‹⟨ Episódio 17 ⟩›
Com força e persistência, levanto meu corpo abrindo os braços soltando um grito, buscando ar.
—RRRRAAAAAHHHH!!!—me levanto da pilha de ossos.
POV GORDON
—rápido! Todos devem ir para para os ônibus!! Agora!!—evacuamos a vizinhança.
A tempestade Rene chegou, com força... Se não tirarmos as pessoas daqui, muitos irão morrer. Raios com tons de roxo cortam o céu, ventos arrastam carros, água alagam estradas... Essa é uma tempestade nunca antes vista. Visto uma capa de chuva amarela para tentar me proteger, vou até um ônibus que irá transportar as pessoas. Na porta do ônibus, está uma menininha. Seguro a toca de minha capa para não voar.
—precisa voltar para dentro, menininha!—tomo cuidado para o vento não me levar.
—mas quando iremos voltar?—pergunta tristonha.
—quando estiver seguro, mocinha. Mas agora precisamos que saiam daqui! A vizinhança já era alagada em uma tempestade normal, mas essa super tempestade Rene, é algo mais...—de repente meu telefone começa a tocar—voltem pra dentro. Eles vão tirar vocês daqui!!—todos que estavam fora dos ônibus começam a voltar para os veículos.
Me viro para o outro lado agarrando meu celular do bolso e atendendo a chamada.
—Barbara?! Algum problema? Barb...
—você precisa ir para a torre Wayne agora.
—quem é?!
—você sabe quem é—é claro, voz grossa e anormal, quem mais poderia ser...
—torre Wayne?!—olho para o prédio que pode ser avistado a quilômetros—temos mais três vizinhanças para evacuar antes que...
—Nygma está lá. Os pontos centrais que ele usou no surto de energia, eles foram uma linha curvado e uma base reta.
—um ponto de interrogação...
—a torre está bem onde o ponto de interrogação devia estar. O plano dele, capitão, é muito maior do que qualquer coisa que eu esperava. Cada pesquisador que Nygma matou, o material deles foi roubado.
—Nygma é o assassino?! Mas eu vi as pesquisas, não havia nada sendo feito naqueles laboratórios que pudesse ser usado para...
—não sozinhos, mas juntos. Ligados. Eles poderiam aleijar a cidade e dar o controle dela para Nygma.
—... Quando?
—está pronto para começar quando a polícia religar a energia. Eles ligam a chave e ela transferirá controle completo e total para Nygma.
—eles... Eles vão reativar a energia em poucos minutos, Batman!
—é por isso que precisa ir para a torre Wayne. Você precisa estar lá. Já! É lá que ele estará esperando para receber a transmissão.
—e quanto a você?!
POV NARRADOR
—Eu vou responder a charada dele.
Nos céus, abaixo das nuvens pretas da tempestade, está o comissário junto com outros policiais em um dirigível.
—comissário, precisamos sair daqui!! A tempestade vai nos destruir e o vento levará nossos restos!!—aflito, o piloto diz.
—NÃO!! Não vai ser eu o Comissário que vai deixar essa cidade no escuro. Vamos ficar aqui até religarem a energia!!—o comissário se segura para não cair conforme o vento balança a aeronave.
—pessoal!!—um dos detetives olha espantado para a janela—olhem aquilo!!—todos se aproximam ao redor—o que diabos é aquilo?
—heh.
Nas nuvens, uma enorme sombra escura surge, três vezes maior que um dirigível comum.
Todos na cidade apontam e olham, buscando saber o que é aquilo.
Selina que está em sua janela, acompanhando tudo pela TV, se mostra atenta. Ela é uma ladra, mas não uma sem coração.
—o que é aquilo?
—o que você acha que é?
—é a única coisa que poderia ser...
—é a porra do Batman!!
Das nuvens, surge um gigantesco dirigível, imponente, com as luzes iluminando sua frente. E claro, preto. Dentro do veículo, quem está no comando da pilotagem, é o morcego.
—um Bat-dirigível, senhor? Sério?
—trabalho com o que tenho, Alfred.
—e eu aqui pensando que você deu todos os seus dirigíveis para a polícia.
—eu nunca disse todos. É um protótipo que meu tio deu a Lucius para trabalhar. Usa oxigênio como reator como um submarino faz com a água. É rápido, estável e caro.... E sim, já era da cor preta.
—senhor ir com o dirigível é...
—o plano de Nygma. As peças que ele roubou. De acordo com o Dr. Kelver, algo chamado de 'cobra'. É um acesso remoto a rede. Ela pode desativar qualquer coisa dentro de um raio de 100 metros, de bombas d'água até túneis de segurança.
—dentro de um raio de 100 metros? Quanto dano...
—ele também roubou um hiperrepetidor de Lucius. Desenvolvido para impulsionar sinais fracos para dar suporte em caso de Blecaute ou ataques terroristas.
—senhor...
—ele também roubou um balão meteorológico de Kelver. Ele leva a 'cobra' alto o suficiente, para ampliar sua mordia... Ele pode assumir controle da cidade toda. E com a pesquisa que roubou de Pajo e Isley...
—senhor, eu ouvi. Mas voar direto para aquilo além de loucura, é inútil.
—então mande suas orações para Jim Gordon.
Com coragem, Batman continua pilotando seu dirigível, cortando pela tempestade e a chuva de raios que acontece.
POV GORDON
Acabo de entrar na torre Wayne. Logo retiro minha capa de chuva a deixando no chão. Agarro meu comunicador e ligo pelo rádio.
—Corrigan! Dan, você está aí?
—ah, Gordon—ele atende o comunicador—me diz que não é você.
—olha, eu sei que não nos entendemos. Mas você precisa me escutar. O Charada está contando com que vocês liguem a energia. Não façam isso! Isso vai destruir a cidade!—praticamente imploro.
—hah, quem você acha que é para me dar ordens? Você não é nada, Gordon. Você, ferrou com tudo desde que voltou. Agora, me de licença, tenho que resolver essa apagão de energia.
—Dan, Dan, por favor, você...!—desliga na minha cara—bosta!
POV BATMAN
—o balão é acima de nós—puxo os controles me encaminhando para acima das nuvens.
—senhor, se for mais alto, essa aeronave vai se partir ao meio!! Senhor, me escute, droga!
—não, eu só preciso...
Navego pelo céu, com uma chuva de raios cortando minha vista. Rapidamente, um deles atinge o dirigível.
—arrgh!!
—senhor!! Senhor está tudo bem??!!!—fogo começa a se alastrar dentro da minha cabine, começando a tomar os controles—o senhor perdeu o estabilizador estibordo! A aeronave não vai avançar sem ele! Irá morrer no ar, senhor!
—ainda não!—me afasto um pouco para não ser pego pelas chamas—ali, bem ali na frente...!—o avisto—... O balão!—o avisto voando, um enorme balão redondo, verde com um ponto de interrogação roxo. Ele carrega praticamente um laboratório, é de onde a cobra vai atacar.
Abro as portas do dirigível, com o vento forte e a chuva me atingindo.
—qual o plano, senhor? Você não possue nenhuma arma capaz de...
—o bloqueador—pego o objeto em uma mão—se eu puder colocá-lo no balão, vou bloquear o sinal de Nygma quando ele iniciar o ataque—levanto meu braço direito, apontando meu arpel para o balão—... A distância...
—senhor, a arma não alcança essa distância! É impossível chegar até lá!
—o vento está sobretudo batendo em minhas costas.
—vento? É uma tempestade...
—eu disse sobretudo—respiro fundo, observando a distância—eu posso fazer isso.
—senhor, por favor, não faça isso!!
—você me conhece, Alfred... Eu nunca desisto.
Com impulso, me atiro no ar, com raios cortando atrás de mim. O fogo do dirigível o consome, se alimentando de seu corpo. Me estico para frente, apanhando minha arma. Disparo o arpel que se enrola no corrimão, me puxando para lá.
—ah!
Com a mão, me agarro no piso me puxando para cima, caindo no chão. Respiro fundo e agradeço por não ter despencado.
—caverna... Uhh... Estou na plataforma.
—olá, Batman! Estou feliz que tenha vindo!—começo a ouvir a voz de Nygma vindo dos alto falante—sabe, eu fiz umas modificações na fórmula do Helfern, e com elas, fiz um novo amigo... Espero que ele te receba bem, hah!
Não entendo o que ele diz, mas logo compreendo, pois um pé esquelético de uma criatura pisa perto do meu rosto. Quando olho para cima, vejo um monstro. Dentes tortos e grandes, braços finos igualmente aos dedos longos com unhas afiadas, corcunda vestindo apenas uma calça rasgada. Olhos amarelos e seco, com fios desleixados de cabelos saindo de sua cabeça... Um monstro. Ele grune, mas parece racional.
—vaaaamos brincar, Batman?—é uma voz áspera e estragada. Fina e aterrorizante.
POV GORDON
Com um revólver em mãos, chego até a sala onde a porta aberta diz o nome "Philip Kane". Seguro minha arma com as duas mãos adentrando a sala. Ela é enorme. Luzes verdes iluminam o lugar. Sigo com cuidado chegando até uma pessoa, vestida de verde com uma bengala ao seu lado, com vários monitores atrás do mesmo. Nygma.
—parado, Nygma! Não ouse mexer um músculo—firmo meu dedo no gatilho.
—se você insiste, capitão—ergue suas duas mãos, segurando em uma dela a bengala—não estava te esperando. Mas fique a vontade—debochado e sarcástico. Uma maleta verde com adesivos está na mesa ao seu lado, aberta. Dentro dela, tem um laptop com a tela roxa e ponto de interrogação verde.
—se afaste dessa maleta, Nygma. Você vai desfazer esse seu plano, e depois, vai ser preso para pagar pelos seus crimes. E largue essa bengala também!!
—ah, a bengala, eu tinha esquecido dela. Por mais engraçado que possa parecer—diz sorrindo—já ouviu falar do efeito borboleta, capitão? "Um simples bater de asas de uma borboleta pode causar um furacão no outro lado do mundo", heh... Sabe, amarrado no pé da mesa, tem um barbante vermelho. Um insignificante barbante vermelho. E acima de você, tem uma pedra de, eu chuto umas 5 toneladas?—olho para cima, vendo a enorme rocha—e olha que incrível! Um simples barbante cortado, pode causar um grande acidente. Um simples, bater de asas...—com o ponto de interrogação da bengala, afiado como uma navalha, rapidamente ele corta o barbante e a pedra despenca.
—porra!
Saio correndo mas antes de conseguir fugir, a pedra bate contra o chão, o destruindo e me sugando para dentro do buraco.
POV BATMAN
Desvio do ataque da criatura antes que ela me acerte. Tomo cuidado o suficiente para não deixar o bloqueador cair.
—não sei quem é você, mas por favor, me deixe passar. Milhares de vidas vão morrer se eu não parar esse sinal!! Pessoas inocentes, droga!!
—E DAAAAÍ!!!—novamente ele me ataca com suas garras. Sou rápido em desviar—Nygma me salvou das ruas, dessas frias e cruéis ruas. Uma coisa que você NUNNNNCAAA fez... Ele me deu um propósito!!!
—ele está só usando você!! Como mera capanga de força bruta!! Está brincando com você!!—me afasto dele, me preparando para o ataque.
—ele me salvou!! Eu tinha uma doença óssea incurável, me enfraquecendo, deixando meus ossos como vidro... Ele me curou, isso graças a pesquisa do Doutor Morte!! Nygma, me ajudou!! Nada mais justo do que eu ajudá-lo também!!—ele avança, desvio mas um soco atinge meu rosto me lançando para longe.
—uhh!
—veja, Batman! Meus ossos crescem, se modificam a cada golpe, a cada lugar que você me atinge, eles crescem e se fortalecem!! O soro funciona!!!!—vejo que mais ossos surgiram em suas costas, colunas.
—você chama isso de funcionar?
—hahah, já é o início... Eu posso não viver para ver o final disso... Mas você também não irá!!!—ele salta em minha direção, com as garras amostras.
Pulo por cima de seu corpo, segurando o bloqueador. Sua mãos esquelética agarra minha capa e puxa meu corpo, o jogando contra o corrimão que se quebra. Me seguro para não cair. Com a queda, o bloquear caiu de minhas mãos, rolando pelo chão, ficando perto do corrimão do outro lado.
—ESPERAA!! O bloqueador!!
Me atiro pelo chão, chegando perto do aparelho. O monstro me agarra por trás ficando em cima de mim, me prendendo em seus braços.
—onde pensa que vaaaii??
—ahrg!!!—o aparelho resbala, caindo em ar livre, se perdendo—NÃÃÃOOO!!! Não...—a chance certa de salvar a cidade se foi...
—ohhh, que pena! Mas vamos, Batman! Não fique triste! Venha, uma pequena morte, uma pequena dor... Para curar essa cidade das trevas!—diz no pé do meu ouvido.
—você quer uma pequena dor?!—me esforço para soltar-me de seus braços—eu posso ajuda-lo com isso!!—rapidamente o acerto uma cotovelada no rosto, me soltando e fico novamente de pé. Ele se vira para me atacar.
—hah, não vê, Batm...
—fica quieto!!—quando me ataca, desvio devolvendo golpes—veja você...!—acerto um soco em seu braço—essa...—outro soco, dessa vez em outro braço—é a parte...—um golpe em suas mãos—onde...—outro em seu corpo—eu...—finalmente termino acertando seu rosto—machuco você!—conforme acertava meus golpes, o ia empurrando para o corrimão. Como ele mesmo disse, cada golpe acertado em seu corpo, fazia seus ossos crescerem. E eles cresceram, se enrolando nos metais o prendendo no corrimão.
—ahhh...—está todo deformado, esse veneno vai mata-lo—coff, coff, vamos... Termine o que começou—piso em sua cabeça—ahh!—e segurando o grande osso que nasceu em sua testa, o quebro, arrancando o grande pedaço—ahhrrgg!!—me viro seguindo para dentro da instalação—hah, cof, cof, você não, coff, tem coragem...
Chego aos controles, logo bato com o porrete na placa de metal.
—vamos!—bato novamente—vamos, droga!—novamente e a placa de metal entorta, abrindo uma fresta. Me abaixo abrindo meu cinto, pegando uma cápsula—espero ser o suficiente—a deposito em baixo da placa de metal. Sinto uma presença se aproximar atrás de mim, com uma sombra—o quê?—viro meu rosto.
—SURPRESAAAAA!!!
Rapidamente me levanto mas suas garras são cravada em meu corpo e coxa.
—aahhrrgg!!
Sou erguido no ar, com meu oponente ficando de costas para os controles.
—o que você diz, Batman? Sobre a morte...—tento me soltar mas não consigo. Meus pés ficam no ar, me impossibilitando de escapar.
—a cidade, coff, coff—sinto o líquido de gosto metálico descendo pelos meus lábios e queixo.
—foda-se a cidade!! Eles vão ver o vazio, o vazio branco do céu... O que me diz, Batman?
—cof, cof, eu digo "boom"—os controles atrás dele explodem.
Ergo meus braços para me proteger da explosão. Meu corpo é arremessado para fora, no ar livre com a tempestade de chuva e raios.
—ahrg!—tento me levantar—você precisa, cof, coff, tirar esses estilhaços do seu corpo... Seus ossos, vão te matar...!—os ossos dele não param de crescer, perfurando seu corpo.
—aaaaaahhhhrrrgggg!!!—se agoniza em dor. Ele se ergue com a cabeça para o céu—euu... Fuuuuiii.. Salvoo...—os ossos o perfuram, todo seu corpo, com sangue que esguicha... Seu corpo cai no chão, morto.
Movo meu corpo, ficando com o olhar para céu escuro da noite, com as gostas de água caindo em meu rosto
POV NARRADOR
Abaixo da cidade, na rede energia, eles se preparam para religar a cidade.
—iniciando contagem regressiva. Três, dois, um... Vamos ligar essa porra de luz!
Ele puxa a alavanca. Nada acontece, absolutamente nada.
—o quê? Era pra ter ligado essa porra!—na placa de energia do sistema, surge pontos de luz formando um ponto de interrogação—ah, não...
Na cidade, está os policiais ajudando a evacuar tudo. As pessoas correm em meio a chuva desesperadas.
—por aqui, por aqui, pessoal! Essa área é de risco! Precisam evacuar!!
Sem ninguém perceber, Nygma surge em frente as indústrias Wayne, carregando sua maleta.
—ahhh, Gotham... Resposta errada para a minha charada. E a consequência, é uma enchente em 5 minutos—ele aperta o botão em sua maleta. No letreiro da mala está escrito 'Ativar charada 2'. O Charada saí caminhando pela rua, indo contra a maré de pessoas, girando sua bengala e cantarolando, tranquilamente, sumindo no meio da população.
Gordon logo sai das empresas, procurando Nygma, mas sem sucesso. Fica parado em meio a chuva, se condenando por dentro.
—Capitão, Gordon, você conseguiu pegá-lo?—surge o Batman no comunicador.
—não. O desgraçado conseguiu fugir. E você, Batman, conseguiu algo?
—estou trabalhando nisso. A energia precisa ser impedida de ser ligada ou...
No alto, Batman examina se há algo que possa fazer. No telão, surge um ponto de interrogação verde com fundo roxo.
—ah, não, agora não!!
—o que foi, Batman?
De repente, explosões começam a acontecer na cidade, nos muros de contenção, tudo começa a explodir. Os muros, impediam da água invadir a cidade. Ondas enormes começam a varre-la, devorando as pessoas e tudo pela frente. Gritam por socorro, gritam em desespero. Em um dos prédios, aparece a Mulher Gato salvando os moradores de seu prédio, os que consegue salvar. Ela junto dos outros, observa a cidade ser inundada.
No dirigível do céu, está o comissário, tentando contatar Corrigan pelo rádio.
—responda!! Corrigan, você precisa ligar a energia, ou não conseguiremos drenar a água. A cidade inteira vai ser inundada!!
—estamos tentando comissário, mas o Charada, ele parece ter assumido o controle!!!
—controle do que?!
—de tudo, senhor!!
Os cabos que seguram os dirigíveis da cidade começam se soltar. Todos automaticamente e na mesma hora.
—o que está acontecendo com os cabos?!—no monitor do dirigível, aparece o clássico ponto de interrogação.
—eu não sei, senhor. Ele está fazendo algo! Está controlando tudo! Esta acontecendo com todos os dirigíveis! Olhe...
O dirigível do comissário se solta e é atingindo por um raio, o explodindo. Todos os dirigíveis são atingidos, sendo derrubados. Em cima de um carro, fugindo das águas agressivas que lavam a cidade, está Gordon observando tudo. Mas não somente ele, a Mulher Gato vestida com seu traje observa do alto do seu prédio. Ela e os moradores salvos observam as explosões.
—ah, não...
—não...—as explosões refletem nos óculos de Gordon.
POV BATMAN
—é tudo culpa minha, Gordon. Tudo minha. Eu falhei com a cidade!! Eu devia ter feito mais, não devia ter subestimado Nygma!! Está ouvindo, Gordon? É tudo culpa minha!!—começo a destruir os controles, tentando causar alguma efeito.
—ouvi... Mas todos nós temos culpa...
Começo a socar, chutar, destruir os controles com o máximo de força que tenho. Os barulhos, dos metais, dos socos... Esses sons, parecem tiros... Tiros daquela noite... Da noite de suas mortes... Onde eu pedi socorro aos prantos, logo depois de serem mortos na minha frente... Continuo a destruir, mordendo meus dentes.
—vamos!! Porra!!
Sinto um raio atingir o balão, que começa a cair em direção ao chão. Tudo começa a pegar fogo, mas eu continuo aqui, continuo... Sinto o impacto contra o chão... Numa explosão, tudo fica escuro, toda a minha visão, fica turva e confusa, tudo se torna tão confuso e escuro, tudo se apaga...
[...]
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