Lego House

Felizmente, a festa para o meu pai havia sido muito boa, com excessão de um tio que havia feito um comentário infeliz sobre eu namorar um garoto.

"Ufa, é uma pena que você namore outro cara, mas ainda bem que ele não é feio"

E depois desse comentário minha mãe quase atirou um copo de cerveja em sua cabeça.

Meu pai tinha ficado muito feliz com toda a surpresa e quase chorou quando entreguei o presente que tinha lhe comprado.

Quando ficou tarde, os parentes começaram a ir embora, uns menos bêbados que outros, mas meus avós passariam a noite em casa, então Noah e eu dormimos em um colchão na sala.

Na manhã seguinte, acordo, abro os olhos e me deparo com minha vó observando Noah e eu enquanto sorria.

– O que foi? – falo bem baixo e ela se aproxima de nós.

– Vocês formam um belo casal, na verdade – ela sorri e eu também – Ah, você precisa ir me visitar, faz tempo que não vai. Acredito que ficar com o garanhão que está do seu lado te tome muito tempo, se não conseguem se desgrudar mais, leve-o também.

– Mas e o vovô? Não se importaria?

– E você acha que ele se importa? Quando éramos adolescente, ele até tinha um namoradinho – ela fala em um tom brincalhão.

– Sério? – pergunto surpreso.

– Claro que ele nunca admitiu, eram tempos piores, mas eu era a melhor amiga dele e você sabe que a vovó sabe de tudo – ela ri e eu também.

– Quero saber mais sobre isso – me sento no colchão.

– Agora não, rapaz, se levanta e vamos tomar café da manhã – ela se vira e vai para a cozinha.

Observo Noah alí deitado e sorrio.

– Queria uma família tão compreensiva como a sua – ele fala, abre os olhos, e me encara.

– Um dia eles vão entender – sorrio para ele.

– Acho que não tão cedo – ele fala se se sentando também e dando de ombros.

Viro seu rosto para mim e beijo sua testa.

Nós nos levantamos usamos o banheiro e vamos para a copa tomar o café da manhã. Meus pai e meus avós já estavam na mesa e discutiam sobre alguma coisa que tinha acontecido na noite anterior. Noah e eu nos sentamos e começamos a comer.

– Você deveria ir lá para casa, Josh, faz tempo que não aparece por lá – meu vô fala enquanto me encara.

– Até você vô, a vovó já me deu esse sermão – bebo um pouco de suco.

– Por que não vamos pescar juntos semana que vem? – meu vô dá uma piscadinha para minha avó.

– Não posso, a gente tem que ir para o México hoje a noite.

– É bom você me trazer alguns doces de lá. Lembra Henry quando íamos naquele mercado que tinha produtos mexicanos? – minha vó passa a mão no braço do meu vô e ele sorri e concorda com a cabeça.

– Vou tentar vovó – sorrio para ela.

Depois do café da manhã, Noah e eu damos uma volta pela cidade e depois voltamos para casa e almoçamos.

A tarde, gasto a maioria do tempo arrumando minha mala.

– Joshua quero esse quarto arrumado antes de você ir – minha mãe pede batendo na porta do meu quarto e eu reviro os olhos.

– Tá bom, mãe.

Enquanto eu arrumava minha mala, Noah estava deitado em uma parte da minha cama lendo um livro que não me interessava saber sequer o nome.

– Ei – dou um tapinha em sua perna e ele dirige seu olhar para mim – Posso colocar um pouco de música para tocar?

– Ok – ele se senta na cama e fecha o livro, coloco uma música para tocar no Spotify e conecto na caixinha de som para ampliar o volume.

Minutos depois minha mãe nos avisa que ia sair com meus avós, assim Noah e eu ficamos sozinhos em casa.

As 16 horas, faltava pouco para eu terminar de fazer as malas.

Escutamos a campanhia tocar.

– Ainda não terminei, pode ir abrir para mim – peço a Noah que me olha confuso.

– Mas eu nem moro aqui – ele fala incrédulo.

– Por favor lindão, se precisar é só me chamar.

Noah bufa e sai do quarto para atender a porta e depois de uns 5 minutos volta.

– Quem era? – pergunto enquanto fecho a mala.

– Um tal de Rafael.

– Nosso vizinho, o que ele queria?

– Hm, queria falar com a sua mãe – Noah começa a rir.

– Porque está rindo? – pergunto confuso.

– Porque eu quase dei uma bola fora e falei que era seu namorado – ele ri um pouco mais e eu o encaro sério.

– Noah, você é louco?

– Foi sem querer – ele dá de ombros, mas continua rindo.

– Não vai cagar com tudo – falo sério, mas depois rio também.

Às 19 horas, Noah e eu estávamos prontos para embarcar em um voo para o México. Os voos demoram algumas horas e quando chegamos no hotel na Cidade de Puebla, só pensamos em dormir e descansar para estarmos dispostos no dia seguinte.

Às 7 horas da manhã todo o grupo vai a um restaurante para tomar o café da manhã.

– Josh, você precisa falar com a Any – Noah me advertia enquanto estávamos sentados comendo.

– Eu vou falar, só vamos gravar o clipe primeiro, nossas cabeças estão cheias de coisas já, não é muito bom acrescentar mais.

– Ok – Noah responde em um tom sério e percebo que ele não tinha gostado muito da ideia.

Após comermos, vamos para as localidades onde íamos gravar.

– Pessoal, escutem – chamo a atenção de todos – Enquanto a Any vai gravar a parte dela na igreja, o diretor pediu para eu repassar a coreografia com vocês.

Depois de muito tempo gravando, chegamos a parte final onde teríamos que descer uma rua correndo e pulando, todos felizes.

Enquanto corria, pela primeira vez, acabo trombando em Sabina e caindo junto com ela.

Me levanto rapidamente.

– Desculpa Sabi – digo enquanto a ajudo a levantar.

– Todos estão bem? – Yonta pergunta vindo ao encontro de Sabina.

Felizmente ninguém se machuca e então filmamos essa parte novamente e tudo ocorre corretamente dessa vez.

– Finalizamos por aqui, pessoal – o diretor avisa.

Nós começamos a nos abraçar e gritar em comemoração.

– Preciso falar com você – falo enquanto abraço Any.

– Ok – nos afastamos do resto do grupo.

– Any, você é minha amiga e é muito especial para mim, e eu não quero passar uma impressão errada para você sobre os meus sentimentos – falo em um tom nervoso enquanto a encaro – Eu gosto muito de você, mas não do jeito que você pensa e tem o contrato, não podemos fazer isso...

– Eu entendi, Josh, desculpa, eu sei que tem o contrato, mas eu pensei que você sentia o mesmo e pensei que valia a pena tentar – ela solto um sorriso fraco e dá de ombros.

Enquanto penso no que falar, percebo que o pessoal do grupo me encarava com espanto, seus olharem iam de mim para Noah.

– O que está acontecendo? – Any pergunta e caminha na direção do pessoal, a sigo.

– Está acontecendo alguma coisa Joalin? – Any pergunta e a garota finlandesa mostra a tela de seu celular para Any e eu consigo ver também.

Estava lá, naquela tela, Noah e eu se beijando na frente da boate que tínhamos ido e tinha uma legenda "Pensei que o contrato os impediam de fazer essas coisas, Noah e Josh estão quebrando umas cláusulas aí kkkk"

Any e Joalin olham para mim confusas. E de repente Yonta aparece.

– Você pode me explicar o que é isso? – ela fala séria.

– O que? Vocês acham que somos nós mesmo? Não somos nós – falo nervoso e começo a respirar rapidamente.

– Yonta não é a gente, isso é impossível, somos amigos – Noah aparece e fala rapidamente, mas em um tom mais firme que o meu – Nós não faríamos isso.

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