os animais o rondam, como uma presa fresca. Eles rosnam, babando. Um dos animais avança. Batman corre até um carro e pegando impulso do capô, gira seu corpo chutando o rosto do animal. Mas o leão não desiste e volta à atacar. Ele salta sobre o corpo de Batman. Para se proteger, coloca seu ante-braço na frente, o fazendo morder sua luva.

—ahhrrg!

Com a outra mão, começa a socar o rosto do leão, o fazendo largar seu membro e caindo para o lado. O morcego se levanta com os punhos fechadas e dentes serrados.

O outro animal parte correndo ferozmente, mostrando seus dentes e garras. Ele salta para cima do Batman. Antes de acertar o alvo, ele é jogado para longe por uma voadora de surpresa, e a autora do golpe é Selina, que surge caindo ao lado do detetive.

—eu disse que não precisava da sua ajuda—diz se concentrando nos leões.

—hah, ainda bem que eu não te escuto—debocha. Mulher Gato coloca suas garras para fora, pronta para a luta. Os dois leões se erguem, rugindo, gritando e rosnando. Eles começam a cercar-los, um de cada lado. Nossos heróis se viram para as feras, batendo suas costas. Eles se olham por cima do ombro—vai, morcego.

—vai, gata—ela mostra um sorriso de mostrar os dentes.

4 minutos.

Os dois se dão as mãos e acenam um para o outro. Batman puxa a mulher que salta por cima de si acertando o leão, ele acerta um chute no outro animal. Os dois juntos começam a usar golpes combinados, juntos.

Segurando em suas mãos, Batman a lança para cima. As pernas da mulher agarram uma pilastra, ela puxa o homem para cima que no processo acerta um golpe com os dois pés em um dos animais. Quando ele caí de pé na pilastra, arremessa a mulher que acerta em cheio o outro bicho.

Ela olha para o morcego que pula de cima, abrindo suas asas, ele caí ao lado dela.

—pro final?—pergunta.

—mhum.

Ela parte para cima de um leão e ele para cima de outro.

Batman pula em cima do animal, em suas costas. Ele o prende em um mata leão.

Selina corre do leão. Ela sobe por uma parede, dando um mortal para trás. Usa seu chicote para laçar o animal pelo pescoço. Ela cai sobre ele. Começa a sufoca-lo. Mas toma cuidado para não machuca-lo seriamente.

—desculpe, garoto!—o animal enfim cai no chão, desmaiado.

—me diga uma coisa, Nygma!—Batman segura o animal com força no golpe—é só isso que você tem?!

—1 minuto.

—É SÓ ISSO QUE VOCÊ TEM?!—o animal não conseguindo mais respirar, perde a consciência e cai no chão.

ele conseguiu! Aquele desgraçado conseguiu!! Eu tenho um padrão!!—Lucius comemora com os braços para cima.

O sorriso de Nygma desaparece, seu olhar se intensifica e assume um semblante sério. O telão que transmitia a luta é desligado.

—por sorte, não é só o que eu tenho. Eu tenho charadas comigo, muitas delas... Adivinhe esta... Todos caem, todos não tem chance contra mim, todos vão cair, até mesmo você Batman. Todos ficam caidinho por mim. Quem eu sou?—dentro do estacionamento, Batman escuta atento—a gravidade.

Todos os veículos em andares acima, começam a cair, sendo lançados para o chão. Batman e Mulher Gato correm desviando dos veículos.

Um tiro é ouvido e uma porta de saída de Emergência é aberta. Dela, surge Gordon com um revólver em mãos.

—Batman, Mulher Gato, por aqui!

Rapidamente, eles correm adentrando a saída. Sem perder tempo, continuam sua fuga.

[...]

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