Capítulo 26

NAS GARRAS DO PASSADO

Era uma manhã tranquila em Manchester. João havia saído cedo para um treino extra, enquanto Maria, agora com poucos meses de gravidez, decidira aproveitar o tempo para organizar algumas coisas no novo apartamento. A vida finalmente parecia entrar nos eixos após os episódios turbulentos recentes. Mas o destino, ou melhor, Eduardo Vargas, tinha outros planos.

O desaparecimento

João voltou para casa por volta do meio-dia, com o habitual sorriso no rosto. Porém, ao abrir a porta, algo não parecia certo. A bolsa de Maria estava jogada no chão, e o apartamento estava em silêncio absoluto.

"Maria?" chamou, andando pelos cômodos.

Nada. Nem resposta, nem sinal dela. No entanto, havia algo que gelou seu sangue: um bilhete sobre a mesa de jantar.

"João, espero que aproveite a sensação de perder o que mais ama. Assim como eu perdi tudo. Quer sua preciosa Maria de volta? Vamos jogar. Eu escolho as regras."
João apertou o papel com força, sentindo a raiva e o pânico crescerem em seu peito. Ele sabia exatamente quem estava por trás disso. Eduardo havia cruzado um limite perigoso.

O resgate desesperado

Sem perder tempo, João ligou para o empresário e para a polícia local. Um esquema de busca foi montado rapidamente, mas João não conseguia esperar. Ele começou a revisar as câmeras de segurança do prédio com a ajuda do porteiro e encontrou as imagens que confirmaram seu pior pesadelo: Eduardo havia estado ali.

As cenas mostravam Eduardo, disfarçado de entregador, rendendo Maria na entrada do prédio e a levando para uma van branca.

"Eu vou acabar com ele," João sussurrou para si mesmo, as mãos tremendo de raiva.

Pouco tempo depois, o telefone de João tocou. Era um número desconhecido. Ele atendeu imediatamente.

"Eduardo!"

"Que rapidez, João. Parece que você está realmente preocupado com sua querida esposa," Eduardo zombou do outro lado da linha.

"Se você tocar nela, eu juro que vou te destruir!"

"Calma, calma. Eu só quero conversar... ao meu jeito. Venha sozinho ao galpão no endereço que vou te enviar. Sem polícia, ou você nunca mais verá Maria."

Maria nas garras de Eduardo

Enquanto isso, Maria estava amarrada a uma cadeira em um galpão abandonado. Eduardo a observava de perto, com um olhar desequilibrado e um sorriso perturbador.

"Por que você faz isso, Eduardo? Qual é o seu objetivo?" ela perguntou, tentando manter a calma.

"Você realmente não entende, não é? João destruiu a minha vida. E agora, eu vou destruir a dele," ele respondeu, inclinando-se para perto dela.

"Você acha que isso vai te trazer paz? Que vai te dar o que perdeu? Você precisa de ajuda, Eduardo. Não é assim que se resolve as coisas."

Eduardo deu uma risada amarga. "Não preciso de sermões, Maria. Preciso de vingança."

O confronto

João chegou ao galpão no fim da tarde, sem informar ninguém. Ele sabia que estava entrando em uma armadilha, mas não podia deixar Maria em perigo.

"Eduardo!" gritou ao entrar.

Eduardo apareceu, segurando Maria com uma faca próxima ao pescoço.

"Finalmente, o grande João Moreira. Veio resgatar sua princesa?"

"Solta ela, Eduardo. Isso é entre nós."

"Você sempre foi o herói, não é? Sempre o escolhido, o favorito. Mas hoje, João, você vai aprender como é perder."

João tentou manter a calma, observando cada movimento de Eduardo. "E o que você ganha com isso, hein? Mostra que você é o covarde que sempre foi?"

As palavras de João o irritaram, e por um momento, Eduardo perdeu o controle. Foi o que João precisava. Ele avançou, agarrando o braço de Eduardo e afastando a faca de Maria.

Eles lutaram intensamente, e em um momento de descuido, Eduardo tropeçou e caiu, batendo a cabeça em uma estrutura de metal. A polícia, que havia rastreado o telefone de João, chegou logo depois, prendendo Eduardo e garantindo a segurança de Maria.

O alívio

Horas depois, no hospital, João estava ao lado de Maria enquanto ela era avaliada. Felizmente, tanto ela quanto o bebê estavam bem, apesar do estresse.

"Você está segura agora," João disse, segurando a mão dela.

"Você me salvou. De novo," ela respondeu, emocionada.

João a puxou para um abraço apertado. "Não importa o que aconteça, Maria. Eu sempre vou lutar por você. Por nós."

E naquele momento, ambos souberam que, independentemente dos desafios, o amor que compartilhavam era mais forte do que qualquer inimigo

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