Capítulo 6

RIVALIDADE E CAOS

O clássico entre São Paulo e Corinthians era sempre um evento tenso, mas naquela noite, o clima parecia mais carregado do que o normal. As arquibancadas estavam lotadas, com as torcidas rivais gritando cânticos provocativos. João estava em campo, focado no jogo, enquanto Maria assistia na área reservada para familiares.

Ela estava ao lado de Bruna, a irmã de João, que vibrava animadamente com cada jogada. Porém, Maria não podia deixar de sentir o peso daquela rivalidade. Mesmo fora do gramado, a paixão exacerbada das torcidas era algo difícil de ignorar.

A Tensão nas Arquibancadas

No segundo tempo, quando o placar marcava 1 a 1, uma discussão começou na área ao lado de onde Maria e Bruna estavam. Dois torcedores, um do São Paulo e outro do Corinthians, começaram a se empurrar. Em questão de segundos, outros se juntaram à confusão, e a briga se espalhou como fogo em palha seca.

"Maria, vamos sair daqui!" Bruna puxou o braço dela, mas a multidão ao redor já estava em movimento, tornando difícil sair do tumulto.

Maria tentou seguir Bruna, mas em meio à confusão, acabou tropeçando e caindo. Antes que pudesse se levantar, um dos torcedores, ao tentar chutar outro, acabou acertando violentamente a cabeça de Maria.

Tudo ficou escuro.

O Desespero de João

Em campo, João percebeu a movimentação anormal nas arquibancadas. Ele viu os seguranças correndo e a confusão crescendo, mas não conseguia distinguir o que estava acontecendo. Foi então que notou Bruna, aos prantos, apontando para o chão, onde Maria estava caída.

O sangue gelou em suas veias. Sem pensar duas vezes, ele correu em direção ao técnico, tentando explicar o que tinha visto.

"Técnico, é a Maria! Ela está machucada!"

"Moreira, concentre-se no jogo," Antônio respondeu, tentando manter o foco no time.

"Eu não vou ficar aqui sabendo que algo aconteceu com ela!" João respondeu, já saindo do campo em direção ao túnel de acesso.

No Hospital

Maria foi levada às pressas para o hospital, desacordada. Bruna foi com ela na ambulância, enquanto João chegou pouco depois, ainda com o uniforme do jogo.

"Como ela está? O que aconteceu?" ele perguntou desesperado à recepcionista.

"Ela está sendo avaliada pelos médicos. Por favor, aguarde."

João passou as mãos pelo cabelo, andando de um lado para o outro. Bruna, com os olhos cheios de lágrimas, tentou acalmá-lo.

"Foi um chute forte, João. Mas ela vai ficar bem. Ela é forte."

"Ela não deveria nem ter passado por isso! Eu devia ter tirado ela daquele jogo, devia ter feito algo!"

O Alívio

Horas depois, um médico apareceu.

"Ela está estável. Sofreu uma concussão, mas não há danos graves. Vamos mantê-la em observação por 24 horas."

João sentiu um peso sair de seus ombros, mas só se acalmou completamente quando foi autorizado a vê-la.

Maria estava acordando, com os olhos ainda pesados. Quando o viu, tentou sorrir.

"Ei..." ela disse, a voz fraca.

"Você me assustou," João respondeu, segurando sua mão com força.

"Desculpa," ela murmurou, tentando brincar.

"Não tem graça, Maria. Eu quase enlouqueci."

Uma Promessa

Mais tarde, enquanto Maria descansava, João não saiu de perto dela. Ele segurou sua mão e beijou sua testa, fazendo uma promessa silenciosa de protegê-la de tudo e todos, sempre.

Naquela noite, ele percebeu ainda mais o quanto a amava e como não suportava a ideia de perdê-la.

Continua...

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top

Tags: #joaomoreira