Capítulo 16
A JORNADA DE SUPERAÇÃO
Os dias no hospital se tornaram semanas, e os dias se tornaram meses. A luta de Maria estava longe de ser fácil, mas ela se agarrou à esperança com uma força que surpreendia até ela mesma. Os espasmos que ela sentia de tempos em tempos eram dolorosos, mas a cada dia ela conseguia enfrentar uma nova dificuldade. A fisioterapia era intensa e exaustiva, mas o olhar de João sempre esteve ali, firme, como uma ancla que a mantinha no presente, impedindo que se perdesse em suas inseguranças.
A recuperação era um processo difícil. Maria sentia raiva de si mesma em alguns momentos, achando que seus limites eram intransponíveis. Mas sempre que olhava para João, via a paciência em seus olhos, a confiança que ele tinha nela, e isso a fazia querer continuar. Ele acreditava nela mais do que ela mesma acreditava.
Uma tarde, após uma sessão de fisioterapia particularmente difícil, Maria estava em sua cama, suada e exausta. João estava ao seu lado, ajudando-a a se ajeitar. Ela olhou para ele, com um sorriso fraco, mas verdadeiro.
"Você sabia que eu era teimosa, né?" Maria disse, com um sorriso irônico. "Agora, eu sou ainda mais teimosa do que antes."
João riu baixinho, ajeitando um fio de cabelo que caía sobre o rosto dela. "Eu sabia que você ia superar isso, Maria. Você sempre foi mais forte do que pensa."
Ela suspirou, olhando para as marcas de esforço em suas mãos, as cicatrizes emocionais e físicas que agora definem sua luta. "Às vezes, é difícil acreditar nisso, João. É difícil acreditar que, em algum momento, vou poder voltar a ser a Maria de antes."
João segurou sua mão com firmeza. "Você é a Maria de antes. A única coisa que mudou é que agora você tem mais história para contar. Mas eu te amo do mesmo jeito, e você vai ver, a cada dia, você vai voltar mais forte. E eu estarei com você em cada passo, como sempre estive."
Aquelas palavras de João eram como um bálsamo para a alma dela. Maria sabia que não podia contar apenas com o amor dele para curar suas feridas, mas esse amor estava sendo a força que ela precisava para dar o próximo passo, para tentar de novo, para se levantar.
Dois meses depois...
Maria e João estavam em sua casa, mais uma tarde de fisioterapia. Eles haviam se mudado para um lugar maior, um lugar mais acolhedor, perto do centro de reabilitação onde Maria fazia seu tratamento. A cada dia, a esperança crescia mais em Maria, e ela estava começando a aceitar que sua recuperação seria um longo caminho. O mais importante era que ela não estava sozinha. João estava ali, ao seu lado, ajudando-a a enfrentar cada obstáculo.
Ela ainda precisava de muito apoio para se manter em pé, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Mas aos poucos, ela começava a sentir os músculos da perna responderem um pouco mais. Não era uma recuperação rápida, mas era um sinal de progresso, algo pelo qual ela se orgulhava.
Uma noite, depois de um dia difícil, Maria estava no sofá, deitada com as pernas levantadas, tentando descansar depois da fisioterapia. João se sentou ao seu lado, olhando-a com uma expressão que era uma mistura de amor, preocupação e admiração. Ele sempre soubera que ela era forte, mas agora ele via a verdadeira profundidade de sua força.
"João, você tem me ajudado tanto. Eu não sei como posso te agradecer por tudo isso", Maria disse, olhando para ele com um sorriso fraco. "Sei que isso tudo é difícil para você também, não só para mim."
Ele sorriu suavemente e pegou sua mão. "Não precisa agradecer, Maria. Eu te amo, e você vai superar isso. Eu estou aqui por você, em cada passo do caminho. Juntos."
Ela ficou em silêncio por um momento, sentindo o conforto das palavras dele, mas também a dor da luta que ainda estava por vir. Era difícil, mas ela sabia que não importava quanto tempo demorasse, ela iria se levantar. Para ela, isso era mais do que apenas uma recuperação física; era a recuperação do seu espírito, da sua vontade de lutar.
"Eu sei que vou conseguir, João. Eu não tenho escolha", Maria disse, com mais confiança. "Eu vou conseguir. E eu te prometo uma coisa: vou ser ainda mais forte do que antes."
João sorriu, tocando seu rosto de forma carinhosa. "Eu acredito em você, Maria. E quando você estiver pronta, quando se sentir pronta, nós vamos enfrentar o mundo de novo. Juntos."
Alguns meses depois...
Maria continuava sua reabilitação, e a cada dia, ela se aproximava mais da sua antiga forma. Mas a maior conquista era a força que ela encontrou dentro de si mesma. A confiança em si mesma que antes ela não sabia que tinha. Ela não estava mais apegada à ideia de voltar a ser a Maria de antes. Agora, ela estava se tornando uma nova versão de si mesma – mais forte, mais resiliente e mais determinada.
E João, com seu amor incondicional, estava ali, firme e presente, sendo a rocha que ela sempre precisou. Ele sabia que, embora o caminho tivesse sido longo e difícil, havia um futuro brilhante esperando por eles. Juntos, eles poderiam enfrentar qualquer coisa. O futuro agora era algo que eles olhavam com esperança.
Continua...
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