Souvenir
Já era mais de meia noite quando Noah e eu voltamos ao carro para irmos embora.
– Dorme comigo hoje? – eu o olho e sorrio enquanto ele dirige.
– Ufa, eu já ia me oferecer – ele me olha e nós rimos.
Depois de algum tempo, nós adentramos no pequeno estacionamento do prédio em que ei estava hospedado.
Quanto chegamos no quarto Layla já estava dormindo, então tentamos fazer o máximo de silêncio possível. Nos sentamos na minha cama e eu começo a tirar meu tênis, me levanto e tiro minha calça.
– Vou tomar banho, você vem? – dou um sorriso sacana e vou para o banheiro e retiro o restante das minhas roupas.
Ligo o chuveiro e entro debaixo da água quente, um minuto depois vejo Noah entrando, ele fecha a porta e então me olha dos pés a cabeça mordendo seu lábio inferior, dou uma risada e balanço a cabeça negativamente. Ele retira as roupas e ali estava o corpo da minha lembrança, só que mais majestoso.
Noah me abraça e a água cai em nossos corpos, ele encara meu rosto e sorri.
– Gostei da barbinha – ele diz apalpando meu queixo e eu rio.
– Gosto dessa bundinha – digo apalpando seu glúteo e nós rimos.
– Andei malhando nos últimos meses – ele sorri.
– Ah é? – falo em um tom de surpresa para zoar com ele.
– É... Malhando, bebendo, tentando criar música... – ele dá um sorriso fraco – tentei ocupar minha mente para não me lembrar de você, mas nada funcionou, é claro.
– Eu sou inevitável – abro os braços e rio e ele me olha com uma cara feia e depois ri – agora, Sr. Urrea, você pode parar de beber, não há mais necessidade e quero ouvir suas criações – pisco para ele e o mesmo sorri.
– Quando você vai embora? – ele começa a passar o sabonete em meu corpo.
– Domingo, amanhã no caso – dou um sorriso fraco.
– Mas já? – ele faz um biquinho.
– Sim, menti para os meus para vir para cá e eu preciso falar com eles, esclarecer as coisas com ele – olho em seus olhos – Está tudo tão confuso, ainda não está claro para mim o que eles fizeram.
– Acho que a gente pode tentar falar com o Simon, ele que passava as informações para nós quando você estava em coma. Tipo, foi ele quem disse que a gente não podia mais citar seu nome na internet ou para o público e também era ele que passava as notícias sobre você – Noah me passa o sabonete.
– É uma boa ideia, eu tenho que saber mais antes de poder lavar a roupa suja com os meu pais – começo a passar o sabonete em seu corpo.
Depois do banho Noah e eu nos vestimos e nos deitamos em minha cama. Noah me abraça por trás e eu sorrio.
– Boa noite, Beauchamp – ele beija meu pescoço.
– Boa noite – sorrio e fecho os olhos.
Tinha sido uma boa noite de sono, sentir a respiração de Noah em meu pescoço só tinha me feito adormecer mais rápido.
Escuto Noah bocejando e então abro os olhos, estava de frente para ele, olho em seus olhos e sorrio e ele faz o mesmo.
– Bom dia, pombinhos – Layla fala e eu me inclino um pouco para trás para olhá-la arrumando suas roupas.
– Bom dia – a voz de Noah estava mais rouca, ele sorri, se senta e pega seu celular.
Me sento, me aproximo de Noah, beijo seu pescoço e ele sorri.
– Eu tenho que ir para casa, mas Simon concordou em conversarmos hoje às 17h, então eu passo para te pegar – ele sorri.
– Tá bom, eu e Layla vamos dar uma volta, quando você falar que está pronto, te mando a localização e você nos busca – me sento ao seu lado.
– Ok – ele começa a calçar seu tênis e depois disso se levanta para ir ao banheiro.
Pego meu celular e checo as mensagens, nada de importante.
Após Noah sair do banheiro, eu me levanto, me aproximo e lhe dou um abraço.
– A gente se vê mais tarde – ele fala e me dá um selinho.
Sorrio e vou abrir a porta para ele.
Vou para o banheiro me arrumar e escuto a voz da Layla falando comigo, mas não entendo o que ela diz.
– O que? – meu tom de voz era alto.
– Vocês fizeram ontem? – ela aumenta sei também e eu escuto sua risadinha.
– Claro que não, nós gostamos de privacidade, não somos como certas pessoas – digo enquanto coloco pasta na escova.
– Deveria experimentar uma novas aventuras – ela ri.
Eu também rio e balanço a cabeça negativamente. Layla e eu nos arrumamos e saímos do hotel, como estávamos um pouco longe do centro, nós pedimos um Uber para chegar até lá.
Passamos a manhã e tarde inteira entrando e saindo das lojas, comprando coisas que realmente valiam a pena, já que estávamos um pouco duros.
Não muito depois de entrarmos em uma cafeteira, às 16:32, Noah me manda uma mensagem perguntando onde eu estava. Mando minha localização para ele e enquanto esperamos, pedimos dois milk shake.
– Você parece tão mais feliz agora que está com ele – Layla toma um pouco da sua bebida.
– Eu não só pareço, eu realmente estou, sabe? Me sinto completo – sorrio para ela e ela retribui.
Depois de alguns minutos ali conversando, Noah entra no estabelecimento e eu sorrio.
– Vamos? – ele pergunta enquanto se senta.
– Vamos. Quer beber algo? – pergunto.
– Não, valeu baby – ele pisca para mim e eu sorrio.
– Vou lá pagar – digo me levantando e indo até o caixa com a Layla.
Depois de pagar, nós vamos embora.
– Onde vamos encontrar o Simon? – pergunto sentado no banco do passageiro.
– Na XIX – Noah dá um sorriso fraco para mim.
Depois de alguns minutos dirigindo, nós chegamos no prédio que era realmente grande e me parecia familiar, talvez porque eu já havia estado alí.
Quando Noah e eu entramos na sala de Simon, ele se levanta e sorri abrindo os braços. Ele também parecia familiar.
Ele se aproxima, abraça Noah e depois me abraça, eu retribuo e sorrio depois de nos afastarmos.
– Como você está? – ele pergunta dando a volta na mesa e se sentando em sua cadeira.
– Muito bem – eu sorrio e me sento quando ele faz um sinal para que Noah e eu nos sentassemos.
Ficamos alguns segundos em silêncio.
– Então... Eu não estou sabendo de muita coisa que aconteceu enquanto eu estava em coma... – mordo os lábios – meus pais não fizeram questão de me falar sobre o NU ou sobre o Noah – olha para Noah, que estava sentado ao meu lado, por um momento.
– Eu sei, Josh – Simon respira fundo – Quando tudo isso aconteceu com você, seus pais vieram até mim e me avisaram que se você melhorasse não faria mais parte do grupo. Isso não foi certo, de forma alguma, mas eles estavam desesperados e foi um trauma para eles vê-lo naquele estado. Enfim, eu entreguei todo o dinheiro que o seu trabalho aqui te gerou e eles disseram que iriam guardar para o seu recomeço – ele exita um pouco antes de continuar – Eles me disseram que iam apagar você da internet porque não queriam que você ficasse marcado caso a pessoa que tentou te matar soubesse que você era famoso e eu concordei em ajudar, então pedi que todas as informações sobre você nos sites do nosso domínio fossem apagadas. De alguma forma, seus pais deram um jeito de apagar realmente seu nome da internet, então todas as fotos foram retiradas do ar e não tinha como postar mais essas fotos no google e nem pesquisar o seu nome, provavelmente usaram algum hacker.
Eu não sabia como me sentir ao certo, me sentia irritado por meus pais terem feito aquilo, mas conseguia imaginar o desespero dos meus pais, principalmente por sermos sempre bem próximos. Contudo, não era um direito deles e além de tudo aquilo, eles tinham dado um jeito para eu não conseguir descobrir quem Noah era usando meu celular e meu notebook. Eu realmente não sabia se podia perdoá-los por afastar de mim a pessoa que eu mais amava.
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Peço que me sigam, eu tenho algumas questões sobre a história e gostaria de perguntar coisas em forma de aviso.
Segue a playlist da fic no spotify: https://open.spotify.com/playlist/6n9KcntGabE8b6Uqa33zMF?si=xfYuFi7dTLWgOgR3eayNSw
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