Goodbye
Meus pais me olham perplexo e eu apenas olho para eles com uma sobrancelha arqueada.
- Por que você fez isso, Josh? - meu pai fala com um tom sério.
- Porque esse notebook não serve mais para mim, assim como a mentira de vocês - coloco minhas mãos em cima da mesa, me inclino e olho de um para o outro.
- Do que está falando? - minha mãe fala preocupada.
- Ok, já chega, chega de mentir para mim, sobre quem eu costumava ser, chega de tentar me proteger dessa maneira - respiro fundo tentando me acalmar, puxo a cadeira e me sento - Por que vocês não queriam que eu me lembrasse do Noah?
- Ele foi te ver enquanto estava em Los Angeles? - o tom de voz de minha mãe era sério.
- Não, eu menti, eu fui para L.A especialmente para vê-lo, parece que mentir e guardar segredos virou algo recorrente nessa família - bufo - Vocês quiseram me manter longe da pessoa que eu mais amo e se eu não tivesse lembrado dele provavelmente vocês não me contariam, né? Por que quando eu perguntei se eu tinha me relacionado com alguém vocês negaram? - falo tudo bem rapidamente e então finalmente respiro.
- Filho - meu pai suspira - nós sabemos o quão importante o Noah era para você, aceitamos que vocês namorassem, mas tínhamos nossas preocupações quanto ao trabalho de vocês e em relação a vocês serem atingidos de alguma forma por serem figuras públicas e então tudo aconteceu...
- E vocês culpam o Noah por tudo, ele não tem culpa, eu briguei com ele e seu pai no dia em que tudo aconteceu, ele estava nervoso e fui eu quem foi precipitado - respiro fundo.
- Filho - antes que eu pudesse continuar, minha mãe toma palavra - nós não o culpamos, mas... - ela parecia aflita.
- Mas um dia depois do ocorrido, nós recebemos uma mensagem - meu pai tira seu celular do bolso.
Ele mostra um print de uma mensagem.
Filho : Se o filho de vocês continuar vivo, agora que penso no que fiz sinto um pouco de culpa, as coisas podiam ter sido resolvidas de outra forma, enfim, se Josh conseguir se recuperar, é bom ele não manter contato com Noah, espero que vocês avisem isso para ele ou deem um jeito de garantir isso, caso contrário eu vou ser mais certeiro. A decisão sobre a segurança dos dois está em suas mãos.
Eu leio a mensagem confuso, como eu poderia ter mandado essa mensagem para os meu pais. Olho perplexo para os dois.
- Depois de receber a mensagem fui à polícia, eles rastrearam o sinal do seu celular e acharam em um armazém abandonada há 2 horas de Los Angeles. Não encontraram nenhuma digital no aparelho, nem mesmo a sua - meu pai morde os lábios - até agora não conseguiram nada e o celular está arquivado como prova.
- Não podíamos arriscar, se fosse real ou não, não podíamos arriscar. A polícia sugeriu que pedíssemos a Noah para ficar longe, mas nós sabíamos que ele não ficaria, então tivemos que fazer o que fizemos, brigar com ele...
Eu estava totalmente sem reação, eu não podia culpá-los por conta dessas circunstâncias, mas ainda pensava que não tinha sido o melhor jeito de resolver as coisas.
- Vocês fazem ideia de quanto fizeram o Noah sofrer? - falo.
- Nós sabemos, mas achávamos que fosse melhor desse jeito - minha mãe suspira - Filho não é seguro estar com o Noah agora, não é para você e não é para ele, não enquanto não resolverem esse caso - ela me olha triste.
- E por acaso eles estão perto de resolver isso? - falo sabendo que não, o caso não tinha tido avanço - Eu não consigo ficar longe de Noah, eu não sei o que fazer, ele é a melhor coisa que me aconteceu, eu não posso afastá-lo, não agora que acabo de estar com ele - falo abaixando a cabeça e passando a mão no meu cabelo.
Eu estava perdido, eu queria, mais que nunca, que a polícia conseguisse resolver esse caso, antes não estava tão preocupado porque pensava que tinha sido uma pessoa aleatória que me havia me atacado, mas não era, era alguém que de alguma forma poderia estar nos observando. Me levanto.
- Filho... - minha mãe segura minha mão.
- Eu preciso de um tempo para processar - me viro e subo para meu quarto.
Me sento na cama e fico olhando para meus pés, as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto, eu sabia que alguma coisa tinha que ser feita, fico ali pensando por uns 20 minutos. Eu não podia colocar Noah em perigo também.
Pego meu celular, clico no contato de Noah e ligo para ele.
- Eai, baby - escuto sua voz, ele parecia animado - Vou te visitar nesse fim de semana, consegui aliviar minha agenda.
- Noah - respiro fundo, minhas lágrimas rolavam aos montes - Você não pode vir - tento normalizar minha voz ao falar.
- Ah... Tudo bem, podemos marcar em outra semana - ele fala um pouco chateado.
- Não, não dá, não podemos nos ver mais - minha voz de choro era evidente.
- Como assim? O que está acontecendo, Beauchamp? - sua voz tinha um tom de preocupação.
- Corremos um risco muito grande se ficarmos juntos, estão nos ameaçando. A pessoa que tentou nos matar fez isso por nossa causa - eu rompo em lágrimas.
- Amor, que história é essa? - ele fala confuso - eu não posso ficar mais longe de você - sua voz começa a falhar e sabia que ele estava começando a chorar.
- Vou falar para meus pais pedirem aos policiais te explicarem, eu não consigo fazer isso - eu queria gritar.
- Tá, mas a gente pode esperar, juntos - ele fala, seu tom tinha se recomposto.
- Eu sou uma bagunça Noah, tenho a impressão de que minha vida vai continuar sendo complicada e não posso deixar que você entre nesse furacão - mordo meu lábio inferior tão forte que me machuco - eu também não posso te manter preso a mim...
- O que está querendo dizer? - sua voz fica trêmula novamente - Não faz isso...
- Eu estou terminando com você - respiro fundo, tinha que ser firme naquele momento - Não quero que me ligue mais, não me procure, vai viver sua vida...
- Josh, você é a minha vida, você não pode fazer isso, sou eu quem tenho que decidir se quero ou não me arriscar estando com você...
- Mas eu já decidi que não quero estar com você mais, não é como antes - eu estava a ponto de desmoronar - Tchau.
Desligo o telefone e a primeira coisa que faço é bloquear Noah em tudo.
Minha cabeça latejava e as lágrimas voltavam com tudo, a raiva, a angústia e a tristeza me tomavam.
- Porra - empurro tudo o que estava na minha mesinha para o chão. Pego meu taco de hockey e começo a bater com ele na mesa e gritar palavrões aleatórios ou só gritar, tinha a sensação de que iria chorar para sempre.
- Josh, calma - Rafael tira a parte do taco que sobrara em minha mão - Calma - ele me abraça e eu retribuo, choro em seu ombro por uns 30 minutos.
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Peço que me sigam, eu tenho algumas questões sobre a história e gostaria de perguntar coisas em forma de aviso.
Segue a playlist da fic no spotify: https://open.spotify.com/playlist/6n9KcntGabE8b6Uqa33zMF?si=xfYuFi7dTLWgOgR3eayNSw
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