The Bodyguard and the Smoke Dragon
Agradeço a missugarpurple por betar esse capítulo
Boa leitura!
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Quando o momento de mal-estar pela aparatação passa, espero me encontrar no Ministério. Mas em vez disso, estou do lado de fora de uma residência chique em Chelsea. Eu sei disso porque Blaise e Pansy compartilham uma casa aqui, e eu reconheço os estilos arquitetônicos.
Potter nem mesmo espera eu me recompor. Ele me arrasta pela manga do meu robe de seda escada acima e depois pela porta da frente. A decoração da mansão é moderna, mas exagerada, indica dinheiro recém adquirido. Penso que esta deve ser a casa de Rothschild.
Potter me solta com um empurrão brusco, mas indica para eu segui-lo com um aceno de mão. Eu, absolutamente, não deveria estar percebendo isso agora, no meio de uma crise na qual eu estou, aparentemente, sendo acusado de ser um assassino, mas Potter não está usando sua aliança de casamento. Eu silenciosamente me pergunto se isto é recente, antes de ser puxado para um quarto.
Lá, com o corpo dividido ao meio por uma parede, está Rothschild. A expressão em seu rosto me faz estremecer. Sem dúvida sua morte foi dolorosa.
Potter me mostra uma bolsa marcada como "evidência".
— Encontramos isso em suas mãos.
É um pedaço do meu giz especial para jogos, como esconde-esconde.
— Obviamente os feitiços foram adulterados.
— Obviamente — eu respondo nervosamente.
— Diga-me como isso funciona — diz Potter, devolvendo a sacola para o bolso.
— Magias espaciais simples. Ele permite que você desenhe uma porta em qualquer superfície de parede que não tenha sido construída ao redor de uma porta ou janela. Em seguida ele cria uma gaveta secreta no cômodo adjacente para esconder qualquer objeto. Eu o projetei para jogos mais desafiadores de esconde-esconde, inofensivo.
— Não no caso dele.
Potter aponta. Ele tira seu pesado manto carmesim e uma criatura menor está logo atrás dele para pegá-lo e tirá-lo do caminho. Aparentemente ele é um semideus entre os mortais. Meu próximo pensamento é que Potter fará nada menos que um milagre, puxando Rothschild da parede, usando apenas um Expelliarmus. Acontece que Rothschild não se move um centímetro.
— Parece que os feitiços originais são relacionados apenas à sua magia — Potter me diz.
— Eu temia que fosse esse o caso.
— Vou precisar de outro pedaço de giz da minha loja, se você quiser Rothschild fora da parede, ileso.
Potter me olha com tanta intensidade que juro que está olhando através de mim.
— Tudo bem! Os aurores, Darling e Kensington, irão acompanhá-lo de um lado para outro a qualquer lugar que for.
Seus macacos treinados se aglomeram ao meu redor imediatamente.
— O quê? Por que não você, Potter?
Um músculo na bochecha de Potter se contrai.
— Vá agora!
Nós vamos embora antes que Potter possa dizer qualquer outra coisa. Ele é assustadoramente parecido com Severus nesse aspecto. Estou de volta a tempo de ver o músculo da outra bochecha se contrair. Ele sentiu minha falta, eu posso dizer.
Potter me autoriza a desenhar uma segunda porta ao redor da primeira. Eu saio pela outra extremidade, onde o outro pedaço do corpo mutilado de Rothschild está. Eu me sinto um pouco inquieto, mas eu forço um Feitiço Calmante em mim mesmo. Abençoados sejam meus genes Black pela minha determinação.
— Você tem o que precisa, Potter — digo, me perguntando se isso resolve minha aparente detenção também. Entrego o segundo pedaço de giz. Sem dúvida eles vão querer fazer comparações.
— Temos o que precisamos, sim — ele confirma, mas sua expressão sugere o contrário.
— Eu poderia levá-lo sob custódia, mas isso exigiria mais papelada do que eu gostaria de preencher. Você consentiria uma algema de tornozelo com rastreamento?
Eu aceno com a cabeça e ele trava no lugar, surpreso. Um brilho verde doentio, como de um Avada, envolve meu pulso.
— Entrarei em contato — diz ele, olhando-me por cima dos aros dos óculos. Ele parece tão cansado quanto eu.
Eu desaparatei de lá para que eu pudesse me trancar e esquecer que esse dia aconteceu. Assim que eu toquei no chão, vomitei. Culpe a velocidade com que eu saí daquele lugar, ou o fato de que meu mundo acabou de virar de cabeça para baixo. Não importa. De qualquer forma, não ajuda nada que Malfoys sejam delicados. Limpo meus lábios nas costas da minha mão e suspiro. Sutcliffe não ficará feliz na manhã seguinte.
No final da tarde do dia seguinte, Potter decide me agraciar com sua presença. Ao contrário de mim, ele parece ter tido uma noite de sono agradável e pelo menos duas refeições regulares. Não fiz nada o dia todo, exceto andar por aí como um tigre enjaulado. No momento, tenho a concentração de uma formiga.
Quando Potter se aproxima de mim, o brilho da pulseira muda para um cinza fosco, antes de desaparecer completamente. Eu esfrego meu pulso reflexivamente como se fosse uma algema, e não uma peça mágica. O sorriso de Potter é irritante.
— Você pode relaxar, Malfoy. Não estou aqui para prendê-lo.
Solto um suspiro. Meu foco começa a voltar através de uma névoa, que hesito em chamar de medo.
— Isso é um alívio — eu digo, mesmo que isso fosse mais do que eu gostaria de admitir.
— Meu palpite é que alguém tomou Polissuco para se tornar você e cometer o assassinato, tudo para incriminá-lo. Possivelmente um funcionário da Hambleighs. Ainda estamos investigando.
Passo a mão pelos meus cabelos e de repente me ocorre, o corte de cabelo. Sutcliffe? É uma dedução ousada para um cara com medo de seu próprio reflexo. Além disso, estou com vergonha de admitir em voz alta que posso estar descartando-o como suspeito com base apenas em sua adoração por mim.
— Eu estou...
— Seguro? — Potter balança a cabeça enquanto termina minha frase. Estou aliviado em saber que pensamos da mesma forma. — Provavelmente não.
Sento-me, sentindo-me derrotado novamente.
— Quais são as circunstâncias?
Potter também se senta.
— Eu recrutei Hermione para me ajudar. Ela está agindo como uma criadora de perfis, e ela acha que o assassino vai atacar novamente. Eu tendo a concordar.
— Granger está trabalhando nisso também? — Meu suspiro é mais alto do que eu esperava. — O que você sugere, Potter?
Ele meio que sorri.
— Você não vai gostar disso.
Eu jogo minhas mãos para o alto, exasperado. Metaforicamente, ouço o zumbido de advertência. Estou prestes a ser picado por um inseto.
— Oh! Experimente me dizer.
Potter murmura algo sobre estar com calor e depois tira o sobretudo . Ele está me enrolando, o idiota.
Quando a resposta de Potter não vem rápido o suficiente, eu cutuco o ninho de vespas novamente.
— Diga.
— É que eu prefiro que fique perto de mim por enquanto. Eu tenho suspeitos em potencial para entrevistar de qualquer maneira.
Tudo bem, então isso foi mais como um chute. Eu fico com raiva e me levanto, confrontando Potter.
— Não, não, não! Absolutamente não! Eu tenho um negócio para dirigir!
Potter também se levanta e iguala parcialmente nossas alturas.
— Não é como se eu quisesse cuidar da sua bunda, Malfoy! Estou tentando mantê-lo seguro! Estou tentando fazer meu maldito trabalho aqui!
— Como se você pudesse! — eu esbravejo para irritá-lo ainda mais.
— Só a minha bunda, Potter? Você não gosta do que está ligado a ela também?
Ele olha para mim como se eu tivesse enlouquecido e, sim, as chances disso ter acontecido estão definitivamente a seu favor. Uma onda de adrenalina surge em mim, e minhas bochechas esquentam. Parece que tenho dezesseis anos de novo. Não perdemos nada dessa centelha de quando éramos mais novos.
“Bata em mim seu idiota”, sugiro mentalmente.
— Você não vai me incitar a bater em você, Malfoy.
É uma pena, de verdade. Bem… Potter me ouviu, pelo menos.
— E além disso...
Eu arqueio uma sobrancelha, esperando por uma explicação que nunca vem. Potter nunca foi muito articulado. Posso praticamente ouvir as engrenagens de seu cérebro trabalhando.
— E então?
Decepcionado com o que escuto, sou forçado a admitir que nosso momento passou. E estou lentamente sentindo minha idade novamente.
— Tudo bem, tanto faz — eu digo, de repente entediado. — Me siga como uma sombra. Eu não dou a mínima.
Potter realmente parece feliz com isso. Ele tira o sobretudo como se eu tivesse acabado de convidá-lo para o chá, e acho que agora estou obrigado a ter sua companhia. Eu me pergunto sobre o que vamos conversar neste momento, e isso é respondido com a estranha aparição de duas varinhas. Então os rumores são verdadeiros. Eu me faço de ingênuo. Principalmente porque gosto de dar a Potter a impressão de que ele é mais inteligente do que eu.
— Por que você está carregando duas varinhas?
— Oh! — Potter começa. — Eu posso fazer um feitiço duplo.
O idiota nem cora, e eu continuo o assunto parecendo ligeiramente impressionado.
— Sério? Isso é extraordinário, Potter. Foi muito difícil de aprender?
Potter ainda está completamente inconsciente de meu deboche.
— Não, só dei uma estudada rápida.
Eu sorrio e seus olhos se estreitam.
— Você está me aceitando como seu cão de guarda, Malfoy?
— Talvez um pouco.
Potter parece um pouco assassino, então mudo de assunto. Eu não quero receber dois feitiços ao mesmo tempo.
— Então, Potter. Eu estava pensando.
— Isso é uma coisa perigosa — ele brinca. Sua resposta é tão clichê que eu realmente sinto pena dele. Além disso, Potter nem mesmo se entrega. Provavelmente é por isso que não me sinto nem um pouco culpado por ser um bastardo oportunista.
— Eu farei uma proposta a você. Eu darei aos seus filhos o melhor Natal de todos, com brinquedos exclusivos da minha loja, se você me ensinar a fazer dois feitiços ao mesmo tempo.
Potter pondera sobre isso antes de balançar a cabeça.
— Eu não sei, Malfoy. É preciso muita dedicação, e eu tenho a paciência muito curta. Além disso, meus filhos não têm mostrado muito interesse em brinquedos ultimamente. James tem pedido uma vassoura, e Lily, livros.
Homens inferiores aceitariam as desculpas de Potter e iriam embora, mas eu não estou aceitando isso. Você não vai em frente nesta vida sem um empurrãozinho.
— Bobagem. Todo mundo adora brinquedos. Só porque você teve uma infância trancado em um armário...
O punho de Potter me acerta bem no queixo, e eu dou um passo para trás, tropeçando em uma caixa vazia. Eu caio muito mais forte do que qualquer um de nós esperava, e tenho certeza de que pareço um idiota espetacular segurando meu queixo do chão. Para minha surpresa, Potter sorri e me oferece a mão.
— Tudo bem, Malfoy, nós temos um acordo.
Minha mãe sempre disse que eu sabia quais coisas falar para convencer alguém. Tento não parecer tão satisfeito comigo mesmo, mas falho miseravelmente e sorrio de volta. Potter e eu parecemos ser legais juntos. E talvez, apenas talvez, meu pau concorde com esse pensamento.
Apesar de minha associação com uma investigação de assassinato em andamento, meu negócio não sofre tanto quanto eu esperava. Até mesmo fazer o projeto para Potter me ajuda mais do que me prejudica. No ano que vem, ainda poderei produzir o mesmo trabalho de qualidade com o dobro da velocidade.
Tenho de pedir conselhos, por isso corro para o homem que teria sido um bom pai. Dou duas tragadas longas e, em seguida, passo meu cigarro para ele. Ele se entrega a todos os seus vícios através de mim. Eu sou um afilhado tão nobre. Vou odiar ser um retrato. Considero usar um truque que ele me ensinou, mas penso melhor. Ele receberá uma recompensa se eu me beneficiar de seus conselhos.
— O que você acha?
— Eu acho… — ele repete, olhando-me diretamente nos olhos. — Que nós dois éramos...
— O que? — eu digo, tentando apressar o processo com gestos animados de minhas mãos. Seus olhos se arregalam antes de dizer:
— Enquadrados.
Minha boca se abre e ele ri. Algo que não ouvi ou o vi fazer desde que joguei minhas ervilhas moles nele quando criança. Suponho que seja imaterial, mas ainda odeio ervilhas pastosas. Sua risada, entretanto, é um consolo. Só gostaria que não fosse agora, quando preciso de respostas.
— Podemos falar sério, Severus?
Um fogo arde na terra de seus olhos. O tipo que mantém o inferno em chamas.
— Nunca diga meu nome próximo daquele vira-lata sarnento.
Felizmente para mim, sou à prova de fogo.
— Oh! Supere sua rivalidade infantil com seu primo de segundo grau. Eu preciso de sua ajuda.
Ele levanta uma sobrancelha para me lembrar dos bons modos.
— Por favor — acrescento com um sorriso sincero.
— Muito bem — ele admite, sentando-se na poltrona em seu quadro.
— Como posso ser útil?
— Seus pensamentos, como sempre.
Ele cruza as mãos no colo e fica perfeitamente imóvel.
— Potter é como um dardo carregado. Ele encontrará para você o assassino que desejou te incriminar, mas haverá um preço alto a pagar, Draco. Tem certeza de que deseja pagá-lo?
Sento-me na beira da mesa e dou outra tragada no cigarro. Minha resposta vem com uma nuvem de fumaça.
— Eu tenho.
Seu olhar cai para o meu peito e eu sei o que ele está prestes a insinuar.
— Lembre-se, eu não estou mais lá para intervir. Eu sei que o menino pode fazer os feitiços duplos.
A palavra "menino" não passa despercebida. É como se o tempo não tivesse passado para Severus. Eu me pergunto se ele ainda pensa em mim como um adolescente.
— Será de grande benefício para mim.
— Seja como for — ele diz simplesmente. Tenho mais três tragadas no meu cigarro antes que precise apagar ele, então paro por um momento.
— O que eu faço agora?
Sua resposta vem rapidamente.
— Todas as coisas devem proceder como o planejado.
Eu suspiro. Por um punhado de moedas, eu poderia ter recebido este conselho e um prato de porco ao molho.
— Obrigado, Severus.
Eu me levanto e ele caminha até a frente de seu retrato. Seu apelo é silencioso. Eu realmente quero dizer "não", mas não posso.
— Rabo-Córneo Húngaro ou Meteoro Chinês?
— Meteoro Chinês.
Com minhas três tragadas restantes, eu forjo um dragão com a fumaça. Ele exala uma nuvem ondulante pelas narinas e agita a cauda. Tudo que Severus pode fazer é assistir impotente e, mais uma vez, prometo a mim mesmo viver cada dia da minha vida da melhor forma.
Ouço uma batida forte na minha porta, e eu rapidamente disperso a névoa com meus dedos. Eu apago a bituca e jogo ela fora. Severus volta para as sombras de seu retrato, mas não antes de eu ver a tristeza escrita em seu rosto. Quem pensava que Severus Snape queria morrer por várias causas não conhecia o homem de verdade.
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