Capítulo 4 - Vida nova e abandono
A resposta dela foi o mais lindo sorriso que ele já viu na vida em uma carinha amassada de sono. Eles se abraçaram, colando os corpos nus em um momento de afeto e de intimidade.
A doce voz de Fernando provocou uma mudança no corpo recém despertado de Marta. Talvez fossem os hormônios. Talvez não. Ela não sabia explicar. Mas gostava da sensação e sabia que o norueguês também adoraria.
Com os olhos brilhando e um sorriso de segundas intenções ela monta no corpo do amado mostrando a ele todo seu esplendor ao acordar. Fernando teve certeza de que a nenhuma obra de arte no mundo se comparava à Marta naquele momento! Ela estava sobre ele completamente nua!
Os olhos estavam brilhantes! O cabelo bagunçado! A pele reluzia e estava tão macia! Viu os seios empinados dela com os mamilos rosados arrepiados e sentiu o mais completo êxtase ao saber que era que provacava nela todas aquelas sensações! Nua e em toda sua glória ela acariciou o peito nu e peludo dele com as unhas. Ele se arrepiou por completo.
Ambos sorriram um para o outro e ela passou a se movimentar em cima dele como uma amazona. Os sexos se tocavam prontos para aquele encontro que os corpos tanto ansiavam! Marta deixou de aranha-ló e passou a acariciar o próprio corpo até que o homem abaixo de si deixou de encara-lá e olhou para a barriguinha onde uma tímida protuberância já começava a aparecer. Era o filho deles que crescia ali! O sorriso dele foi de orelha à orelha e ela também lhe devolveu um sorriso.
Mas o homem não aguentava mais a espera pela junção dos corpos! A virou com cuidado na cama e ficou sobre ela em um movimento que a pegou de surpresa. Os lábios de juntaram em um beijo sedento e saudoso como se na noite anterior não houvessem se encontrado. Marta acomodou Fernando cruzando as pernas em sua cintura e passando as mãos pelos ombros largos dele, enquanto ele tinha as mãos no couro cabeludo dela puxando aqueles fios sedosos espalhados sobre o travesseiro da cama deles. Os sexos se fundiram em um só fazendo os amantes gemerem alto com o encontro.
As faces dos amantes se contorciam pelo prazer causado pelo atrito dos corpos se unindo. Ele cruza as mãos dele com as dela e as estica deixando os corpos livres dos toques manuais e apenas as dermes suadas se encontrando com tanto querer. Os gemidos altos competiam com o som das pélvis se unindo em sucessivos movimentos que logo encontraram uma velocidade ritmada que os fez seguir até chegarem juntos ao ápice onde o choque do clímax fez os corpos de casal tremerem após aquela transa tão intesa. Os peitos nus com respiração irregulares se tocavam suados pelo contato. Fernando havia desabado em cima de Marta que o mantinha preso entre suas pernas e acariciava suas costas. Ele tinha o rosto enterrado no pescoço dela que sentia sua respiração quente.
- Eu amo a sua pele querida. Perfeita. - disse romântico enquanto beijava o pescoço dela, roçando a barba de propósito causando arrepios na pele que ele tanto dizia amar e acariciava com as mãos grandes o corpo curvilíneo dela. Sua mulher era tão bonita! Praticamente uma divindade! Divindade essa que só ele teria o prazer de cultuar e adorar. E ele ansiava adora-lá por toda eternidade como um louco apaixonado que ele era!
Marta sorri vaidosa com o elogio. Era bom se sentir amada e admirada como Fernando a fazia se sentir. A tempos ela não sabia o que era isso. E pôde constatar naquele momento que havia sentido muita falta. Se sentir amado faz bem, tanto para o corpo quanto para a mente.
- Como se sente?
- Plena. - sorri. - Como uma verdadeira rainha.
- Como uma imperatriz, melhor dizendo. E eis aqui vosso servo fiel que vai realizar todas as suas vontades. Peça. - a beija na boca com vontade. - Peça o que quiser nesse mundo e vai ser seu. - a enche de selinhos molhados no rosto e no colo provocando nela uma gargalhada que ele logo acompanha. - Peça que esse louco apaixonado vai realizar todas as suas vontades. - ele passa a dar atenção ao colo e ao pescoço sua amada.
A risada alta dela para ele, por ele era o maior dos presentes que o Zurique poderia ter na vida. Amou aquela mulher desde a adolescência, e agora, finalmente sendo amado por ela, ele tem certeza de que tudo até aquele momento valeu a pena.
Instantes depois...
É curioso, mas a sensação de conforto ao ver Marta de roupão na frente do espelho no banheiro terminando de lavar o rosto confortava todo o seu ser. Era como se fosse rotina, como se a visse fazendo aquilo todos os dias. Era ao mesmo tempo rotineiro e extraordinário, tê-la ali com ele vivendo a vida a dois. O sorriso de canto de repente se transformou em uma cara safada ao observa-lá se inclinar na pia para retirar o excesso de sabão que ela usou para limpar sua derme em seu ritual de beleza matinal.
Devagar, na ponta dos pés e nu ele foi até ela, passando pela enorme porta que dava acesso ao banheiro do quarto, Fernando se posicionou atrás da imperatriz que agora passava as mãos no rosto finalizando o que fazia ainda inclinada e se ajoelhou colocando as duas mãos em cada lado do quadril da mulher e beijando sua bunda por cima do roupão branco e felpudo. Ela leva um susto mas permaneceu na mesma posição por causa das mãos firmes de seu parceiro em seu quadril.
- Animado novamente? - ela fecha os olhos em uma expressão de prazer e relaxamento sentindo as mãos de Fernando descerem de seu quadril para o final de suas pernas agilmente porém voltando lentamente, causando nela um formigamento prazeroso.
- Você não tem ideia. - ele sobe das pernas para a bunda dela, a acariciando por debaixo de tecido com pegadas firmes e prazerosas. Ele sente a pele dela arrepiar e se põe de pé. Em um gesto rápido ele a vira e desamarra o roupão fazendo o tecido deslizar pela pele dela e ficar no chão.
Os olhos se encontram. Brilhantes. As pupilas dilatadas. As maçãs do rosto coradas. E os corpos prestes a entrarem em combustão.
Ele a segurou firme pelo quadril a erguendo como se ela não pesasse nada e a depositou com cuidado sobre a bancada de mármore escura. O contraste frio da pedra com a pele quente fizeram a imperatriz se arrepiar inteira. A imagem dela naquele momento seria uma das que ele guardaria até o final dos seus dias. O cabelo meio bagunçado, fugindo da normalidade. A pele alva ganhando um tom avermelhado e exitante. Os olhos grandes e brilhantes como duas preciosas pedras de turmalina. Apaixonantes! O peito descendo e subindo rápido em uma respiração irregular. Os seios acompanhando o movimento com os mamilos rosados firmes pela excitação do momento. E o canto da boca aberta com os lábios que imploravam pelos dele. Ah sim, agora ele sabia qual era a visão do paraíso.
Separou as pernas dela com pressa e a puxou mais para si com uma certa dureza. Ele era um homem doce fora das quatro paredes, mas um completo canalha na cama. E Marta descobriu que aquela combinação fazia dela uma completa sortuda.
Ela colocou uma mão na pia e a outra no ombro dele em busca de apoio. Mas Fernando em outro puxão colocou mais o corpo dela no dele. Agora as duas mãos da imperatriz estavam nos ombros fortes dele e suas pernas em cada lado do corpo dele. Fernando segurou seu membro e o levou até a entrada dela, os olhos dos dois estavam fixos se encarando. Até que Marta jogou a cabeça para trás quando sentiu ele afundar dentro de si de uma vez sem dificuldade devido a sua lubrificação.
Fernando permaneceu com uma mão na cintura dela e a outra subiu para o pescoço, trazendo os olhos dela para si novamente. Ele passou a penetra-lá com força e rapidez. Retirou a mão da cintura e massageou seu seio com força.
Marta gemia com vontade, perdida nas sensações que Fernando lhe causava. Gemia em abandono. Até que ele passou a flexionar os joelhos dando mais intensidade ao ato. Saía dela quase por completo e depois se afundava novamente com força. Ambos serraram os dentes de tanto prazer!
A imperatriz deu uma cruzada de perna na cintura do homem e o circulou os braços nos ombros dele colando os corpos em uma sensação absurdamente gostosa para ambos.
Fernando beijou Marta com força e intensificou ainda mais o ritmo das penetradas. Não havia romantismo ou gentileza naquele ato. Havia apenas um homem que desejava ardentemente sua mulher e que estava disposto a dar à ela todo prazer que pudesse. Porque ele era doido por ela. Como nunca havia sido por nenhuma outra.
Fernando Zurique amava tudo em Maria Marta. Suas curvas, sua elegância, sua sagacidade, seus olhos, seu sorriso e até mesmo seu jeito metido de dondoca. Adora ela e tudo nela. Como um servidor fanático por uma divindade. Ele à amava assim.
O ápice chegou e os amantes gozaram dele juntos. Peles suadas. Corpos ofegante. Respirações entrecortadas. terminações nervosas formigando. Sorrisos brilhantes e outro beijo molhado com os peitos se chocando em respirações desreguladas. Ah como é bom, sentir o amor e sua plenitude como um todo e poder desfrutar dele sem reservas, exatamente como os dois faziam naquele momento.
O sorriso cúmplice daquele encontro apaixonado pela manhã não saíria de seus rostos pelo resto do dia.
Momentos mais tarde...
Em uma pequena mesa de chá nos jardins da casa, Marta e Fernando desfrutavam de um café reforçado com um pouco de tudo servido na mesa à disposição deles. Pedido do próprio Fernando à cozinheira da casa.
Vestidos com roupões felpudos desfrutando daquela paz, o homem fez à amada uma sugestão:
- O que acha de convidarmos Joaquim para um jantar? Tenho certeza que ele já não se aguenta de tanta curiosidade.
- riu despretensiosamente observando a mulher que tinha a xícara de café nos lábios.
- Tem é? Achei que a essa altura ele já soubesse da nossa recente união. - arqueou a sombrancelha.
- Na verdade, sabe apenas por altos. Os detalhes sórdidos ainda não foram revelados e tenho certeza que ele deve estar roendo às unhas junto à Carmem. - constatou com um sorriso de canto.
- Carmem?
- Esposa dele. Meus amigos de muito tempo. Bons amigos. Queria te apresentar a eles. Se estiver com disposição é claro.
- Bom, eu não gostaria de expor nada nosso agora. Gosto desse nosso casulo. Mas se são de confiança para manterem a boca fechada. Por mim, será um prazer. - fala alisando o queixo.
- Não vai se arrepender. Carmem é uma ótima pessoa. E é claro que você pode organizar tudo. Quando quer que seja?
- Hoje mesmo. Pode chamá-los querido. Estava realmente sentindo saudades de organizar um jantar.
- Nesse caso, - ergueu sua xícara satisfeito. - um brinde. A nós e à toda paz que estamos desfrutando. Que permaneça!
- Que permaneça!
As peças de porcelana se chocaram. O clima auspicioso permanece no ar.
Pena que ele só permaneceria por lá.
Na mansão Medeiros...
O choque inicial seguido por uma confusão mental de suas ideias deu lugar a um acesso de raiva previsível do comendador que atravessou a sala da casa com pressa ainda carregando a pasta e a caixa de jóias sem direcionar o olhar nem à palavra a ninguém e subiu à escada em passos ligeiros.
Deixando os jovens na sala sem entender nada do que acontecia, no início do corredor que leva ao quarto da imperatriz, Zé Alfredo passa a gritar.
- MARTA! DÁ PRA EXPLICAR QUE HISTÓRIA É ESSA!??
O homem bate na porta do quarto insistentemente sem resposta, o que resulta em murros violentos do homem que já estava ficando sem paciência.
Marta o amava, era fato. Ele sempre soube disso. Nem na pior crise do casamento dos dois, nem mesmo quando ele trouxe a amante para morar com ele, ela não havia baixado sua cabeça. Não havia jogado toalha. Recusava o divórcio que ele já havia proposto tantas e tantas vezes dia após dia. Ela não o deixaria livre, fosse por amor ou por orgulho. Zé Alfredo acreditava naquilo tanto quanto acreditava em seu amuleto. Então que papéis eram aqueles!? Que diabos ela planejava? Enlouquecê-lo na véspera do lançamento da Império? Isso sim, lhe parecia mais a cara dela.
- MARTA! RESPONDE DESGRAÇADA! O QUE É QUE VOCÊ TÁ ARMANDO DESSA VEZ!? ABRE JÁ ESSA PORTA!
A força depositava na constância daqueles golpes fora tanta, que a porta da quarto abriu. Não estava trancada, mas o comendador batera tanto, que o trinco soltou da fechadura. Com a passagem livre, ele entrou no cômodo sem pestanejar. Sedento por respostas.
- MARIA MARTA SERÁ QUE VOC...
Ele parou ao constatar a cama arrumada e intocável da imperatriz. Os lençóis finos e lisos arrumados perfeitamente era absolutamente impensável naquele horário. A imperatriz acordava tarde, sempre uma das últimas a despertar. Era comum encontrá-la naquele horário ainda coberta pelos lençóis e inconsciente.
Deu a volta no cômodo e foi ao banheiro da suíte, a porta do mesmo aberta só confirmou que ela não estava no quarto. Ele retornou confuso. Queria gritar com ela. Tirar satisfações sobre aquele pedido de divórcio que na mente dele, era impensável vir da parte dela.
Os olhos passeavam pelo local de forma mais devagar, ele percebeu que faltavam coisas naquele lugar. Os porta retratos estavam sem fotos. Os livros no criado mudo não estavam mais lá.
- Mais será o Benedito? What's a hell, Maria Marta...
Deixou sobre a cama o que tinha nas mãos e abriu gavetas, armários até chegar às portas do guarda-roupa onde só encontrou os cabides pendurados. Solitários. Que confusão toda era aquela!? Onde estava ela com suas respostas?
- Aquela praga...
Será que havia ido para Petrópolis? Ela queria enlouquecê-lo às vésperas do lançamento!? Que inferno! Suas ideias não se alinhavam de jeito nenhum!
- CLARAÍDE!!!
O homem saiu do quarto gritando pela empregada mais fiel da casa. Em sua cabeça desarmônica no momento, a mulher era a única que tinha as respostas.
Os mais jovens na sala viram o comendador descer cuspindo maribondos. Não entendiam nada! Mas de algo sabiam, estava ligado à Imperatriz. Sem sombra de dúvida.
A empregada veio da cozinha da casa andando normalmente. Já estava preparada para o que vinha por aí.
- Chamou, comendador?
- Claraíde, onde está a Marta!? What's a hell! Não posso terum dia de paz? Me diz, Claraíde, onde está aquela desgraçada? As roupas não estão no quarto, tá tudo vazio. Onde ela se enfiou!?
Os mais novos que tentavam entender a zona, arregalaram os olhos. Como assim Marta havia sumido!?
- Como assim pai? Onde está a coroa?
- Por acaso eu tô segurando uma bola de cristal, João Lucas!? - virou para o caçula sem paciência. - Onde está, Claraíde? Aquela desgraçada que só serve pra roubar a minha paz, onde?!
A empregada respirou fundo, mas não de nervoso. O tempo que trabalhou para aquela família a habituaram com os hábitos temperamentais do comendador.
- Ela foi embora seu Zé. - despejou sem floreios aquela verdade.
O homem a olhou tentando entender a situação.
- Petrópolis? Ela foi pra Petrópolis? ÀS VÉSPERAS DO LANÇAMENTO?
José Alfredo não era burro, por mais que não se importasse em aparentar a família perfeita para mídia, tinha noção que isso era importante. Manter as aparências. Sobretudo em tempos de crise como os que a Império passava. Precisava dela. Precisava dela para a maldita festa que ocorreria em dois dias.
- Não seu Zé.
- Então pra onde?!
Os mais novos presentes atrás do comendador, resolveram se pronunciar.
- Claraíde, como assim? Minha tia foi embora?
- Que história mais sem cabimento, a cara da Marta. - Clara balançava a cabeça debochada.
- Peraí Clara, a mamãe não faria isso às vésperas do lançamento da Império. Ela não faria isso.
- Acorda, Zé Pedro! Não tá vendo que exatamente isso que aconteceu?
- Ô Danielle, deixa seus ataques de nora contra sogra pra mais tarde. Claraíde, como assim? A coroa foi embora?! Mas, pra onde?
- Isso ela não disse.
- Como ela não disse Claraíde? Se quando eu vejo a primeira coisa que encontro no meu escritório é um pedido de divórcio e as jóias dela? Até a aliança de casamento ela deixou!
- A resposta está diante do senhor, seu Zé. Ela foi embora, de vez.
E a ficha do comendador caiu. Estava estático. Olhava a empregada com incredulidade. Ele havia sido abandonado?
Sentiu a perna fraquejar, deus dois passos para trás e caiu sentado no sofá com um bolo formado na garganta e uma feição pálida.
- O que? - disse fraco, ainda olhando para empregada.
Enquanto isso, longe dali...
Fernando observava Marta dando ordens às empregadas sobre o jantar que ele havia acabado de confirmar com o casal Pinheiros. Não precisou de mais nada além do pedido para jantarem, sabia que o casal de amigos se roía de curiosidade em saber dos fatos que levaram ele e Marta a ficarem juntos.
Ele sorria para sua mulher, a observava toda mandona, toda dondoca. Orientava as mulheres sobre qual louça deveria ser usada no jantar, o cardápio que serviriam, as bebidas que deveriam ser preparadas com antecedência. Os enfeites que ornariam à mesa...
Ele a olhava encantado. Amava todas as faces daquela mulher, desde a amante insaciável até dona de casa. Mas em breve, ele conheceria melhor seu lado empresarial, tão ferino quanto a amante e tão sutil como a dona de casa. Mas ainda teria que esperar um pouco para isso...
De volta a mansão Medeiros...
Zé Alfredo não conseguia compreender. Sua mente dava voltas, as palavras de Claraíde nublavam sua mente, estava um verdadeiro pandemônio!
- Claraíde, minha mãe disse que ia embora? O que houve? Como isso aconteceu? - Pedro quis saber agoniado.
- Como assim ela foi embora? - insiste João Lucas.
- Eu não sei como as coisas chegaram nesse ponto, seu Lucas. Ela chegou ontem do trabalho, esperou vocês para o jantar. Ninguém apareceu. Ela comeu e foi fazer às malas. Se despediu e disse que voltou a ser feliz.
- Ser feliz? Feliz Claraíde? Ela deve tá muito feliz agora, infernizando a minha vida! Arruinando a festa de estreia da nova coleção da Império!! - Zé Alfredo gritou espatifando no chão o enfeite de vidro que estava na mesa da sala a frente dele.
- Tio, calma. Isso deve ter uma explicação. A tia estava na empresa ontem, trabalhando na coleção como todo mundo. Falou com o Patrício, com o Cláudio, conferiu e aprovou às peças. Tem que ter algo errado. - Amanda tentava entender o lado da tia.
- Errado? Ela deu no pé e abandonou o barco afundando. Foi isso que aconteceu. - despeja Danielle.
- Agora não, ô garota. Cala a boca antes que eu enfie a mão na sua cara! - afirma Amanda. - Claraíde, a minha tia disse onde foi?
- Não dona Amanda. Quando perguntei se ia para Própolis, ela negou. Não disse onde ia. Mas disse que ligava em dois dias. E se quisessem saber de algo, era só olharem no escritório.
- Sim, ela deixou lá um pedido de divórcio assinado. A aliança de casamento e todas as jóias dela. Como se explica isso? - Zé questiona, sem conseguir ligar os pontos.
- Ela disse que só ia aparecer no dia da festa? E que história é essa de pedido de divórcio? Ela deixou a aliança aqui? - Maria Clara estava perplexa. Sua mãe jamais abriria mão dessas coisas. Não jogaria tudo nos ares...
- Ela estava feliz... - comenta Claraíde, despretensiosamente. Ganhando atenção de todos imediatamente.
- Feliz? Como feliz? Pensando bem devia estar mesmo! Arruinando tudo! - o comendador bateu as mãos espalmadas na mesinha da sala.
- Ela estava diferente seu Zé... Leve, sorridente. Saiu daqui diferente...
- O que está querendo dizer? - Pedro questiona.
Estava perante os olhos de todos, mas ninguém queria ver o óbvio.
- Estou dizendo o que vi, seu Zé Pedro.
Todos pararam um instante, olhando uns para os outros. A ficha caiu, finalmente...
- Será... Será que ela está com alguém? - Pedro quase não tinha voz ao falar.
José Alfredo o encara como se ele tivesse proferido a maior das blasfêmias. Marta havia se envolvido com Maurílio, mas jamais se afastou de casa. Se fosse verdade... Não, não podia ser! Ela o amava, não é mesmo? Será que...?
- Eu sabia que ela estava estranha ultimamente... Acordando tão cedo. - comenta Lucas.
Horas mais tarde...
Marta alisa seu vestido em frente ao espelho. Se sente tão bonita! Ser amado nos faz tão bem... Fernando a abraça por trás, beijando seu pescoço alvo sedutoramente.
- Acho que vou cancelar esse jantar... Ainda está em tempo! Esse seu vestido precisa ser tirado do seu corpo agora meu bem... - desceu as mãos que estavam na cintura para tentar levantar o vestido e foi imediatamente contido por ela.
- Nem pense nisso. Eu não organizei esse jantar o dia inteiro pra você cancelar de última hora. - o beijou na bochecha. - As horas vão voar querido, você vai ver...
- É bom mesmo...
E assim o casal desceu para sala de estar, onde umas das empregadas abria a porta. Ao avistar o casal de amigos de longa data, Fernando os comprimenta eufórico.
- Sejam bem-vindos!
*********************************
Adoro seus comentários e gostaria de saber suas teorias do quê ainda está por vir. Alguém faz alguma ideia do q vem por aí?
O q estão achando da inclusão desses novos personagens?
Obs: apenas para um pequeno esclarecimento.
Carmem Pinheiros é interpretada por Christiane Torloni enquanto Joaquim é por Edson Celulari. A inspiração veio de um casal amigável, leal e simpático que eles já interpretaram. Fiz algumas mudanças é lógico, mas nada que fugisse muito da realidade. Sei que as duas atrizes na vida real são boas amigas na vida real por isso achei mais que perfeito juntar as duas como confidentes.
Volteiiiiiiiiiiiii pessoallllllllllllll.
Estou feliz demaissssssssss por todos os que me mandaram mensagem me pedindo para voltar logo. Agradeço do fundo do coração, de vdd.
Agora que minha vida anda mais tranquila, estou de volta para continuar essa fic.
Repostei os capítulos que agora estão revisados e livres dos erros de português, mas se por acaso encontrarem algum, eu peço que relevem, por favor. O mais difícil pra mim como escritora é fazer a revisão. Sempre deixo passar uma coisa ou outra, mas enfim.
Nas Notas da Autora, no início do livro, fiz algumas mudanças e por isso peço que leiam com cuidado às novas informações.
Fora isso, conto com os comentários de vocês para saber o que estão achando da fic e o que esperam. Estou aberta a ouvir sugestões para os capítulos da história.
Mais uma vez obrigada a todos vocês que favoritam, lêem e comentam a fic.
Muitos bjsssssssss, até o próximo capítulo 👋👋👋👋.
O capítulo foi intencionalmente mais curto. Para intensificar o gostinho de quero mais😘😘.
Ps:
Meus sinceros agradecimentos à @Lolonso_Miludir por sugestões muito bem vindas, a @aesteticsmy1 por suas doces palavras que me motivaram a seguir escrevendo e a todos os que comentaram sobre a fic e pediram por um rápido retorno.
Fico muito contente em estar agradando vcs com algo que realmente tenho gostado de escrever.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top