‹⟨ Episódio 15 ⟩›

—capitão James Gordon—coloco no rosto um sorriso receptivo—por favor, sente-se—movo a mão indicando o sofá.

—ah, obrigado, Sr. Wayne—se senta no móvel. Da uma leve mexida percebendo a maciez do acento.

Me sento em uma poltrona em frente a ele, levando minha perna direta para cima da esquerda.

—hã, Alfred. Traga um champanhe

—não precisa se incomodar. Eu não vou beber.

—ah, mas eu vou—rio—traga mesmo assim—aceno para Alfred.

—é pra já, patrão Wayne—se encaminha pelo corredor, sumindo de minha vista.

—bom, a que daria sua ilustre presença, capitão?—deixo minhas mãos sobre o braço da poltrona.

—ilustre?—levanta uma sombrancelha—não acho que eu seja tão importante assim.

—mas não é o que a mídia diz. Você prendeu Flass, derrubou o Loeb, o que deixou Falcone vulnerável.

—eu tive ajuda—solta um sorriso humilde. Ele ajeita seu sobretudo—mas você também. Foi muito corajoso o que fez na química A.C.E, enfrentando a Gangue do Capuz Vermelho.

—fiz o meu dever.

—seus pais...—ele pausa por um momento, tomando cuidado com suas palavras—... Estariam orgulhosos de você, por tudo que você vem fazendo nesses anos desde que voltou—meu olhar se abaixa um pouco, mas ainda ouço sua voz. Ele solta um suspiro, com sua visão vagando pela sala. Um grande suspiro—lembro da noite em que encontrei um menino, de oito anos... Chorando, porque testemunhou o maior horror em sua vida. Queria ter feito mais para ajudá-lo, além de colocar um casaco sobre seus ombros...

Espero no banco da delegacia, com as lágrima descendo pelo meu rosto. Ainda paralisado... Com os olhos perdidos, vagos, vazios... Mexo entre meus dedos a única pérola que consegui pegar, ainda ouço os tiros, os gritos, e a voz de meu pai...

O policial Gordon aparece com sua farda. Com um sorriso gentil e acolhedor. Ele coloca um casaco sobre meus ombros, me esquentando em meio a chuva que deixa o clima frio. Sinto-me bem, confortável, um porto seguro por alguém mostrar esse acolhimento... Ele se senta ao meu lado, e meus olhos se encontram com os dele.

—vai ficar tudo bem, filho. Eu sei que é difícil, eu sei... Mas tudo vai ficar bem—me sentindo bem com a sua presença, me apresso em abraça-lo, buscando mais conforto. Enquanto deixo as lágrimas rolarem. Sinto seus braços ao meu redor... Pelo menos, me sinto bem nesse momento...

—até mesmo o casaco sobre os ombros de um menino, pode mostrar a ele, que o mundo não está perdido... Que ainda há algo a se agarrar—ele sorri.

—bom, hora de fazer meu trabalho—solta uma rizada pelo nariz.

—claro—sorrio e levanto o olhar.

—dois cientistas das empresas Wayne morreram por causa de um soro injetado em seus corpos, que fez seus ossos crescerem e se retorcerem até mata-los.

—nossa—me impressiono.

—pois é. Você sabe de algo? Já que seu tio foi morto na Química A.C.E e a empresa carrega seu nome.

—eu realmente não sei de nada. Fui saber recentemente sobre os assassinatos e quem eram. Mas eu não tenho qualquer acesso aos dados da empresa. Depois da morte do meu tio, os executivos devem ter dividido a presidência entre si, ou escolhido um entre eles para assumir.

—ok...—ele anota em seu caderninho—nunca pensou em assumir a empresa da sua família, Sr?

—não... Essa empresa foi uma herança, que foi herança para meu pai. Nós nunca nos envolvemos na empresa, meu pai continuou seu trabalho como médico cirurgião.

—o melhor—elogia.

—obrigado—agradeço.

—ahhh...—suspira—... Estamos tentando encontrar o criminoso causador disso. Está difícil...

—eu imagino, tenente. Mas irão conseguir, você é bom no seu trabalho.

—muito obrigado, Sr. Wayne. Foi um prazer revê-lo—acendo sorrindo.

—eu que agradeço por sua visita.

Após nossa conversa, o capitão se levantou e foi embora. Claro que o acompanhei até a saída e pude vê-lo ir em seu veículo. Quando volto para dentro de casa, Alfred aparece com um champanhe em mãos.

—acho que me atrasei—diz.

—é, mais ou menos—passo por ele—a noite já está quase caído, Alfred. Irei me arrumar.

—é claro, patrão.

POV BATMAN

Piloto o veículo chegando na frente do local. Abro as portas e saio do meu carro, com os braços para dentro com meus ombros sendo cobertos pela minha capa. Meu veículo se alto tranca, indestrutível e impossível de entrar. Subo as escadas adentrando o grande prédio elegante.

Universidade de Gotham
Escola de Engenharia

o que o senhor espera encontrar na Universidade?

—depois da morte do Philip, Lucius Fox foi demitido das empresas Wayne. Veio para cá, se dedicando a alta tecnologia. Nos cientistas listados que trabalharam com o "Dr. Morte", o Lucius estava entre eles. Deve ter algo nas coisas dele que me de alguma pista—respondo no comunicador enquanto ando pelos corredores escuros, iluminados apenas pela luz da lua refletida na janela.

Chego até uma porta cinza, escrito "L.Fox". Quando vou toca-la, vejo uma fresta aberta... Cerro meus olhos.

Com cuidado, afasto a porta e adentro cautelosamente a sala. Ando pelos corredores firmados pelos equipamentos presentes aqui. Chego até o finl da sala, com diversas telas de computadores ao redor e uma mesa, nela, está Lucius, com o corpo caído em cima do móvel de madeira.

Corro chegando até ele, virando seu corpo. Ele mau mantém os olhos abertos. Ouço um barulho e rapidamente olho para o lado, lá, vejo uma figura toca coberta e mascarada.

Ele tá está com uma janela aberta, fugindo. Ele me vê e paralisa... Rapidamente arremesso um bumerangue mas ele é rápido em escapar pela janela, sumindo no meio das árvore escuras.

Volto minha atenção para Lucius, que está com sua carne sendo cutucada pelos seus ossos...

—o-o... O antídoto...!!—com a mão tremida, ele aponta para uma seringa com líquido verde em cima da mesa.

Rapidamente a agarro e cravo na veia de seu pescoço, injetando o líquido... Seus ombros relaxam e ele suspira. As elevações dos ossos do seu corpo param e voltam ao normal. Ele amolece e desmaia em meus braços.

—ele está bem, senhor?

está dormindo, Alfred.

oh...

veio atrás dele, tentou matar ele... O Helfern—olho ao redor, olhando os computadores abertos. Com os olhos serrados, me aproximo de um deles. Começo a vasculhar o sistema e a rede—Helfern foi contratado pelo Fox, era parte de um grupo de cientistas que Lucius trouxe quando Philip assumiu... 5 deles, Kelver, Paji, Brooker, Deeds... E o próprio Helfern. O gênio do grupo. Trabalhava em nanomedicina criando um soro que uniria a matriz celular dos ossos e tornaria as fibras... Reativas.

reativas, senhor?

—sim... Tornaria um crânio de um soldado seu capacete a prova de bala... Criando até mesmo novas células...

—sim...—ouço a voz atrás de mim, me viro vendo Lucius se por de pé—mas era instável e incontrolável, Helfern ficou até mais.

—Dr. Fox—deixo minha capa me cobrir enquanto o olho se sentar em uma cadeira, com a mão na cabeça recobrando os sentidos.

—ahhh, meu deus... Olá, Batman... Obrigado, por... Me salvar.

—você sabe o que aconteceu com ele?—pergunto.

—da última vez que soube, ele estava trabalhando para várias "Caixas Pretas" ao redor da cidade. Patrocinado por laboratórios secretos e irregulares. Continuando seu trabalho com o soro. Eu fiz parte disso... Era projeto dele tanto quanto meu—balança a cabeça negativamente.

—não é culpa do Sr. isto estar acontecendo... Nada é—digo.

senhor, a gata foi localizada no centro da cidade—ouço o comunicador.

Rapidamente, saio dali, sem ser visto ou notado.

A observo correr pelos prédios, com agilidade e elegância. Pulo abrindo minha capa como as asas de um morcego, pouso no chão em sua frente, dobrando meus joelhos. Me ergo ficando com o corpo reto. Ela para de correr com uma expressão de surpresa, mas logo um sorriso mostrando os dentes surge.

—miau... Olá, bonitão.

—eu quero conversar com você—digo.

—hummm... Primeiro vai ter que me pegarrrr hahah!

Ela parte correndo pulando para outro prédio. A persigo pelo prédio do lado e a alcanço, pulando em sua frente a fazendo parar.

—eu falo sério.

—hah, eu também.

Ela avança tentando me acertar um chute mas desvio. A mulher começa a tentar me acertar golpes de diversas maneiras mas o que faço é desviar ou bloquear os ataques. Seguro seus dois pulsos a fazendo parar, me encarando nos olhos.

—não quero machucar você!

—que bom... Tenho liberdade para fazer isso!

Ela pula com um pé em meu peito me acerta um chute no rosto. Recupero o equilíbrio, impedindo uma possível queda. Serro meus punhos esperando mais um ataque.

Ela avança lançando seu chicote, ergo meu antebraço para me defender. O chicote se enrola ali, a mulher que o controla pula para trás de mim puxando o objeto, me pretendendo com meu próprio corpo. Em seguida ela pula para cima do meu corpo, me prendendo com suas pernas, me arremessa contra o chão.

—ahrg!!

—já disseram que você tem um queixo lindo?

—é a primeira vez..!—me desprendo de seu golpe e a jogo para longe. Ela se equilibra—minha vez!

Corro até ela me defendendo de seus golpes, em seguida a acerto com um soco na barriga e giro meu corpo a acertando com um chute, jogando seu corpo no chão.

—ahh... Você tem coragem de bater em uma mulher?

—sou um combatente do crime à favor da igualmente —ela revira os olhos ainda caída—agora você vai me dizer pra quem deu os objetos e arquivos roubados das Empresas Wayne.

—afff—ela se levanta—como você é chato. Isso foi trabalho, me contrataram para roubar. É o que faço.

—pra quem você roubou?

—você não vai acreditar se eu contar.

—para quem?—solta um suspiro.

—eu não sei!

—tem razão, eu não a acredito. Tente de novo.

—eu falo sério! Eu não sei! Foi um cara mascarado, bem ao estilo do assassino do Zodíaco.

—para que ele queria o transmissor?

—eu não sei. Não faço ideia—serro os olhos. Com um sorriso suspeito e sacana, ela se aproxima de mim, me circulando com as mãos e ficando atrás de mim—se quiser, posso ajuda-lo a encontrar essa pessoa—suas mãos passeiam subindo pelo meu peito.

—não preciso da ajuda de uma criminosa—digo ríspido.

—oh—retira suas mãos de mim—metido—ouço o barulho da sirene de uma viatura se aproximar, logo vejo o veículo.

—sua carona chegou—quando me viro, a mulher sumiu... Sem deixar rastros—então essa é a sensação.

POV GORDON

Levo a xícara de café até meus lábios e engulo o líquido quente.

—ahhhh...—deixo a xícara de lado e observo a carteira de cigarros em minha mesa. Tentador... Que grande merda! Para passar essa vontade, abro minha gaveta de baixo e puxo um chiclete. Logo o boto na boca sentindo seu sabor—ah meu deus. É mais difícil do que eu pensava—suspiro.

—capitão—um policial aparece em minha sala—isso foi endereçado para a delegacia. Achei que o senhor devia ver. É uma cópia—levanto a sombrancelha. Me levanto da cadeira para pegar o envelope verde.

O abro e vejo um cartão, um cartão verde com um ponto de interrogação roxo...

O abro e começo a ler as palavras dentro desse papel.

—mas que merda!

POV BATMAN

—aquele transmissor é poderoso, Alfred! Nas mãos erradas, ele é capaz de transmitir sinais de dominação tecnológica. Hoje em dia, tudo tem tecnologia! Poderia dominar a cidade!—converso pelo comunicador.

Piloto minha lancha na Baía, navegando pelas águas agitadas com a chuva e o vento forte.

oh, meu deus, senhor! Quem poderia estar com ele agora?

—eu não sei... Talvez o Helfern, ele tem se vingado dos colegas cientistas, todos que o ridicularizaram. Na época, ele virou uma piada para a cidade.

Sr.! As leituras que estou recebendo da tempestade Rene... A baía vai ficar praticamente intransitável por...

estou bem. Estou me aproximando do Centro Newton—o avisto de longe numa ilha. O céu vermelho da chuva e os raios o cobrem—felizmente os Drs. Deeds e Brooker são tão protetores com seus trabalhos quanto Kelver e Paji eram. Se estiverem lá dentro, talvez eu posso salva-los antes do Helfern alcança-los. Eles são os únicos que restam do grupo que Helfern era contratado.

espero que chegue a tempo, senhor. Quando chegar lá, aproveite e pergunte sobre as previsões otimistas da Baía. Eles são do Centro de Meteorologia afinal.

—só no nome, Alfred. Philip usava a pesquisa acadêmica amortização de imposto, mas no coração, o lugar é ponto estratégico. Armas climáticas...—adentro o laboratório—enviando nuvens de tempestade por semanas ou dispersantes atmosférico que anulam nuvens completamente, causando secas...

armas climáticas? Seu tio nunca...

não fale mal dos mortos, meu amigo...—chego até a porta dos Drs—entrei—abro a sala com calma e vejo o Doutor Deeds de costa, sentado na cadeira coberto por uma sombra. Quieto, apensa ruídos vindo dele... Chego até ele e coloco minha mão sobre o seu ombro—... Dr. Deeds?

Ele se vira bruscamente e meus olhos se arregalam. Seu corpo já está no fim do processo de infecção. Seus ossos dominam seu rosto e os dentes crescem para fora da boca, os ossos de seu corpo estalam conforme crescem e se contorcem.

—soooooocorrroooo!!!!—como uma planta, ele cresce pelos ossos, o levando para o alto—ajuuudaaaaaaaaa!!!!—seus pedidos de ajuda param... Ele morreu.

senhor...?

cheguei tarde, Alfred... Estão além de minha ajuda!!—umas luz é ligada diretamente no meu rosto, logo vejo que é o comissário com homens da S.W.A.T.

—olá, morcego...—diz em um sorriso—não mecha um músculo!

—porra, o que ele fez com eles?—um dos seus homens diz com os olhos esbugalhados, assim que vê os corpos das vítimas. Ergo minhas capa para me proteger da luz.

—está óbvio, pessoal! Ele tem uma arma! Ele está armado! Preparem-se para atirar!—seus homens apontam as armas de grande calibre.

—esperem!—peço

—hah! Sem chance, aberração! ABRAM FOGO!!

Eles começam a descarregar suas armas, todos atirando. Com fúria e vontade, sem me dar tempo de reagir. O barulho dos cartuchos caindo é ouvido. Eles gostam, gostam de fazer isso... Estão adorando.

[...]

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