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Eu não estava conseguido dormir direito, não depois de ter lembrado daquele garoto e ter encontrado tais informações sobre ele. O que me deixava inquieto era o fato de ele não ter me procurado depois de todo esse tempo, meus lapsos de memória me indicavam que havíamos tido alguma coisa importante, ainda mais por ter lembrado dele dizendo que aquela música tinha sido escrita para mim.

Uma coisa era certa meus pais podiam estar escondendo coisas de mim, principalmente pelo fato de não conseguir pesquisar sobre o garoto ou o grupo do qual ele fazia parte no meu notebook e celular, desse modo não poderia mais falar sobre o garoto com meus pais porque ou eles mentiriam ou me impediriam de vê-lo. Era uma coisa que eu já tinha determinado e planejado, ir ver Noah Urrea e descobrir quem ele era para mim.

– Eu preciso de sua ajuda, Layla, eu preciso ir para Los Angeles – falo com a garota uma semana depois que eu tinha lembrado de Noah.

– Fazer o que? – ela tinha uma expressão confusa.

– Encontrar uma pessoa – olho para ela sério, ela parecia um pouco pensativa.

– É alguém do Now United? – ela exita um pouco em perguntar.

– Você conhece o grupo? – agora era eu quem tinha uma expressão confusa, ela assenti com a cabeça.

– Na verdade, Rafael pediu para eu não falar sobre o grupo com você, mas eu não acho isso certo.

– Por que? – me aproximo dela, o que estava rolando ali?

Layla respira fundo e me olha com uma expressão séria.

– Você fazia parte desse grupo antes do seu acidente.

Eu franzo o cenho. Aquilo era mesmo verdade? Meus pais estavam me escondendo tantas coisas assim?

– Não, você está de brincadeira, né? Tipo... como posso ter feito parte desse grupo e nunca ter recebido uma visita deles ou não ter uma foto com eles? – pergunto colocando a mão na testa, estava me sentindo um pouco nervoso.

– Eu não sei, mas de uma coisa eu sei, seu nome foi meio que "banido" da internet – ela faz as aspas com os dedos – e suas fotos com o grupo foram apagadas, então mesmo que você tente achar fotos suas, não tem como fazer isso usando seu nome como base da pesquisa.

Parecia que muitas coisas estavam sendo esclarecidas e era muita coisa para eu associar naquele momento, me sento e sinto a raiva me tomando, teriam sido meus pais?

– Eu tinha percebido um pouco, mas não sabia que era tão drástico assim – mordo o lábio inferior – eu, eu preciso achar o Noah.

– Por que? – ela pergunta confusa.

– Porque eu me lembrei dele. Você pode me ajudar? – dou um sorriso com o canto dos lábios.

– Tá bom, mas como eu posso ajudar? – ela se senta ao meu lado e me olha.

– Eu não posso falar nada para os meus pais, nem sobre Noah e nem sobre o grupo, não até eu descobrir mais coisas sobre esse assunto – respiro fundo – A gente precisa achar qualquer evento que possa justificar a nossa ida, algum show, algum evento de dança, algo assim.

– Tudo bem, é só pesquisarmos na internet.

– E então eu vou ter que dar um jeito de me encontrar com Noah lá, eu preciso de respostas, parece que minha vida está sendo controladas por outras pessoas – falo cerrando um pouco os punhos.

– Mas o que você se lembra sobre o Noah?

– Eu lembro dele cantando uma música e dizendo que a havia escrito para mim – olho para ela e ela parecia confusa novamente – eu sei que é estranho, mas eu sinto que nós tínhamos um vínculo muito forte, algo especial.

– Talvez, o ship Nosh seja real – ela ri.

– Não no momento, mas talvez já tenha sido – eu me sentia perdido, mas pronto para desvendar tudo aquilo – ah, não comenta com o Rafael.

Eu estava irritado com Rafa porque ele sabia de algo já que havia pedido para Layla esconder coisas de mim.

Durante a semana Layla e eu procuramos a nossa desculpa para irmos a Los Angeles, não tinha sido tão difícil, felizmente a final do American's Got Talent seria no próximo fim de semana.

– Eu vou para Los Angeles, nesse fim de semana, ok? – falo para os meus pais durante o jantar na segunda.

– Los Angeles? Fazer o que? – meu pai estampava confusão em seu rosto.

– A Layla conseguiu duas entradas para a final do American's Got Talent e me chamou para ir – sorrio e como um pouco.

– Ah – a expressão do rosto de minha mãe se suaviza – e vocês vão que dia e quanto tempo vão ficar?

– A gente vai na sexta e volta no domingo, a final é no sábado – tomo um pouco de suco e meus pais se olham entre si. Suspeito.

– Tudo bem – meu pai sorri.

– Tudo bem só se você não sair sozinho por lá, é muito difícil para nós deixá-lo voltar àquela cidade – minha mãe me olha séria – Acho que seria bom o Rafa ir com vocês e...

– Não – a interrompo – ele não pode, vai estar ocupado esse fim de semana e eu não preciso de guarda costas e se for para viver com medo a todo momento, então prefiro não viver – falo meio sem expressão.

– Certo – meu pai assenti – mas toma cuidado, por favor filho...

Na sexta às 16h, escuto uma buzina em frente de casa, olho pela janela e era Layla com seu namorado. Pego minhas coisas e desço para me despedir de minha mãe.

– Tchau, mãe – a abraço.

– Toma cuidado, não sai muito por lá, só se nescessário – minha mãe fala em meio ao abraço.

– Tá bom – beijo seu rosto, sorrio para ela, pego minhas coisas e saio.

Quando chegamos no aeroporto, Layla e eu tiramos nossas malas do porta-malas e entramos.

– Que missão, hein Josh – Carlos, o namorado de Layla, fala e solta um riso.

– Nem me fale – dou um sorriso meio fraco para ele.

Fazemos tudo que precisávamos e sentamos para esperar o vôo. Sem demorar muito, o avião chega e embarcamos.

Levaria algumas horas para chegarmos e eu só conseguia pensar em como seria encontrar Noah e o que falaria para ele.

Foram 3 horas e meia até chegarmos em Los Angeles e as 20:30h estávamos entrando no quarto do hotel.

Me sento na cama, checo meu celular e mando uma mensagem para os meus pais avisando que eu tinha chegado. Pego uma agenda telefônica que tinha no quarto do hotel e começo folheá-la.

– Devo tentar vê-lo hoje? – olho para Layla que estava retirando algumas coisas da sua mala.

– Mas já? Assim de cara? O que você vai falar para ele? – ela pergunta rapidamente.

– Eu não sei, mas eu não posso esperar, eu consegui o endereço dele – levanto a agenda para ela ver.

– Tudo bem, então vamos – ela se levanta e eu faço uma cara confusa – não vou deixar você ir sozinho.

Reviro os olhos, mas concordo com a cabeça.

Dentro do Uber, sinto minhas mãos geladas e tremendo, eu ficava ainda mais nervoso enquanto ficávamos mais próximos do lugar.

– Pode parar aqui – digo para o motorista do Uber que para dois quarteirões antes da casa de Noah.

Pagamos o motorista e descemos do carro. Caminhamos lentamente.

– Acho que é alí – aponto para uma casa do outro lado da rua.

– Ok, você vai lá e eu fico aqui esperando, ok? – ela sorri e eu assinto – coragem.

Respiro fundo e atravesso a rua. Ao chegar na frente da casa de Noah, eu me lembro de partes da briga que havia tido com um homem, seu pai, me lembro do insultos do homem e de suas palavras grosseiras, me lembro também da raiva que eu tinha sentido. Tudo aquilo me faz exitar por um momento, pensando se deveria ou não bater naquela porta.

– Foda-se – avanço para a porta e aperto a campainha.

Depois de alguns segundos Noah abre a porta, o choque em seu rosto, era como o choque no meu, meu coração batia tão forte que não me surpreenderia se eu tivesse um ataque cardíaco.

– Josh? – ele fala relativamente alto, era impossível não ver que ele estava surpreso e ouvir meu nome sair da sua boca era a melhor coisa que tinha me acontecido nos últimos meses.

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Peço que me sigam, eu tenho algumas questões sobre a história e gostaria de perguntar coisas em forma de aviso.

Segue a playlist da fic no spotify: https://open.spotify.com/playlist/6n9KcntGabE8b6Uqa33zMF?si=xfYuFi7dTLWgOgR3eayNSw

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